Intrigas De Uma Vida Sem Roteiro
21 Capítulo 21 - Party Hippie
Notas iniciais
kkk
Ta ai pra vocês o cap. novo.
E um obrigado especial a leitora nova..
espero que goste dos próximos capítulos e acompanhe sempre.
Beijão pra ti..
A Mariana estava perfeita, sem querer me gabar, mas eu e a Miss fizemos uma maravilhosa escolha. Um vestido de alças, não muito fina, de pano mole, um pouco acima do joelho, branco com três listras diagonais verde, vermelho e amarelo com uma sandália sem salto, trançada ate o tornozelo da mesma cor do vestido. Pulseira, brincos, cordão e a maquiagem bem natural. O cabelo se encontrava com uma trança de lado, meio bagunçado, só que arrumada. Vocês sabiam que no salão ela passou mais tempo escolhendo o que fazer no cabelo do que a cabeleireira fazendo a trança. É isso mesmo.
Ela tinha chegado junto com a Miss e a Roberta, que iriam ajudá-la a se vestir, maquiar e essas coisas, eu preferir chegar antes, pra ver se estava tudo certo, tudo no seu lugar. Assim nada atrasaria.
A Miss parecia que ia para uma balada, ta exagerei, ela estava com um vestido do mesmo pano que o da Mary só que mais curto e um pouco mais apertado. Sem alça e um mini casaco com a manga ate o cotovelo. Uma sandália plataforma de uns 5 centímetros. O cabelo solto, todo para o lado com uma flor quase imperceptível preta, maquiagem e assessórios bem natural.
O Roberta estava mais parecida comigo, em questão da roupa. Ela estava com uma bermuda cinza, meio palmo acima do joelho, uma blusinha de alça amarela, com uma outra blusa mais larga por cima amarela mais clara, um All Star vermelho de cano médio, maquiagem mais marcada, assessórios metálicos e pretos. O cabelo estava totalmente solto sem nenhum detalhe a mais. ela disse mais cedo que ia colocar uns dreads no cabelo, por isso veio assim.
E por fim, eu estava com um short jeans com retalhos de pano verde e azul, uma bata de manga um pouco abaixo do cotovelo, estampada com um cinto na cintura. Um All Star com o cano médio dobrado, amarelo. Meu cabelo estava solto com a franja embaixo do headband trançado, com fios dourado e bege escuro. Maquiagem nem tão marcada como a da Roberta, nem tão natural como a da Mary. Estava com o meu clássico cordão de "Peace and Love"
Bom, devidamente apresentadas, vamos parabenizar a querida aniversariante.
Depois de muitos parabéns e aquele bla-bla-bla de aniversário, era a hora de aproveitar a festa.
Os meninos ainda não tinham chegado, pois estavam fazendo show. E a Miss com o seu grude totalmente desenvolvido pelo Pedro, não parava de me encher o saco, talvez seja porque a Mary ta cumprimentando os convidados e ela não fale com a Roberta, ai nesse rolo todo sobra euzinha.
- Liga pra ele e ouve a voz dele, que eu vou ali ver se minhas pulseiritas estão prontas e já volto – eu disse pra Miss já andando em direção a uma daquelas barracas que eu falei.
Encontrei com o Dani no caminho, aproveitei e o obriguei a fazer uma tattoo que eu vi e que era a cara dele.
Esperando na pequena fila pra falar com o meu vendedor de pulseiras favoritos, Dron. Meu celular toca e eu sou obrigada a sair daquele local barulhento.
Fui para um canto da praia que não era reservado pra festa e atendi.
~~telefoneon~~
- Pode falar – eu disse tampando a orelha que estava sem o celular.
- Bia, a festa ta boa ai em – um ser que eu não consegui identificar disse.
- É verdade. Bom quem é? – eu disse.
- Pow anda não reconhece a minha voz? É o Thomas garota – ele disse.
- Sei, o que você quer? – eu disse.
- É que tipo, a gente ta meio que perdido, e não conseguimos encontrar essa tal praia – "Ai, são antas mesmo" pensei.
- Onde exatamente vocês estão?
- Em frente a um prédio amarelo de seis andares, que é em frente à praia – "Como ele consegui armazenar tanta informação naquela cabeça?" pensei.
- É só vocês seguirem a praia pra esquerda do prédio – eu disse.
- Já fizemos isso duas vezes e saímos no mesmo lugar, tem você vir aqui? – "Aff era o que faltava, vo anda pra caralho" pensei já começando a caminha pro lado oposto da festa.
- Já to indo, uma coisinha só, essa caminhada não vai custar barato não e não saiam da onde estão, se ligo? – eu disse.
- Sim senhora, estamos esperando – ele disse rindo e depois desligou.
~~telefoneoff~~
Esse prédio não era tão longe dali, então eu não sei como eles conseguiram se perder. São uns antas mesmo. Pensei que o Pedro era esperto, mas pelo que eu to vendo é a mesma coisa que os outros.
Andei, andei, andei e acheguei ao bendito prédio que não tinha ninguém.
- Filhos da puta, eu disse pra esperar aqui – eu disse colocando a mão na cintura.
Eu estava na calçada em frente ao prédio, então atravessei a rua que estava deserta e fui em direção a areia, pra ver se eles tinham morrido sufocados na areia.
Chegando lá, eu vi uma formiga de gente bem perto do mar que logo deu pra ver quem era, Thomas. Ele estava sentado, olhando pra água mexendo na areia.
Fui ate ele, peguei um pouco de areia na mão e joguei em seu cabelo.
- POW MANO TA MALUCO? – ele gritou se levantando rapidamente – Ah é você, olha que merda você fez no meu cabelo – ele disse mexendo a cabeça para todos os lados, pra tirar a areia.
- Pow mano desculpa ai – eu disse bem "mano" – cadê os outros?
- Como você demorou pra caralho, eles foram andando pra lá – ele apontou para o lado onde eu tinha vindo – e me deixaram aqui pra caso você chegasse.
- Mas eu vim de lá e não vi eles? – eu disse.
- Então eu não sei, eles devem ter ido por dentro dessas ruas – ele disse dando de ombros.
- Vocês são muito retardados. E agora o que a gente faz? Vai atrás deles ou vai pra festa e espera eles lá? Porque um dia ele vão ter que chegar né? – eu disse já alterada.
- Bora esperar eles lá na festa, porque há essa hora eles já devem ta bem longe daqui – ele disse ainda mexendo no cabelo.
- Fazer o que né, vamos logo e para de frescura com esse cabelo – eu disse começando a andar pro lado de onde eu vim.
Já estávamos quase no meio do caminho pelas minhas contas e... POF (eu sou péssima em fazer barulhos de algo caindo, mas pensem num corpo humano caindo na areia da praia, valeu?), eu não sei como mas o Thomas cai de cara na areia, e eu poço dizer que ele comeu areia, e eu começo a rir desesperadamente.
- PORRA GAROTA, para de rir e me ajuda aqui, acho que me machuquei de verdade – ele disse apertando a panturrilha e fazendo cara de dor.
- Ah para de palhaçada e levanta logo daí. Ninguém se machuca na areia – eu disse e ele continuou fazendo cara de dor. "Porra a coisa é seria. Porra porque esse cara vem se machucar logo agora?" pensei começando a acreditar que ele estava sentindo dor de verdade – Thomas é serio? Ta doendo mesmo? – eu disse me abaixando do seu lado.
- Porra se não fosse serio eu já estava de pe – ele disse.
- Para de falar porra e não me deixa nervosa – não tinha ninguém na praia pra poder ajudar e eu já nervosa comecei a entrar em desespero.
- Faz alguma coisa – Thomas disse percebendo meu transe.
- Você quer que eu faça o que? Não sou medica nem enfermeira – eu disse – tive uma idéia.
Fiquei de joelhos na areia, juntei minhas mãos e comecei a rezar.
- Senhor Bob Marley e deuses da cultura hippie, por favor me de idéia do que fazer, porque eu to desesperada e não tenho a mínima idéia do que fazer. Bob eu sei que o senhor esta entre nós, me ajude. Amem – terminei minha reza e voltei a me sentar do lado do Thomas.
- O que você pensa que fez? – ele disse com cara de confuso.
- Rezei – eu disse como se fosse a coisa mais normal do mundo fazer com que Bob Marley me ajudasse.
- Você é louca mesmo – ele disse rindo.
- Você ta melhor? – eu disse.
- Não muito, mas da pra chegar na praia se você me agüentar um pouco no ombro – ele disse.
- Quer que eu te pegue no colo? – eu perguntei frisando a testa.
- Ate que podia ser uma boa idéia, mas, não, só me apóia.
Eu levantei e o ajudei a levantar também, ele passou seu braço pelo meu ombro, eu passei o meu pela sua cintura e começamos a andar bem devagar.
Quem passasse por ali podia dizer que nós estávamos namorando, mas esquece. Não sei nem porque eu fiz esse comentário. Graças a Deus e ao Bob Marley que não tinha ninguém naquele lugar.
"Nossa como ele ta cheiroso" pensei. Realmente, eu não podia negar era verdade.
- Porque você parou – Thomas disse. Percebi que estava parada e de olhos fechado e respirando fundo e lentamente. "Caralho, porque eu parei?" pensei.
- Errr, eu parei... porque.. porque eu pensei que tinha visto..... ah esquece ta? Vamos logo – eu tentei formular alguma resposta mas nada veio em mente.
Já dava pra ver ao longe o espaço onde era a festa e o thomas começa a sentir dor de novo e se senta em uma pedra que tinha enterrado na areia.
- Ta doendo mais que antes? – perguntei preocupada. Tinha uns 15 minutos que ele estava sentindo dor e eu podia fazer nada, podia ser uma coisa seria.
"Ai Bob me ajuda, na verdade ajuda ele né" pensei. Passou mais uns 10 minutos e nada de melhorar. (o pior era que nós dois estávamos com celular e nenhum de nós lembrou de usá-lo). Eu já estava quase deitada na areia esperando o Thomas da algum sinal de que a bendita dor estava passando, mas ele não parava de massagear a panturrilha.
- Thomas tem como andar mais um pouco, porque já ta chegando e lá coloca um gelo sei lá? – eu disse ficando de pé.
- Não, não tem, ta doendo velho – ele disse.
- Ta, ta desculpa – eu disse me sentando na pedra também. O silencio se formou no espaço e só se ouvia o barulho das ondas quebrando na areia.
- Você ta cheirosa – o Thomas disse isso derrepente.
- Valeu – eu disse rindo pra ele – Você também.
- Serio? Nem coloquei tanto perfume assim.
- Serio? Parece que derramou um vidro inteiro em cima de ti, mas... ta bom – eu disse e ele riu – Ta rindo de que?
- Nada de mais – ele disse voltando sua atenção à perna.
- Não tem nada que possa melhorar isso? – eu disse;
- Talvez se a água da praia tiver fria, pode dar uma anestesiada – ele disse me olhando.
- Então vai lá – eu disse apontando a minha frente.
- Me ajuda a levantar, né? – o levantei e ele mancando foi andando ate que ele para e nem chegou na metade do caminho.
"Meu deus será que ele vai desmaia?" pensei mas logo tirei esse pensamento da cabeça porque ele tinha parado pra tirar o tênis. E a bermuda também. "Meu deus ele vai ficar pelado na minha frente?" pensei olhando pro lado, tentando desviar daquela cena. "Era o que me faltava. Como esse moleque faz uma coisa dessas comigo?" pensei. Eu sou mulher, gente e mulher não resiste a uma coisa dessas. Ainda mais o thomas. Esquece isso ta.
Ele entrou na água, fazendo com que a mesma ficasse ate os joelhos. Ficou parado um tempo lá e depois, com uma cara melhor, voltou catando seus tênis e sua bermuda na areia e caminhando normal. "MELHOROU? É MELHOROU!! BOB MUITO OBRIGADO" minha mente gritava loucamente. Levantei-me da pedra e o esperei colocar sua roupa e seu tênis.
- Ta melhor né? – eu disse o vendo já se mexendo normalmente.
- Acho que minha teoria estava certa, melhorou bastante, mas eu acho que ainda vou ter que ir a um medico pra ver direito né? – ele disse sorrindo.
- Aham, podemos ir agora? – eu disse.
- Acho que sim – ele disse terminando de amarrar o tênis e se levantou.
Não demos mais de 30 passos e o Thomas passa seu braço pelo meu ombro.
- Ei, ei, ei você já ta melhor – eu disse dando uns passos para o lado.
- Ah desculpa, foi automático – ele disse.
- Sei – eu disse e passamos o resto do caminho em silencio.
Não demorou muito e já estávamos na entrada da festa.
- Nomes, por favor – o segurança disse.
- Aff Ale, eu que fiz essa festa aqui – eu disse pro segurança.
- Bia, desculpa, e esse ai? – ele deu ma olhada pro thomas.
- A Mary o convidou de ultima hora, por isso que não deu tempo de colocar na lista – eu disse. Essa lista já estava pronta há dois dias e o Thomas me disse que a Mary ligou pra ele hoje de manhã então ele não estava na lista. Entramos e já vi a Mary, com a Miss, a Roberta e os três meninos.
- Eles chegaram? – eu disse pro Thomas que parecia estar em outra dimensão de tão desligado que estava – Hey garoto – eu disse estalando os dedos na frente do rosto dele.
- Ah oi? – ele "parece" que voltou pra realidade e disse.
- Eles já chegaram – apontei pro Pe, pro Pedro e pro Lucas.
- É verdade – ele disse. Começamos a andar ate o pessoal – ainda bem que eu entrei – o Thomas disse só que muito, muito baixo que não deu pra eu ouvir..
- O que tu disse? – eu perguntei.
- Nada não – ele disse.
Chegamos ate onde o povo estava sentado e...
- FALA GALERA – eu gritei já que o som naquela parte estava muito alto. "Como eles estão se ouvindo com essa sonzeira?" pensei.
- E ai desaparecida? Cheguei aqui e nem te vi, onde você tava? – o Lucas disse. "Como assim onde eu estava? Esse mano ta desmemoriado?" pensei.
- Seu amigo resolveu comer areia e se machucar – eu disse e todos riam menos a Mary.
- O que é que ele ta fazendo... ah esquece.. hoje não é dia de confusão, só alegria – a Mary disse. Percebi que o Thomas ficou meio tenso quando viu a Mary se levantar, mas logo se acalmou.
...
[LETÍCIA NARRANDO]
A festa estava incrível, como todas as festas que a Mary fazia.
Estava eu conversando numa mesa com o Dani sobre qualquer assunto banal, então resolvi ir procurar onde o Pedro se meteu já que ele não falou comigo desde que eu comecei a conversar com o Dani.
Achei ele em uma das bancadas onde estavam varias bebidas conversando com o Thomas e o Pe. E o Koba estava vigiando o quanto a Bia bebia.
- Oi, Pedro pode vir aqui comigo? – eu disse "atrapalhando" a conversa deles.
- Agora não – ele disse super seco. "Não sei qual é a sua" pensei.
- Por favor, é rápido – eu disse e ele simplesmente voltou a conversar com os meninos — Pedrooooo – eu puxei a mão dele e andei com ele pra longe dos meninos. Parei em frente a uma mesa que sobravam poucas comidas.
Ele olhou pra mim com uma cara de... nada.
Ficamos um tempo assim, um olhando pro outro e então ele desviou o olhar pro dani que tinha gritado meu nome de longe.
- Você me chamou aqui só pra ficar te olhando? – ele disse serio.
- Qual é a sua? Porque tu ta assim comigo, de uma hora pra outra – eu disse já irritada. Ele não me respondeu só virou pra mesa e pegou um salgado qualquer – É assim, fica bolado com não sei o que e não fala comigo? – eu disse – PORRA PEDRO LUCAS FALA ALGUMA COISA – gritei irritada.
- O que você quer que eu fale? – ele disse me olhando.
- Quer saber esquece. Que você se foda. Vai lá conversar com eles – eu disse e depois me virei pra sair dali.
Pretendia ir para um canto bem afastado daquela festa. Como uma pessoa podia te deixar tão triste de um minuto pro outro. O pior nem é isso, o pior é que eu nem sei porque ele estava daquele jeito.
Sentei-me em um lado da praia que tinha umas pedras, se ouvia a musica baixa da festa e as ondas do mar. Uma leve brisa soprava meus cabelos para o lado.
Pra segar aquele lugar eu tive que passar por um campo minado. A Bia me perguntando o que eu iria fazer ali, a Mary me perguntando porque eu estava com uma cara triste e ate a Roberta me perguntou o que tinha acontecido. Desviei de todas elas e cheguei ali.
[PELU NARRANDO]
- Quer saber esquece. Que você se foda. Vai lá conversar com eles – ela disse antes de se virar e sair dali.
- O que eu fiz velho? – eu sussurrei pra mim mesmo. Voltei para onde o Pe, o Thomas e agora o Koba e a Bia.
- E ai cara o que ela queria? – o Thomas disse quando eu cheguei.
- Ela quem? – a Bia disse.
- A letícia. Ela veio aqui e puxou o Pedro pra lá e ele volta com essa cara de merda – o Thomas disse.
- Que houve Pedro? – a Bia me pergunta.
- Sabe onde ela ta? – eu disse mais baixo.
- A Miss? Ela foi pra perto de umas pedras pra lá – ela disse e apontou pra esquerda onde dava pra ver umas pedras.
Comecei andar naquela direção mas a Bia segurou meu braço fazendo eu parar.
- O que aconteceu com vocês? – Bia me perguntou.
- É que... eu vi a Letícia conversando toda animada com aquele ex dela e...
- Ficou com ciúmes? – ela disse rindo – Nossa Pedro, você pirou agora. Eles nunca vão ter mais nada e ela já te disse isso.
- Eu sei mas... sabe onde ela ta? Eu to super mal por fazer isso com ela e queria, sei lá... tentar conversar com ela – eu disse quase implorando pra Bia me dizer onde ela estava.
- Só falta se ajoelhar na minha frente né? – ela riu – Ela foi pra aquelas pedras – ela apontou para um lugar longe onde só tinha pedras.
- Tem certeza que ela esta lá?
- Eu vi ela indo pra lá, cara, ela ta lá sim – ela disse e eu me virei – só mais uma coisa – voltei a olhar pra Bia – Não fala que foi eu que te disse que ela estava lá, caso ela não voltei a falar contigo, acho que impossível, ela vai vir atrás de mim e me matar – ela disse rindo. "Acho que ela já esta meia fora de si, ta rindo demais" pensei, vendo a Bia voltar pra onde estavam os garotos.
"E agora, Pedro? O que você vai falar pra ela?" pensei andando em direção as pedras.
Será que ela ta muito brava comigo? Ai Pedro Lucas você é um idiota. Custava falar que não gostava de ver ela com o tal de Daniel? Ainda mais aos risos e gargalhadas?
Não demorei muito pra chegar embaixo das pras onde tinha um "caminho" pra subir ate onde tinha umas das pedras mais altas. Acho que eu corri ate lá, cheguei tão rápido e do lugar onde eu estava parecia tão longe.
"Tomara que ela esteja aqui, porque a Bia já meio bêbada, vai que é outra pessoa" pensei. Chegando na ultima pedra e vendo uma menina abraçando as pernas contra si de costas pra mim.
"Meu deus ela ta chorando? Pedro Lucas você me paga depois, se ela não voltar a falar contigo" meu subconsciente falava.
Andei ate onde ela estava e sentei do seu lado, ate ai ela não percebeu que eu estava do seu lado.
Quando ela virou e me olhou, revirou os olhos e voltou a olhar pro outro lado.
Ficamos um tempo em silencio ate que:
- O que você quer aqui? – ela disse.
- Eu vim ver se você estava bem – eu disse um pouco receoso com a resposta que ela daria.
- To muito bem, pode ir agora – ela disse ainda não olhando pra mim.
- Err... eu não gosto quando você fica falando com esse Daniel – eu tirei toda a minha coragem do baú e disse.
- Precisava ficar daquele jeito, sem dá uma palavra – ela disse me olhando dessa vez. Seus olhos estavam um pouco vermelhos, mas nada que posso dizer que ela tivesse chorado por horas.
- Você estava chorando? – eu disse. "Viu Pedro Lucas, você fez a garota chorar, seu idiota" meu subconsciente disse.
- Não – ela disse passando a mão pelo rosto, pra ver se tinha alguma lagrima a denunciando.
- Letícia... – eu disse como se tivesse querendo saber o que ela escondia.
- Ta.. só um pouco... mas se você pensa que é por você, esta muito enganado – ela disse. "Como assim?" pensei.
- Então é porque? – perguntei.
- Não te interessa – ela disse virando o rosto pro outro lado.
- Claro que interessa – eu disse pegando sua mão.
- Para Pedro – ela disse tirando sua mão debaixo da minha.
- Tudo bem – disse levantando as mãos – mas você ainda esta chateada comigo?
- To.
- Porque? Eu vim aqui, falei porque estava daquele jeito e...
- Não é isso, é que toda vem que você ficar boladinho com alguma coisa que eu faço, você não vai falar comigo? – ela disse.
- Eu tento melhorar o meu...
- Ciúmes – ela me interrompeu.
- Pode se chamar assim – eu disse e ela riu.
- Vamos eu quero ir pra casa – ela disse.
- Mas já, nem ta tarde – eu disse.
- É que eu acordei muito cedo e me exploraram demais também... to cansada – ela disse.
- Então ta.
- Vamos falar com o povo depois a gente vai.
Nos levantamos, ajudei ela a descer as pedras.
- Como você sobe isso, se não sabe descer? – eu disse.
- Eu sabia que você ia vir atrás de mim – ela disse rindo.
- Quero ver da próxima vez, vou te deixar lá em cima.
- Quem te disse que eu estava aqui?
- Errr... eu não posso...
- A Bia né – ela disse rindo.
- Mais ou menos... acho ate que ela já passou dos limites da bebida – eu disse rindo.
- Eu disse pro Leo não comprar tanta variedade de álcool – ela disse.
Não demoramos muito e já estávamos de volta a festa.
- E aiii, se acertaram? – a Bia disse quando chegamos na mesa. Todos estavam sentados na mesa com varias comidas, latas de refrigerantes e copos de bebidas. Ah outra coisa o Daniel também estava na mesa. "Pedro Lucas se controla, não voou no pescoço dele." Meu subconsciente disse.
- É, sim – Letícia disse – é Mary, desculpa não ficar ate o final, só que eu to muito cansada e preciso muito dormir.
- Tudo bem Miss, sem problemas, amanhã a gente se fala então – a Mary disse.
- O Pedro também vai? – a Bia perguntou.
- Vou – eu disse.
- Cuidado vocês dois, em – ela disse e logo depois deu uma risada.
- Bia, por favor né? – a Miss disse. Acho que eu vou começar a chamar a Letícia de Miss, será que ela vai gostar? Ou melhor Lê? Depois eu pergunto pra ela.
- Eu to falando serio – Bia tentou ficar seria – Eu to com sede.
- E esse copo ai? – o Koba disse apontando pro copo na mão dela, com um liquido verde.
- Ta quente e eu quero aquele vermelho lá – ela disse.
- Aquele vermelho é o melhor – o Leo disse no mesmo estado da bia. "Vai dar trabalho pra tirar eles desta praia" pensei.
- Vamos lá pegar comigo? – Bia disse olhando pro Leo. O Leo era gente boa, muito parceiro, falava umas coisas maneiras. Era uma boa pessoa.
- Antes de vocês beberem mais, a gente ja vai – a Lê disse. Acho melhor chamá-la de Lê.
- Voce já disse isso – a Bia disse se levantando da cadeira se apoiando no Leo que também tentava se levantar – Outra coisa – ela disse levantando o dedo – usem camisinha, valeu? – ela disse e depois riu – vamos logo Leo – ela foi puxando o Leo entre as mesas ate chegar à bancada de um barzinho improvisado.
- Parabéns Mary, aproveita pra caralho em – a Lê disse dando um hiper abraço na Mary.
- Obrigada – Mary disse retribuindo o abraço.
- Parabéns também Mary – eu disse também a abraçando
- Valeu e eu não vou dizer tudo o que a Bia disse mas. Cuidado em Miss – ela disse e depois riu.
- Porque vocês acham que eu vou fazer alguma coisa... deixa pra lá... tchau galera, ate a próxima – a Lê disse e pegou minha mão me puxando pra saída.
Notas finais
Quero comentários em...
ate semana que vem diamantes...
Besos
Fale com o autor