Como fria as brisas do inverno

Sentimento que toca o meu ser

Transpassando violentas lembranças

Parte do atual do natural

Percorre sem rumo o apenas existir

Perpetua cicatriz escondida

Dor que aflige meu âmago

Faz parte do acaso

Constante desiquilíbrio interior

Falha pregressa que arde mais com o mover do tempo

Apenas o mortal que sou

Talentoso por errar

Fraco para corrigir

Culpado por pensar

Observo os céus abertos que fazem meus olhos choverem

Eu olho para trás

Sentimento que estreita minha garganta

Eu sinto dor

Aquela mesma que senti antigamente

Quando o som de sua voz se dissipara

Ainda queima igualmente

Para sempre jazerá em mim

Lembrando-me do humano que sou