Intrigas De Uma Vida Sem Roteiro
4 Capítulo 4 - Dias Incomuns II
Notas iniciais
- Eu vou lá na geladeira pegar uma coisa pro gente comer. o Lucas disse se levantando
Acordei com meu telefone tocando, era uma garota muito chata que eu adoro.
~~telefoneon~~
- Miss Loback, não acredito – disse gritando depois me toquei que o Lucas estava dormindo, quando olhei pro lado não tinha ninguém, mas o que importava era falar com Leticia.
- Oi bia, que saudades – ela disse.
- Guria, aconteceu muita coisa comigo que você nem imagina velho. – disse eufórica.
- O que guria? — ela disse.
- Agora não da pra contar, mas acabei de ter uma ótima idéia pra você e pra Mary – a Mary era o uma outra guria que eu adorava. – Eu vou trocar de roupa e depois eu te ligo.
- Como assim trocar de roupa?
- Ué tirar a que eu to e colocar outra, é que você me acordou. – disse levantando.
- Ata, consegui né te acordar, toda vez que eu ligo pra você, tu ta dormindo e chama, chama e não atende.
- É mesmo, mas pêra só uns minutinhos que já, já eu te ligo de volta.
- Ta bom ate logo. – desligamos.
~~telefoneoff~~
"Meu deus a miss loback me ligou, eu tenho tanta coisa pra falar com ela e a minha idéia surpreendente".Pensei. Troquei de roupa muito rápido e desci. Não tinha ninguém em casa, de novo o Lucas acordou e não disse nada. Problema é dele, peguei o celular e liguei de volta.
~~telefoneon~~
- Oi, voltei – disse.
- Rápido. – ela disse.
- Você sabe a minha pratica de trocar de roupa super rápido. – disse rindo muito – esquece, não estamos aqui pra falar de troca de roupa. Eu tive uma idéia surpreendente e queria que você falasse com a Mariana também. – disse sem deixar ela falar.
- Eu acho que eu sei a sua idéia – "não sabe, mesmo" pensei – você quer que agente se encontre em algum lugar por aqui.
- Uma parte você sabe mais a outra não.
- Então diz logo, assim você me deixa nervosa.
- Eu queria que a gente se encontrasse sim, na verdade eu quero, só que aconteceu muita coisa eu tenho que te contar tudo do inicio pra você entender.
- Então fala logo menina – disse tudo desde a praia ate onde eu estava naquele momento e como os outros ela não acreditou. – impossível guria, você tem uma imaginação imensa e da pra transformar isso numa fanfic.
- Não é mentira e eu não tenho como te provar agora porque não tem ninguém em casa – nesse momento alguém abre a porta e era o Lucas – minto eu tenho como provar sim. Lucas pega esse telefone agora e fala pra leticia quem é você e como eu vim parar aqui – disse pra ele dando o telefone.
- Como assim, quem é leticia? – ele disse confuso. Logo depois dele o Thomas entra.
- Leticia é uma amiga minha que não esta acreditando que eu estou aqui. – disse rápido.
- Mas o que eu falo pra ela, não to entendendo nada. – o Lucas disse
- Leticia, quem é leticia? – o Thomas disse.
- Vai cuidar da tua vida irmão. – disse pro Thomas – fala que você é o koba da restart e que eu to aqui na tua casa e você já entendeu.
- Me da aqui esse telefone – o Thomas pegou o telefone da minha mão. – Oi leticia, sabe quem esta falando?
- Me da essa merda Thomas. – disse, só que ele não me deu.
- Não sei, não – leticia disse – bia que confusão é essa?
- Não é a bia não, é o Reynaldo Gianecchini. – "que idiota" pensei
- Thomas fala pra ela logo – eu disse e o Lucas ainda sem entender nada.
- Pegadinha do malandro, bom leticia aqui é o Thomas da banda restart e eu vou contar a historia de como a bia conheceu a gente.
- Pode passar o telefone pra bia? – ela disse sem deixar ele falar.
- Que falar com você – ele me deu o telefone
- Acredita agora miss – disse.
- Tenho minha duvidas, mas pela confusão que ta ai e por essa voz do Thomas eu acredito. – ela disse.
- Graças a deus, quais são suas duvidas. – disse. O Thomas sentou no sofá e o Lucas foi pra cozinha.
- Porque você não me contou isso antes? Se eu não tivesse ligado você só ia me contar quando a gente voltasse a estudar.
- Claro que não eu só estava esperando da uma folga pra ligar pra você e pra Mariana.
- Folga, ta acredito, mais e ai, que turbulência foi essa que aconteceu, e tua mãe como ela deixou você ir sem ninguém.
- Não sei como ela deixou eu vim pra cá sozinha, mas deve ser porque ela pensa que eu to na casa da mãe do Thomas, não aqui. – percebi que eu estava em pé e sentei.
- Você e o koba, como isso aconteceu?
- Eu acho melhor contar isso pra você depois que ouvir minha idéia surpreendente.
- Fala logo.
- Que tal você e a Mary vim pra são Paulo, passar dois ou três dias, se hospedar num hotel aqui perto, e gente falar de tudo o que aconteceu.
- É legal mais e o money.
- Vocês pedem pro seus pais dar o dinheiro do hotel e as dispesas, e eu pago as passagens. Que tal?
- Parece legal, mas você vai ficar ai ate quando?
- Ate domingo que vem acho que é dia 16.
- Eu ainda não sei como sua mãe deixou você ficar ate domingo.
- Sei lá, ela queria se livrar de mim.
- Sei.
- Eu não vou poder ficar muito tempo ai, só uns dois dias.
- Por que?
- É que eu vou pra casa do Vinicius na quarta feira de noite e só vou voltar domingo.
- Quem é Vinicius?
- Ah é você não sabe. Vinicius é o meu namorado e com ele eu bati o meu recorde de um mês de namoro.
- Parabéns guria, ele é gatinho.
- Bia você tem namorado – o Thomas disse me cutucando.
- I velho, cuida da tua vida. – disse – continuando aqui, como vocês se conheceram?
- Quando eu for pra ai eu te falo tudo. A Mary também não ta sozinha não.
- Que isso gente, vocês não falam nada, por twitter, nem MSN, quando a gente entra. To desligadona da vida de vocês.
- Que nada, só que não lembramos.
- Não lembraram do namorado de vocês.
- Que é muita novidade pra falar e a gente esquece.
- Qual é o nome do guri?
- É Bruno.
- O professor de ciências.
- Sabia que você ai falar isso. Não é um garoto bonito, alto, branquinho. É tipo uma versão alta do nick Jonas.
- A Mary se deu bem, você liga pra ela pra falar sobre isso que falamos.
- Ligo sim. Mas como a gente vai ainda amanhã?
- Eu ligo pro aeroporto, falo a situação, transfiro as passagens pra ai, vocês vão pra lá antes da hora, pegam as passagens e embarcam.
- Acho que vai dar certo.
- Amanhã de dia eu vejo o hotel, ai vocês chegam de noite, vão direto pro hotel e é só lazer.
- Tranquilinho, agora eu vou desligar, pra falar com a Mary, meu pai e o vini.
- Ai que bonito "o vini". Ta bom chica. Dois beijos.
- Tchau chica.
- Tchau Letícia – o Thomas gritou no meu ouvido.
- Filho da... Nada – disse tirando o telefone do ouvido
- Olha os modos. – "olha quem fala" pensei.
- Tchau tita.
- Tchau.
~~telefoneoff~~
- Que história é essa de Vinicius, professor de ciências. – o Thomas falou quando viu o Lucas descendo as escadas. Nem percebi que ele tinha subido.
- Não interessa a você. – disse. – eu to com fome e vou dar uma volta por ai, encontra uma lanchonete e tal. – disse disfarçando, não sei de que.
- Não, você não vai a lugar nenhum – o Lucas disse.
- Que isso, eu vou comer o que? Não tem nada na geladeira nem no fogão. – disse mexendo o ombro.
- Posso explicar koba? – o Thomas disse e o Lucas disse que sim com a cabeça. – a gente não vai comer – "como assim não vai comer" – aqui. A gente vai pra casa do pelu, pegar ele e o Lanza, e vamos comer num lugar que a gente ama.
- Onde é esse lugar? – eu disse.
- Não vou falar, você vai saber na hora. – Thomas disse levantando e pegando as chaves.
- Se vocês não sabem, vão ficar sabendo eu não gosto de mistérios ta bom então é melhor falar logo...
- Para de reclamar, toda vez que fala comigo você reclama. – e o Lucas parado sem falar nada na frente da escada com o fone de ouvido.
- Ta bom, vai agora? – eles balançaram a cabeça que sim. – espera eu pegar um sapato, então. – subi, coloquei um tênis e desci. – pronto, podemos ir agora.
Saímos do prédio e entramos no carro. Parecia uma eternidade chegar naquele lugar, que ate hoje não sei onde é, demoro muito. Não tinha placa, era em uma rua estreita, com muitas casas uma grudada na outra, um lugar muito estranho.
- Como vocês descobriam isso aqui? – disse, saindo do carro.
- Quando nós éramos menores morávamos duas ruas daqui e andávamos isso tudo ai acabamos descobrindo. Mas é bom, melhor do que muita coisa por ai. – o pelu disse.
- Então ta, né. Já to aqui, o importante é comer. – disse e entramos. Estava totalmente vazio só com um homem forte, todo tatuado no balcão lixando a unha.
- Fala cruzeiro, quanto tempo velho. – o Lanza disse batendo nas costas do tal "cruzeiro".
- E ai garotos – a voz grossa dele fez eco no lugar – quanto tempo mesmo, agora que tão famosinhos não vem mais aqui.
- Que nada velho, só nos faltava tempo, e se fosse por isso agente nem vinha comer aqui. – o Lanza respondeu.
- E quem é essa mina ai com vocês? – ele disse saindo de trás do balcão e indo a direção de uma mesa redonda com umas cinqüenta cadeiras, ta eu exagerei, mas tinha bastante.
- A essa ai é a mina do Koba, a gente conheceu ela no rio, viramos amigos, o Koba se arranjou e ela veio passar uns dias com nós. – O Thomas falando com sotaque carioca.
- Você sabe que eu odeio sotaque carioca né. – o cruzeiro falou.
- Só pra te zoar velho. – ele respondeu. Sentamos-se à mesa e eu ainda barbarizada com o cara. Ele era gigante e estava lixando a unha, nada contra, mas é estranho.
- Bom vão comer o que?
- Trás o que agente sempre come. – disse o Thomas – você vai gostar bia, pode ficar tranqüila.
- Tudo bem – não conseguia falar nada. Cruzei os braços e encostei na cadeira. Aconteceu uma tragédia quando o Lanza foi encostar na cadeira, ela se despedaçou e ele caiu de costa. Todo mundo levantou imediatamente, sem fazer nada.
- Eu to bem gente, podem sentar. – ele disse. Sentei e coloquei a mãe na boca, pra não rir, olhei pro Lucas e deu um sorrisinho sem graça. – Cruzeiro, tem quanto tempo que alguém senta nessa cadeira? – ele disse gritando e se sentando em outra cadeira. Quando ele sentou todos começaram a rir muito, inclusive o Thomas, na verdade ele já estava rindo desde que ele caiu.
- Deve ter uns três meses que ninguém bota o pé aqui dentro e quando entra saem correndo. – cruzeiro gritou de dentro da cozinha. – só eu e o vento, ate minha mulher me largou...
- Para de gritar daí de dentro vem pra cá falar. – disse o Lucas.
- Obrigada o vós dele com esse eco tava me dando medo, velho. – disse muito baixo que os outros nem perceberam e ele deu um sorrisinho.
- Chegue com a comida. – ele disse e vinha com cinco bandejas três em um braço e duas em outro com um superbig hambúrguer com um balde de batata frita. Ele colocou mesa as bandejas e foi pra cozinha de novo e troce copos gigantes de refrigerante.
- Isso aqui tem que comer com garfo e faca né. – disse apontando pro prédio de hambúrguer na minha frente.
- Essa é a intensão. – o cara disse. Pegamos os garfos e facas da mão dele e começamos a comer e por incrível que pareça aquele trambolho em cima da bandeja era bom de mais.
- E ai conta da tua mulher – o pelu disse.
- Ela me largou porque eu não saia daqui de dentro, sempre tinha esperanças que alguém ai entrar por aquela porta. No dia em que fechei aqui e fui pra casa, não tinha ninguém somente um bilhete dizendo que não agüentava mais essa vida de barzinho e casa barzinho e casa, que essa vida não era pra ela só por mim um cara que lixa a unha esperando alguém entrar no bar. – Ele disse de cabeça baixa e lagrimas caindo dos olhos.
- Que barra em amigo. – o Lucas disse.
- É mesmo, mas vamos esquecer disso. – ele disse limpando o rosto. – E ai Bia. Bia né? – balancei a cabeça que sim. – como ta a comida? – acabei de engolir e disse.
- Velho, sem comparação, se você vendesse isso lá no Rio tu tava rico. – disse.
- Rio eu odeio o Rio, ódio mortal. – ele disse passando a mão na cabeça.
- Por que? – disse curiosa, "que ódio mortal é esse do Rio"
- É porque eu nasci no rio e sofri muito lá, por isso não sou mais carioca, nem fluminense, tanto faz.
- Ta bom, mas eu quero umas encomendas.
- Ta tranqüilo, eu faço. – comemos tudo e eu não sabia como tinha colocado aquilo tudo pra dentro, mas entrou. O pessoal zoou muito e ficamos lá muito tempo.
- Bom cruzeirão, chegou a hora de partimos, a ente ainda tem que resolver umas coisas da banda – o Lanza disse se levantando. "Que saco eles vão sair de novo" pensei. – Mas qualquer dia a gente volta e se falamos mais.
- Ta, daqui a pouco eu vou fechar e ir pra casa. – o cruzeiro disse – da próxima vez pode trazer ela de novo, ela é uma graça. – Momento vergonha.
- Ah, brigada, você que conquista geral. – disse.
- Bora com agente. – o Thomas disse.
- Não me carro ta ai e não da pra deixar ele aqui não é brabo. – ele disse.
- Então vamos né galera. – disse o Lanza – ate qualquer dia cruzeiro. – todos nos despedimos dele e saímos. Entramos no carro, foi mais rápido pra voltar devia ser porque eu não estava mais com fome.
- E ai o que vocês vão fazer? – disse pra quebrar o silencio.
- A gente vai dar uma revisada do dvd pra lançar e uma coisa que ninguém sabe, — o Pelu disse – o novo cd da gente que vai laçar lá pro final do ano.
- Ah que legal. – disse com sono.
- Ta com sono é? – o Thomas disse – quando chegar lá vai dormir né bebezinho.
- Vo dormir não – nem ligue pro que ele falou.
- Oh Thomas você hoje não vai dormir enquanto o dvd tiver passando, não né? – o Lucas disse no banco da frente.
- Não que isso cara. – ele disse rindo. Chegamos no prédio.
- Agente vai direto daqui, — "e eu vou sair direto daqui também" pensei – você vai subir, fazer o que quiser lá em cima e se quiser sair tem que me ligar. – o Lucas disse me levando na porta do prédio.
- Tudo bem papai, talvez não devo sair porque tenho muita coisa pra organizar, mas em ultimo caso te falo. – disse. Nos despedimos e ele seguiu em direção do carro, entrou e saíram.
Cheguei no apartamento e peguei logo o telefone e liguei para a Miss Loback.
~~telefoneon~~
- Alô, Miss – disse sentando no sofá.
- Oi bia – ela disse animada.
- E ai confirmado com a Mary e seus pais? – perguntei.
- Tudo certo, fui na casa da Mary inventamos uma mentirinha falando que sua mãe convidou a gente pra passar esses dias com ela ai e eles deixaram. – Dei um pulo pra subir as escadas e pegar o telefone do aeroporto.
- Então eu vou reservar as passagens pra amanhã de noite e de dia eu procuro o hotel pra vocês.
- Então ta, meu pai vai me da uma grana preta, eu acho, foi o que ele disse. E vamos voar pra ai.
- Haha! beijos ate mais.
~~telefoneoff~~
"Ainda bem que eu vou te alguém pra falar coisa de garota, nesse são Paulo." Pensei ligando pro aeroporto. Reservei as passagens, os horários, tudo, mas um problema tinha que ir lá para pagar. Peguei o telefone e ligue pro Lucas.
~~telefoneon~~
- Oi lindinha, vai sair? – ele disse
- Oi, vou sair sim. – disse rápido – então tchau.
- Ei pêra ai.
- Que foi?
- Pra onde tu vai?
- No aeroporto, pagar as passagens das meninas.
- Que meninas?
- Depois eu te falo. To com pressa.
- Tudo bem, beijos.
- Beijo. – disse finalizando.
~~telefoneoff~~
Quando desligue o telefone eu já estava na portaria. Não demorou muito e já passou um táxi, dei sinal e ele parou, era o mesmo cara de ontem.
- Oi, lembra de mim? – disse pra ele.
- Claro de lembro. – ele disse – vai pra onde hoje?
- Pro aeroporto.
- Já vai embora?
- Não vou resolver uma coisinha. – disse batendo a porta. – posso te fazer uma proposta?
- Claro. – ele disse já virando a curva.
- Você quer ser meu motorista por uma semana? – disse olhando pro telefone.
- Como assim? – "o meu deus, um cara igual o Thomas, não entende nada" Pensei.
- Eu vou te pagar uma semana pra você me levar onde eu quiser a qualquer hora. – disse.
- Pode ser.
- Sim ou não? – "pode ser não é resposta"
- Sim.
- Então ta, me da teu telefone que eu vou te pertuba muito – disse rindo. Chegamos no aeroporto muito rápido.
- Me espera aqui. – disse pro motorista e ele balançou a cabeça que sim. Fui lá no caixa paguei, ainda bem que não deu nenhum problema, e entrei no carro de novo. – Agora vamos voltar pra lá. – disse entrando no carro e fechando a porta. – Talvez de noitinha eu vá sair pra algum lugar, ta legal?
- Tudo bem. – Chegamos no prédio, sai do carro e subi. Chegue no apartamento e fui tomar um banho. Terminei e liguei pra miss loback.
~~telefoneon~~
- Alô – um homem disse.
- Oi, a Letícia esta? – disse. Devia ser o pai dela.
- Você é a bia? – ele disse
- Sou.
- Eu sou o pai da Tita — ele a chamava de Tita — e ela pediu pra você ligar pra casa da Mariana que ela ta lá.
- Ah sim, obrigada tio.
- Nada bia. – desligamos.
~~telefoneoff~~
Ligue pra casa da Mary e ninguém atende, tentei umas duas vezes e na terceira tentativa elas atendem.
~~ telefoneon~~
- Alô – a Mary disse, só que não dava pra ouvir tinha um som muito alto lá.
- Mary, abaixa isso, é a bia. – disse quase gritando.
- Ata bia, vo abaixar. – ela abaixou e deu pra ouvir a miss cantando loucamente. – Oi como ta ai, a Letícia me contou tudo.
- Ta bom, mas vai ficar melhor quando vocês chegarem aqui amanhã.
- Que legal, conseguiu as passagens? – e a miss ainda não parava de cantar.
- Consegui só vocês darem um numero, que vou te passar, pro caixa do aero e eles dão as passagens.
- Puxa que rápido em, quer falar com a Letícia?
- Não, não vou atrapalhar a cantoria dela, escreve ai o numero. – disse pegando o papel com o numero.
- Pode falar. – disse os números e estava passando a minha musica favorita lá, Use Somebody do King of Leon.
- Vocês estão ouvindo a minha musica? – disse.
- Ah sim – ela disse rindo.
- Então ta, vou ficar aqui só na vontade, — disse fazendo cara de triste.
- Haha.
- Vou desligar chica, tenho que fazer uma coisa. – disse.
- Ta bom amiga, beijão.
- Manda beijo pra Miss Loback.
- Ta bom tchau.
- Tchau – desligue o telefone e subi.
~~telefoneoff~~
Sentei na cama e olhei pro telefone.
- O que eu faço agora? São cinco e meia da tarde e não tem nada pra fazer. – disse. – Já sei! – Peguei o telefone, ligue pro cara do táxi e falei pra ele vim aqui sem pressa. Botei um scarpin preto não muito alto e peguei minha bolsa. Desci e esperei o cara chegar. "Putz, ligar pro Lucas. Dentro do carro eu ligo." Pensei. O cara chegou e eu entrei.
- Vai pra onde? – o cara disse.
- Qual seu nome, senhor? – perguntei.
- Evandro. – seu Evandro disse.
- Tudo bem Evandro, vamos ver se tem alguma matinê por ai funcionando. – disse.
- Tem uma só que é um pouco longe daqui, acabei de deixar minha filha lá, ele tem mais ou menos a sua idade.
- Ah que legal, então, ta esperando o que, me leva lá.
- É que, é um pouco longe.
- Não importa, eu boto gasolina, gás e qualquer coisa pra gente chegar lá.
- Não é isso... ta vamos. – ele disse e eu não entendi. Partimos e peguei meu celular pra ligar pro "papai".
~~telefoneon~~
- Lucas? – disse parecendo bêbada.
- Oi, já chegou?
- Já sim, só que já estou saindo de novo.
- Como assim? – "meu deus outro Thomas na minha vida" pensei.
- Eu vou sair de novo. – "acho que vou inventar uma mentirinha boba" – não dá pra ficar lá, é muito calmo.
- Vai pra onde?
- Eu encontrei uma garota no aeroporto voltando pra cá e ela conhece tudo daqui, estou indo encontra ela pra gente da uma volta e comer. Só isso.
- Vai voltar que horas?
- Papai eu não sei, mas eu não passo das dez horas, ta bom. – disse sacaneando.
- Ta bom filhinha, eu devo ficar aqui ate umas onze, ta – "he entrou na brincadeira".
- Ta, ta vou desligar. Pro papai não fazer mais perguntas sem necessidade.
- Haha, você é uma figura.
- Não sou não, sou carne humana.
- Ta beijos, ate mais tarde.
- Tchau.
~~telefoneoff~~
- Onde você vai encontrar sua amiga? – seu Evandro falou.
- Não vou encontrar amiga nenhuma. Pisa fundo nesse acelerador. – chegamos lá rapidinho. – Valeu, se der, você pode ficar lá na frente do prédio pra quando uns meninos chegarem você me ligar?
- Posso sim.
- Valeu. – e lê voltou. De um lado da rua era o show da matinê e do outro era uma baladinha maneira. "Quando acabar aqui vou lá, com certeza consigo entrar". Entrei no show, estava bem legal, só não tinha bebida, claro. Curti muito, falei com todo mundo, eu acho, mas acabou. Olhei no relógio, dez horas e quinze minutos. Ele ia chegar onze horas ainda dava pra passar naquela balada da frente.
- Oi, quanto é? – falei pro segurança.
- É trinta e cinco, e precisa de identidade. – ele respondeu.
- Ah que pena. Não trouxe identidade. Mas se eu te pagar você deixa eu entrar, né? – disse dando uma grana pra ele.
- Pode entrar senhorita, você só paga a entrada e tudo la dentro é grátis. – Ele disse pegando o dinheiro.
- Ah, que legal, você é muito simpático – "E bonito" – valeu. Entrei paguei e ali dentro era um paraíso, só tinha gente bonita e bêbada, mas bonita.
- Que beleza isso aqui, né – disse pra uma garota do meu lado.
- Você é carioca? – ela disse
- Sou sim, porque parece? – disse.
- É o sotaque parece muito.
- Espírito carioca. – disse rindo – onde que tem bebida por aqui?
- Tu não és muito nova?
- Parece que só nova mais não sou, não.
- É ali, vo com tigo. Tu és uma pessoa legal.
- Haha valeu, você é daqui?
- Não, sou de Porto...
- Alegre, sabia esse sotaque também não engana ninguém. – disse enquanto sentávamos. – Qual é a melhor bebida que tu tomou ate agora?
- É essa daqui – e ela apontou pra uma garrafa de 51 com limão. – isso da a pau no rio.
- Como assim?
- Tem muito em todos os bares que você passar vai ter isso ai. Mais eu quero. – disse – Irmão, me da aquilo ali. – ele pegou fez uma gracinha e me deu. Passou muito tempo e o som era muito bom. Eu não parava de dançar, como eu já disse tinha gente muito bonita e eu estava mais bêbada que todos os meus anos novos em casa desde os dez anos, três vezes mais. Fui no banheiro e meu telefone tocou, eu sabia que era o Lucas e não tinha nossão da hora. Tive a ousadia de atender.
~~telefoneon~~
- Aloooo. – disse cantando.
- Bia – alguém que era muito chato gritou – eu já to indo ai onde você ta.
- Quem é você irmão? – disso enrolado.
- Sai daí de dentro agora que eu já estou chegando. – na hora percebi que era o encosto do Thomas.
- Velho não ta na hora de sair ainda, ta bom, só amanhã de manhã. – Desliguei e olhei pro relógio do banheiro, era bem grande, quase do tamanho da parede, três e meia da madruga.
~~telefoneoff~~
- I tem que ir pra casa, se não o outro vai ficar dando chilique. – falei saindo do banheiro. — Fale ai Roberta, pow velho tenho que da o fora. – Roberta era a garota que eu falei na entrada.
- Mais já, guria? – ela disse pegando outro copo que passava na bandeja. – Tem alguém te esperando, namorado, marido, noivo.
- Pior que tem e ainda falei que tinha que ta em casa dez horas – disse depois bebi tudo que tinha no copo. – e ainda ele é chiliquento, fica todo desesperado. – peguei outro copo.
- Vai com calma, assim você vai ficar pior – ela disse.
- Mais do que já to, vou chegar em casa e cair na cama. – disse.
- Então vai indo, que do jeito que ter ficante é deve ter chamado a policia pra vim atrás de você.
- É mesmo. – disse deixando o copo quase vazio na mesa. – valeu, tu é bem legal.
- Ti também. Até a próxima. – ela disse.
- Ate – disse andando pra porta de saída. Estava completamente vazia a rua só tinha os seguranças.
- Se divertiu muito? – o mesmo segurança que falei na entrada disse.
- Nossa, muito, valeu pelo quebra galho. – disse.
- De nada. – sai andando pela rua, parei em uma esquina e sentei na calçada. Quando sentei passou um carro voado.
- Oorra manolo, ta vendo aqui não. – gritei e o carro virou na rua da balada. Tempo depois o carro voltou e parou na minha frente e quem sai é o encosto do Thomas.
- Entra nesse carro agora. – ele disse me levantando.
- Calma, calma a noite é uma criança que merece muita atenção. – disse abrindo a porta. Demoro um pouco pra me convencer a entrar mais entrei. E dentro do carro o cara não parava de falar, falava que nem um papagaio.
- Você não devia ter ido ali, o koba ta uma arara. – ele disse.
- E tu um papagaio, para de falar. – disse dando um tapa na cabeça dele.
- Ata – e ele parou de falar. Chegamos na frente do prédio e o Lucas estava lá que nem um sapo pulando de um lado pro outro.
- Thomas, ela tava lá mesmo? – ele disse indo ate a carro.
- Não exatamente, ela estava na esquina da rua sentada na calçada. – "Que x-9" pensei. Abri a porta e o Lucas quase me arrancou do carro. Entramos no prédio e o Thomas foi embora.
- E ai como foi lá? – disse entrando no elevador.
- Não muda de assunto. – ele falou apertando o botão do andar.
- Nem tem assunto aqui pra mudar.
- Ah não tem.
- Não.
- Então continuamos sem assunto.
- Qual foi estressado?
- Qual foi você falar que ia comer com uma amiga e eu te encontra em uma balada e bêbada.
- Eu não to bêbada, só pra deixar claro.
- Ea, você não esta. – saímos do elevador e entramos, subi direto pro banheiro, o cheiro tava insuportável. Tomei um banho e fui dormir sem falar nada.
- Boa noite estressado.
- Boa noite. – dormi, nem se segue quando ele foi dormir.
Acordei umas duas e quinze da tarde e lembrei que tinha que ir ver o hotel pra meninas. Tomei um banho e desci as escadas o Thomas e o pelu estavam dormindo no sofá com a tv ligada, adivinha em que canal é a polishop. "O que tem de interessante nisso" pensei. Fui na cozinha e o Lucas não estava lá, desligue a tv e sai. Chegando lá em baixo e o Lucas estava conversando com o porteiro.
- Oi estressado – era a única coisa que eu lembrava de ontem "estressado".
- Oi, vai onde? – ele disse.
- Vou ver um hotel pras garotas.
- Vou com tigo, sei onde encontrar um.
- Que bom, assim eu não ou ter que demorar muito. –entramos no carro do Thomas e saímos.
- O que houve com teu carro? – perguntei.
- Ta no concerto, trocando o óleo. – ele disse olhando fixamente pra frente.
- O que houve demais ontem, pra ficar assim? – disse olhando pra ele.
- Nada.
- Então porque você ta assim?
- Nada, esquece de ontem já passou.
- Então fica normal.
- Eu to normal.
- Não ta – ele não disse nada e ficamos em silencio por um bom tempo. Acho que a gente estava andando em quadrado, no mesmo lugar. – Onde fica isso?
- Aqui – e ele parou – Aqui na frente – apontou pro prédio do meu lado da janela, aproveitei. Peguei o rosto dele e coloquei perto do meu.
- Não saio daqui ate você falar o que houve. – disse.
- É que eu fique meio bolado. – soltei-o e ele encostou no banco olhando pra mim.
- Bolado que eu fui pro negocio ou o que?
- Bolado porque você mentiu pra mim. – dei um sorrisinho
- Mas foi na adrenalina da hora – disse passando a mão no rosto dele – se eu te contasse que ia pro show você ia ficar falando e...
- Você me promete uma coisa?
- Ta.
- Tem que falar tudo o que você tiver querendo fazer pra mim e sempre que poder me ligar quando eu estiver longe de ti.
- Não sei se vou consegui cumprir, mas prometo.
- Já é um começo – ele sorriu e me beijou.
- Espera que já volto.
- Claro.
- Nem sei porque falei. – sai do carro e entrei no hotel, reservei tudo pras meninas.
- Obrigado – disse à recepcionista.
- Obrigada à senhorita. – ela respondeu e eu sai do hotel. Voltei pro carro.
- Fez tudo. – ele disse ligando o carro.
- Fiz.
- Quando elas vão vim?
- Hoje de noite.
- Quer que eu vá pegar elas?
- Pode ser.
- Que horas?
- Umas dez e meia.
- Quer fazer o que?
- Comer. – fomos a um restaurante pequeno, mas muito bom. Acabamos de comer e saímos e já dava pra ver umas duas fãs na porta.
- Sai primeiro que eu vou falar com elas e vou pro carro. – ele disse enquanto andávamos até a porta. Eu sai e entrei no caro que estava a uns cento e cinqüenta metros dali. Ele era muito bonitinho com as meninas pareciam ter onze doze anos. Tirou foto, deu autografo, abraço, beijo e voltou pro carro. Entrou e começou a dirigir.
- Posso te perguntar uma coisa? – ele disse pegando minha mão.
- Pode.
- Você tem ciúmes delas?
- Delas quem?
- Das fãs.
- Ah, que clichê, não. – disse.
- Que bom.
- Que bom porque?
- É difícil achar uma menina que aceite o meu trabalho, aceite as fãs, entende.
- Entendo, com isso pode ficar tranqüilo. – disse.
- Nem parece que você tem quinze anos. Já é muito madura e persistente com as coisas que quer.
- Tive que aprender isso muito cedo. Minha mãe já tem uma idade e meu pai também, então aprendi a me virar sozinha. Mais eles sempre me davam o que eu quisesse mesmo que demorasse, não sei como virei mimada.
- Mais você é.
- Sou não.
- É sim, tem que ser tudo do seu jeito e na hora que você quiser.
- Isso é ser persistente, não mimada.
- Ata, entendi. – chegamos, ele colocou o carro na garagem e saímos.
- O Thomas não tem casa não? – disse
- Ele dorme na casa da mãe dele que é bem longe daqui e aqui é mais perto do estúdio, mas ele ta vendo um apê pra ele.
- Hum, bom. – subimos e entramos. Só o Pelu que estava dormindo.
- Vo no banheiro. – ele disse.
- Ta, to lá em cima. – subi e o encosto estava mexendo na minha maquina de tirar foto. – Ta fazendo o que ai?
- Só vendo umas fotos. –ele disse na maior tranqüilidade
- Na minha câmera.
- Ah, é sua, pense que era do Koba.
- Que pessoa mais sinica, né.
- É serio.
- Serio o que?
- Eu te amo.
- Hahaha, não vem com esse papo de novo não.
- É a pura verdade.
- Ta bom. – virei as costas e desci.
[Thomas narrando]
"De novo ela não acreditou em mim. Nunca me senti tal mal na minha vida. O que eu posso fazer mais?" Pensei. "Já sei, meu plano diabólico. Para de ser trouxa Thomas assim nunca ela vai acreditar em você. Ta meu plano é o seguinte, a bia vai dormir a qualquer momento e vou dizer pro koba que estou passando mal e pedir pra ele comprar um remédio pra mim porque não dá pra mim dirigir ai ele vai e como o pelu não vai estar mais aqui vou ficar sozinho com ela e ela vai acreditar em mim. Meu plano esta perfeito." Levantei da cama, coloquei a maquila no lugar e desci, como se não tivesse acontecido nada.
- Fala ai Koba, o Pelu já acordou? – disse.
[Bia narrando]
Cheguei lá em baixo e sentei no sofá junto com o Lucas. O pelu já estava acordado vendo um filme que eu conhecia.
- Esse filme é atividade paranormal?- disse pra ele.
- É sim, já viu? – o pelu respondeu.
- Já sim. Adoro esse filme.
- O Thomas ta lá em cima? – o Lucas disse.
- Ta sim.
- Fazendo o que?
- No banheiro. – "em falar do Thomas ele ta demorando muito" pensei. E logo depois ele desce as escadas.
- Fala ai Koba, o Pelu já acordou? – ele disse.
- Tava fazendo o que lá em cima? – o pelu perguntou.
- No banheiro. – ele respondeu – Atividade paranormal, adoro esse filme.
- A bia também, né?
- É gosto. – disse quase fuzilando. E veio na minha cabeça a mesma pergunta de sempre. "Porque eu to assim com ele?" Esqueci e o filme já tinha acabado e começado outro.
- Bom galera, minha mãe vai lá em casa da uma geral, que ta uma bagunça, e ela falou pra eu ir pra me ensinar umas coisinha de dona de casa – Queria ver o pelu na cozinha. – Então já vou.
- Pelu dono de casa, quero ver – o Thomas disse.
- Muito engraçado. – ele disse saindo. – Tchau ate logo. – ele saiu.
- Quero muito conhecer suas amigas, elas são assim como você? – o encosto disse.
- Não, muito diferentes, e eu queria que elas não falassem com você...
- Porque?– ele me interrompeu.
- Porque elas não gostam de você. E você é o único da banda que elas odeiam. – disse.
- Haha, toma essa Thomas. Ele se acha, fala que todas as meninas gostam dele. – o Lucas disse rindo.
- É verdade. Ai! – ele fez cara de dor.
- Que foi velho, deu revira volta na barriga. – o Lucas disse.
- Cara vou ao banheiro, to começando a passar mal. – ele foi e voltou quase chorando. – Cara você pode ir lá na farmácia pra mim, comprar meu remédio, assim não da pra dirigir não.
- Claro velho, to indo lá. – "Ai, ai, o que essa cara tem, tomara que não morra aqui". Pensei.
[Thomas narrando]
- Claro velho, to indo lá. – o Koba saiu, ate ai meu plano deu certo, só que ela não esta dormindo, tenho que fazer ela dormir. Não idiota assim é melhor, não precisa acordá-la. Nossa palavra bonita "acordá-la". Foco Thomas foco. Sentei do lado dela e ela sem falar nada, como se eu não tivesse ali, olhando fixamente pra tv. Cai de propósito no colo dela, que fez com que ela levantasse.
- Que foi? – disse.
- Nada – ela disse, com um olhar que me deixa louco.
- Senta aqui, — disse me levantando – preciso falar com você. – ela sentou no outro sofá, fui ate lá e sentei do lado dela. – Preciso falar com você – disse virando o rosto dela.
- Fala e não encosta em mim. Pêra ai você não estava passando mal? – ela disse com uma voz perfeita.
- Não to mais.
- Você estava fingindo, igual aquela vez que estava dormindo. Que pessoa mais escrota.
- É serio preciso te falar uma coisa.
- Fala ninguém esta te impedindo – ela disse e virou o rosto pra tv com os braços cruzados. Virei o rosto dela de novo e descruzei os seus braços. Por impulso, não pude agüentar, era mais forte que eu, a beijei. Ela pareceu gostar, mas quando me afastei de seu rosto ela me deu um tapa que doeu na minha alma.
- Qual foi Thomas, em que mundo você esta? – ela disse se levantando, pensei "Pronto minha vida acaba aqui, mais pelo menos fiz o que eu quis".
- Desculpa, eu não quis. – falei colocando a mão na cabeça e ela botou a mão na boca olhando fixamente pra mim.
- Isso não aconteceu em nenhuma hipótese da minha vida, se você comentar isso com alguém, você vai ver que sou eu com raiva, muita raiva. – Ela disse com raiva, mas os olhos dela brilhavam pedindo mais. – E pra finalizar não quero que você se dirija a mim durante essa semana, escutou.
- Desculpa, tudo bem. – sentei no outro sofá e ela se sentou virada pra tv. Foi a melhor sensação da minha vida. Sem palavra daquilo. Foi incrível.
[Bia narrando]
Que safado, meu coração estava batendo muito forte e meu sangue estava fervendo. Se eu ouvisse mais uma palavra dele era capaz de eu matar ele. A porta se abriu e eu tentei ficar o mais normal possível perto do Lucas, e ainda bem que ele não percebeu.
- Eu vou lá na geladeira pegar uma coisa pro gente comer. – o Lucas disse se levantando
- Não, — disse puxando ele pra sentar – eu pego – disse com um sorriso no rosto.
- Tudo bem. – eu fui lá e tinha uma bandeira só com besteira a peguei e ouvi a conversa deles. – E ai Thomas ta melhor?
- To sim – o Thomas disse.
- Ta ai no mundo da lua porque?
- É que to me lembrando de um acontecimento maravilhoso hoje. – eu parecia um touro pronto pra derrubar seu toureiro.
- Toma aqui. – disse cortando o assunto. Eles comeram tudo. Olhei no relógio e já eram nove horas. – Lucas temos que buscar as meninas no aero. – disse.
- Ah que legal, vou com vocês. – o Thomas disse se levantando.
- Não você vai ficar aqui – disse me controlando.
- Ta bom. — disse e logo depois se sentou.
- Vamos então, — o Lucas disse pegando as chaves do carro. Saímos e entramos no carro. Naquela hora senti pena da porta do carro, porque descontei quase tudo nela, batendo com tanta força que fique com medo do que o Lucas ia dizer. – Nossa ta com força. – ele disse rindo e me deu um beijo. Naquele momento fechei os olhos e tentei esquecer tudo aquilo por um momento.
Chegamos no aeroporto e Lucas de boné e cabeça baixa. Elas já estavam lá sentadas com suas malinhas rosa e azul.
- Meninas! – disse atrás delas. Elas levantaram imediatamente e me abraçaram. – que saudades gurias.
- Veio sozinha? – a miss loback disse olhando atrás de mim.
- Não. – disse sorrindo.
- Bia você colocou o bendito pircing na boca, a tita não me falou isso – o Mary falou.
- Coloquei e nem ela sabia, tinha esquecido de falar pra vocês. Velho to muito feliz vamos logo. Se não descobrem o Lucas. – disse pegando a mão das duas.
- Lucas quem é Lucas. – a miss disse.
- O Koba, já te falei isso. – disse andando para fora do aeroporto. Chegando lá elas não acreditaram.
Notas finais
e leiam o próximo capitulo, que postarei em breve.
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