Intrigas De Uma Vida Sem Roteiro

19 Capítulo 19 - Amor Muda, Paixão Passa.


Notas iniciais
OIIIIIII. TO DE VOLTAAAA. HAHA
COMO FORAM DE CARNAVAL?
Ta ai o capitulo, bem bonitinho pra vocês.
Espero que gostem e comentem.. haha
Leiam as notas finais, valeu?
Besos e ate a proxima

[LETÍCIA NARRANDO]

Deve ter se passado 2 horas e o Vinicius continuava falando no meu ouvido sobre "O lindo futuro que nós teríamos juntos". Que cara mais sensível é ele, me contagia. Ate parece, eu já estava cansada do bla-bla-bla dele, antes de ir pra Sampa. Aquilo só foi um grande empurrão pra acabar com tudo logo.

Pra pioras as coisas ai naquele, aparentemente, galpão o bendito do meu celular toca e sabe quem quase atende? O meu "grande amor" (lê-se: o encosto mais irritante).

- O telefone é meu e eu atendo – eu disse e o celular tocando freneticamente. "Esse individuo que ta me ligando não desiste não?" pensei.

- Você quer atender e estragar o nosso momento? – ele disse com carinha de anjo.

- Que momento? Me dá logo essa MERDA – disse pegando o celular da mão dele.

~~telefoneon~~

- Alo – eu disse sem olhar no identificador.

- Oi linda – "Putz, Pedro Lucas isso é hora de ligar." Pensei.

- Oi, eu não posso falar agora. Pode ligar depois – eu disse rapidamente.

- PODE FICAR O TEMPO QUE QUISER NO CELULAR AMORZINHO – o Vinicius grita encostado na porta do lugar.

- Quem é esse cara que ta contigo Letícia? – a voz do Pedro saiu fria e grossa.

- Meu pai – tentei enganá-lo – Eu não posso falar mesmo agora, liga depois ta? – disse e desliguei antes que o Pedro e o merda do Vinicius falasse alguma coisa.

~~telefoneoff~~

Se passou uns minutos depois que o Vinicius resolveu me amarrar na cadeira. Ele é uma figura, me surpreendo cada vez mais. Eu não to com medo, porque eu sei que ele não vai me fazer nada. Quem ama não faz nada para prejudicar a pessoa amada, pelo menos é isso que me disseram. Ta, deu um medo agora, se ele não me amar, só estiver com aquele extinto possessivo? Fudeu, ele ta vindo e meu celular ta vibrando, logo logo a musica vai começar a tocar e ele vai atender, porque o bendito me amarrou na cadeira e não dá pra pegar.

- Voltei querida e trouxe flores – pra quem olhasse a cara dele agora e não o conhecesse pensaria que era o melhor namorado do universo.

- Pode me soltar? – eu disse seria.

- Olha seu telefone ta tocando, posso atender? – ele disse e nem esperou eu dizer algo, já foi atendendo

[VINICIUS NARRANDO]

~~telefoneon~~

- Pode falar – eu disse com um grande sorriso.

- Alo Letícia? – uma voz de homem disse.

- Ela ta ocupada – eu disse sorrindo me sentando ao lado da minha garota.

- Quem é? Eu quero falar com ela – o cara disse.

- Eu já disse que ela ta ocupada – já fiquei sem paciência com esse cara – Quem é você? Quer deixar recado? – eu disse.

- Eu quero falar com ela – o carinha insistente.

- Qual teu nome cara? – eu perguntei. Acabar logo com essa palhaçada.

- Pedro Lucas, agora posso falar com ela? – ele disse. "O que esse cara quer com ela?" pensei.

- Pedro Lucas – eu olhei pra Letícia e ela se assustou quando eu disse o nome – O que você quer com ela?

- Cara eu sou o namorado dela e quero FALAR COM ELA – ele disse irritado. "Namorado dela? Já ta chifrado o loiro? Com qualquer um dos dois, que ela tiver, eu não deixo barato" pensei.

[NARRAÇÃO EM 3ª PESSOA]

Letícia estava apavora, Vinicius estava muito irritado e o Pedro super preocupado.

- Vinicius me dá essa merda agora – Letícia disse num tom alto e, claro, o Pedro ouviu e quando escutou o nome "Vinicius" ficou mais preocupado ainda.

- Esse Pedro Lucas é quem eu to pensando? – Vinicius disse se levantando.

A raiva subiu pelo corpo dele e chegou a cabeça. Ele estava preste a fazer uma loucura, uma coisa horrível. Só que ele esqueceu um detalhe, deixou o celular ligado e o Pedro ouviu tudo.

- VOCÊ MA TRAIU COM AQUELE LOIRO VIADO E COM ESSE OUTRO GAY? É Letícia, DIZ? – Vinicius gritava e chegava mais perto de Letícia com uma agressividade que, agora, deixou ela com medo. Com tanto medo que ela já previa o que ele ia fazer, porque já aconteceu isso com eles. Ele já fez isso com ela e ele ia fazer de novo. A garota começou a chorar.

- Não por favor Vinicius, não faz isso – ela implorava pro garoto que já estava tirando ela da cadeira a tapas.

- Desculpa amorzinho SÓ QUE VOCÊ NÃO TINHA QUE TER FEITO ISSO COMIGO – ele deu um beijo na garota e a apertou contra seu peito – Você é minha e sempre vai ser, nem que eu mate todo mundo.

- Pelo amor de deus Vinicius, não faz nada com ninguém por favor – ela disse chorando loucamente.

- Já ta feito, só ter paciência. Eu não queria fazer isso com você mais você me obriga a isso – ele disse passando a mão pelo rosto da garota limpando algumas lagrimas.

[LETÍCIA NARRANDO]

Não sei o que houve. Só sei de duas coisas, eu to sem roupa e meu corpo ta todo dolorido, principalmente meu rosto.

Lembro do Vinicius passando a mão pelo meu rosto e depois, bum, cai, desmaiei, sei lá.

Ta tudo escuro e eu acho que já é de noite ou de madrugada, eu tenho que falar com alguém.

- Meu telefone, cadê meu telefone? – disse me arrastando pelo chão tentando encontrá-lo. Encontrei algumas roupas e aproveitei e me vesti. Também encontrei um papel, não consegui lê, porque estava muito escuro então coloquei no bolso da minha calça.

"ENCONTREI, ENCONTREI" minha mente gritava quando eu achei o telefone. Apertei um botão qualquer e a claridade tomou conta do lugar.

"Pra quem eu ligo? Tem que ser alguém que não fique desesperado e que também não fique muito calmo. DANIEL, claro." Pensei.

Na verdade não sei porque o Dani mas ele é meu amigo e a Bia ou a Mary iam quere chamar a policia, falar com meu pai, ir atrás do cara e tals.

Procurei pelo numero do Dani e logo achei.

~~telefoneoff~~

- Alo? Dani? – eu disse.

- Letícia, você me ligando essa hora? Qual foi? – ele disse sonolento.

- Que horas são? – eu perguntei. Queria logo ligar pra alguém e nem vi a hora no celular.

- São tipo umas 4 da madruga – ele disse. Nossa eu passei a tarde e a noite toda naquele lugar?

- Ta, mas é urgente e importante – eu disse.

- Fala logo – ele disse.

- O Vinicius – eu comecei a chorar lembrando do que houve.

- O que houve? – ele perguntou preocupado.

- Ele me.... Vem pra um galpão duas ruas depois da minha, rápido. Por favor – eu disse.

- Ta já to indo – ele disse e logo desligou.

~~telefoneoff~~

Meia hora depois eu ouço alguém bater na porta e entrar.

- Porque você bateu? – eu perguntei logo que vi o dani depois de direcionar a luz do celular pra porta.

- Errr... Sei lá. Queria ver se era esse – ele disse.

- Aham... me ajuda aqui logo – eu disse tentando me levantar.

- Claro – eu veio ate onde eu estava e colocou meu braço em seu pescoço – Vai pra onde? – ele disse cauteloso.

Ele já sabia o que tinha acontecido naquele lugar porque já aconteceu uma vez e ele foi muito legal comigo naquela época, e sabia que qualquer palavra naquele momento não faria menor sentido.

- Pra casa né – eu disse obvia.

- Desse jeito e teu pai? – ele estava certo e meu pai?

- Então eu vou pra onde? Pra casa das garotas que não né? – eu disse.

- Bora pra minha? – ele disse.

- E tua mãe? Sabe que mãe é pior que pai? – eu disse.

- Ela e meu pai foram se divertir um pouquinho. Pelo menos nesse caso eles me respeitam – ele disse rindo.

- Me poupe dessas coisas de pais – eu disse rindo.

- Ta vamos?

- Qual escolha eu tenho? Bora – eu disse e fomos andando ate a porta.

- Chegamos – Dani disse quando parou o carro.

É carro. O Dani tinha 17 mas já sabia dirigir, quando seu pai não estava em casa, claro.

- Letícia? Ta dormindo garota? – ele disse.

- Não só to de olho fechado – disse.

- Então porque não me respondeu? – ele disse.

- Aff, pra você garoto – eu disse rindo e abrindo a porta do carro.

- Vai consegui sair? – ele disse vendo minha "dificuldade" pra sair do carro.

- Anda logo me ajuda aqui – eu disse.

Ele saiu do carro e veio ate a outra porta.

- Deita ai na cama e eu fico pelo chão mesmo – ele disse na porta de seu quarto.

- Ta bom, então – eu disse me sentando na cama. Não valeria a pena discutir com ele por causa de cama. Na ultima vez não foi nada legal.

- Se quiser tomar banho, trocar de roupa. Já sabe onde é né? – ele disse e assenti.

- Valeu por me ajudar – eu disse dando um sorriso.

- Nada – ele disse e saiu do quarto fechando a porta.

[DANIEL NARRANDO]

Sai do quarto e deixei a Letícia lá.

Fiquei intrigado com uma coisa. Porque ela tem o dom de só ficar com caras do tipo do Vinicius? Menos eu. Eu não sou desse jeito e nunca fiz nada disso com ela.

Fui pra cozinha pegar um copo de água com açúcar pra ela e voltei pro quarto. Quando abri a porta percebi que ela já estava deitada na cama dormindo e o seu telefone vibrando em cima do criado-mudo. O peguei e me sentei em uma cadeira perto do computador. Vi quem era e era um tal de Pedro Lucas.

~~telefoneon~~

- Aalô – disse baixo pra miss não acordar.

- Letícia, Letícia. Pelo amor de deus. Você ta onde, ta bem? – ele pareceu desesperado.

- Ela, ta bem sim, já você meu amigo, não parece nada bem – disse depois ri do que tinha falado.

- Vinicius, seu filho da puta. O que você fez com ela? – "Quem é esse Pedro que ta tão preocupado com ela?" pensei.

- Epa, epa, epa, calma cara. Eu não sou o Vinicius não – percebi que a Miss se levantou – Eu o Daniel, prazer.

- Daniel? Quem é você? O que você ta fazendo com a Letícia? Cadê ela? – ele disse abaixando o tom de voz.

- Hey, você pergunta demais. Eu sou Daniel, ex-namorado da Letícia. Ela me ligou pedindo ajuda e eu a ajudei. Agora nesse exato momento ela ta dormindo – eu disse devagar. Olhe pra Miss novamente, ela me mandava um olhar de "não precisava dessa apresentação" e eu sorri pra ela.

- Ex dela? – ele disse com a voz mais baixa ainda. Ele ia dizer mais alguma coisa só que eu o interrompi.

- Bom, Pedro né? – eu perguntei pra ele e ele fez um "aham" de resposta – Bom Pedro, ela ta dormindo, quando ela acordar eu digo que voce ligou, pode ser?

- Pode sim – ele disse e desligou.

~~telefoneoff~~

- Dispensável a sua apresentação – a Miss disse quando a devolvi o celular.

- Já sabia que ia dizer isso – disse rindo – agora toma essa água com açúcar pra se acalmar – disse a entregando o copo.

- Eu não to nervosa, pra tomar isso – ele disse com a sobrancelha arqueada.

- Mesmo assim. Toma vai fazer você dormir e ficar calma. Esquecer tudo e muitas outras coisas – disse me sentando na ponta da cama dando mais uma vez o copo pra ela, que tinha colocado no criado.

- Nossa, Doutor Daniel. Você é um gênio – ela disse irônica.

- Eu sei – eu disse dando um sorriso – Agora me diz uma coisa. Esse Pedro Lucas é aquele amigo do namorado da Bia?

- É porque? – ela disse e depois bebeu um gole da água e fez uma cara de nojo – Isso ta encharcado de açúcar, que me matar? – ela apontou pro copo.

- E o que ele queria tão preocupado contigo? – disse ignorando o comentário sobre a água.

- Errr.. Bom... eu ai falar isso pra vocês amanhã, mas já que tocou no assunto. Eu e o Pedro estamos, meio que... namorando – ela disse sem jeito.

- Namorando? Outra com a vida perdida? – eu disse não acreditando no que tinha ouvido. Ela riu.

Eu e a Leticia namoramos quando tínhamos 13, 14 anos. Tipo "primeiro amor", eu fico ate sem jeito de comentar sobre isso. Não duramos muito tempo, porque a Miss começou a ficar assim, "pega geral", e eu gostava mesmo dela, não queria me.... errr.... me machucar sabe? Eu era um garoto bem sensível. Agora chega de falar disse né? Amanhã, ou hoje, tem aula e vamos ver o que vai dar.

[LETÍCIA NARRANDO]

O Daniel era, é na verdade, um cara bem legal. Mas não era necessário se apresentar, principalmente pro Pedro, como meu ex-namorado. Porque ele foi bem, bem ex mesmo. Quando tinha mos mais ou menos 13, 14 anos, tipo "primeiro amor". Pelo menos o meu primeiro amor. E também foi nessa época que eu comecei a ficar com vários garotos, por isso que terminamos.

Mas agora eu acho que essa de "pegar geral" não é mais pra mim. Não sei direito, mas o Pedro, ta me mudando, ou me mudou. Eu sei que estamos juntos a pouco tempo, nem ficamos direito, porém essas coisas de percebem rápido. Ainda mais comigo.

Voltando ao Daniel. Nos entramos juntos na escola, eu, as meninas e ele, o Leo já era da escola, e ele foi à primeira pessoa a me pedir informação. Como eu era nova também não podia ajudar em nada então resolvemos nos juntar e pedir alguma informação.

FLASHBACK ON

Eu sou nova nessa escola e estava procurando algum professor, diretor, sei lá. Meu pai me deixou aqui na porta e sumiu. Agora é comigo mesmo.

Sentei-me em um banco que dava pra mais de 6 pessoas e uma pessoa cutucou meu ombro. Virei-me e era um garoto, alto, cabelo castanho escuro pra cima, meio magro, pele clara e... uau... bonito.

- Oi – eu disse sem jeito.

- Oi, desculpa, te incomodar, mas você sabe onde é a sala do 6° ano? – ele disse.

- 6° ano? – "ele é da minha sala" pensei. Ele assentiu – eu também to procurando alguém pra me ajudar a achar essa sala? Sou nova aqui – eu disse com um sorriso fraco no rosto.

- Serio? Então vamos procurar alguém juntos – ele pegou no meu pulso me fazendo levantar e me estremecer toda por dentro. acho que com ele aconteceu à mesma coisa, porque ele parou e me olhou meio extranho e depois olhou pra nossas mãos que estavam com os dedos entrelaçados.

Nos soltamos rapidamente e ele começou a andar e eu o segui atrás.

FLASHBACK OFF

Teve um outro momento, no ano seguinte, que parece bem engraçado e besta mas na hora, nossa, puro nervosismo.

Eu, a Mary, a Bia e o Leo estávamos em uma sorveteria, quando o Dani chegou, tipo, rolou um clima ali. As meninas e o Leo, rapidinho, percebeu e começaram a arranjar desculpas pra deixar nós dois sozinhos.

FLASHBACK ON

- Eu to com algum problema? Minha roupa, meu cabelo? – ele perguntou de um jeito engraçado.

- Não, porque? – eu disse.

- Porque eles saíram desse jeito? – ele perguntou com cara de confuso.

- Sei lá – eu respondi.

- Acho que eles planejaram isso – ele disse.

- Como assim? Deixar nos dois sozinhos?

- É. Mas foi bom o plano deles.

- Porque?

- Quantas perguntas – ele disse rindo

- Você que começou – disse dando um tapa no braço dele em cima da mesa.

- Ta você ganhou. Foi melhor porque eu queria, mesmo, falar com você sozinha.

- Pode falar agora.

- Err... Quer um sorvete? – eu ri.

- Bom, eu já tomei um, mas tudo bem, quero sim.

Ele pediu para uma garçonete e logo ela trouxe o sorvete, quando eu digo "o sorvete" era porque ela só trouxe um sorvete.

- Você não vai querer? – eu perguntei intrigada.

- Vo sim.

- A mulher não trouxe o seu – eu disse rindo.

- Eu sei, esse aqui é o nosso – ele deu ênfase na palavra "nosso". E logo tirou duas colheres que estava escondida debaixo da mesa.

FLASHBACK OFF

Bem engraçado, né? Lembrando esse tempo.

Acordei com o meu celular e o despertador do Dani tocando. Seis horas, dormi uma hora e meia, mais ou menos.

Levantei-me, peguei minha bolsa e sai do quarto. O Dani já devia ter acordado, porque não estava no quarto. Quando estava chegando na sala ele estava vendo aqueles canais impróprios na tv.

- Não vou sair dessa escada ate você tirar desse canal – eu disse virada pra parede do lado da escada.

- Nossa garota que susto — ele disse dando um salto do sofa — Bom dia se diz, ta. Pronto já tirei – ele disse e eu me virei.

- Pensei que sua mãe tinha bloqueado esses canais – eu disse.

- E bloqueou, só que meu pai descobriu a senha e, como eu posso dizer, — ele colocou a mão no queixo – me deu.

- Seu pai é igualzinho você.

Esqueci de um detalhe. O Dani parece todo bonitinho, atencioso e certinho assim, mas ele é um safado. Como todo garoto.

- Podemos dizer tal pai tal filho né? – ele disse rindo – Vai pro colégio hoje?

- Claro, eu não morri – eu respondi obviamente.

...

Finalmente o intervalo. E agora eu podia falar sobre ontem com as meninas.

Mas antes a bia tinha que fazer aquele leve interrogatório.

- Miss, o Pedro ontem me ligou todo preocupado. Aconteceu alguma coisa contigo? – ela disse.

- É aconteceu e é sobre isso que eu quero falar com vocês – eu disse indo logo no assunto.

- Foi o Vinicius de novo? – a Mary disse.

- É foi... – e assim foi o intervalo todo. Eu contando o que houve. Como imaginava, elas (ps: elas quer dizer a Roberta também estava lá :/) e o Leo ficaram super preocupados com o que o Vinicius podia fazer mais tarde. Voltamos para a sala pra agüentar mais três tempos de aula.

[MARIANA NARRANDO]

Nossa, o que aconteceu com a Bia e a Miss foi bem serio, tomara que o Bruno, ou o Vinicius mesmo, não faça nada comigo.

O sinal bateu (lê-se: os bombeiros estavam chegando pra apagar o incêndio haha) dando o fim das aulas daquele dia. Fomos pro portão de saída.

- Ai velhos, não sei se vou agüentar ficar com esse professor de português ate o fim do ano – o Roberta reclamou.

- Ele é novo então nem sei o que te falar, mas ele parece legal – o leo disse.

- Bom galera, vou voltar lá dentro pra pegar Julia – a Bia disse.

- Ela ta estudando aqui? – o dani disse.

- Eu não sei bem se ela ta estudando, mas ela ta no colégio sim. E ontem eu esqueci de pegar ela aqui e minha mãe falou nos meus ouvidos pacas – ela disse – Quem vai me esperar? – nessa hora meu celular tocou e todos olharam pra mim. "Eita, povo curioso" pensei.

- Pêra ai galera, meu celular já volto – eu disse e sai. Ainda deu pra ouvir um "Vou lá pegar a guria" da Bia.

~~telefoneon~~

- Alô – eu disse. O numero era desconhecido.

- Oi gatinha – uma voz irritante, disse.

- O que você quer Thomas? – eu disse seria – Uma coisa. Como consegui meu numero?

- Boa tarde pra você também. A Bia me deu seu numero – "Bia filha da mãe" pensei.

- O que você quer? – eu perguntei de novo.

- Queria saber se você ta bem – ele disse.

- Nossa... olha pra acabar logo com isso. Eu to ótima, obrigada por se preocupar com não sei o que. Não precisa mais se incomodar ta legal. Tchauzinho querido – eu disse e desliguei na cara do miserável.

~~telefoneoff~~

- Tava falando com o Thomas, Mary? – levei um susto quando a miss perguntou logo atrás de mim.

- Você acredita nisso? – eu disse virando pra ela – Queria saber se eu tava bem. Pode uma coisa dessas?

- Poder pode, só você deixar – ela disse com um sorriso malicioso.

- Vira essa boca pra lá. Agora vamos que a Bia ta voltando – eu disse mudando de assunto.

A Miss revirou os olhos pra mim e voltamos para onde os outros estavam.

- Leeeeeeoooo – Julia vinha gritando na direção do Leo.

- Fala minha pequena – ele disse a abraçando.

- Eu não sou pequena – ela disse emburrada.

- Hey menina pequena, esqueceu de mim é? – o Dani disse.

- Tio Daaaaniii – ele foi gritando pra cima do Dani.

- Como foi o colégio hoje? – ele perguntou.

- Bem legal – ela disse sorridente sentada no colo do Dani – Quem é esse cara ai? – ela apontou pro Renan com uma cara seria.

- Julia, não é assim que se fala – Bia a repreendeu.

- Deixa pra lá, ela é criança – o Renan disse – Oi Julia, eu sou o Renan – ele disse se abaixando no tamanho dela.

- Eu não sou criança – ela disse de cara emburrada – E eu não gosto de você. Tia, vamos embora? – ela disse.

- Desculpa ai ta Renan, ela é assim, mesmo. Bem chata – deu ênfase no "bem chata" — E eu não vou embora agora não. Você fica quieta aqui – Bia disse pegando a mão da menina e a colocando ao seu lado – E ai mary? Seu cumpleaños esta chegando. Vai fazer o que? – ela disse mudando completamente de assunto.

É verdade, o tempo passou rápido. Coisa de velho né, falar isso? Nem tinha caído a ficha que meu aniversário já estava próximo.

Já tinha falado sobre isso com minha mãe mas uns meses atrás.

- Vou fazer uma festinha na praia – eu disse não querendo dar muito detalhes pra fazer surpresa.

- Festinha? Mary suas festas são de abalar, são umas putas festas – a Miss disse.

- Não esse ano vai ser, tipo uma coisa bem hippie, na praia. Entendem? – eu disse.

- Claro, também é nossa especialidade coisas hippie – o Leo disse – Se quiser ajuda só falar com a gente.

- Tudo bem – eu disse.

- Eu posso ir nessa festa? – a Julia disse se colocando no meio da nossa roda.

- Se você calar a boca e ficar quieta eu posso pensar em falar com sua mãe – a Bia disse dando um sorriso nada amigável pra menina, que logo voltou a ficar ao lado dela.

- Que grossa Bia – o dani disse.

- Essa menina tem que aprender a ficar quieta – Bia disse.

- Seu olhar foi tão amigável – a Miss disse rindo.

- Quase vomitei um arco-íris – o Leo disse rindo

- E ai Mary – "Porque tudo mundo ta falando 'e ai Mary'? complicado isso" pensei – Vai chamar o Thomas? – só podia vir de quem essa pergunta? Da Miss né.

- O que o Thomas tem haver com isso? – a Bia se pronunciou.

- Que Thomas galera to boiando aqui – o Dani disse.

- O Thomas da banda Restart velho – o Renan disse e todos olharam com duvidas pra ele.

- Opa, opa, opa podem parando. Só nesse papinho aqui já ouvi uns 50 Thomas – Roberta disse. "Minha salvadora. Estava pensando a mesma coisa" pensei.

- Como você sabe que é esse Thomas? – a Bia disse desconfiada.

- Ué um palpite – o Renan disse.

- Sei – a Miss disse e depois se virou pra falar alguma coisa com a Bia e eu continuei falando com os meninos.

[BIA NARRANDO]

- Bia queria te mostrar uma coisa que eu vi ontem, posso passar na sua casa mais tarde? – o Roberta disse.

- Eu posso ir também? – a Miss disse com aquela pequena arrogância.

- Claro que pode. É uma coisa, que eu acho, que é em relação ao Renan – ela disse.

- Renan? Pode sim – eu disse.

Sobre o Renan? O que poderia ser? Fiquei pensando em varias coisas que poderia ser e nada fazia uma pouco de sentido. Deixei isso de lado, não adianta ficar se precipitando. Agora é foco festa da Mary.

...

- Bia, vejo que hoje não esqueceu sua sobrinha – a Cida disse quando entrei em casa pela porta da cozinha.

- É né, você viu o puxão de olheira de ontem? Tive que tomar jeito – eu disse abrindo a geladeira e pegando uma lata qualquer, que eu pensei que ra refrigerante, mas...

- Ei, ei, ei voce não pode beber isso – a Cida dizia já tirando a lata de cerveja da minha mão.

- Nossa cerveja, meu estado de cirrose já é tão grande que eu pensei que era refri – disse rindo e pegando uma garrafa de água, ou seria cachaça? Não era água mesmo.

- Não era pra eu te contar não mas eu acho que seu carnaval vai ser bem diferente – a Cida disse indo pra frente do fogão.

- Como assim? – não entendi nada.

- Voce vai saber em breve. Agora vai trocar essa roupa e chamar Dona Julia pra vocês almoçarem – ela disse mudando de assunto.

Subi pro meu quarto e Julia estava com meu celular no ouvido falando com alguém. "Será que essa louca ligou pra alguém? Ela nem sabe ler? Se ela ligou pra alguém errado?" meus pensamentos foram interrompidos com Julia me chamando.

- Tia a biza quer fala com você? – ela disse me dando o celular.

Minha avó, quer falar comigo? Coisa boa não devia ser, ela nunca liga pro meu celular, sempre vem aqui em casa ou liga pro telefone de casa mesmo.

Notas finais
Gostaram? Não sei se o titulo tem haver com o capitulo mas eu achei legal.. haha
Agora é serio
As aulas começaram agora pra valer e as madres, pelo menos a minha, tem aquela regra básica de não entrar no computador dia de semana.
então minha rotina vai ser essa agora, não só porque minha mãe disse, mas porque esse ano pra mim é um ano que eu tenho que meter as caras no estudo pra poder conseguir um futuro legal.
Não se preocupem, eu vou continuar postando na sexta feira.
Talvez, bem talvez aconteça algum imprevisto e eu não poste na sexta, não se preocupem. se eu não postar na sexta eu posto no sábado, se eu não postar no sábado eu posto no domingo, se eu não postar no domingo eu morri.. hahaha brinks.
Então é só isso mesmo que eu queria dizer.
Tomara que tenham gostado do capitulo e ate uma próxima.
Besos.