Inuria

11 Fim dos Tempos


Nebulosa visão do vazio translucido

Em mim não sinto nenhum pouco

O que une meu interior se encontra desconexo

Infindáveis imagens ao profano rezarem

Minha carne é obra do que o temor se alimenta

Abandonando a dor e razão

Me fizeram oferenda ao estranho mito

Minha boca se enche de gosto e meu corpo de prazer

Buscam me sujar e me render

Meu coração se liquefaz mas minha alma não se abala

Que tinha como alvo agora me mantém acordado

Excruciante se tornou existir

Proibido do ver, falar, pensar

Escravizada minha pele foi para o que dizem superior

Liberdade queimada em sacrifício

Vontades apagadas para santificação impura

Forçado, obrigado a escravidão

Fim que me aprisiona a vida