Invasão
12 Missão de resgate
O galpão estava iluminado por luzes brancas frias, criando sombras nas paredes metálicas. Jacob caminhava entre os membros de sua equipe, ajustando os últimos detalhes para a missão. Riley estava sobre uma mesa, examinando os mapas com atenção, enquanto Emmett afiava uma faca com uma expressão despreocupada. Jasper revisava as armas, a mandíbula travada, e Major Laurent organizava os soldados com a disciplina que lhe era característica.
— Certo, pessoal – Jacob começou, a voz firme e controlada. – Nossa missão é clara: Encontrar e trazer Sarah e Will de volta em segurança. Não importa o que estiver entre nós e eles, vamos passar por cima.
— E se encontrarmos resistência? – Jasper perguntou, sem tirar os olhos do rifle que desmontava.
Jacob respirou fundo, olhando para o mapa estendido.
— Não vamos subestimá-los. Esses... alienígenas são mais rápidos e mais fortes do que nós. Mas têm pontos fracos, como vimos nas últimas semanas. Mira certeira e trabalho em equipe vão nos manter vivos.
Emmett fez um som baixo, um misto de risada e desafio.
— Fáceis de falar, difíceis de fazer. Você viu o que um deles fez com aquele tanque em Seattle, não viu?
Riley ergueu os olhos.
— É pra isso que estamos aqui. Ninguém disse que seria fácil.
Jacob ia responder, mas foi interrompido pelo som agudo da porta do galpão se abrindo. Todos os olhares se voltaram para a figura alta e imponente que entrou: Edward Cullen, o presidente dos Estados Unidos, com sua postura sempre impecável. Ao lado dele, uma mulher loira com uniforme tático e um olhar que misturava provocação e desafio.
Jessica Stanley.
O clima ficou mais pesado no instante em que Jacob e Jessica trocaram olhares. Ela sorriu, mas havia algo de ácido em sua expressão.
— Os últimos 15 anos te fizeram bem, Jacob – ela comentou, o tom carregado a postura rígida.
— Jessica.
Edward interrompeu, ignorando a tensão entre os dois.
— Jessica fará parte da missão.
Jacob franziu o cenho, os olhos se estreitando.
— Com todo respeito, senhor presidente, isso não é necessário. Já tenho uma equipe qualificada.
Edward deu um passo à frente, a autoridade transparecendo em cada palavra.
— É necessário, sim. Esses alienígenas não são como nada que você já enfrentou, Jacob. Minha filha não me perdoaria se algo acontecesse a você.
Jacob não respondeu, o maxilar tenso enquanto mantinha o olhar fixo no presidente. Edward tirou algo do bolso e o estendeu: um dog tag de aço brilhante com duas chapinhas presas a uma corrente. Jacob pegou o colar e leu as inscrições: Jacob Black. General.
Ele ergueu o olhar, perplexo.
— Eu não estou retornando ao exército.
Edward não recuou.
— Não estou pedindo que retorne. Estou te dando autoridade. Para essa missão, acima de você, apenas eu. Você vai precisar disso.
Os soldados ao redor, incluindo Riley e Major Laurent, bateram continência imediatamente. O som ecoou pelo galpão. Jacob ficou imóvel, o dog tag pendendo em sua mão.
— Não preciso de títulos ou insígnias – ele disse, finalmente, com a voz baixa. – Isso não é sobre cargos ou autoridade, Isso é sobre meus filhos.
Edward assentiu, os olhos frios, mas compreensivos.
— E é exatamente por isso que estou te dando isso. Vai precisar de toda vantagem possível. Esses alienígenas não jogam limpo, Jacob.
Jessica, que assistia à cena com um sorriso quase divertido, deu um passo à frente.
— Parece que os velhos tempos estão de volta. Você no comando, eu te cobrindo. Quase nostálgico, não acha?
Jacob lançou um olhar duro para ela.
— Vamos manter o foco, Jessica. Isso aqui não é um reencontro.
O sorriso dela desapareceu, mas ela manteve o queixo erguido, desafiadora.
— Como quiser, general.
Jacob colocou o dog tag no pescoço, embora o peso simbólico fosse maior do que o real. Ele olhou para sua equipe.
— Terminem os preparativos. Saímos em trinta minutos.
Os soldados responderam com acenos e palavras de confirmação. Enquanto a equipe se dispersava, Jacob se afastou, o olhar fixo no horizonte além da porta aberta do galpão. Mesmo com os pesos da responsabilidade e da autoridade impostos sobre ele, a única coisa que ecoava em sua mente era a promessa que fez a si mesmo: trazer Sarah e Will de volta, não importava o custo.
O ambiente ao redor do balcão era quase surreal, carregado por uma tensão que nenhum dos dois verbalizava completamente. Renesmee segurava a mão de Jacob com força, como se sua vida dependesse disso. Ele vestia um uniforme militar impecável, mas o peso no olhar dele era o que mais a preocupava.
Jacob levantou a mão livre e acariciou o rosto dela com ternura, o polegar roçando sua bochecha.
— Eu volto – ele prometeu, a voz firme, mas com uma suavidade que era só para ela. – Com Sarah e Will. Isso é tudo que importa agora.
Renesmee tentou sorrir, mas os olhos denunciavam sua preocupação.
— Só... não demora. E toma cuidado, Jacob. Não posso perder você.
Ele inclinou-se e beijou-a com amor, deixando que aquele momento fosse só deles, mesmo que soubessem que estavam sendo observados. Quando se afastaram, Jacob a puxou para um abraço forte, o que ela aceitou sem hesitar.
Porém, ao abrir os olhos, Renesmee notou que Jessica, trajando um uniforme semelhante ao de Jacob, observava os dois com atenção. Os olhos dela pareciam avaliadores, quase desafiadores, o que fez algo despertar em Renesmee.
Jacob percebeu o olhar dela desviando e seguiu a direção. Ele sorriu de lado, um pouco divertido.
— Não me diga que está com ciúmes – provocou, tentando aliviar a tensão.
Renesmee o encarou, o rosto corando levemente, mas a expressão séria.
— Estou, sim – ela admitiu, sem rodeios. – Você vai sair em uma missão com a sua ex-namorada, e ela está claramente mais interessada em você do que devia.
Jacob soltou uma risada baixa, aproximando o rosto do dela novamente.
— Ness, não existe outra mulher para mim. Nem que os alienígenas destruam todas as mulheres do planeta e só sobre Jessica. Ainda assim, seria só você.
Renesmee não conseguiu conter o riso, mesmo em meio à tensão. Ele sempre sabia como desarmá-la.
— Você tem certeza disso? – perguntou, brincando, mas com um fundo de verdade.
Jacob segurou o rosto dela com as duas mãos, o tom completamente sério agora.
— Absoluta. Você é tudo para mim, Nessie. Nunca duvide disso.
Ela suspirou, relaxando um pouco nos braços dele.
— Então não demora – pediu, os olhos começando a encher de lágrimas. – E traga nossos filhos de volta, meu general.
Jacob sorriu ao ouvir o título que ela usou, mas não disse mais nada. Apenas beijou a testa dela e a soltou lentamente, como se fosse difícil se afastar.
— Eu te amo – ele disse antes de se virar para os outros.
Renesmee o assistiu se juntar à equipe, o uniforme dele destacando-se entre os outros. Ela percebeu Jessica lançando outro olhar rápido em sua direção, mas desta vez, Renesmee manteve a cabeça erguida, confiante. Jacob era dela, e nada mudaria isso.
Ele subiu no transporte, dando uma última olhada para ela antes de desaparecer na noite, levando consigo a promessa de trazer Sarah e Will de volta para casa.
...
A equipe avançava em silêncio pelo terreno devastado de Washington. A destruição era completa: prédios desmoronados, veículos abandonados em caos e destroços espalhados por todos os lados. Jacob dirigia o veículo principal, seus olhos fixos na estrada à frente. Ao lado dele, Riley consultava um dispositivo tático, monitorando a área em busca de sinais de movimento.
— Estamos nos aproximando da zona central – disse Riley, ajustando o visor. – Há sinais de atividade mais adiante.
Jacob não respondeu, apenas manteve o foco. Atrás deles, Emmett e Jasper revisavam armas e se preparavam para o combate. Jessica observava tudo em silêncio, mantendo-se em alerta.
Ao dobrar uma esquina, o som de passos pesados e um brilho incomum no horizonte chamaram a atenção da equipe. No caminho à frente, um grupo de seres altos e esguios bloqueava a estrada. Suas formas brilhavam com um tom metálico sob a luz difusa do céu cinzento.
Jacob parou o veículo bruscamente.
— Todos fora – ordenou com firmeza.
A equipe desceu rapidamente, formando uma linha defensiva ao redor do veículo. Jacob ergueu o punho, sinalizando que deveriam esperar pelo movimento inimigo. As criaturas avançaram, rápidas e coordenadas, emitindo sons agudos que faziam os ouvidos de todos zumbirem.
— Visem os pontos fracos – gritou Jacob, apontando sua arma para uma das criaturas.
O combate foi intenso. A equipe trabalhou em sincronia, atacando com precisão e cobrindo os flancos uns dos outros. Emmett, com sua força impressionante, derrubou uma das criaturas com um golpe direto. Jasper liderou uma parte do grupo, protegendo a retaguarda. Jessica, apesar do clima tenso com Jacob, demonstrou habilidade e calma em cada disparo.
Depois de uma luta árdua, o grupo conseguiu derrotar o inimigo. As criaturas caíram uma a uma, até que o campo ficou em silêncio novamente, apenas o som de respirações ofegantes preenchendo o ar.
— Missão cumprida, por enquanto – disse Emmett, colocando as mãos nos quadris enquanto olhava ao redor. – E agora?
Jacob olhou ao horizonte, avaliando os destroços e lembrando-se do provável caminho que Sarah e Will teriam tomado.
— O aeroporto fica ao Sul – começou, pensativo. – Mas se Sarah estava tentando encontrar abrigo, ela deve ter seguido para o Norte. O museu militar é a escolha mais lógica.
Jessica, ajustando sua arma, sorriu levemente.
— Ela é esperta. Deve ter puxado isso do pai.
Jacob ignorou o comentário, focado na missão.
— Vamos. Já se passaram 24 horas. Eles não devem estar longe.
Sem mais palavras, o grupo se reorganizou e seguiu em frente, determinado a cumprir sua missão e encontrar Sarah e Will antes que fosse tarde demais.
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