Intrigas De Uma Vida Sem Roteiro
3 Capítulo 3 - Dias Incomuns
Notas iniciais
Tranqüilidade foi o que não faltou na viagem, a mais tranqüila da minha vida. Dormi, acordei, escutei musica, dormir e acordei. Sai do avião, peguei minha mala e meu telefone tocou.
~~telefoneon~~
- Lucas, tem varias fãs ainda aqui. – falei.
- Eu sei, to num carro, na porta do aero. Vô sair, e falar com elas quando forem embora eu volto e te pego.
- Ta bom.
~~telefoneoff~~
Ele saiu, deu pra ver um pouco, naquele momento eu me lembrei do dia que eu fui aeroporto aguardar a chegada do All Time Low, não deu pra falar muito com eles, mas tirei uma foto. Ela ta pendurado num porta-retrato, eu e o Jack, ele é muito lindo, momento fã.
Demoro muito pra elas saírem, umas duas horas. Finalmente vi o carro dele, fui ate lá e entrei no carro.
- Muito legal isso que vocês fazem com as fãs e tal. – falei
- Mais do que nossa obrigação diária, a gente ama ver como elas e às vezes eles ficam quando tiram uma foto ou pedem um autografo. – ele falou ligando o carro e partimos. – Posso perguntar uma coisa? – ele disse trocando do marcha.
- Claro – "o que ele quer em" pensei
- Como você é muito amiga do Thomas, queria saber porque ontem ele chegou no aeroporto tão mal, e não falou quase nada, o que não é de costume. – velho porque todo mundo fica me perguntando do Thomas, minha mãe agora o Lucas. Quem mais agora.
- Olha eu acho, pelo que ele me falou ontem, é por causa de uma mina que ele gosta, mas ta com o melhor amigo dele, acho que é isso. – disse meio estranha.
- Nossa o Thomas pra baixo por causa de uma garota, é bem raro, deve ser sério.
- Mais ele deve superar isso rápido, né. – chegamos a um prédio não muito alto, saímos do carro e entramos.
- Boa tarde senhor, boa tarde senhora. – disse o porteiro
- Boa tarde, mas senhora não, em – disse cumprimentando-o com um sorrisinho. Entramos no elevador, o Lucas sem da um pio, sem falar nada. – Que houve Lucas, perdeu a língua no caminho?
- Não, só uma coisinha que ta me incomodando, mas deixa pra lá. O que ta achando de sampa ate agora? – ele disse tentando mudar de assunto, mas depois eu pergunto de novo.
- Ate agora ta legal, mais tarde vai ferver, eu vou visitar umas baladinhas que tem por ai, fazer umas compras. Ai fica tranqüilo. – falei de brinca.
- Que? Você pensa que eu vou deixar – "coitado" – Só uma ligação acaba com a sua festa.
- Pessoa bonita, minha mãe não esta aqui e você não é meu pai. E se você ligar pra alguém e contar você vai acabar ferrado. – disse rindo muito.
- Ta de brincadeira né.
- Uma parte é brincadeira, hoje eu só vou ao shop, e amanhã eu vejo alguma coisa por ai. – estávamos entrando no apartamento, era bonitinho, jeitosinho e arrumadinho de mais. – Nossa bem bonito.
- Você gostou, senta ali que eu vou colocar as malas la em cima e daqui a pouco os meninos chegam pra gente comer alguma coisa. – ele disse subindo as escadas.
Eu e o Lucas na maior troca de carinhos e mexem na maçaneta.
- Oi gente, o Pedrinho vai vim da casa da mãe dele, vamos comer o que hoje? – o pelu disse entrando, logo depois o Thomas entrou. "Benditos acabaram com meu dia" pensei
- Sei lá velho, que tal o de sempre, — acho que desconfio o que seja "o de sempre" – pizza. – sabia.
- Bem legal, e ai bia, pizza? – o Lucas disse sentando do meu lado.
- Sorte de vocês que gosto de pizza – disse.
- Então combinado. Thomas pedi ai uma pizza pra você e outra pra gente. – o pelu disse.
- Ta tranqüilo mais eu que escolho os sabores. – ele disse. E pediu uma metade calabresa e metade quatro-queijo e a outra com tudo, sei lá o que era a "com tudo". Ele desligou o telefone. – Olha, o cara disse que não tem como entregar e alguém têm que ir lá buscar.
- A gente vai e aproveita traz o refri. – disse o pelu pro Lucas. "Não, deixa o Lucas e leva o Thomas", pensei.
- Ta bom, bora. – e saíram, esperei eles entrarem no carro e falei.
- Bom, eu vou lá em cima tomar um banho e tentar arrumar a mala, se acontecer alguma coisa só gritar. – falei indo a direção da escada.
- Ta tranqüilo, eu não vou incendiar a casa. – eu queria ficar o Maximo possível longe dele, não sei porque, mas vai ele da outro surto igual ao do jardim. Melhor não arriscar.
Na minha mala tinha tudo só faltava eu trazer a estrutura da minha casa. Entrei no banheiro e tomei banho, não demorei muito. Acabei de colocar a roupa e alguém que eu sabia quem era fala:
- Ta bonita, em – "encosto, o que você esta fazendo aqui" pensei irritada.
- O que você quer velho.
- Nada pensei que tivesse se perdido.
- Só o que me faltava hoje, né. – eu não sabia por que eu estava daquele jeito com ele. – Velho desce e vai ver o canal da polishop, ta bom. – ele não me fez nada.
- Ta ok, fica tranqüila, só vim ver se você ta bem. – e ele desceu. Desci logo depois e ele estava la deitado no sofá, vendo polishop e dormindo. "Ainda bem que aquietou o facho. Porque eu to assim com ele?" Essa era uma pergunta freqüente na minha cabeça. Sentei no outro sofá e peguei o controle, mudei de canal e estava passando um filme legal. Olhei pela janela e nenhum sinal dos meninos, olhei pro Thomas. Me deu uma tentação estranha e incrível, levei a minha mão, devagar, até o cabelo dele, passando pelo rosto e chegando ao pescoço, abri os olhos e me liguei.
- Que isso, to ficando maluca – disse muito baixo quase impossível de se ouvir. – Impossível, não posso. Esquece. — Passou um tempo e a porta se abre. "Graças a Deus alguém chegou", pensei. Era o Lanza.
- Oi bia, cadê os meninos e o que houve com o Thomas, que esta dormindo. – ele disse entrando.
- Os meninos foram buscar uma pizza, em algum lugar e o Thomas, eu nem percebi que estava dormindo – disse. Logo depois chegou os meninos na maior algazarra.
- Chegamos – o pelu entrou dizendo – fala Pedrinho, o que houve com o Thomas? – deixaram as coisas em cima da mesa e o pelu pulou em cima do Thomas pra acordá-lo.
- Pow velho, tava tendo um sonho bonzão aqui e tu me acorda. – ele disse sonolento.
- Bora come pessoal, esquece sonho, agora é pizza, pizza. – o Lanza disse sentando-se à mesa. Realmente o pelu estava certo, o Thomas comeu quase uma pizza inteirinha.
- Olha velho, vocês acabam com uma pizza inteira em menos de uma hora. – falei
- É que a gente tem um compromisso da banda mais tarde e não dá pra demorar muito aqui não, né galera. – disse o pelu.
- É verdade, quase me esqueço. – o Lucas disse – a gente vai sair e vai voltar muito rápido, não se preocupa com nada não, tem telefone de tudo naquele papel. – disse e depois apontou pro papel em cima de uma mesinha do lado do sofá. "O que eu mais quero é ficar sozinha nessa cidade de são Paulo" pensei dando um sorrisinho.
- Não tem problema, ta tranqüilo. Eu obedeço aos papaizinhos. – disse. "Ate parece que eu vou ficar nessa casa sozinha" pensei. Todos colocaram os pratos na mesa. – pode deixar gente, eu posso lavar a bagunça que vocês fizeram. – disse me levantando da mesa e indo a direção da cozinha. Era o pavor aquele lugar, passou um furacão por ali, quinhentos homens do exercito comeram ali.
- Ta uma bagunça, né – o Thomas falou atrás de mim.
- É verdade, mas o que você quer? Outro prato? – disse. Ele pegou minha mão e colocou um papel dobrado e a fechou, joguei no chão e novamente ele pegou e colocou na minha mão.
- Deixa de ser chata garota é pra tu lê. – desistir, queria que ele saísse dali a o mais rápido possível e fosse embora, peguei e coloquei no bolso da calça. Ele saiu.
- Bom, lindinha, já vamos, não faz nenhuma besteira – disse o Lucas, me dando um beijinho na bochecha.
- Tudo bem, pode ficar tranquilinho. – disse e eles forão embora. Lavei tudo e arrumei tudo.
Eram duas e meia da tarde, não tinha nada pra fazer e eu queria sair. Peguei minha bolsa, coloquei um tênis e olhei naquele papelzinho se tinha o telefone de um táxi. Não tinha, parecia que o Lucas já sabia que eu não ia ficar ali e não colocou o telefone de um táxi, mas isso não me impedia de nada. Tranquei o apartamento e desci, fiquei em frente ao prédio esperando se passava um carro. Não fiquei muito tempo e já vinha um, dei sinal e ele parou e entrei.
- Para onde a senhorita vai? – disse o motorista.
- Qual é o lugar mais visitado aqui, nessa região? – disse.
- Olha eu acho que é os shoppings e a praia, só que é um pouco longe. – ele disse ainda parado.
- Então me leva na 25 de março. – disse. "La deve ser legal né, geral fala" pensei. – e posso te pedir uma coisa?
- Tudo bem, pode.
- O senhor pode me dar o nome dessa rua?
- Sim, é esse aqui – ele anotou e partimos, deixei meu celular no vibratório, pra ninguém me perturbar. Cheguei lá, tinha muita, muita gente. Paguei o cara e segui o meu caminho, 25 de março adentro. Passou umas duas horas, e eu ainda estava lá, não sabia nem o que eu tinha comprado no inicio rua, mas também dei umas cinco voltas e eu não sabia onde eu estava mais. Vi um McDonalds e fui comer lá. Pedi um CBO e comi um pouco rápido e já era quase seis e meia da noite, o Lucas já deve ter chegado e ia dar problema, pro meu lado.
Peguei um táxi ali perto dei pro motorista o papel com o endereço e saímos, no meio do caminho meu telefone já estava quase explodindo de vibrar.
~~telefoneon~~
- Alô – disse
- Bia, você é maluca, o koba ta desesperado, onde tu ta? – ninguém mais ninguém menos que o Thomas.
- Você ligou pro telefone errado. – disse.
- Telefone errado é o da sua casa, é melhor você sair da onde você ta agora se não... – não deixei ele terminar.
- Se não o que? Vai ligar pra minha mãe, isso não cola mais não ta bom. E eu já to indo pra lá. – desliguei e vi que tinha umas quinze ligações do Lucas. O cara estava desesperado mesmo.
~~telefoneoff~~
Chegue no prédio, subi e parei na frente da porta. Abri a maçaneta devagar e vi o Lucas andando de um lado pro outro, abri de vez a porta, cheia de bolsa ele quase que pula em cima de mim.
- Onde você tava? – ele disse – falei pra você ficar aqui e se quisesse sair me ligava. – disse rápido demais. Me abraçando forte que me fez largar as bolsas.
- Calma, calma. Eu só fui da uma volta pelas redondezas, mas eu já to aqui, se preocupa não, ta tudo tranqüilo – disse tentando entrar na casa.
- Tudo tranqüilo nada, você vai me falar tudo o que fez. – disse me soltando depois pegou algumas bolsas e sentamos no sofá. – agora fala.
- Eu não fiz nada de mais, nada perigos, — disse – ate parece que eu sou dessas pessoas que fogem de casa, que nem umas loucas.
- Eu sei lindinha, mas essas coisas me deixam muito preocupado, ainda mais quando é com alguém que eu gosto muito.
- Que lindinho, não precisa ficar assim não – falei, beijando-o – eu tenho juízo, e não vou fugir daqui ainda mais com essa pessoa linda aqui na minha frente. – pronto o papo já acabou ai. Contei tudo pra ele e ficamos naquele clima super bonito por um tempo ate o desagradável momento que o telefone toca. Era o meu, era minha mãe.
- Minha mãe, que saco velho, pêra ai. – disse
~~telefoneon~~
- Oi mãe – disse super "feliz".
- Oi bia, como ta tudo ai? – ela disse
- Poxa mãe ta muito legal, a tia ela é supergente fina e eu to me comportando muito bem. – queria que fosse verdade.
- Nossa que legal filha. Eu posso falar com ela, como é a nome dela mesmo?
- O nome dela é Elaine mãe, e não da pra você falar agora, porque ela ta no telefone, falando com alguém.
- Ah que pena, numa próxima vez eu falo com ela. – "ufa" – então filha, outra hora eu ligo você deve estar fazendo alguma coisa e eu atrapalhei.
- Que nada pode me ligar qualquer hora, se preocupa não. – disse
- Ate mais, bia, depois você me conta tudo.
- Ta bom mãe, beijão pra tudo mundo ai.
- Tchau, beijo. – ela disse e desligou.
~~telefoneoff~~
- Minha mãe – disse pro Lucas – ela queria falar com a mãe do Thomas, mas consegui driblar ela.
- Ela não deve ligar hoje mais não, — ele disse. E voltamos ao que não acabamos.
- Ta bom Lucas, tenho que guardar essas coisas e – não sabia o que falar – e nada.
- Pode ir lá, eu vou pedir alguma coisa pra gente comer mais tarde.
- Tudo bem, eu comi um burguer lá no mc e não to com fome não. –disse subindo as escadas.
Arrumei tudo e me lembrei de uma coisa não muito agradável, o papel do Thomas, peguei no bolso e abri. "Como aquele pessoa conseguiu escrever aquilo tudo em um papelzinho" pensei. Não acreditei no que estava escrito, que palhaçada.
"Eu sei o que você fez quando eu estava 'dormindo' e não vou esquecer ate você me explicar o que foi aquilo, e que gostei muito". Isso estava escrito. "Que escroto" amassei o papel e jogue no lixo do banheiro.
A hora passou muito rápido e quando agente foi ver já era onze horas, eu já estava quase dormindo no braço do Lucas.
- Bom luquinhas, onde eu durmo? – disse levantando – to morrendo aqui.
- Vamos subir, eu também to caindo aqui. – subimos – você dormi aqui e eu vou dormir no outro quarto.
- Não que isso. Dorme aqui no teu quarto, eu durmo lá. Sem problema. – disse.
- Que isso, no outro quarto deve ta cheio de poeira e você tem alergia, não dorme aqui.
- Vamos fazer o seguinte, nos dois dormimos aqui. – que mente pervertida a minha, já estava pensando besteira. – em sim ou não.
- É...
- Lucas para de bobeira.
- Tudo bem, eu durmo aqui com tigo. – fui no banheiro troque de roupa e ele já estava lá na cama, bonitinho coberto ate o ombro e sem camisa, me deitei e ele perguntou.
- Tem algum problema a televisão ficar ligada. – ele disse com aquela carinha de "eu tenho medo, mamãe"
- Nenhum problema, eu também tenho um receio de escuro.
- Ai que lindinha, boa noite, sonhe com anjinhos nas nuvens.
- Então é sonhar com tigo. – ele ficou com vergonha quase vermelho. – Boa noite.
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