Intrinsically

14 Capítulo 14


Notas iniciais
Minha gente, vocês não tem noção de como gostei de escrever esse capítulo! Espero que gostem :D

— Quer dizer que, finalmente, terei o prazer de conhecer Effie Trinket? – Annie disse, esticando as pernas no banco.

De pé, Katniss alongou os braços acima da cabeça e inclinou o tronco para baixo, a mão esquerda tocou o pé direito. Suor escorria nas costas e pescoço, o alongamento exigindo o maior esforço do mundo. Ali perto, um grupo de garotas fazia polichinelos e outras conversavam, os garotos jogavam futebol de campo e a professora Roxanne apitava diante das faltas no jogo. Annie e Katniss aproveitavam o tempo livre na aula de educação física afastadas dos colegas. Dentro de onze minutos, elas, junto das demais garotas, entrariam em campo.

A morena, nada adepta dos esportes, franziu a testa ao se endireitar, virando para a outra perna.

— Não diria que seria um prazer. Você não está perdendo nada.

Annie jogou os cabelos por cima dos ombros, as pontas mal alcançando os seios.

— Sinto-me mal por não estar com vocês quando tudo isso aconteceu.

Katniss terminou o exercício e enxugou a testa com a barra da camisa de poliéster. O ridículo uniforme azul com amarelo consistia no short curto de elastano e na camisa nada refrescante. O conjunto desfavorecia o físico já não tão atraente de Katniss, mostrando as pernas finas mais do que gostaria, ademais, a camisa folgada fazia com que os seios parecessem bem menores, deixando-a desforme.

No campo, visualizou Gale correndo com a bola sob seu domínio. Ele a passou para Peeta. Ofegante e determinado, o loiro chutou a bola a outro garoto, que marcou gol. Os meninos gritaram em comemoração. Havia certo charme em Peeta suado e de cabelo desgrenhado que ela não entendia. Agarrá-lo-ia naquele instante se pudesse.

Katniss dobrou uma perna para trás, o pé quase encostando no bumbum. Sentiu a fisgada na coxa instantaneamente.

— Ai! – exclamou – Já disse, sem problema. Sei que, se soubesse a tempo, teria corrido para a casa de Gale. Eu estava em boas mãos, não se preocupe.

Annie puxou o elástico do pulso e amarrou o cabelo, vendo Finnick atravessar o campus até a área de natação, do lado oposto do campo. Ele nunca fazia aula de educação física, desfrutava da política de que os alunos envolvidos em esportes na escola não precisavam da reles aula da professora Roxanne. Ela roeu a unha do mindinho.

— Soube que Peeta ficou com você.

Katniss soprou um fio de cabelo para longe do rosto e trocou de perna.

— Sim, ele foi muito atencioso. Até demais, se quer saber. – enrugou o nariz – Acho que não correspondi o suficiente à atenção que me deu.

Fazia pouco mais de uma semana que Effie aparecera e, todo o tempo, Katniss pensou em como foi cuidada desde então e como retribuía mal. Peeta a buscava em casa pela manhã, saía com ela quando podia, só os dois ou com os amigos, e nunca perguntava como iam as coisas em casa, o que ela apreciava. Ele tinha um jeito sutil de lidar com ela, nunca pegajoso, nunca invasivo, nunca demais. Outro dia, trouxera panquecas maravilhosas para lancharem no intervalo, Marcy fizera no jantar e, lembrando-se da morena, ele guardara algumas.

Katniss não sabia como reagir a esses gestos puros de carinho. Ela não sabia retribuir com igual beleza, não por não sentir o mesmo, e sim pelo insistente desconserto que lhe abatia ao encarar aquele sentimento sempre que Peeta aparecia.

— Afinal, vocês estão namorando? – perguntou Annie.

Katniss raciocinou e esticou a perna. Eles eram namorados? Ela pensava que não, o termo namoro era muito e amizade, simplista demais.

— Não. Somos mais que amigos, com certeza, mas não namorados. Temos uma coisa.

— É uma boa resposta para definir essa relação indefinível.

Madge surgiu no pátio a alguns metros de distância e acenou, Katniss e Annie acenaram de volta. A loira, carregando dois livros, virou e foi embora.

— Cara, Madge anda tanto conosco que às vezes esqueço que ela está um ano atrás de nós. – Annie comentou.

— Também esqueço. Imagino como será quando Gale for para Nova Iorque e ela, bem, ficar aqui.

— Ela me disse que vai tentar entrar na Columbia.

Katniss sentou no tampo da mesa de madeira. Madge cursava o penúltimo ano do colegial, Gale e elas, o último, o que implicava um ano inteiro separando o casal. A ideia de manter relacionamento a distância não lhe soava bem.

— Mas falávamos de você e de seu pseudo namoro – a ruiva alfinetou – O que te preocupa, Kats?

O que a preocupava? Ótima pergunta. Tinha um cara que mostrava gostar dela, alguém para beijar, amigos legais e atenciosos, boas chances de ser aceita em Stanford, a vida escolar ia bem. Entretanto, havia a minúscula pedra em seu sapato, a ervilha debaixo do colchão, o calcanhar de Aquiles. Ela própria e sua inteira capacidade de ser insuficiente. Não era o suficiente para a mãe querer ficar e para Haymitch manter-se sóbrio. Por isso, achava-se insuficiente para ser amada.

— Annie, como posso pensar nisso se nem meus pais parecem ligar para mim? Tem ideia do quanto isso me perturba? – entristecida, desabafou — Há cinco anos, consegui juntar os restos de quem eu era e formar alguém de novo, mas minha mãe chegou e me fez lembrar como estou longe de alcançar a completude que preciso. Sinto-me incompleta, um quebra-cabeça que falta uma peça. Tenho dentro de mim algo grande por Peeta, talvez ele me corresponda. Se não, por que faria tudo o que faz?

— Mas não consegue enxergar como isso vai dar certo porque você não se ama o suficiente.

Katniss torceu os dedos, hesitou e ficou calada. Annie pousou a mão no joelho da amiga.

— Katniss, te conheço há sete anos, é impossível esconder isso de mim. Jamais conseguirá dar um amor leve e descomplicado para alguém se não começar por você mesma. A primeira pessoa no mundo que deve ser amada por você é você.

Insuficiência de amor próprio, o quanto pode machucar? Perguntou-se.

— Exercite se amar, então verá que o amor das pessoas é consequência. Sua mãe não deve ser seu referencial. Embora, para a maioria dos filhos, as mães sejam, Effie é a exceção da regra. Quando você amar a alma que tem com o coração que tem, se sentirá forte, destemida e, quem não lhe der amor e atenção, — encolheu os ombros e mostrou as palmas das mãos para cima — paciência. Você vai saber que precisa de si mesma e de gente maravilhosa por perto e não aceitará menos que isso.

Amar e ser amado, uma equação simples de essência primal. Doía ouvir a verdade da boca de outra pessoa, a verdade que martelava em sua cabeça e não tinha coragem de admitir. Passou anos lutando para ser amada pela pessoa errada, quando o que precisava era olhar dentro do próprio coração, perceber-se em todas as suas dimensões humanas. Apreciar cada parte, as feias e as bonitas, amar o conjunto delas. Amou muito e transformou o amor numa coisa feia ao projetar imagens profundas em gente rasa, gente que se afogava nessa profundidade por não estar no mesmo nível que ela.

Katniss queria se amar e faria dessa busca uma aventura, a caçadora a procura do maior tesouro existente.

Annie dobrou as pernas e pôs as mãos sobre elas, olhando para o campo, onde o jogo dos garotos encerrava.

— Esse lance de se descobrir é como uma aventura indie, folk de vez em quando e tão radical quanto rock’n roll. – ela encarou Katniss, um sorriso encorajador desenhado no rosto – Dance sozinha, cante alto, cozinhe besteiras, vá ao cinema sozinha, assista a filmes péssimos e critique a produção horrível, olhe-se no espelho e diga que é linda, aprecie sua própria companhia – abriu os braços — Você é bonita demais para não se curtir. O amor de Effie, de Haymitch, dos nossos amigos, o meu, de Peeta, por você, não são os mais importantes. O seu é.

Extasiada pela injeção de ânimo, Katniss sorriu de verdade, o sorriso que mostrava os dentes e a gengiva, o sorriso que dançava nos olhos. Se ela soubesse o quanto ficava bonita com aquele sorriso, jamais o tiraria da cara, ainda mais com Peeta, que corria até elas, a olhando de um jeito todo especial.

— Hey. – pingando de suor e com as bochechas coradas por causa do jogo, cumprimentou.

Annie acenou, a face tomada de desagrado pelo estado do garoto. O sorriso de Katniss se alargou.

— Oi.

Peeta enxugou o rosto com a gola da camisa e passou a mão nos cabelos. Gotículas de suor voaram até Annie.

— Argh! Faça-me o favor. – enojada, reclamou.

Peeta a ignorou e tomou água da garrafa que estava na mesa. Katniss pulou da mesa e se esticou, preparando-se para jogar. As garotas começavam a formar as equipes e, perna — de — pau como era, ficaria no pior time, já que facilmente não a escolheriam.

— Vão lá e representem. – enquanto chegava, Gale falou, apontando por cima do ombro o campo vazio.

Preguiçosamente e muito infeliz, Annie levantou-se do banco. Peeta agarrou o braço de Katniss e a puxou para si, uma das mãos em sua cintura, a outra segurando a garrafa de água. Ela sequer ligou para o suor. Ele a beijou na bochecha rapidamente e ia beijá-la na boca. O apito estridente da professora Roxanne os interrompeu.

— Nada de beijo na minha aula, Mellark! – ela esbravejou.

— Outra hora, então. – dando de ombros, disse à Katniss.

Mas, assim que a professora deu as costas, Peeta roubou um beijo rápido da morena. Com um salto, Gale sentou na mesa e arrancou a garrafa de Peeta, bebendo da água em goladas audíveis. Annie gemeu e andou até o time de garotas que estava incompleto. Katniss ajeitou o cabelo e a seguiu, o coração brotando uma semente de esperança.

**

Mais tarde, depois de chegar do trabalho, Katniss tomou banho e vestiu uma roupa confortável e velhinha, a camisa do Superman com furos na gola e o short de flanela cinza manchado de rosa.

Effie estava na sala. Desde que Haymitch contara a Katniss o motivo da volta da mulher, o objetivo de vender a casa deles, a loira frequentava o antigo lar com bastante frequência. Não tinha nada que pudessem fazer para impedi-la, já que, legalmente, a casa era dela. Katniss aceitou com dignidade, ainda que permeasse a dúvida de onde morariam. Dariam um jeito.

Pouco falava com a mãe, ignorando-a sempre que possível. Effie não tentava maiores interações com a filha, falando malmente com Haymitch, cujo o humor andava pior do que nunca. O pai mostrara-se bastante resignado e controlado, a última vez que bebera fora no dia da chegada da ex-esposa.

A porta do quarto de Katniss permaneceu aberta depois que ela entrou no cômodo. A morena se jogou de costas no colchão e mexeu no celular, selecionando uma playlist aleatória no Spotify, a conversa com Annie cutucando a consciência. De repente, resolveu dar ouvidos aos instintos.

Uma música que jamais escutara ressoou nas paredes do quarto e Katniss se levantou. A batida tinha a mistura interessante de rock antigo com nuances alternativas. Vocais calmos invadiram seus ouvidos, convidando-a a transformar as palavras cantadas em movimentos descompromissados. Katniss fechou os olhos e deixou o ritmo delicioso guia-la numa dança só dela.

Ela sorriu e seu coração também. Com os braços para cima, rebolou um pouco, os quadris mexendo de um lado para o outro. Balançou a cabeça e a jogou para trás. Girou o corpo em trezentos e sessenta graus e mexeu os ombros, esvoaçou o cabelo e deslizou pelo quarto.

Da da da da da da boom dat dat dat da da

Logo, a melodia era a fonte que ela corria para alcançar, bombeando o sangue nas veias, vital, preciosa. Katniss sentiu-se em êxtase, totalmente entregue e feliz ao som do baixo e do teclado. Não ligou para Haymitch, que passava pelo corredor e a viu através da porta, que parou na soleira observando-a de maneira engraçada. Por hora, Katniss só se importava com a própria satisfação, encontrando o calor na alegria de dançar. Como era possível tamanho prazer morar em algo tão simples? Mil vozes a levaram ao céu.

A melodia fez uma curva crescente, alto, alto. Katniss se abaixou e explodiu junto com a guitarra.

A música foi morrendo, resistindo, e terminou. Katniss parou exatamente de frente para o espelho de corpo inteiro. Ela deu um sorriso lunático de deleite e a garota do espelho devolveu o sorriso, tão radiante quanto se podia imaginar. Desejou ver aquela expressão mais vezes. Alegre, ela riu. Definitivamente, Katniss se curtiu. Havia mil razões para se amar e nenhuma para parar.

**

Na sala de impressão da escola, Annie pegou os papéis de que precisava e os enfiou na máquina. Esperando que os folhetos da próxima campanha do Força Feminina ficassem prontos, tamborilou os dedos sobre a impressora que trabalhava, o pingente em forma de lírio preso à sua pulseira tilintou no plástico.

O rangido da dobradiça da porta chamou sua atenção. Finnick entrou na sala e fechou a porta, ainda sem vê-la. Annie se empertigou, decidindo o que fazer, fingir que não o via até que ele a notasse e, assim, ser obrigada a falar com ele, ou cumprimenta-lo primeiro. Ridículo, Annieta, repreendeu-se. Vocês são colegas, talvez amigos, amigos se falam.

Para seu alívio, Finnick a notou e acenou alegremente, arrancando dela a responsabilidade de decidir. Annie sorriu sem mostrar os dentes. Ainda não sabia como conciliar essa nova forma de tratamento entre eles dois.

— O que é isso? –Finnick puxou um dos folhetos prontos da tampa da bandeja da impressora e leu – Ah... a campanha de vocês – ele enrugou a testa em confusão – Já é essa semana? Juro que a ouvi dizer que seria na próxima.

— É porque eu disse, mas decidimos adiantá-la. Frank quer muito participar e na semana que vem vai viajar com os pais, então... – Annie deu de ombros, assistindo à máquina engolir papéis em branco e cuspi-los estampados de fotos e pequenos textos sobre gravidez na adolescência.

As campanhas das garotas tomavam forma e se tornavam conhecidas a cada novo projeto. Surgira a proposta de uma entrevista com algumas integrantes no jornal local, um grande passo para o progresso. Finnick andava interessado nas atividades do Força Feminina desde que ele e Annie voltaram à civilidade. Procurava ignorar o tanto que o envolvimento dele a afetava de um jeito que ela não queria.

Ao seu lado, Finnick se encostou na mesa, alcançou a pulseira de Annie sobre a impressora e, despreocupadamente, brincou com o pingente de lírio. O impulso quase a fez recuar.

— Sempre gostei dessa pulseira – ele comentou – Você nunca a tira não é? – encarou a ruiva, um brilho de divertimento nos olhos escuros – Lembro-me que me fez procura-la por duas horas quando a perdeu no cinema. Tínhamos ido assistir a “Valente”, da Disney. Duas horas! – Finnick riu, mostrando dois dedos – Ainda bem que era a última sessão do dia. Na hora eu pensei, uau, que garota maluca, eu gosto disso.

Annie retirou a mão de cima da máquina, Finnick pigarreou e se aprumou.

— O que veio fazer aqui? – ela testou mudar de assunto, olhando o movimento ao redor. Integrantes do jornal da escola, o Coisas que Interessam, perambulavam com cópias da edição do dia, dois professores e um aluno utilizavam a fotocopiadora e a outra impressora disponível.

Finnick pôs o peso do corpo na perna direita, alisou a camisa azul escura e sacou um pendrive do bolso da calça jeans.

— Vim imprimir os modelos dos anúncios do baile para pormos em pauta na próxima reunião do comitê.

Annie refletiu que os dois não podiam ter interesses mais distintos. Enquanto ele organizava bailes de formaturas, ela cuidava de campanhas. De alguma forma, era essa tendência de Finnick de gostar de coisas diferentes das dela que chamou sua atenção a princípio. Isso e o fato de ele ser um nadador gatinho.

— Já escolheram os temas para votação? – ela questionou.

— Temos duas opções muito promissoras.

Annie o fitou com curiosidade aparente.

— Conte-me mais – pediu.

Finnick checou as imediações e chegou mais perto, pronto para contar um segredo de suma importância. Ela virou a cabeça e aguçou os ouvidos.

— Só se topar tomar sorvete comigo depois da escola – ele sussurrou em seu ouvido.

Desgraçado. Annie se afastou devagar e cruzou os braços, desprezando o bipe da impressora que terminara o serviço.

— A informação não vale tudo isso.

Finnick passou o pendrive entre os dedos e ergueu as mãos em defesa.

— Amigos, lembra? Amigos tomam sorvete juntos.

Annie bufou e passou a recolher os papéis da bandeja. Bateu a lateral do conjunto na mesa, depois a parte de baixo, alinhando os panfletos, e os deixou sobre a impressora. Ela se virou para o rapaz.

— Não amigos com um passado embaraçoso. Não é saudável.

Finnick emitiu um som de escárnio.

— Embaraçoso? Qual é, Annie? Estou tentando ser legal, não pedindo para que volte a ser minha namorada. Por que tudo com você tem que ser preto no branco? – ele agarrou os ombros dela e os sacudiu de leve – Relaxe.

A garota se desvencilhou e assentou os fios rebeldes do cabelo.

— Estou relaxada, e é para continuar assim que digo não.

Finnick grunhiu em frustração.

— Tá, agora estou curioso. Se eu pedisse para voltarmos, — ele levantou as mãos de novo diante da expressão de Annie — o que não estou fazendo, qual seria o problema? – indagou.

— Começamos a amizade agora, Finnick, e você já está falando em namoro – ela rebateu.

— E por acaso somos estranhos um ao outro? – perguntou atordoado — Antes, fomos amigos por dois anos, — foi contando nos dedos — namorados por oito meses, perdemos a virgindade juntos e você fala como se nunca tivéssemos nos conhecido de fato, sendo que sabemos quem somos figurativa e biblicamente.

Annie corou diante da constatação de algo que ela sabia ser verdade. Antes que se arrependesse, soltou o ar pela boca e colou os lábios numa linha dura. Finnick a olhava esperançoso.

— Tá legal. Um sorvete.

Finnick riu e logo se recompôs, disfarçando com uma tossida.

— Viu? Não é muito difícil – ele disse.

— Não fique se achando.

Ele contornou a impressora e começou a imprimir os anúncios. Finnick, sempre eficiente, ela pensou ao sair da sala. Depois de dois corredores, percebeu que ele não lhe falara os temas do baile para votação. Annie não se importou com isso e saltou os degraus da entrada da escola.

Notas finais
O nome da música que a Katniss dançou é Heart It Races, a versão cover da banda Dr. Dog. O link para quem quiser ouvir essa música maravilhosa: https://www.youtube.com/watch?v=NHPXXphhiBc Gente, digam-me o que acharam do capítulo, se estão gostando do rumo da história e o que quiserem mais, please :) É importante para mim saber ♥ XoXo