Intrigas, Provocações E... Amor?

30 Os desafios apenas começaram...


Notas iniciais
Desculpem a demora pra postar, estou um pouco sem tempo.

Katy pdv

Três semanas se passaram desde o acidente, e eu estava pronta para ir pra casa, mas Robyn, apesar de estar se recuperando muito bem, ainda teria que ficar no mínimo duas semanas internada, e isso me deixou um pouco triste.

Bill e Tom já me esperavam na sala de espera, mas antes de irmos embora, fomos visitar nossa bonequinha.

- Oi, amores... — Dizia Robyn, com um lindo sorriso no rosto, e um pouco fraca, pois ainda estava tomando vários remédios.

- Awwn, sua linda... Já está melhor? — Me aproximei dela e a abracei levemente, com medo de machucá-la.

- Um pouco... Esses remédios me deixam doidona... — Reclamou, fazendo bico. Ela odiava aqueles remédios, mas não tinha escolha.

- Mas logo logo você volta pra sua casa e para de tomar essas coisas ruins...

- É isso mesmo... — Tom se aproximou e beijou sua testa. Seu carinho com ela me deixava um pouco enciumada, mas eu sabia que não havia nada de mais naquilo. — Afinal temos um monte de coisa pra fazer, lembra?

- Lembro sim, cunhadinho... Mas sabe que vou demorar bastante pra me recuperar...

Com o acidente, Robyn ficou temporariamente sem o movimento das pernas, e o processo de recuperação duraria no mínimo dois meses. Fiquei muito mal com isso, a ponto de desejar estar sofrendo no lugar dela, mas aí eu me lembrei de uma coisa: Ela é uma guerreira, que vence todos os desafios que a vida lhe impõe, não importa quanto tempo isso leve.

- Mas você vai ficar boa logo, eu te conheço, cunhadinha... Teimosa e persistente do jeito que você é... — Ela sorriu ao ouvir essas palavras, mas logo ficou séria de novo.

- Ah, como eu queria que isso só dependesse da minha força de vontade... Meu corpo não tá ajudando em nada...

- Calma, amor... Você não pode se esforçar muito agora... Lembre-se de a fisioterapia só começa daqui a duas semanas.

- Eu sei, Bill... Vem cá, preciso te perguntar uma coisa. - Ele se aproximou e ela segurou suas mãos. - Por favor, seja sincero...

- O que foi? — Ele se assustou um pouco com a seriedade das palavras dela.

- Bill... Você vai ficar comigo mesmo depois disso tudo?

- Mas como assim? — Na verdade ele entendeu, mas se fez de bobo porque não acreditava que ela fosse capaz de perguntar aquilo.

- Você entendeu, Bill... Olha como eu estou. — Uma lágrima rolou no rosto dela, e aquilo doeu muito em mim — Não consigo andar, vou ficar desse jeito por dois meses no mínimo... E agora não vou poder fazer o que você mais gosta, Bill...

- Eu não acredito que estou ouvindo isso, Robyn Rihanna Fenty — O jeito que ele disse o nome dela me fez rir — Você acha mesmo que eu vou te deixar agora? E como assim não vai poder fazer o que mais gosto?

- Ah, Bill... Já faz bastante tempo, né? — Eu não sabia do quê eu dava risada. Se era da carinha (fingida) de inocente que ela fez ou se era pelo fato de estar internada e ainda estar pensando naquilo. — Você mesmo me disse um dia antes do acidente, que já estava meio viciado... — Os dois coraram na hora, acho que não perceberam que Tom e eu ainda estávamos lá. — Opa, vocês ainda estão aí, né?

- Vamos, Tom... O papo quente é só entre os dois. — Sorri e abracei Robyn, já me preparando para ir pra casa. Tom fez o mesmo e saímos, indo direto para minha casa, já que Bill passaria a tarde toda por lá.

Apesar de estar em casa e ter me recuperado bem, ainda me sentia um pouco fraca, e passei a tarde toda na cama. Fiquei feliz por Tom estar lá comigo, cuidando de mim. Depois de três semanas naquele lugar, já era impossível estar tão perto dele, sem sentir aquele fogo de sempre, mas numa intensidade extremamente maior.

Enquanto ele me colocava na cama com o maior cuidado, eu apenas observava o jeito que ele me olhava, com tanta ternura e carinho. Ele se deitou ao meu lado, e não parava de sorrir.

- É tão bom te ver aqui, tão perto de mim outra vez... — Dizia enquanto afagava meus cabelos.

- Digo a mesma coisa... - Depois de ver aquela carinha de bobo apaixonado, não resisti e o beijei. E como era de se esperar, não me contive e o puxei pra cima de mim. Por mais que quisesse recuar, ele não conseguia, pois também estava guardando aquele desejo há muito tempo.

Enquanto brincávamos e decidíamos sobre quem provocava mais, acabei me empolgando, e quando pulei rapidamente em seu colo, senti uma forte dor na minha perna direita, que ainda estava em recuperação. Tentei segurar a dor, mas não consegui e acabei gritando.

- Ai, minha perna!

- Amor... — Ele beijava e acariciava a minha perna, como se estivesse com uma criança — Não sabia que sua perna ainda tava dodói...

- Nem eu sabia... As dores já tinham parado, só agora que voltou essa palhaçada toda... — Fiz bico, só pra tirar aquela expressão de desespero de seu rosto, e arrancar aquele lindo sorriso que só ele tem.

- Hum... Então vamos parar por aqui. Não quero te machucar ainda mais...

Nenhum de nós queria parar, mas não tivemos escolha. Era isso ou eu teria que voltar para o hospital de novo. Ele se deitou ao meu lado, e me abraçou, me fazendo esquecer de vez a dor. Ficamos daquele jeito por alguns minutos, até que adormecemos.

Rihanna pdv

Já era de noite, e Bill ainda estava comigo, adormecido com sua cabeça sobre minha barriga.

Desde o dia do show, Bill sempre dava um jeito de me visitar e passar as noites no hospital, já que minha mãe não pôde ficar muito tempo comigo.

Ele esteve do meu lado nos momentos mais importantes. Quando eu acordei do coma, quando saí da U.T.I, ele só não estava comigo quando eu me dei conta de que tinha perdido a Alice, mas depois de todas as palavras lindas que ele e Tom disseram, senti mais orgulho deles, e a certeza do meu amor por Bill aumentou a cada lágrima que derramei ao ver todas aquelas luzes.

Tive o maior cuidado possível para que ele não acordasse, mas não adiantou. Ele tinha um sono leve, então assim que comecei a afagar seus cabelos ele acordou.

- Desculpa amor... Não queria te acordar.

- Que isso, bebê... É sempre bom dormir e acordar nos seus braços... — Ele se levantou e me beijou, com o mesmo carinho de sempre. Queria poder fazer mais do que aquilo, mas com a parte inferior de meu corpo paralisada, não podia fazer mais nada. Eu me perguntava como ele conseguiu ficar tanto tempo sem as nossas loucuras entre quatro paredes. Ele me disse que esperaria o tempo que fosse, e que o fato de estarmos sem transar, não fazia muita diferença, mas ainda tinha minhas dúvidas em relação à isso.

Bill percebeu que eu estava muito pensativa, e logo me tirou da distração.

- Aconteceu alguma coisa?

- Não, Bill... É que ainda estou pensando no que você me disse nessa tarde...

- Você não acredita em mim, né?

- Não é que eu não acredite... É que eu não sei como você reagiria a isso. É tudo muito novo, e eu não sabia se você aguentaria...

- Ah, sua bobinha... Vou ter que repetir tudo o que eu disse? — Ele fez careta, a careta mais fofa que eu já vi.

- Não, não precisa... Eu não tenho mais dúvidas de que escolhi o cara certo. Mas me sinto mal por não poder... — Corei um pouco — Você sabe, né?

- Sei... — Ele sorriu — Mas logo logo você melhora, e quando você menos esperar... Te farei uma surpresa... — O sorriso inocente que ele trazia nos lábios, logo se encheu de malícia, e eu adorava quando ele fazia aquilo.

E se prepare, porque quando eu voltar, não vou te dar descanso...

- Bem, estarei esperando, mas enquanto você estiver aqui... — Beijou minha testa — Vou cuidar de você, tá?

- Tá... Muito obrigada por tudo.

Nos abraçamos, e logo em seguida, uma das enfermeiras me trouxe a janta. Depois de comer tudo, mesmo contra a minha vontade, já que Bill ficou me infernizando com frases como. "Come isso, que é pra você se recuperar" ou "Você está muito fraquinha" e blá blá blá... Tentava ignorar ao máximo aquilo tudo, já que os verdadeiros desafios ainda estavam por vir. E mais do que nunca, eu precisaria de Bill ao meu lado.

Notas finais
Tive uma idéia... Quero fazer uma shortfic de Natal, e queria sugestões, e inclusive que nós estejamos nela de alguma forma. Então, o que acham meninas?