Intrigas De Uma Vida Sem Roteiro

23 Capítulo 23 - Papai e Pós-Festa


Notas iniciais
Finalmente né?
Oi gente tudo bom?
Feliz pascoa pra vocês!!
Fiquei um tempão sem postar né? Mais foi por problemas personales, que você não querem saber.
Então ta ai, pra vocês!! Fresquinho!!
Espero que gostem!!!

[Pelu narrando]

- TITA, VOCÊ JÁ CHEGOU? – eu olhei pra Lê, ela me olhou e depois voltamos a olhar pra porta.

E agora? A Lê fez com a boca.

- Eu que vou saber, — eu disse baixo – tira essas roupas daqui e eu vejo um lugar pra me esconder ate eu poder sair – "Deus me ajude" pensei.

Enquanto a Lê jogava as roupas de baixo da casa e se vestia eu abria as portas do guarda roupa pra ver se eu consegui entrar.

"Quanta roupa essa garota tem" pensei

- Desisto não da pra eu ficar em nenhum lugar aqui – eu disse baixo sentando na cama.

- TITA ABRE ESSA PORTA – o pai voltou novamente a falar.

- Tem que dar, — Lê disse – deixa-me ver... vai pra debaixo da cama, ai eu levo meu pai lá pra baixo e você sai.

- Fazer o que né – eu disse e fui pra debaixo da cama.

- Pai, pra que esse barulho todo? Eu tava dormindo – a Lê disse.

- Desculpas, eu pensei que estava na festa ainda. Tem mais alguém com você? – o pai dela disse.

[Miss narrando]

- Não pai, não tem, ta ficando louco? – eu disse na porta do meu quarto.

- Eu pensei que aquele teu namorado de calça rosa tivesse contigo – meu pai disse.

- Vamos lá pra baixo pai, eu tenho que tomar um copo de água e comer alguma coisa – eu disse.

- Vamos sim, eu vou fazer alguma coisa – ele disse e descemos pra cozinha. "Deus faça com que o Pedro não durma e vá embora sem se machucar" pensei ou rezei, né.

Depois de ficar quase a madrugada toda conversando e comendo com meu pai eu subo pro meu quarto e, claro que deu tempo do Pedro sair e ir embora, nem me preocupei em olhar debaixo da cama pra ver se ele tinha ido mesmo. Deitei na cama e rapidamente dormir.

[Pelu narrando]

A Lê demorou um século pra voltar então eu cai totalmente no sono, ali mesmo debaixo da cama.

De manha eu acordo com uma batida muito forte na porta que me faz bater a cabeça no estrado da cama, que fez um barulho maior que o da porta e quando eu vi o pai da Lê estava baixado no chão, olhando pra mim com uma cara de "o que você ta fazendo aqui?" e eu com uma cara mais retardada que a dele, sem saber o que fazer, mas graças a minha linda e salvadora Letícia eu não sofri nenhuma lesão.

- Pai não é nada mesmo do que você esta pensando – Lê disse e o pai de se levanta. Eu fiquei ali em baixo da cama sem saber o que fazer só de bermuda, pensando que o mágico iria fazer eu sumir dali – Pedro sai daí de baixo – ela disse e eu me levantei catei minha blusa e a vesti.

- Senhor, é...

- Cala a boca garoto – tentei dizer algo mas o senhor me interrompeu — Se não é nada do que eu to pensando, é o que? – ele disse nervoso.

- Calma pai, eu vou trocar de roupa. Pedro desce com meu pai e me espera lá em baixo. Pai, por favor, me espera – a Lê disse.

"Calminha Pedro, não diga nada, se ele não dizer primeiro" meu subconsciente disse.

Eu e o pai da Lê descemos e ficamos a esperando na sala. Um de cada lado do sofá.

- Pode me dizendo o que houve lá em cima – o pai dela disse.

- Não aconteceu nada, verdade – eu disse – quando você falou pela primeira vez a gente só estava conversando – menti – ai a Letícia achou melhor eu me esconder e quando o senhor saísse do quarto eu pular a janela e ir embora. Só que eu dormir sem querer debaixo da cama mesmo e acordei agora de manhã – eu acho que não falei tão rápido a ponto dele não entender.

- Então foi só isso mesmo? Nada mas? – ele disse com uma expressão mais relaxada. Não sabia se era uma coisa boa ou uma coisa ruim.

- Sim senhor, eu nem vi a hora que ela foi dormir, porque eu já tinha dormido – eu disse.

- Ta legal – "Isso é uma coisa boa?" pensei – só não venha pra cá sem avisar e não se esconda mais de mim, entendeu?

- Claro senhor – eu levantei e estendi a mão pra ele.

- Então ta legal, presta a atenção em garoto – ele disse, se levantou e apertou a minha mão – só mais uma coisa.

- Pode falar – eu disse.

- Não usa mais aquela calça rosa perto de mim ta? – ela disse com um, que parece, sorriso.

- Pode deixar – eu disse sorrindo também.

- O que houve aqui? – a Lê estava no final da escada olhando pra gente confusa.

- Ele já me explicou tudo filha, fica tranqüila, eu vou preparar algo pra eu comer – o senhor disse e foi pra cozinha. A Lê chegou mais perto de mim e me olhou com uma car de "o que você disse?".

- Calma eu não disse nada de mais – eu já adiantei a resposta e dei um selinho nela.

- O que você disse pra ele ficar desse jeito? – ela disse se sentando no sofá e me puxando.

- Eu só disse o que era pra dizer. Que eu me escondi debaixo da cama, porque você achou melhor, e a gente não fez nada – eu disse.

- E ele aceitou na boa? – ela disse.

- Acho que sim né. Também ele disse que não era mais pra eu usar aquela calça rosa perto dele – eu disse rindo.

- Serio?

- Serio.

- Vamos lá pra cozinha comer alguma coisa – ela disse se levantando.

- Hoje não, eu tenho que ir – eu não queria sair dali, mas eu tinha umas coisas da banda pra resolver e não podia ser um Pe Lanza da vida, atrasado – eu queria muito ficar mas não posso mesmo.

- Tudo bem, depois a gente se fala – ela disse, andando comigo ate a porta.

- Muito depois não ta? A gente ainda não terminou o que tinha pra fazer – eu disse com um sorriso malicioso.

- Seu safado, vai embora logo vai- ela disse me empurrando pra fora de casa.

- Vai me rejeitar assim? Eu nunca mais apareço na sua vida ta – eu disse fazendo uma cara de triste.

- Você não é bom ator, então pode parando – ela disse.

- Eu sei. Agora me deixa ir antes que seu pai me diga pra eu cortar o cabelo – eu disse dando um beijo nela.

- Eu não to te prendendo aqui – ela disse.

- Sua presença ta me prendendo aqui sim – eu disse segurando ela pela cintura.

- Ta agora vai embora – ela me empurro e entrou pra dentro de casa.

- Tchau ta.

- Tchau pretão.

- Olha quem fala, isso é...

- Não é nada – ela disse, me deu um selinho e fechou a porta.

Fui ate a rua pra ver se àquela hora passava algum táxi e por sorte minha passou um e eu dei sinal.

- Cara onde tu tava? – entrai no quarto e o Thomas estava na minha cama.

- Não interessa e sai da minha cama – eu disse.

- Nossa cara não precisa dar os detalhes íntimos da sua noite com a Letícia, ta. Poupe-me disso – ele disse rindo.

- Vai ver se eu to lá na esquina, cara. Não era pra você ta dormindo essa hora? – eu disse.

- Eu acabei de chegar cara. A festa não durou ate agora, mas eu tava por ai né – ele disse.

- Então vai dormir e poupe o seu latin comigo – eu disse entrando no banheiro do quarto.

[Bia narrando]

Acordei com uma dor horrível na cabeça e nos olhos, e minha mãe ainda deixa a porcaria da janela aberta com o sol diretamente no meu rosto sem dó nem piedade.

Sentei-me na cama e pisei no chão. "Nossa minha mãe colocou um tapete bem macio no chão como eu não vi? Na verdade como eu cheguei aqui?" pensei.

- Ai – ouvi alguém falando do chão. "Meu deus tem um demônio no quarto" pensei.

Dei-me conta que ainda estava de olho fechado, então os abri e olhei pro chão.

- Desculpa Lucas. O que você ta fazendo aqui? – eu disse quando vi que não tinha pisado em um tapete e sim no Lucas – como você veio parar aqui? Foi você que deixou a janela aberta?

- Calma, calma, calma, respira. Acorda primeiro, depois faz as perguntas – ele disse se sentando no chão.

- Ta respirei, acordei agora me diz – eu disse. Eu não me lembrava de nada, só do Thomas comendo areia, uma cena que foi bastante engraçada e deu muita vontade de rir, mas o cara se machucou de verdade e... voltando ao assunto principal. Vai que, sei lá, aconteceu alguma coisa imprópria de noite e...

- Ta antes que você pense, não aconteceu nada demais. Foi uma dificuldade te tirar daquela festa, sabia? – ele disse rindo.

- Ta, mas como você entrou aqui?

- Você me deu a chave.

- E minha mãe?

- Ela não ta em casa, acho que nem passou a noite aqui – ele disse.

- Meu Deus. Mas e ai? – eu disse anda sem saber de nada.

- E ai o que?

- Sei lá. Não aconteceu nada? – eu disse.

- Nada.

- Eu to horrível... eu preciso de um óculos escuros pra pro colégio, daqueles bem preto. Nem sei como eu consegui acordar essa hora? – eu disse.

- É verdade, você tem que ir pro colégio. Anda, levanta e vai se arrumar – o Lucas disse ficando de pé.

- Você piro? Deu ataque? – eu disse – você acha mesmo que eu vou?

- Eu não acho, eu tenho certeza. Quando sua mãe ou seu pai não ta aqui, eu comando – ele disse e eu ri desesperadamente

- Claro que não, você ta maluco. Agora me diz uma coisa. Você não tem trabalho não? – eu disse.

- Na verdade, tenho e eu tenho que ir – ele disse olhando no relógio – não quero ser um Pe Lanza da vida, atrasado.

- Muito bem, é melhor tu ir mesmo – eu disse – já sabe a saída né e não é pra se esconder em algum lugar da casa não, pra ver se eu vou mesmo pro colégio, ta.

- Pode deixar, mas eu acho que esqueci a saída.

- Nossa, só pedir, não precisa se arrastar no chão pra falar que quer que eu te leve ate a porta – eu disse irônica – vamos lá – eu disse pegando ele pela mão e o puxando ate a porta do quarto.

Depois de tomar banho tentar melhorar a aparência com maquiagem, que não foi melhorado, eu estava quase pronta pro colégio. Ainda faltava o incrível óculos preto que não dava para ver sem a pupila preta do olho. Peguei ele e coloquei, ate que não ficou tão mal, só quem sabia que eu estava na festa iria saber porque eu estava com aquele óculo.

Chegando no colégio o povo toda já estava lá. Um detalhe que me chamou a atenção era que o Leo também estava com um óculos igual ao meu. Lembrei-me que a gente comprou juntos e o cara da loja disse que homem e mulher poderiam usar que não faria diferença, e também me lembrei que a gente comprou exatamente pra essas emergências de festa e no outro dia colégio. Somos pessoas precavidas.

- E ai pessoal, tudo de boa? – eu disse sem muita animação quando cheguei perto do pessoal.

- Nossa você e o Leo resolveram vir igual. Já basta a roupa, os óculos também – a Miss disse na incrível maior animação.

- Nossa você ta animada e com o senso de humor incrível – o Leo disse.

Como eu já disse o Leo estava na mesma situação que eu, a Mary e o Dani estavam bem melhores que a gente e a Miss, nem parecia que tinha ido numa festa no dia anterior. E o Renan... o Renan não foi na festa né? É.

- Tamo junto nos óculos né Leo? Eles que não bem aproveitar uma festa – eu disse olhando pra Leo.

- Isso ai. Mas Miss, me diz. Como você ta assim tão normal depois de uma festa – o Leo disse. É verdade, como ela pode esta desse jeito? Não me lembro dela, na verdade eu não me lembro de ninguém.

- Eu fui embora mais cedo – ela disse.

- É verdade gente, com o Pelu né? – o Dani disse – não é possível que vocês não se lembrem?

- É possível – eu e o Leo dissemos uníssono.

- Eu não me lembro, mas se você disse, é verdade – eu disse – Mas mudando de assunto. Senhor Renan porque você não foi? – eu disse agora olhando pro Renan que estava distraído com o celular.

- Alôôô, senhor Renan esta na terra – a Mary disse estalando os dedos na frente dele.

- Ii, que foi gente? – Renan disse.

- Porque você não foi na minha festa? – a Mary disse.

- Ahhh... é que minha mãe ficou doente e no hospital e eu não pude ir – ele disse.

- Melhoras pra ela – o Dani disse e o incrível sinal de bombeiro tocou avisando que estava na hora de ir pra sala de aula.

Depois de três tempos de aula, intervalo. Confesso que dormir um pouco alguns minutos e discretamente, já o Leo estava ate babando na mesa, deu pena na hora que o professor de matemática bateu com uma régua na mesa dele e ele quase caiu de tanto susto.

- Voltando ao assunto – o Leo disse quando chegamos no pátio.

- Que assunto não terminamos? – eu disse.

- Cara ta vindo mó gata ali – o Leo disse tirando o óculos e olhando pra uma guria loira que estava se aproximando da gente.

- Quem é ela? – eu perguntei pra Mary.

- Sei lá – ela respondeu

- Oi gente. Oi Bia – a menina disse olhando pro pessoal e depois pra mim.

- Oi – eu respondi. "Cara, porque essa menina ta falando comigo?" pensei.

- Olha bia, sobre ontem. Não tive nenhuma intenção – ela disse.

- Desculpa, sem querer ser arrogante, eu não sei quem é você e não sei o que você fez – eu disse. Realmente não tinha a mínima idéia de quem seja essa menina. Eu não conheço nenhuma Milena. Ela tinha um cordão gigante escrito Milena – Mas o que foi ontem, ficou no ontem. Mesmo eu não lembrando de nada relacionado a ti. Vamos deixar como era, eu não te conheço e você não me conhece, valeu – eu disse e dei um enorme sorriso forçado. Eu lá vou querer saber o que essa Milena fez ontem, eu tinha enchido a cara, nada vale.

Depois que a Milena saiu toda a atenção foi pra Miss. O porque ela saiu tão cedo com o Pedro?

- Gente eu já disse, não teve nada – a Miss disse depois de ser interrogada — Agora vamos voltar pra sala.

A hora de ir embora é a melhor parte do dia, e chegou essa hora. Ate que a segunda feira não foi tão melancólica, como era. Porque vamos confessar, quem gosta da segunda-feira? Acho que ninguém né.

No portão de entrada do colégio, em menino, que devia ter uns 12 anos, veio dizer pra gente que em um carro preto, que estava do outro lado da rua, tinha um cara me chamando.

- Mas, menino, quem era? – eu perguntei pra ele.

- Não sei, ele só disse pra eu vir aqui e mandar uma Beatriz ir lá carro – ele disse – agora eu vou embora que eu tenho que ir pra casa – ele se virou e foi embora.

- Mano eu não vou lá não – eu disse.

- Porque não? – a Miss disse.

- Vai que é um estrupador velho – eu disse seria.

- Claro que não garota, deixa de ser neurótica – o Dani disse.

- Então vai você – eu disse.

- O cara te chamou, não eu – ele disse.

- Alguém vem comigo? – eu disse com cara de pidona.

- Vamos lá neurótica, eu te acompanho – o Renan disse rindo.

- Graças a deus uma alma bondosa nesse mundo – eu disse de forma irônica.

Bati três vezes no vidro do carro e o mesmo se abriu ate a metade, revelando duas pessoas rindo.

- Renan, o que faz você aqui? – o Thomas disse surpreso.

- Vocês o conhecem? – eu disse desconfiada.

- Claro, nosso parceiro de sempre. Né? Eu sabia que você estava no rio, mas não sabia que estava estudando aqui – o Thomas disse todo feliz enquanto o Lucas, que também estava no carro, e o Renan quase o comendo vivo com os olhos. O Thomas olhou pros dois e logo murchou o riso – falei coisa errada.

- Acho que não – eu disse mais perdida que uma abelha em um grupo de moscas – bom, ta passando varias coisas pela minha cabeça e espero que nenhuma delas seja verdade, Lucas.

- Bom eu vou indo antes que sobre pra mim – o Thomas disse tentando abrir a porta do carro mas eu o impedi.

- Já sobrou pra você, então você vai ficar aqui, entendeu? – eu disse – Vamos galera, eu não mordo, pode contar.

Bom, eu não tinha a mínima idéia do que eu estava fazendo, mas vai que o Lucas mandou aquele mano pra ficar de olho em mim? Ta, pode não ser, mas como eu sou "neurótica" eu penso nessas coisas. Também, porque o Renan não me disse isso logo? É meus caros, muitos mistérios. Ta, tira o "muitos mistérios", porque de um jeito ou de outro eu ia saber.

- Bia, você ainda esta meio goro né? – o Thomas disse.

- Thomas cala a boca. Anda gente fala, eu to esperando – eu disse olhando pras duas pessoas mais caladas do mundo.

- Bia, eu sabia sim que o Renan ia estudar aqui no rio, mas não na sua escola – o Lucas disse.

- Ta, mas porque você não me disse isso? – eu disse olhando pro Renan.

- Porque você ia pensar que o Lucas me mandou aqui, pra te vigiar. E não foi isso – o Renan disse.

- Bom, isso aqui não esta totalmente esclarecido, mas depois resolvemos, porque aqui meio que não dá – eu disse – mas o que vocês estão fazendo aqui?

- A gente tava dando uma volta, ai eu pedi pro Lucas passar na casa da Mariana, ai a mãe dela disse que ela tava na escola, então a gente saiu pro curando escolas por aqui e achamos essa – o Thomas disse.

- Você fala demais cara – o Renan disse rindo.

- Ate demais – o Lucas disse.

- E porque você não chamou a Mary e me chamou? – eu perguntei.

- Porque Mariana tem em qualquer lugar, já você não? – ele disse.

- Olha eu não entendi, mas eu vou lá chamar a Mary pra falar com você. Se ela quiser, ela vem – eu disse e me virei começando a andar – ah, Renan é pra você vir também – eu disse e voltei a andar em direção ao pessoal.

Notas finais
Gostaram?
Vem surpresinha por ai!!!
Comentem, deem sugestões etc...
Kisses!!
Besos!!
Beijos!!