Intro
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Como tudo o que conhecemos ou acreditamos pode desaparecer tão
rápido, como uma nuvem de poeira. Eu estava fitando a parede branca do quarto
do hospital, esperando que minha avó e eu voltássemos para casa o mais rápido
possível.
Minha avó, Helena, é um anjo para mim e o meu irmão, Mikey.
Desde que meus país morreram ela foi minha mãe, meu pai, minha família, meu
tudo. Mikey não gosta de vê-la nesse estado, por isso suas visitas se limitam a
uma vez por dia, mas não o julgo também quero manter minhas lembranças alegres
e cheias de vida em relação à Helena. E não no estado em que se encontra, entre
a vida e morte.
- Gerard! Gee! –Aquela voz tão doce me tirou de meus próprios
devaneios – Meu anjinho tu estás acordado?
- Estou aqui meu raio de Sol – Peguei sua mão e depositando-lhe um
beijo.
- Meu netinho sempre está presente – Disse dando um sorriso
estonteante – Eu quero que cuide do Mikey, ajude-o a tomar as decisões que
garantam sua felicidade e não se esqueça de dizer que o amo – Meus olhos
estavam marejando – Gee eu quero que tenha toda a felicidade do mundo, você é o
melhor neto que alguém pode ter. Desde pequeno é essa pessoa maravilhosa,
obrigada por tudo meu anjinho, e tenha certeza que eu sempre vou estar com
você. Eu te amo!
Vi vovó fechar os olhos tinha a expressão leve e calma,
descansando em paz.
— Vovó, vovó fale comigo,por favor! Você não pode me deixar! Não, não vá você é tudo para mim, minha vó,minha família, minha inspiração, tudo... – Minha voz sumiu dando espaço para um choro quase infantil e gritos ecoavam pelos corredores.
Senti mãos em meus braços obrigando-me a sentar no sofá, me
puxando para longe de minha avó.
- Não! Solte-me! Eu quero ficar com a minha avó – A pressão que
as mãos exerciam em meus braços aumentaram. Caí no chão, ouvi um baque surdo, senti uma dor em minha cabeça e nada mais.
****
— Senhor Way, senhor Way! – Eu ouvia vozes, mas elas pareciam estar tão distantes – Senhor Way, tu estas acordado? – Agora as vozes estavam mais perto, altas e claras.
Onde eu estava? Eu não conseguia lembrar de quase
nada o que aconteceu. A única coisa que eu lembrava era de...
- Helena! – Meu grito ecoou pela sala. Eu
estava ofegante – Onde eu estou? – Olhei para as paredes brancas daquele quarto de... Hospital! – Por que eu estou aqui?!
- Acalme-se senhor Way! Estávamos tentando-te acalmar,
mas você caiu e bateu a cabeça, mas não foi nada grave. – Falou um homem que
aparentava ter uns 50 e poucos anos – Eu sou o médico que estava acompanhando o caso de sua avó. Eu lamento muito o que aconteceu.
Não, isso não pode estar acontecendo, minha avó não morreu! Saí correndo do hospital o mais rápido possível, não conseguiria ficar mais tempo naquele lugar.
Estava de noite e a rua estava vazia. Agora tudo o que eu quero é esquecer o que aconteceu, mas não sei se isso vai ser
fácil.
Fale com o autor