Jacob e os outros corriam entre os destroços e as árvores, ofegantes, enquanto o som dos passos pesados e dos guinchos do escorpião gigante ecoavam atrás deles. Após alguns minutos de corrida desesperada, eles encontraram abrigo em uma caverna escondida na encosta de uma colina. Todos estavam suados, sujos e ofegantes, mas vivos.

– Que diabos está acontecendo?! – Emmett perguntou, com as mãos apoiadas nos joelhos enquanto tentava recuperar o fôlego. – Aranhas gigantes? Escorpiões gigantes? Isso não estava no manual de operações, Black!

Jacob encostou-se na parede da caverna, passando a mão no rosto coberto de poeira.

– Não existia nenhuma nave alienígena, Emmett. Tudo aquilo... era uma mentira.

Jasper, ainda segurando o rifle, olhou incrédulo para Jacob.

– Então o que eram aquelas coisas que atacaram nossas aeronaves? E essas criaturas? Isso não parece tecnologia humana!

Riley, sentado no chão com o rosto pálido, levantou a voz.

– E o que faremos agora? Não podemos continuar correndo para sempre!


Jacob permaneceu em silêncio por um momento, os olhos fixos na escuridão do túnel da caverna. Então, ele colocou a mão no bolso do colete tático e retirou o pen-drive que havia recebido do misterioso homem no corredor. Ele segurou o pequeno dispositivo por um instante, observando-o com atenção antes de erguê-lo para os outros verem.

– Acho que a resposta está aqui.

Os outros olharam para o pen-drive como se fosse uma bomba prestes a explodir.

– O que tem nesse pen-drive, Jacob? – perguntou Jasper, aproximando-se, a voz carregada de preocupação.

Jacob olhou para ele, seus olhos brilhando com determinação.

– Desconfio que explicações, um homem me deu esses pen-drive mas eu vinha ignorando, agora entendo o que ele disse.

Emmett, cruzando os braços, perguntou com ceticismo.

– E como vamos acessar isso? Estamos no meio de uma zona de guerra com escorpiões gigantes perseguindo a gente! Não tem um computador aqui, caso você não tenha notado.

Jacob deu um meio sorriso, apesar da situação tensa.

– Vamos achar um. Precisamos de um lugar seguro primeiro. Alguma ideia?

Riley apontou para o leste, onde as sombras da floresta pareciam menos densas.

– Vi um posto abandonado enquanto fugíamos. Não sei se está funcional, mas é nossa melhor chance.

Jacob assentiu e colocou o pen-drive de volta no bolso.

– Então vamos. Seja o que for que está nesse pen-drive, pode ser nossa única chance de entender o que está acontecendo e lutar contra isso. Mas lembrem-se... não confiem em ninguém. Nem mesmo nos nossos próprios aliados.

Com essa advertência, o grupo se preparou para sair da caverna, cautelosos e determinados. Eles sabiam que o que estava por vir seria ainda mais perigoso, mas também sabiam que tinham que descobrir a verdade – não apenas para sobreviver, mas para salvar o que restava do mundo.

Jacob, Riley, Emmett e Jasper estavam na casa abandonada, com os rostos tensos enquanto procuravam por mantimentos e qualquer pista sobre o que realmente estava acontecendo. Jacob, determinado, ligou o notebook que encontrou e logo conectou o pen-drive. Ele sabia que estava prestes a descobrir algo crucial, algo que poderia mudar tudo.

O computador começou a carregar lentamente, e Jacob não tirava os olhos da tela. Finalmente, um arquivo de vídeo apareceu. Jacob clicou nele, e a gravação começou a rodar. Para sua surpresa, a imagem que surgiu foi a de Carlisle Cullen. O rosto do vampiro estava sério, e a voz dele ecoava com clareza na sala silenciosa.

– “Se você está assistindo a isso, então a verdade sobre o que está acontecendo finalmente chegou a você. Eu sou Carlisle Cullen, e você deve saber que tudo o que você foi levado a acreditar está profundamente errado.”

Jacob, Riley, Emmett e Jasper estavam em silêncio, seus olhares fixos na tela. Carlisle continuou, seu tom grave e cheio de preocupação.

– “Há alguns anos, o governo dos Estados Unidos iniciou uma série de experimentos secretos com o objetivo de criar armas militares. Eles buscavam aprimorar as forças armadas com a ajuda de mutações biológicas, mas o que eles não previam era o quanto isso sairia do controle. Durante um desses experimentos, algo deu terrivelmente errado.”

Jacob apertou os punhos, sentindo um frio na espinha. O que estava ouvindo parecia mais como um pesadelo do que uma realidade.

– “Há alguns meses, uma explosão em um laboratório secreto causou uma reação que liberou uma mutação entre os insetos. Essas criaturas, conhecidas por sua capacidade de se adaptar rapidamente, começaram a crescer e se transformar em seres imensamente perigosos. O governo, temendo o pânico público e o fracasso das suas experiências, forjou a história de uma invasão alienígena para encobrir o desastre que haviam causado.”

Riley, que estava observando atentamente, falou em voz baixa, mais para si mesmo do que para os outros.

– “Então, aquelas ‘naves alienígenas’ que vimos não eram naves... Eles estavam criando uma cortina de fumaça para esconder as mutações.”

Carlisle continuou no vídeo, a seriedade em sua voz se intensificando.

– “O que você precisa entender agora é que, o que estamos enfrentando, não é uma invasão extraterrestre, mas uma ameaça criada pela própria humanidade. Os insetos gigantes, os escorpiões e as criaturas que atacam agora, são fruto de uma falha em uma experiência militar que saiu de controle. O governo está tentando abafar tudo, mas a verdade precisa vir à tona.”

A tela piscou, e a gravação chegou ao fim de forma abrupta. Jacob olhou para o pen-drive, sua mente processando o que acabara de ouvir. Ele sabia que isso mudaria tudo. O governo havia manipulado a verdade, forjado uma história de invasão para cobrir seus próprios erros catastróficos.

Emmett foi o primeiro a quebrar o silêncio.

– “Isso é grande demais para ser ignorado. Eles estão nos colocando contra essas criaturas para cobrir a própria cagada. E agora?”

Jacob se levantou, o olhar firme, como se a verdade tivesse acendido uma chama dentro dele.

– “Agora, precisamos expor isso. Precisamos parar essa mentira antes que mais pessoas morram por causa da ganância do governo.”

Jasper, com o rosto endurecido, olhou para Jacob.

– “Mas como vamos fazer isso? Como expomos algo que está tão bem escondido?”

Jacob apertou os dedos ao redor do pen-drive, já decidindo seu próximo movimento.

– “Vamos buscar mais informações, encontrar aqueles responsáveis e derrubar essa operação de uma vez por todas. Não podemos deixar que as coisas como estão continuem. Temos que agir agora.”

Riley balançou a cabeça, compreendendo a magnitude do que Jacob estava sugerindo.

– “Então estamos fazendo o que eles temiam... Vamos lutar contra a verdadeira invasão: a verdade.”

Os quatro se entreolharam, sabendo que enfrentavam não apenas criaturas mutantes, mas uma máquina governamental imensa e corrupta. Eles estavam prestes a encarar uma guerra muito maior do que imaginavam.

Jacob, Jasper, Emmett e Riley estavam discutindo intensamente os próximos passos quando, de repente, o som de tiros cortou o ar. Jacob se virou rapidamente, e antes que pudesse reagir, o chão ao redor deles explodiu em uma chuva de estilhaços.

– "Estamos sendo caçados!" gritou Jacob, puxando Emmett para o lado enquanto tentava entender de onde os tiros estavam vindo.

Eles correram em direção a um beco estreito, mas os militares estavam em cada esquina, cercando-os com precisão. O som de tiros continuava a ecoar enquanto os quatro guerreiros tentavam se esconder.

Emmett gritou de dor quando uma bala atingiu sua perna, e ele caiu no chão. Jasper, com seu instinto apurado, correu para ajudá-lo, mas foi rapidamente atingido por uma rajada de tiros que fez com que ele cambaleasse para trás.

Riley, sempre ágil e preciso, disparava contra os militares que se aproximavam, impedindo-os de se aproximar. Jacob e Riley protegeram Jasper e Emmett enquanto tentavam se afastar ainda mais dos soldados.

– "Vamos! Para os prédios!" Jacob gritou, vendo uma oportunidade de fuga para um conjunto de edifícios abandonados no bairro de Shaw, próximo a Washington

Eles correram rapidamente pelas ruas vazias, tentando alcançar os prédios enquanto o som dos disparos se intensificava. Quando chegaram a um prédio, Jacob olhou rapidamente para trás, vendo mais soldados se aproximando. Eles se refugiaram rapidamente, correndo escada acima até o segundo andar, onde se esconderam por um tempo.

Jacob se ajoelhou ao lado de Emmett, que estava agora com uma expressão pálida de dor, a ferida na perna ainda sangrando.

– "Como está ele?" Jacob perguntou, ofegante, olhando para Jasper, que estava tentando estancar o sangue.

Jasper, com a testa suada e os olhos tensos, respondeu:

– "Não está bem. A bala está muito perto da artéria. Eu preciso de mais tempo, mas a situação está ficando impossível."

Riley, que estava à porta observando os movimentos dos soldados lá fora, disse com gravidade:

– "Eles sabem o que descobrimos, Jacob. Estão nos caçando agora. Não vão parar até nos pegar."

Jacob franziu a testa. Ele sabia que estavam em uma corrida contra o tempo, mas a situação estava se tornando mais desesperadora a cada momento.

De repente, Jacob ouviu o som de granadas sendo lançadas. Ele viu os militares se posicionando, prontos para bombardear os prédios onde estavam escondidos.

– "Protejam-se!" Jacob gritou com urgência, empurrando Emmett e Jasper para o chão enquanto se jogava atrás de uma parede para se proteger.

Uma explosão violenta tomou conta do prédio, o som ensurdecedor de uma granada fazendo o chão tremer sob seus pés. A onda de choque os jogou para longe, e a poeira e destroços voaram por todo lado.

....

Riley, com dificuldade, arrastava Jacob para fora do esgoto, ambos exaustos e com o corpo machucado. Depois de dois dias se escondendo dos gigantescos insetos mutantes nos bueiros de Washington, finalmente estavam fora dos subterrâneos, mas não tinham tempo a perder. Jacob, gravemente ferido, estava sem forças e dependia de Riley para continuar.

Finalmente, uma luz distante apareceu à medida que uma caminhonete se aproximava pela estrada vazia. Riley hesitou por um momento, mas sua esperança de encontrar ajuda foi mais forte. Ele puxou Jacob até a beira da estrada e esperou, sentindo o peso das horas de fuga sobre seus ombros.

O veículo parou lentamente, e a janela foi baixada. O motorista olhou para os dois com uma expressão de preocupação.

– "Precisa de ajuda, soldado?" perguntou o motorista, sua voz firme, mas carregada de compaixão.

Riley respirou fundo e, com dificuldade, respondeu:

– "Sim, meu amigo está gravemente ferido. Ele precisa de ajuda imediata."

O motorista olhou para Jacob e, após um instante de silêncio, exclamou surpreso:

– "Jake?"

Riley olhou confuso e perguntou:

– "Vocês conhecem Jacob?"

O motorista sorriu levemente, parecendo mais aliviado por encontrar alguém em quem confiar.

– "Sim, claro. Somos de La Push. Jacob é nosso amigo nosso." Ele se virou para os outros homens no veículo e os fez descer rapidamente. "Embry, ajuda aqui."

O outro homem, que estava no banco de trás, desceu rapidamente e se aproximou. Ele olhou para Jacob com um olhar preocupado.

– "Ele precisa de ajuda urgente," disse Embry com uma expressão de seriedade. "Vamos levá-lo. Não temos muito tempo."

Sem hesitar, eles ajudaram Jacob a entrar na caminhonete, colocando-o cuidadosamente no banco de trás. Riley, que já estava completamente exausto, entrou no banco do passageiro.

Sam, o motorista, ligou o motor e acelerou pela estrada, com a caminhonete cortando o silêncio da noite. Enquanto o veículo se afastava da estrada, Riley olhou para trás, ainda tentando processar tudo o que estava acontecendo. Eles estavam longe de Washington agora, mas ele não sabia o que esperar a seguir

– "Vamos fazer o possível para que ele fique bem, mas precisamos agir rápido."

Riley observou a estrada à frente e, embora sentisse um alívio por terem encontrado alguém que os conhecesse, o medo de não saber o que vinha a seguir ainda o consumia. O futuro era incerto, mas uma coisa era certa: eles estavam prestes a entrar em uma luta muito maior do que imaginavam.