Intrigas De Uma Vida Sem Roteiro
11 Capítulo 11 - O Que Fazer Com 40 Milhões?
Notas iniciais
- Mas ela pode saber se você foi. Podem inventar isso.
- Letícia Loback, pode parando com isso.
- Para com o que?
- Meninas, meninas fiquem calmas a Mary era um anjo sempre salvava começos de discussão.
- Ta agora... Puta que pariu, que merda de telefone é esse, eu juro que vou matar a pessoa que ta me ligando peguei o telefone e atendi.
- Vai querer alguma coisa senhorita? – a aeromoça me perguntou e eu ainda sonolenta.
- Não quero nada não, obrigada – ao contrario de mim o cara do meu lado (aquele que eu apontei no aero, dizendo que é meu tio) já estava com um pote de coxa de frango frito cheio de farofa "isso não se come em praia" pensei rindo. Logo esqueci do cara e coloquei uma musica no meu ipod, levei ele mas nem tirei da bolsa, comecei com Welcome To My Life do Simple Plan, era apaixonante essa musica, nem esperei a musica acabar e já dormir.
Acordei com os roncos do cara, que era mais alto do que a musica Revanche da Fresno. Tive que aumentar mais. Acho que aumentei de mais porque ele tomou um susto e logo acordou.
- Menina – ele disse me cutucando, nem ligue – Menina – "filho da mãe" pensei e tirei o fone.
- Qual foi cara? – dei o meu olhar mortal pra ele.
- É... Sua musica ta meio alta...
- É você que vai ficar com problema no ouvido? – voltei com meu fone e ele sossegou.
A viajem não ia demorar muito, por isso não quis mais dormir, então fiquei pensando que fuzuê foi minha vida esses dias. "Beatriz, você beijou o Thomas e ta quase pegando o Lucas, que loco. Não pêra ai, a primeira coisa que você lembrou foi o beijo do Thomas, ta pirando garota, realmente isso era pra você esquecer, esquecer. Continuando eu bebi como já bebia e a Roberta também, queria ver ela de novo" passei o meu tempo pensando em tudo. O meu suposto tio tirou mais uma tigela de frango da bolsa dele. Dei um sorriso que ele percebeu e ficou me olhando com cara de retardado, "Lá vem coisa" pensei.
- Ta rindo de que? – "Que cara mais chato" pensei.
- Ham? – levantei minhas sobrancelhas – Não se pode rir mais nesse mundo?
- Poder, pode mas eu peguei o negocio aqui e você começou a rir, algum problema?
- Tem, você não oferece esse frango pra ninguém e com esse cheiro incendiando o lugar não da pra resistir.
- Você quer? – ele disse rindo.
- Não valeu só o cheiro me satisfaz, brigado – disse e coloque o fone no ouvido. "Eu sou uma morta de fome, que isso" pensei.
Graças a deus já cheguei no aero. Como podemos começar, minha mãe não estava lá, era madrugada, não estava tão vazio e eu tinha pouca grana pra pagar um táxi. "Não acredito que minha mãe não veio, só me fudendo mesmo" pensei. Tentei ligar mais de cinqüenta vezes pra ela e só se ouvia uma barulhada horrível do outro lado da linha. "Deve ta no forró, só pode, uma barulhada, agora eu me viro"
- O que eu faço agora?– disse sentada um uma das cadeiras de frente pra praça de alimentação.
- Bia? – a pessoa miserável que me matou, não lembrava direito quem era, mas era bonito.
- Ta falando comigo? – ele se sentou do meu lado e cutucou uma garota do outro lado.
- Você se chama Bia? – a menina fez que não com a cabeça – Então só pode ser você – disse voltando a olhar pra mim.
- Primeiro você é louco e segundo que é você? – ainda não me lembrava da cara, ele não me era desconhecido.
- Eu sou aquele garçom, do restaurante que você foi com a Roberta, lembra – "O gostosão" pensei.
- ah o gostosão – eu disse isso alto? – desculpa.
- O que?
- Nada, esquece. Lembro de você, o que ta fazendo aqui?
- A vim trabalhar, descolei um emprego muito bom – "De personal traine, se for eu quero aulas" pensei dando um sorriso malicioso, ele não percebeu – Eu fico o final de semana lá e dias de semana aqui.
- Bem legal, boa sorte ai. Talvez a gente se encontra sei lá, pelo Rio, acho que vai gostar, tudo mundo gosta – o cara estava tentando falar e eu não deixava.
- É ate agora ta bonito. Quando cheguei percebi que estava nervosa, reclamando de algo. Eu posso ajudar?
- Não, não pode. Minha mãe me esqueceu aqui e foi pro forró e to sem grana pro táxi – essa eu estava quase implorando pro cara me dar um dinheiro. Eu queria dizer assim: "Cara eu to desesperada me empresta uma grana" é isso.
- Quer que eu te empreste alguma grana? – ele disse tirando a carteira do bolso.
- Não que isso, não precisa eu me viro.
- Então vai fazer o que? Lavar prato, levar um cara pro banheiro e transar com ele em troca de dinheiro. Bia aceita.
- Você é muito safado e uma coisa você sabe meu nome e eu não sei o seu.
- Então?
- Qual seu no-me? – talvez ele seja meio lerdinho e não entendeu.
- A sim é Thiago.
- Prazer Thiago – ai amo falar Thiago, me deu essa doideira na hora – É.. eu vou ver se o táxi aceita cartão de ônibus ou seduzir o motorista é a solução – disse me levantando.
- Então a gente se vê... por ai, toma meu telefone e me liga talvez – "Se ajoelha no chão e me pede em casamento lindo" pensei.
- Claro... qualquer dia... – é eu fiquei meio nervosa, é assim mesmo – eu ligo.
- Aham – lê me deu um cartão emplastificado, se virou e saiu.
- O que me sobra agora é um cartão de garoto de programa, é vou vender ele – virei o cartão na parte de trás tinha cinqüenta, é cinqüenta mango, money, grana, dinheiro, barão.
- Valeu bonitão. Ajudo – disse e uma senhora olhou pra mim – Que foi, perdeu algo? – a perguntei e ela virou as costas. "Vamos pra casa beatriz, sua mãe te deixou na mão hoje" pensei indo pro ponto.
Perece que eu dormir um pouco no caminho, porque o tempo passou tão rápido e cheguei tão rápido também.
Tudo escuro portão encostado, casa da minha avó escura, a minha também. Entrei em casa e não tinha nada, nada de nada, sofá, televisão, sala, cozinha, nada como eu disse.
- Como esse pessoal pode se mudar e não dizer nada, que família – meu quarto estava intacto – Vou ter lugar pra dormir.
Tudo pronto pra dormir, só o medo de um ladrão me matar. Não demorei muito a dormir mais tive um sono agitado.
- Filha, filha, filha, filha – minha mãe falava no meu ouvido.
- Lucas deixa eu dormir caralho, amanhã...
- Filha, é sua mãe, você já chegou se lembra? – "Meu deus falei merda" pensei.
- Mãe – gritei e levantei rápido – o que houve ontem, você não foi e a casa ta vazia, o que houve? – disse coçando os olhos.
- Eu vou explicar tudo calma, acorda faça suas coisas, tudo que tiver dentro do seu guarda roupa coloque dentro dessas caixas, não precisa tirar nada da sua mala ta. E sem perguntas eu vou explicar tudo só faz o que mando – ela sabia como eu ficava de manhã, eu não entendia muito bem as coisas, então saiu.
Fiz tudo como ela mandou e subi pra casa da minha avó.
- Biaaaaaaaaaaaaaaaa – Diogo o escandaloso, ele não é gay, ela tem ate uma namorada que se chama Moniza e tão noivos. Ele amava, tinha prazer de me irritar e meche comigo – Não entendi como você pode perder tudo o que aconteceu essa semana.
- Primão, que saudade, sabe que eu to mentindo né – dei um abraço nele e me sentei-se à mesa onde todos estavam lá, minha mãe, meu pai, minha irmã, minha sobrinha, minha avo, minha tia e Diogo – Então quero saber de tudo, cadê a minha casa.
- Filha, não sei como dizer isso, mas estamos ricos – minha mãe disse meio sem jeito.
- Ham? Como assim, de manhã eu sou lerda vocês sabem, explica com detalhes – disse me ajeitando na cadeira.
- Bia, sua mãe ganhou na loteria, por isso vocês estão ricos – Diogo, por isso que eu gostava dele, ele falava na lata e era muito sincero.
- É filha eu ganhei na loteria não foi na mega da virada, mas é um premio muito bom – minha mãe disse.
- Irmã, foi simplesmente quarenta milhões e duas casa de cinqüenta mil – minha boca abriu na mesma hora. Eu estava explodindo por dentro, explodindo.
- Então o que vocês estão fazendo aqui? – disse gritando e levantando – Bora gastar essa grana.
- Filha não é assim você sabe, eu você e seu pai temos que conversar.
- Eu sei mãe, tava dando um clima aqui, agitando, todo mundo alegre eeeeehhh – disse voltando a me sentar.
Fazer o que com quarenta milhões e duas casas? O plano da minha mãe era o seguinte: uma casa dela e uma da minha irmã, dez mil pra minha tia, pro meu primo e pra minha vo, dez milhões pra dividas e coisas afim e o resto ela guardaria. Mais ou menos assim.
- Mãe, não acredito, você escolheu uma casa aqui? Cara, Copacabana, Ipanema, Recreio, tanto lugar e você escolhe aqui, Ilha Do Governador, esse fim de mundo – disse praticamente cuspindo as palavras. Cara por um momento pensei que iría morar em um lugar legal da zona sul, sei lá, e eu vou continuar na mesma Ilha Do Governador de sempre.
- Beatriz eu te disse que vamos sair da Ilha quando você terminar o ensino médio na escola.
- Mas você pode contratar um motorista pra me trazer ate aqui depois me buscar.
- Já ta feito, já ta tudo resolvido não tem volta.
- Porque vocês não me contaram isso antes? – meu pai também estava lá, sem dizer uma palavra.
- Porque não queríamos estragar suas férias.
- Quarenta milhões são estragar as ferias de alguém?
- Beatriz escuta uma coisa, a gente ta rico sim, mas vamos viver do mesmo jeito que vivia antes – meu pai disse.
- Eu sei disso tenho consciência. Não vou sair pro ai dizendo que estou milionária...
- Pêra ai quem esta milionária sou, você só é minha filha – minha mãe agora me botou pra dormir – Mas agora esquece tudo. Como foi lá? Comportou-se? – "Porque ela sempre acha que não me comporto?" pensei.
- Não tem como esquecer tudo. Foi melhor que o Taylor Lautner na minha cama – todos caímos na gargalhada – Eu preciso dizer uma coisa pra vocês.
- Eu disse que ela não se comportou Cris, o que fez? – meu pai é meu pai.
- Eu não fiz nada, só quero falar uma coisa – disse rindo.
- Fala logo Beatriz – minha mãe disse.
- É... assim... eu to... pegando um cara.
- Ham? Pegando? Que isso? – meu pai era das antigas tinha sessenta e três anos e minha mãe cinqüenta e dois, então não sabiam essas coisas de agora.
- Pegando é.. entre ta solteiro... e namorando. Eu não estou namorando.. vocês entenderam? – "ufa" pensei. Eles balançaram a cabeça que sim.
- Quem é? – sempre meu pai que resolvia essas coisas de pegação.
- Quem é o que?
- O cara que você ta pegando, não é o pôster do seu quarto de novo, né?
- Mais ou menos, não é o papel é o de verdade, carne e osso.
- Quem é? – pra mim isso era pressão, eles estavam me pressionando.
- O Lucas, — "Ai caralho eles não conhecem o Lucas eles conhecem o Koba" pensei – o Koba – minha mãe já se ligou quem era e eu tive que pegar uma revista e mostrar pro meu pai quem era.
- O loirinho é mais bonito, podia ter escolhido ele – "Que mundo é esse Brasil, o ultimo loiro que eu peguei meu pai quase bate nele, agora o 'loirinho mais bonito' deixa pra lá".
- Pai por favor – ele saiu com uma cara de "só aprovo se conhecer" eu sabia as caras dele. Minha mãe pelo contrario disse pra não me magoar e que é prestar a atenção nesses caras de banda. Ela também percebeu como eu fique quando meu pai disse do loirinho.
- Filha aconteceu mais alguma coisa? – ela me conhecia isso era bom e também ruim.
- Pior que sim – contei essa novela mexicana brasileira real pra ela.
- Faça o que te faz sentir feliz.
- Valeu mãezinha – dei um abraço nela.
- Seu telefone – peguei ele e fique por ali na varanda da minha avó mesmo.
~~telefoneon~~
- Alô – disse.
- Oi lindinha – Lucas.
- Fala Luquinha – disse.
- Como chegou? Chegou bem? Seus pais? Novas?
- Calma menino, se acalma. Tem muita, muita coisa nova pra contar.
- Olha amanhã a gente volto pro Rio, então podemos se ver. Já estou morto de saudades.
- Tudo bem então, eu também to com saudades, mas não estou morta, se não, não da pra falar com tigo – cara começou uma barulhada fudida na garagem da minha avó, Diogo colocou um som novo no carro e ta estrondando tudo, esse priminho.
- Que barulho é esse?
- É meu primo, colocou som no carro...
- Primo, quem é ele, quantos anos ele tem?
- Ele já quase casado, ta, sossega gurizinho.
- Então ta... – ele ia dizer mais alguma coisa mas o interrompi.
- Agora, eu tenho que desligar porque tenho que me mudar.
- Como assim se mudar?
- Mudar de casa. Essa esta incluído nas novidades, entende?
- A sim, depois a gente se fala, beijo.
- Ate mais Luquinhas – desliguei
~~telefoneoff~~
- Filha sobe com algumas caixas, o caminhão já ta na rua – minha mãe disse atrás de mim.
- Já to indo – disse e ela saiu. Fiquei um pouco na cadeira de balanço pensando na vida, como seria a casa, minha mãe não tinha mal gosto é que tem que ser tudo como eu pretendo, mais ou menos, chegar o mais perto possível, principalmente meu quarto, ano passado eu pintei ele umas três vezes e hoje ta laranja e amarelo.
Já tudo pronto pra ir, eu não queria ir conhecer a casa agora porque eu queria ficar com minha tia, minha vó, mas todo mundo foi.
- E ai filha gostou do seu quarto? – minha mãe disse entrando no meu novo quarto.
- Mãe... – disse meio triste – Eu adorei a casa – disse gritando.
- Eu gostei mais do banheiro lá de baixo do que o quarto, mas é um paraíso aqui – nos rimos e ela deixou eu curtir ele mais um pouco. A casa era incrível, tinha dois andares, não era uma mansão, mas era grande. Ela já estava quase toda mobiliada, quarto, sala, cozinha, etc. meu quarto eram duas partes uma com o computador de mesa, meu violão e meus próximos instrumentos e a outra era a cama, televisão, guarda roupa e essas coisa mais de quarto. O mais incrível da casa era a piscina, eu amo piscina e minha mãe lembrou disso, eu amo muito piscina, praia, verão, calor. Quando vi ela linda me esperando eu pirei comecei a correr em volta e gritar, meus pais sabiam dessa minha reação histérica então pediu pros pedreiros colocarem piso antiderrapante, super precaução.
- To cansada, muita coisa no mesmo dia – disse me jogando no sofá da sala, que alias era muito grande também – Preciso ligar pra Miss e pra Mary – peguei meu telefone e fui pro meu maravilhoso quarto. Primeiro liguei pra Mary.
~~telefoneon~~
- Mary – gritei.
- Bia que felicidade, voltou ontem né? – ela disse, acho que a acordei.
- É voltei, tenho muita coisa pra contar e preciso encontrar com vocês – disse empolgada.
- Adianta um pouco, pegou o Thomas de novo?
- Você odeia o manolo mas insiste em falar dele. Agora que eu não falo vo na tua casa e ligar pra miss pra ela ir também.
- Ta to esperando.
- Bia vem comer a pizza chegou – "pizza, pizza, pizza tenho certeza que foi Diogo que deu a idéia, eu amo esse cara" pensei. Meu pai gritou mais duas vezes meu nome.
- Já vo – gritei de volta – Mary, pizza, tenho que comer ate daqui a pouco.
- Ate Bia – desliguei
~~telefoneoff~~
Tentei ligar pra Miss duas vezes e só dava ocupado. "Deve estar namorando pelo telefone, vo comer é o melhor que faço" pensei e desci. Foi maior zuera, zuera mesmo, ainda chegou mais gente depois que eu acabei de come, acabei de comer não, dei uma pausa pra descansar.
- Bia você ta namorando né? – o priminho mais chato, nossa relação sempre é assim às vezes faz coisa que presta outra vezes faz coisas que não devia.
- Claro que não Diogo.
- Mais ta pegando aquele japinha.
- Mãeeeeee – gritei e ela veio correndo da cozinha.
- Que foi Beatriz?
- Quem mandou você contar pra ele – apontei pra Diogo e ele abaixou a cabeça.
- Contar o que?
- Que eu tava pegando um cara.
- Eu não disse nada – e ele começou a rir.
- Desculpas tia, Bia ela não disse nada, ta na Internet e tua amiga ta pegando o loirinho – "Porque todo minuto tem a palavra 'loirinho' no vocabulário desse povo?" pensei.
- Ta bom, eu não estou namorando ta.
- Tudo bem – minha mãe voltou a cozinha e ficamos vendo televisão ate da umas quatro horas da tarde – Mãe vou na casa da Mariana mais tarde eu volto – disse indo ate a porta.
- Sabe o caminho? – assenti com a cabeça e sai. Não demorou muito e cheguei na pracinha perto da casa dela que já estavam lá, ela, o Bruno, eu acho, e a Miss, tentando puxar assunto com um carinha do outro lado da praça.
- E ai girls e... men – disse olhando pro Bruno, ele era bonito, combinava com a Mary, eram perfeitos.
- Bia a atrasada, novo filme em cartaz no cinema, vamos ver – a miss disse pegando um papel em cima da mesa de pedra.
- Vamos sim, eu tenho muita coisa pra contar pra vocês. E você deve ser o adorável Bruno acertei? – disse sentando entre a Mary e a Miss.
- E você a incrível bêbada Bia e agora atrasada – "Ai que simpático ele, pera ai ele me chamou de bêbada" pensei dando um sorriso.
- Elas já falam mau de mim? Que friends eu tenho.
- Bia você sempre vem por aquele lado e hoje veio por esse – a Mary disse apontando pra esquerda e depois pra direita.
- É que eu me mudei, e minha mãe ganhou uma grana na loteria, Bruno por favor não conta isso pra ninguém, eu vou confiar em você.
- Tudo bem, pode confiar. Agora que eu acostumei com você. Mary ela é a garota que ta namorando o Koba daquela banda? – ele disse olhando pra Mary.
- Olha Bruno eu vou dizer isso pela terceira vez hoje, eu não to namorando ele – as meninas olharam pra mim com caras de confusa – Eu to pegando ele, entendeu? – é mais fácil colocar uma placa na minha testa com essa frase.
- Aham, entendi – ele deu um sorriso e eu retribui.
- Então continuando, minha mãe ganhou, nós mudamos hoje e é isso. Há e casa tem uma piscina e não precisa pegar ônibus pra ir a praia, pode ir a pé.
- Não sei qual é a graça de praia pra você Bia – a Miss odiava a areia da praia e não ia a praia por causa disso.
- Praia é um sonho mas não vamos discutir isso agora – ficamos horas e horas conversando ali e resolvi comprar algo pra comer. Vim com algumas besteiras balas, salgados, refris e suco de pêssego pra Miss, agora não sei qual é a graça desse suco, nada contra mais eu não gostava.
- Seu telefone Bia – o Bruno disse depois de tomar um gole de refri.
- Porque as pessoas tem que me avisar sobre o telefone, eu juro que não escuto, acho que tem um bloqueio na minha mente pra não escutar o toque – peguei o telefone e atendi.
~~telegoneon~~
- Pode falar – disse.
- Bia? – uma voz feminina falou.
- É ela. Quem é?
- É a Roberta, lembra? – "Não acredito que é ela" pensei e logo fiquei eufórica, as meninas estranharam.
- Roberta se eu lembro de você? Eu estava com medo de você não lembrar de mim – disse rindo e deu pra ouvir o que a miss estava dizendo pra Mary "Outra amiguinha que ela fez lá".
- Que isso nunca vou te esquecer.
- Haa que bonito. O que ti fez me ligar?
- É que eu to no Rio de Janeiro vou ficar aqui esse ano – levantei e comecei a andar em volta da mesa, enquanto a Miss cochichava com a Mary e o Bruno saboreando o lindo sorvete de creme com morango.
- Serio, não é mentira, você ta aqui?
- To, tava querendo te encontra qualquer dia pra da uma agitada no esqueleto.
- Qualquer lugar, qualquer hora, qualquer dia só falar.
- Eu já conheço tudo por aqui, encontrei um carioca do bom pra me mostrar tudo.
- Ele também ta te ensinando a nossa língua né?
- Outras coisas mais – ela deu uma risada maliciosa – Agora vou ter que desligar e gatinho ta me querendo.
- Se comporta em. Não quero ter um afilhado.
- Haha pode deixar – desliguei e voltei pra mesa com aquele clima tenso.
~~telefoneoff~~
- Voltei galera – disse me sentando no mesmo lugar.
- Posso ter a proesa de saber o que a Roberta queria – a Miss com ciúmes era a barata correndo do anti-séptico.
- Pode, ela esta aqui no Rio e quer marcar pra gente balançar o esqueleto qualquer dia – disse meio que dançando sentada.
- Quero ver se sua mãe vai deixar, ela ainda não sabe que você se embebedou lá em São Paulo e foi parar na delegacia.
- Delegacia? Eu? Eu não fui pra delegacia.
- Mas ela pode saber se você foi. Podem inventar isso.
- Letícia Loback, pode parando com isso.
- Para com o que?
- Meninas, meninas fiquem calmas – a Mary era um anjo sempre salvava começos de discussão.
- Ta agora... Puta que pariu, que merda de telefone é esse, eu juro que vou matar a pessoa que ta me ligando – peguei o telefone e atendi.
~~telefoneon~~
- Alô – disse num tom nervoso.
- Ta nervosa Bia – "Thomas, filho da puta, não vou xingar a mãe dele por que gerado esse demônio gostoso. Que Beatriz?" pensei.
- O que você quer?
- Nssa não se fala assim no telefone.
- Eu falo do jeito que eu quero, anda logo diz o que quer.
- Eu deduzi que a essa hora você ta com a Mary e eu queria falar com ela – "Mariana?" pensei e dei um olhar pra Mary que ela se assustou.
- Pra você Mary – dei o telefone pra ela que ficou um pouco sem jeito só falava sim, não, vai tomar no cu, se fode, vá a merda. Ainda bem que o Bruno foi comprar mais sorvete, e não estava mais ali. Ela me devolveu o telefone e eu o desliguei.
~~telefoneoff~~
- Ele queria falar com você – a Mary disse.
- Queria, meu bem, não quer mais, nem eu. Mais o que ele te disse? – a curiosidade me corroia por dentro. E eu ainda não me aceitava ter chamado ele de gostoso, mais quem eu estava querendo enganar, só to me fazendo de durona, aquela pessoa que não gosta de ninguém. Imagina nas manchetes dos jornais: "Thomas, Beatriz e Koba o mais novo triangulo amoroso do Brasil". Eu não agüentaria isso. "Se ajeita garota" pensei e ouvi a Mary dizer o final do que ela estava dizendo.
- E eu disse vai a merda e vê se não enche. Bia você ta na terra? – eu ainda não estava na terra, estava nos meus pensamentos maliciosos – Bia – ela gritou no meu ouvido e eu acordei.
- Oi, não precisava disso ta – disse botando meu cabelo atrás da orelha.
- Precisava sim, você me perguntou, eu respondi e você nem deve ter escutado – ela disse com raiva.
- Ta desculpa não precisa falar mais, agora eu tenho que ir pra casa, preciso sei lá, comer eu acho – disse meio confusa. Eu tava mesmo, porque eu estava confusa? Pirei. Tenho que tomar uns porres.
- Em que você estava pensando? – a Miss disse colocando a mão no meu ombro.
- Besteira, pirando na batata, preciso beber. To sentindo falta.
- Daqui a pouco ta dependente.
- Cala a boca. Amanhã a gente se vê – me despedi delas e o Bruno ainda não tinha chegado. Fui pra casa, minha mãe já estava no quarto quase dormindo só disse um "Já cheguei" e fui tomas um banho colocar uma roupa de dormir e fui pra sala, me joguei no sofá e fiquei assistindo teve ate pegar no sono na sala mesmo.
Notas finais
Espero que gostem.
Comentários sempre me alegram, bons ou ruins.
Em breve tem mais.
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