Intrigas De Uma Vida Sem Roteiro

25 Capítulo 25 - Primeiro Dia


Notas iniciais
Hola genteee!!
Como estão??
Vamos da um SALVE a nova leitora. Seja bem vinda gata!!
e vamos ao que me interessa.
eu vou dizer hoje, porque eu só vou postar de novo na outra sexta então já passou.
Quinta feira é meu aniversário e eu quero presente ta!!!
Mas como Bia?
O persente de vocês pra mim, vai ser um simples comentário!! muito fácil né!! poxa dá pra me dar!!! Eu vou ficar MUITO feliz!!
Então combinado, meu presente de aniversário vai ser comentários deste capitulo ou da historia toda valeu!!!
Besos mis queridos!!

[Mary narrando]


Já eram 9 da noite e todos já estavam espalhados pela larga rua, junto com um gramado cheios de barraquinhas de carnaval.

"Vamos Mariana, cadê os gatinhos desse carnaval" pensei enquanto andava pela rua, atrás de um e de algo pra beber, por mais que eu estava com uma lata de refrigerante na mão.

– MARIANA, COMO TA – alguém disse me abraçando por atrás.

– Epa epa epa, que isso – eu tirei os braços do cara e me virei – o que você quer Thomas?

– Por que todo mundo me pergunta isso quando me vê? – ele disse – Poxa Mary, pensei que...

– Pensou nada... ta mas fala ai? – eu disse. O Thomas era uma pessoa maneira e engraçada, mas eu não vou com a cara dele, sempre penso que ta aprontando alguma coisa. E na minha festa, eu não o convidei e o que ele estava fazendo lá? Viu ele sempre ta aprontando uma.

– É que eu me perdi do pessoal e acho que você também né? – ele disse.

– Se você se perdeu legal, mas eu não me perdi eu só to procurando um cara e uma barraca de bebida.

– O cara você já achou agora vamos atrás de algo pra beber – ele disse começando a andar e me puxando pelo pulso.

– Que isso loiro, claro que não. Eu vou sozinha e eu não achei cara nenhum – eu disse.

– Ah para, Mary, na boa, sem palhaçada, eu não quero ficar contigo, pode ficar tranqüila. Mas pelo menos vamos manter uma amizade, poxa – ele disse com cara de cachorro sem dono. "Ai era só o que me faltava" pensei.

– Tudo bem cara, tudo bem. Tudo pra você parar de me encher. Colegas, valeu? – eu disse

– Já é um começo, vamos lá atrás de uma bebida? – ele disse.

– Vamos né,mas se aparecer um gato no meio do caminho, eu não te conheço.

– Claro, nem sei quem é você – ele disse rindo.


– Thomas para velho – eu disse vendo o Thomas encher o copo pela centésima vez.

– Deixa de ser chata mano – ele disse alterado.

– Olha aqui, você tapou minha noite inteira e ainda quer que eu fique falando pra parar de beber? Não não não gato, eu não to nem ai pra você – eu disse já irritada – eu vou embora, se quer ficar aqui, fique eu não ligo – eu disse e me levantei.

– Não Mary pêra ai. Eu tenho que te falar uma coisa – ele disse se levantando com dificuldade.

– Fala – eu disse cruzando os braços.

– Senta ai? É muito difícil falar isso e vai demorar – ele disse votando a se sentar. Detalhe ele quase cai porque sentou muito na ponta. "Conversa de bêbado é foda. Vamos lá Mariana coragem" pensei.

– Diz ai – disse depois de me sentar – porque você fica atrás de mim?

– Porque... eu quero ficar com a Bia – ele disse de cabeça baixa. "Interessante essa conversa. Vamos lá Mary aproveita" pensei.

– Então porque você não fica atrás dela?

– Você não ta me explorando só porque eu to nessas condições, né? – ele disse.

– Claro que não. só quero saber pra poder ajudar – eu disse

– Você vai me ajudar mesmo? – ele disse.

– Depende, do que é ajudar- eu disse o enrolando.

– Mas... – ele fez uma cara de duvida – deixa pra lá. Posso contar?

– Pode – eu disse.

– Bom, porque eu não vou atrás dela né? – eu assenti – é porque ela vai ficar me dando fora. E eu já resolvi esses rolos de antigamente com ela. Se eu voltar com isso ela não vai confiar em mim mais tarde – ele falava enrolado e bagunçado mas dava pra peneirar e tirar algo dali.

– Mas você gosta dela mesmo?

– Demais, só que ela não acredita mais e agora ta com o Lucas.

– Não acredita em que? O que você fez pra ela não acreditar nisso?

– Que? – "esqueci que não pode falar rápido com um bêbado" pensei.

– Ela não acredita em que?

– Ela não acredita que eu goste dela e eu não sei como fazer ela acreditar.

– O que você fez pra ela não acreditar?

– Sei lá. Eu falava, falava, falava e ela não acreditava, acreditava, acreditava. Não sei porque. Você acha que ela gosta de mim? – ele disse de um jeito engraçado.

– Olha, eu não sei se posso te falar isso mas eu vou falar porque amanhã você não vai lembrar e a Bia não vai saber. Mas ela ficou bem mexida depois daqueles rolos lá – eu disse. Claro que ele não ia lembrar daquilo depois de umas boas horas de sono – e eu acho, só acho que ele tenta te esquecer ficando com o Lucas. Mas ela gosta do Lucas e de você também. Ai é difícil entender vocês, ela na verdade – também eu estava veio grog, porque eu também bebi então deixar escapar algumas coisas eu ia deixar como isso.

– Serio? Então eu ainda tenho uma luz? – ele disse com um sorriso no rosto.

– Acho que sim, mas acender essa luz vai demorar um pouco.

– Não importa, pelo menos eu tenho uma – ele disse mais feliz ainda — Mas eu não quero que você fique pensando que eu to te usando pra fazer ciúmes nela, porque essa não é intenção – ele disse com cara de culpado.

– Não tem problema, só não faz de novo ok? – eu disse.

– Claro, mas você vai me ajudar né?

– Vamos ver como as coisas vão ficar. Agora eu vou embora. Você sabe como voltar né? – eu disse me levantando.

– Sei sim, pode ir, daqui a pouco eu também já vou – ele disse – valeu.

– Que nada – eu disse e sai.


[Bia narrando]


Cara eu disse pro Lucas pra ele beber só um pouquinho, né. O cara se descontrolou, eu que tinha que estar daquele jeito. Sim eu to pagando na mesma moeda, porque ate agora eu não coloquei um copo na boca além de coca cola, e isso é ruim. Agora o Lucas, pirou eu não sei como, ele só disse que ia no banheiro, ta ate ai normal, mas o cara voltou louco, bebendo todas. E eu ainda to me perguntando o que tinha nesse banheiro.

– Por que vocês não me disseram que ele ficava desse jeito? – eu disse pro Pe que estava na mesa junto com a gente e o Roberta.

– Porque eu não sabia que ele ia fazer isso de novo. Ele disse "Eu nunca mais vou beber demais na minha vida toda" – o Pe disse engrossando a voz – desde a ultima vez, que ele ficou com uma puta ressaca.

– Valeu – eu disse irônica.

– Beta, vamos ali comigo rápido? – o Pe disse.

– Não me chama de Beta, eu não gosto. Mas vamos – Roberta disse se levantando.

– Pêra ai vocês vão me deixar aqui sozinha com ele? – confesso que eu não sei lidar com bêbado.

– Leva ele pra casa e bota ele pra dormir – o Pe disse.

– Nossa, como se fosse fácil, tirar ele dessa mesa – eu disse só que eles me ignoraram. Não o Lucas não ta desmaiado na mesa, ele só ta... meu Deus onde ta o Lucas? Ele não ta na mesa, mas ele tava um minuto atrás. "Me ajuda Deus, me ajuda" pensei implorando.

Abaixei a cabeça na mesa e fiquei um tempo assim, ate pensei que tinha dormido mas não dava. Quando levantei a cabeça o Lucas estava sentado no mesmo lugar que antes, eu não tava louca.

– Lucas onde você tava? – eu perguntei.

– Eu fui ao banheiro – ele disse lento e mole. "Não, ele não vai desmaia aqui, né?" pensei.

– Voltou normal? – "Nossa Beatriz como você pergunta uma coisa dessas? Claro que ele não voltou normal" meu subconsciente disse.

– Não voltei passando mal – ele disse depois colocou a mão na boca.

– Não, não engole isso, vamos pra casa – eu disse me levantando. Eu sei que é nojento engolir vomito, mas porra o mano ia vomitar ali em cima de mim, não não gato.

– Mas já? – ele disse.

– Claro, antes que você piore. Bora, bora levanta – eu disse tentando ajudar ele a levantar – ajuda menino, vamos, você é pesado.

– Você me chamou de gordo? – ele disse.

– Eu disse que você é pesado, não gordo. Agora vem logo.


Depois de MUITO sacrifício chegamos em casa só que uma supresinha nos pegou de surpresa. Meu pai estava assistindo um jogo de futebol, antigo, gravado na sala e a porta da frente dava na sala e todas as portas que tinham na casa dava na sala, menos uma que era a da cozinha, mas pra subir as escadas tem que passar na sala.

– Vamos entrar pela porta da praia – o Lucas disse.

– Acha que eu não pensei nisso – eu disse sussurrando.

– Ta desculpa, eu pensei...

– Shiii fala baixo. Vamos por aqui mesmo – eu disse começando a andar.

– Mas essa da bem na frente do teu pai e a detrás da atrás do sofá. Que se a gente subir em silencio ele não vai ver – o Lucas disse tentando não ficar se balançando pra não cair.

– É verdade, vem vamos – eu disse e comecei a andar pensando que o Lucas ia pelo menos conseguir andar ate atrás da casa, mas ele ficou parado com cara de pateta – não consegue andar não cara? – eu disse quando voltei.

– Se eu não consegui vir ate aqui, você acha...

– Ta desculpa – eu o interrompi.

– Shiiii fala baixo – ele disse e riu

Mais uma mini dificuldade pro Lucas da a volta na casa. Acho que ele caiu umas duas vezes e tropeçou algumas outras vezes e uma dessas vezes ele quase caiu na piscina.

– Vai abre a porta – ele disse.

– Calma – eu disse. Respirei fundo e abri a porta com cuidado.

Chegar na sala foi fácil, mas subir a escada poderia ser mais fácil se meu pai não tivesse escutado a pequena queda do Lucas no primeiro degrau.

– Oi pai – eu disse com um sorriso no rosto enquanto o Lucas se levantava.

– Ola, algum problema com ele? – meu pai disse apontando pro Lucas sentado na escada.

– Não nenhum, ele só bebeu um pouco acima do esperado e passou mal, só – eu disse como se fosse um "Vai lá pegar uma água pra mim".

– Sei. Só digo uma coisa, não esquece as regras, cada um no SEU quarto – ele disse frisando bem o 'seu'.

– Claro. Bora Lucas levanta – eu disse.

– Boa noite senhor. Esse é um dos melhores jogos que eu já vi, boa escolha – o Lucas disse mais do que devia.

– Eu sei garoto, eu sei – meu pai desse e voltou a sentar no sofá enquanto a gente subia as escadas. Sorte o Lucas não cair de novo, conseguimos chegar no quarto dele sem nenhum problema.

– Agora pega uma roupa e vai pro banheiro – eu disse.

– Mas se eu descer lá em baixo de novo teu pai corta minha cabeça – ele disse deitado na cama.

– Então vai no banheiro daqui de cima – eu disse.

– Mas é de mulher.

– Então o que você quer?

– Ta eu vou nesse – ele disse se levantando. Ele abriu a mala pegou uma roupa qualquer e saiu do quarto – vai ficar ai? – ele disse depois de colocar só a cabeça pra dentro do quarto.

– Não, eu vou pro meu quarto – eu disse me levantando de uma cadeira – Olha água gelada ta? – eu disse depois de sai do quarto.

– Mas eu não gosto de gelado – ele disse igual uma criança birrenta.

– Mas vai ter que ser assim mesmo.

– Espera eu sair?

– Sair da onde?

– Do banheiro né, da onde mais?

– Ta mas vai logo.

Ele entrou no banheiro e fechou a porta.

Não sei quanto tempo passou mas eu já tinha tirado um cochilo sentada no chão em frente à porta do banheiro e nada do Lucas sair dali.

Decidir bater na porta pra saber se ele não tinha morrido lá dentro, né. Bati uma vez, nada, bati duas, mas silencio que antes, cinco vezes resolvi abrir a porta.

Abri a porta e o Lucas estava estirado no chão do banheiro de cueca, apagado. Entrei em desespero. "Deus eu sei que já te pedi muita coisa hoje, mas eu juro que essa é a ultima. Me ajuda por favor" pensei.

– Lucas, acorda, vamos menino reage – eu disse batendo no rosto dele. "Meu deus ele morreu. Eita garota bate na madeira" pensei. A porta era de madeira então eu bati nela – ai mano, desculpa, mas você não quer acordar por bem então vai acordar por mal.

Peguei uma tigela que tinha em cima da pia, enchi de água e joguei na cara dele. Ele acordou na hora.

– Cara onde eu to? – ele disse se levantando rápido e acabou ficando tonto e caindo.

– Cara devagar – eu disse ajudando ele a levantar.

– O que você ta fazendo aqui? – ele perguntou.

– Você demorou uma eternidade pra sair então eu entrei e vi você ai morto no chão.

– Eu não to morto – ele disse confuso – eu to?

– Claro que não. Você já tomou banho?

– Não.

– E o que você ficou fazendo esse tempo todo aqui?

– O que você acha? Desmaiado.

– E porque você não falou? – parecia que eu era a bêbada ali.

– Como eu ia falar se eu tava apagado.

– Ta, ta, ta vai logo. Agora não desmaia.

– Vai me esperar?

– Vo – eu disse e sai do banheiro fechando a porta.


– Fica aqui ate eu dormir? – Lucas disse deitado na cama.

– Tem certeza e se eu dormir aqui antes de você? – eu disse sentada na beira da cama.

– Não tem problema eu te acordo – ele disse com uma cara de cachorro abandonado. Impossível resistir a uma coisa dessas.

– Então ta, vai mais pra lá – eu disse e deitei do lado dele.

Uns dez minutos depois eu vejo a porta abrir e só pode ser uma pessoa, Thomas. Ele abre a porta e fica um tempo parado nela. Vejo se o Lucas já ta dormindo, graças e deus que sim, depois de tanto esforço o bichinho dormiu, e me levanto. Pego minha bolsa na cadeira vou em direção a porta.

– Boa noite – eu disse pro Thomas e ele saiu do meio da porta pra eu passar.

– Boa noite – ele disse. Na voz dele já deu pra perceber que ele não estava nada bem – pêra ai Bia – ele disse pegando minha mão e me fazendo parar imediatamente de andar.

– Que foi? – eu disse.

– Errr... – ele pensou um pouco – nada não, boa noite – ele soltou minha mão e entrou pra dentro do quarto fechando a porta.

– Boa noite – eu disse baixo. Não posso negar que quando ele pegou na minha mão eu estremeci por dentro. "Não pode ser que esse cara ainda mexe comigo" pensei e fui pro meu quarto. Chagando lá abri a porta e a Fernanda estava lá dentro.

– Chegou cedo Fe – eu disse jogando minha bolsa em cima da cama.

– É né, mas eu tive que trazer seu amigo loiro, porque ele estava perdido naquela rua. Mas e você onde estava senhorita? – ela disse.

– Eu? – me fingi de desentendida.

– Tem mais alguém alem de eu e você aqui? – ele arqueou a sobrancelha.

– Err... Eu tava no quarto do Lucas – eu disse abrindo a minha parte do guarda roupa.

– E as regras, louca? – ela disse.

– Não aconteceu nada louca – eu disse e ela começou a rir.

– Ate parece.

– Então ta. Eu vou tomar banho e dormir. Vai sair de novo? – eu disse já com uma roupa na mão.

– Não vou mais não, já que eu trouxe seu amigo vou ficar aqui mesmo e me preparar pra amanhã – ela disse sentando na cama.

– Hoje né?

– Tanto faz o dia só acaba quando eu durmo.

– Tamo junto nessa frase – fizemos um comprimento com a mão e eu fui pro banheiro.

Tomei banho, coloquei a roupa e voltei pro quarto. A fe já estava dormindo, deitei na cama e apaguei na mesma hora.

Notas finais
Gostaram?
Sera que vai acontecer mais coisinhas como "me senti melhor perto dele"?
SERÁ
SERÁ
Só nos próximos capítulos!!!
hahaha (risada do mal)
Besos e não esqueçam meu presente!!!