Introspectana

11 Saga 2 Capítulo 1 - Grande Recomeço...


Introspectana

Saga Dois: Grito Introspectivo

Capítulo 1 – Grande Recomeço...

By Bolchen

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Um clarão surgindo diacronicamente. Não tão misterioso, mas até mesmo familiar, como se já tivesse visto aquela luz antes. Não há pônei que possa descrever, nem objetivamente nem subjetivamente, o quão belo era aquele acordar para um novo rumo, uma nova temporada.

Antes Introspectana, muito fria, agora era “menos fria”. Mas ainda sim, resguardou uma grande melancolia contemporânea, a mágoa coletiva. O Toque de Luz se surpreendeu quando viu que não era tudo o que queria que fosse, ou achava que era. Agora não olhava e nem mesmo estava a pensar em Introspectana, pelo menos não naquele momento do surpreender abrupto.

A luz... A luz... Alguns acham que ela ilumina, mas ao mesmo tempo ofusca-nos da escuridão clara, do claro enigma. Se deixa se surpreender por tão pouco...

O dia... Celestia abençoa-nos com mais um dia de sol, ainda que ninguém perceba mais a sua existência, resumida em pedra e estátua. Agora as florestas brochavam, como sempre se brocha na poluição visual das cidades, das esquinas. Ah! Introspectana... Você pode ter me flechado, mas agora percebo um novo caminho nisso tudo.

E acordava... Aquela Pegaso amarela, da crina em labareda de dois tons de vermelho e fogo, tal como a sua cauda. Sentia consigo um movimento de cavalgada eletrônica, elétrica. Um motor rodando, uma carroça parindo. Ela estava em cima de uma carroça.

A carroça estava sendo controlada por... Introspectana que continuava a olhar pra frente, seguindo o caminho de terra e cascalho donde se percebia um clima chegando ao desértico, embora as florestas forçassem que essa paisagem não fosse realidade.

A Pegaso, tonta como estava, lentamente se levantava do assento, notando a sua volta uma mudança constante de cenário. Estava desconcertada, mas sã.

-Urgh... Onde eu estou? -.

-Você acordou? Pensei que não iria se curar tão cedo... -.

-...Intro? É você? -.

Por um momento, ela estava calma e conseguia visualizar aquela unicórnio que segurava o volante e dirigia normalmente. Em outro momento, como quem se lembra de mágoas passadas, relembrou dos feitos e desdeveres da Intro, subitamente partindo um coração em adrenalina na direção da unicórnio.

-AH! LEMBREI E EU SEI O QUE VOCÊ FEZ, VADIA! VOCÊ ME PAGA POR AQUELA FLECHADA! -.

-O que? -.

A pegaso chega por trás e começa a tentar sufocar Intro, com uma raiva de vingança diante da memória de seu peito.

Intro se descontrolava, comandando a carroça para lá e para cá. Seus olhos estavam esbugalhados e não conseguia manter o controle do veículo. Num dado momento, virou abruptamente o volante para a esquerda e a carroça capotou uma vez, caindo pro lado direito.

Mesmo no chão, a pegaso tentava sufocar a unicórnio, que nada fazia a não ser tentar tirar os cascos dela e tentar sair da situação. Mas a força descomunal da Blitz não permitia tal façanha, continuamente e constantemente jogando a cabeça da Intro ao chão, batendo e formando escoriações na parte traseira, que deixavam o mato verde, vermelho.

Nesse vai e vem mortal, a unicórnio brilhou um pouco de magia e levantou a Blitz, flutuando-a no ar. Se recuperando, Intro calmamente se levantava, agora ainda mais séria e fria diante do acontecido, já bastante suja de terra e sangue.

-Olha aqui, Blitz! Se eu quisesse naquela hora ter te matado, eu teria feito e com MUITO prazer. Mas... Olha! Você está viva e apenas com uma leve cicatriz ao peito, se você ainda não reparou... – Ironizava.

-Não me interessa! Eu quero que você me pague pela sua traição! – Se remexia no ar, bem brava.

-Eu precisava fazer isso! Ou senão não seria possível matar Flute e... -.

-VOCÊ MATOU O FLUTE?! MINHA CARREIRA POLICIAL! Ahn... – Se entristecia — ... Mas é agora sim que você vai se ver comigo, sua vadia! -.

-Você pode tentar o quanto quiser, mas você nesse campo mágico seria mais possível eu acabar te dando certas “lições” que creio que não queira que eu dê... -.

-Ur... Merda... – Hesitava para si mesma — ... Por favor... Eu sou virgem... -.

-Aff... Deixa pra lá. Só quero que você entenda que não havia outra escolha, ou então você é quem iria morrer -.

-Como assim? – Perguntou.

A unicórnio calmamente pousava a pegaso ao chão, sem significar tirar a aura mágica da mesma, ainda sobre o seu controle.

-Eu tinha sido mandada pelo Flute para te matar... -.

-EU SABIA! VOCÊ É UMA TRAIDORA E... -.

-Quer me deixar terminar de falar? – Interrompeu, brava.

-Urgh... Está bem... -.

-Ele tinha me mandado te matar, mas eu não matei você. Se eu não matasse ele, então, ele teria mandando qualquer outro para te matar, então não tive escolha senão mata-lo. Então coloque na sua cabeça que, ou era você ou era ele. E foi ele quem morreu, no final das contas... -.

— ... Está bem... – Disse, ainda relutante.

A pegaso agora se acalmava, embora ainda continuasse com um olhar desconfiado sobre a unicórnio. Não conseguia acreditar completamente em suas palavras, embora de certa forma acreditasse. Não mais olhava diretamente para Introspectana, desviando para os lados como se não prestasse atenção nela, com os cascos cruzados.

-Sem falar que... Se eu te matasse, como você vai conseguir encontrar o amor da sua vida? -.

-É MESMO! MEU AM... EI! ELE NÃO É O MEU AMOR! ELE É O MEU AMIGO! – Se envergonhava.

-A sei... Eu sei que você apenas gosta dele como amigo... Eu sei como é que vocês se “abraçam” de forma tão “apertada”, e de forma tão “amigável”... – Sorria.

-Ahn... Se eu pudesse te pegar, eu te dava umas... -.

-Hummm.... Me pegar! Coisa feia! Traindo o seu próprio amor?! Quem agora é a traidora, né? – Sorria ainda mais maliciosamente.

-Ahn... Por favor, chega... Me tira daqui, tá? Antes que eu acabe eu mesma me desvirginando... -.

-Está bem... Mas só porque você me brocha em vez de excitar... -.

-Ainda bem que... EI! -.

Introspectana liberou a pegaso da magia, deixando-a normalmente com os cascos ao chão. Se arrumando, Blitz continuava a estranhar a Intro, não conseguindo entender certas coisas e percebia que estava algo faltando...

-Mas... Cadê a sua amiga? Ela sumiu? -.

-É por isso mesmo que estamos também saindo de Hoofington: Não só para fugir da polícia, mas também porque quero encontrar a Touch... -.

-E por que ela sumiu? Com certeza deve ter acontecido algo grave para ela ter feito isso... Acho... -.

Introspectana mudara bruscamente, como um raio atingido em seu peito, após o “acho” de Blitz. Agora se relembrava do momento-mor, o que realmente ferrou consigo mesma.

-É... Algo grave... – Olhava seriamente para baixo.

As duas prontamente se aproximaram da carroça e a levantaram. Subindo novamente nela, a pônei branca deu a partida e continuaram pelo caminho.

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-Que cidade estranha... Quanto prédio feito de nuvem... -.

Era uma cidade clara, mas cinza de chuva. Os ventos batiam em vários arranha-céus feitos de nuvens, formando várias vezes muitas umidades e pedaços de nuvens se jorrando e seguindo o fluxo do ar. Era um jeito vazio de apreciar o ar, só que com os cinzas daqueles dias.

Touch estava perambulando mendigamente por aquela cidade, Los Pegasus. Não sabia aonde ir, tampouco o que fazer. Tentava ao máximo conseguir alguma informação, mas todos fugiam dela. Talvez medo, talvez nojo.

Estava bastante suja e fedida, numa condição deplorável de aparência e ruído. Ruído porque agora estava roncando de fome, tentando arranjar algo para comer. Estava totalmente fora de tudo o que ela queria, não conseguindo nada. Seus olhos estavam mais distantes do que Introspectana em posição séria.

O seu corpo debilitado não conseguia se mover direito, andando tonteada pela calçada e, com consequência, muitos pôneis se desviando grotescamente do caminho dela, como naquela forma de evitar uma pedra suja e acabada.

Num dado momento, ela caiu bruscamente num canto perto de um prédio, ficando sentada ali e tentando pedir alguma coisa. De tão encardida que estava a sua crina, impossível era prever que ela já tivesse sido branca. A sua face desgastada e as suas olheiras já demonstravam que ela não estava mais conseguindo aguentar tudo, parecendo até mesmo que nem mesmo “desabar” conseguiria descrever a sua queda constante em si. A sua lama era mais limpa que a terra e o cocô rasgando os seus pelos.

-Por favor... Um pouco de água... Comida... Por favor... -.

O seu semblante melancólico não permitia nem mesmo olhar direito para os pôneis que a circundava, nem mesmo conseguia enxergar os seus rostos. Talvez aquela luz estivesse ofuscando demais a sua visão. E talvez nem fosse o sol...

Passava várias carroças e vários tipos de pôneis, impossível de se descrever em tempo real tudo numa cena. Era uma rua movimentada, cercada de pôneis com pressa. A pressa... O inimigo da preguiça artística...

Algumas horas se passaram e a Touch continuava naquele mesmo lugar, mas os outros pôneis não. Era fim de tarde nesse momento. Não havia quase pônei algum na rua, tampouco alguma carroça. O desértico de cada esquina refletia um apocalipse sem guerras ou desastres. Um sumiço do instante de sua solidão.

Touch continuava a olhar para baixo, na melancolia que não se curava, não se conseguia desistir. As lágrimas já saíram tanto diante das lembranças Introspectanas que já nem mais lágrima saía, nem mesmo vapor. A única coisa que saía era o seu fedor interno, clamando por atenção e desespero de quem não consegue, mesmo com a voz, pedir ajuda.

Nesse instante de sua morte, uns vultos surgiam ao fundo da rua, uns três para ser exato. Um barulho de motor forte saía daqueles vultos, fumaças das brabas. Duns grandes jeitos e atrejeitos entre cada buraco e sujeira do asfalto, saltitando e pousando constantemente o pneu de grande aro, de grande borracha. Motocicletas barulhentas, surdos deixando aqueles que se aproximavam. O berro do socorro se ofuscava diante da selvageria das motos.

As bicicletas... Digo, motos... Se aproximavam da pequena Touch. Em suas garupas, notavam-se três garanhões diferentes entre si, todos em aspectos bravos e rudes, tal como o barulho e a fumaça que exalavam, cada um de sua motocicleta. Estacionaram adjacentes à calçada.

Do lado direito, estava um potro de porte avantajado, unicórnio. Crina amarela e rasa, com um penteado militar. Alazão de cor extremamente vermelha nos pelos, tal como os olhos verdes-escuros e fulminantes. Tinha um pouco de barba e sua feição era de tentação, tal como a sua moto, vermelha de sangue e um porte bastante avantajado em relação às outras customs.

Do lado esquerdo estava outro potro, não tão grande quanto, mas ainda sim maior que a Touch. Terrestre, mostrava uma indiferença grande com a situação, sempre olhando para trás e sempre mantendo apenas um dos cascos na manopla. Sua crina era bem verde-escura, com um penteado maior e um pouco longo. Seus pelos eram bem roxos e seus olhos refletiam um verde mais claro. A moto custom que utilizava era mais discreta, mas com um maior cumprimento do Amortecedor estendido, com detalhes cromados no tanque de combustível.

Ao centro, o que parecia ser o líder deles. Tinha um porte parecido com o potro roxo, só que ligeiramente menor. Os seus pelos azul-escuros contrastavam com os seus olhos da cor de ouro, embora a crina preta enfatizasse o seu aspecto obscuro. Sua feição era de tranquilidade, sorrindo gentilmente e ao alto. Sua moto refletia um tom que seguia a sua escuridão, com um preto fosco se alastrando por toda a moto, exceto no escapamento.

Todos utilizavam casacos de couro, todos com um emblema na traseira escrito “The Crusaders M.C”, num estilo característico de escudos de clube de motos. A marca registrada daquelas jaquetas eram, justamente, a mesma da capa das antigas Cutie Mark Crusaders, só que com a cor devidamente branca da poldrinha com uma capa.

Estranhamente, nenhum deles tinha uma Marca Especial.

O potro do lado direito, da crina amarela, calmamente saíra da garupa da moto e se aproximara da Touch, se agachando um pouco e, com um dos cascos, levantava a cabeça da terrestre, com um sorriso de tentação.

-Ora ora ora... Se não temos aqui uma vadia que está inundando o nosso território... O que você acha Clayton? O que acha que devemos fazer com ela? -.

-Sei lá... Manda ela se foder em outro lugar... Nem sei porque estamos perdendo o nosso tempo aqui... – Respondeu o pônei do lado esquerdo, continuando com o casco na manopla e olhando distraidamente para o lado esquerdo.

-Vamos, Bill. Por que nos importarmos com ela aqui? Deixa ela aí. Nem ao menos parece que está realmente servindo... – Disse o potro azul, se levantando da garupa e se aproximando de Bill.

-Não interessa! Servinte é Servinte, suja ou não! Essa puta mula poderá aprender melhor o que é respeito quando nós a ensinarmos quem é que manda nesse lugar... – Disse, empurrando-a contra a parede com um dos cascos na garganta da professora.

-N... Não... Por favor... M-me... – Gaguejava Touch, ainda bastante tonta e se engasgando.

-Opalá, Bill! – Colocou um dos cascos na frente dele – Num precisamos disso agora. Podemos utiliza-la como dançarina no clube. Não acha mais legal? -.

-Nem tanto... Estou muito excitado e esta servinte precisa me satisfazer! Isso é o que servinte faz! –.

Bill ficava face a face com a Touch, fungando ruidosamente sobre o rosto da potra cinza. Ela soltava algumas lágrimas e tentava evitar a todo custo olhar para o garanhão vermelho.

-Vamos, Bill... Pela Cutie Mark dela, não creio que ela seja Servinte... Não tem nem mesmo sinal de calcinha aí... -.

-Cutie Mark? Que Cutie Mark... – Olha para baixo — ... Uh... Foda-se! Ela é servinte e precisa aprender! -.

-Bill?! – Gritou o potro azul, com voz autoritária

- ...Urgh! Está bem, que ela seja uma dançarina no clube. Mas depois o flanco dela é nosso! Afinal, flanco de um irmão é flanco de todos! –.

Bill largou a Touch na parede, deixando-a lentamente se escorregar e cair ao chão. Porém, Touch respondeu ruidosamente aos gritos de flanco, se desesperando ligeiramente por dentro.

-Não... Faço qualquer coisa... Mas... Mas... Não... Servinte... Ou dançarina... -.

-O que? Que essa vadia disse?!-.

-Xiu, Bill! Me deixa escutar! – Mandou o potro azul, se aproximando de Touch.

-Eu faço qualquer coisa... Mas por favor... Não quero servir... Não quero esse tipo de coisa... Favooor.... ... -.

-Vamos, senhores! CUSTA DEIXAR ESSA MULA AÍ E CAÍMOS FORA?! EU TENHO UM JOGO PRA ASSISTIR! – Gritava Clayton ao fundo, estressado.

-Quer ficar quieto, florzinha? – Mandou o pegaso – Eu preciso escutar algo importante aqui! -.

-Custa uma vez na vida vocês dois me respeitarem, pô? EU NÃO SOU FLORZINHA! EU SOU UM ALAZÃO! MACHO! – Gritava, batendo uma das pernas na moto.

-Ah! Meu pequeno Clay, irmãozinho... – Disse o unicórnio, se aproximando do terrestre e colocando um dos cascos em suas costas — ... Desde pequeno você nunca admite o seu lado homossexual. Relaxa... Nosso clube não rejeita a sua orientação. Aliás, quem sabe um dia você não faça companhia com aquela vadia num dos postes de dança? -.

-Ah! Vai tomar no enredo, Bill! -. Empurrou o unicórnio, que continuava a rir.

O pegaso, bastante calmo, se aproximava lentamente da potra terrestre, que o rejeitava num instinto de medo crucial. Cada vez que ele abria os seus cascos, ela cada vez mais se repreendia na parede, se fechando para si e formando uma posição fetal de defesa. Os rios de lágrimas refletiam um pouco disso.

-Calma... Não vou te fazer mal, tá? – Aproximava lentamente um dos cascos nela – Eu não sou que nem ele. Eu não vou te obrigar a nada disso que você não quer fazer... -.

Sua voz baixa era descomunal, impossível de ser reproduzida. Assombrosamente mais gentil que o toque de luz, num contraste com aquela jaqueta de couro rude e as motos que estava atrás dele. Touch, em passos lentos, abria os seus olhos e fitava timidamente o seu olhar no rosto dele, tentando convencer para si mesma uma confiança maior naquele garanhão cuidadoso.

-Eu... E-eu... -.

-Veja... – Olhava ainda mais profundamente nos olhos dela – Ainda que o jeito do Bill seja errado, ele não deixa de tá certo sobre você tar aqui. Uma vez que cê queira ficar no nosso campo, você terá de fazer algo por nós. E... Não sei se há outra coisa que seja Servinte ou Dançarina... -.

-Por favor... Qualquer coisa... Menos isso... –.

O garanhão calmamente se levantou, olhando seriamente para frente, ficando por um instante nesse estado. Revirou-se e retornou o seu olhar para os dois pôneis, que continuavam a discutir acerca da sexualidade do Clayton.

-Vamos lá, irmãos bichinhas. Hora de decidir uma coisa importante -.

-E o que seria, ó grande presidente Plume Kindway? -.

-Bom, meus irmãos... – Se aproximou de sua moto preta, colocando um dos cascos em cima do tanque de combustível – Percebi que esta potra, que sem querer chamamos de Servinte, não é realmente servinte. Então, meus irmãos, declaro que nesta data a nossa querida potra aqui será uma Irmã de nosso clube! -.

-O QUE?! – Gritou os dois juntos.

-Isso mesmo. Ela será agora uma de nós, de igual pra igual -.

-Mas isso não faz sentido, Plume! Além de ser uma fêmea, ela já tem Cutie Mark! Não há sentido em ela entrar pro clube! – Protestou o Bill.

- ...E ela é FÊMEA, PLUME! FÊMEA! Fêmeas estão proibidas de integrarem ao grupo! –.

-Humm... Não quer fêmeas no grupo, né Clayton? Só machões gostosos próximo de você, né? – Ironizou Bill, olhando safadamente pro seu irmão.

-Ah! Hoje é o meu dia! Só pode ser! – Bateu com a cabeça na manopla.

-O dia em que você irá finalmente sair do armário! Hahah! – Continuava.

Indignado, o terrestre pegou o seu outro casco e bateu com a outra manopla, encaretando um rosto de atônito, estressado.

-É isto! Estou caindo fora... – Ligava a sua moto — ... Falou irmãos! Vejo vocês no Clube! -.

-Já vai até preparar a langerie pra quando a gente chegar lá, né? Heheh! Falou... Clay-clay! Hahaha! -.

E o terrestre sumia ao fundo, deixando um risonho unicórnio como efeito.

-Tá... Já chega de brincadeira, Bill... -.

— ... Puxa, você é tão chato, Plume! Espero que um dia você fique mais valentão pra combinar com você sendo presidente! Vê se come mais potra pra ficar mais macho, tá? -.

-E depois acabar brochando na hora H com todas? Não, valeu. Prefiro ficar só com a minha namorada mesmo... – Sorria ironicamente.

-Hunf! Eu não sei porque você continua com aquela fresca doida! – Voltava para a sua moto, ligando-a – Ela só traz prejuízo pro clube! -.

-Deixa ela em paz e... Você aceita a nossa nova irmã no clube? -.

-Tanto faz... Pelo menos agora o clube fica parecendo menos uma sauna Gay... -.

-Hahah! Gostei da sua colocação! – Riu, levantando um dos cascos, acenando — Falou! Te vejo no clube! -.

-Falou, viado! – Despediu, partindo com a moto e levantando um dos cascos – E toma aqui um dedo do meio e... Merda... Não tenho dedos... Foda-se! -.

Ao fundo, sumia ao horizonte o grandolho garanhão vermelho, exalando bem mais fumaça do que antes, ainda que não fosse a sua moto. Plume volveu-se e retornou para a pequena Touch que, em sua calma e relaxamento após as consoladoras palavras do presidente, olhava para baixo no “mais ou menos” de tantos outros pôneis rotineiros.

Ele, tal como pluma, ajoelhava-se num movimento de pluma, seguindo um leve fluxo de ar calmo e gentil até a potra. Olhando bem fundo para ela, com uma feição neutra e um sorriso leve, lembrava um espírito de gentileza que fazia falta diante de um lugar bruto e rude. As fumaças agora não estavam mais adoecendo.

Os seus cascos, numa velocidade menor que a própria gentileza, lentamente se ofereciam para ajudar a professora, que agora retornava o seu olhar para aquele potro.

-Venha... Vamos ao clube. Você precisa de um banho e passar pelo nosso ritual de iniciação na Crusaders... -.

— ... Está bem... – Olhava incrédula para ele.

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-Nossa... QUE TÉDIO, MANA! -.

-Calma, Blitz... Estamos quase chegando...

-Ah sim... Percebe-se pelo pneu furado, pela falta de combustível, pela... -.

-Tá, já entendi... Vamos demorar só mais alguns dias... -.

E ali estavam as duas, no meio de um deserto com o pneu da roda traseira esquerda furado. Intro trocava o pneu enquanto Blitz tomava um sol. Intro claramente estava exausta e com sede, fazendo bastante esforço para a troca.

-Se os meus cálculos estiverem certos, chegaremos em Los Pegasus em três dias... URGH! Que pesado! -.

-Espero mesmo... Nossa... Que preguiça... Vou dar um cochilo... -.

-Eu também espero... — Tornou o seu olhar para baixo — ... Touch... -.

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