Intrigas De Uma Vida Sem Roteiro
1 Capítulo 1 - Apos um Luau
Notas iniciais
Espero que esteja tudo certinho!
Aproveitem e comentem.
Manhã de quarta feira, dia 5 de janeiro, férias queridas férias, tinha acabado de acordar, quase onze horas da manhã, e me deu a doideira de ir pra praia. Como minha mãe adora praia a convidei, já que a gente não sai juntas desde o Natal.
– Mãe bora na praia da zona (sul) hoje? To a fim de tirar umas fotos do por do sol e como hoje é quarta essa hora não deve ter quase ninguém lá — Falei.
– Ta tudo bem, mais tem que ser umas seis horas, porque eu tenho que fazer comida primeiro — Ela disse.
– Ah, tranquilo.
Depois disso eu tomei banho arrumei as coisas da maquina na mochila e fiquei no computador ate da a hora.
– Vamos Bia, ta demorando muito pra desligar o computador. A gente ainda tem que pegar dois ônibus ate lá — Minha mãe falou. E isso ainda eram umas cinco horas. Mais né fazer o que.
– Já acabei aqui mãe, já acabei, to indo — Disse.
Nossa demorou muito pra chegar numa praia que eu não sabia o nome nem a minha mãe, só sabíamos que era uma praia da zona. Chegando lá eu tirei umas fotos super bacanas do sol, do mar, dos prédios, praticamente de tudo. Algumas horas depois a gente já estava cansada, porque tínhamos andado muito, e resolvemos sentar um pouco olhando pro mar.
– Vou dar uma volta por ai pra ver se encontro alguma lanchonete pra gente comer — minha mãe disse.
– Ta, vou ficar aqui da uma revisada nas fotos e quando você voltar a gente escolhe as que ficaram melhores — Eu disse e ela foi.
Minha mãe tava demorando muito já tinha acabado de ver as fotos e olhei pro lado, a praia tava vazia e só tinha umas pessoas, na verdade uns caras a cem metros de mim fazendo um luau. Parecia que eu conhecia alguns deles, mas nem liguei e virei pro mar.
– Nossa como eu queria ta naquele luau, mas minha mãe ainda não chegou e não é um luau de alguém conhecido ou meu. — Falei um pouco alto.
– Então bora lá? — Uma voz conhecida falou do meu lado. Mas nem liguei.
– Claro que não velho nem é meu o negocio lá — disse sem pensar. Mas voltei pra "vida" e olhei pro lado espantada. Quando olhei eu não acreditava no que tava vendo, era uma coisa surreal parecia que estava sonhando. — O-O-O-OI, tudo bem com tigo vo-o-ocê é aquele cara da banda Re-e-estart o La-anza, né? — Eu disse nervosa. Pedro Lanza era ele velho na minha frente, era pra eu pirar, porque eu gostava de mais da Restart. Mas quis fazer uma de "ah você é aquele carinha daquela banda" e me inquietei.
– É sim sou eu, você gosta da minha banda? — Ele disse.
– Claro, gosto pra caramba — eu disse.
– Ah que legal, posso te fazer uma pergunta?
– Duas.
– O que você ta fazendo aqui há essa hora?
– Eita é meu pai agora, é. Tranquilo, eu vim aqui tirar umas fotos. Minha mãe ela já deve ta vindo por ai, ela foi comprar um lanche.
– Ta, quantos anos você tem?
– E detetive agora. Ta tudo bem, tenho 16. Mais alguma coisa?
– Não, não, mais nada não. Oh, se você quiser ir pra lá pode ir, tem problema não.
– Ta bom — Eu disse finalizando. Meu Deus eu falei com o Pe Lanza, não acredito nisso velho. Depois disso fique olhando pra lá tentando descobrir quem mais tava, e eu consegui e não acreditava naquilo, era impossível aquilo. Koba, Pelu, Thomas, Luan Santana e alguns seguranças da Restart. Não, era inacreditável aquilo.
Já tinha passado das dez e meia da noite e minha mãe não chegava, já tava começando a ficar preocupada e fiquei me mexendo todo minuto.
– Oi, tudo bem com tigo? — Ouvi aquela voz e olhei pro lado. — Você parece um pouco preocupada, nervosa, aconteceu alguma coisa? — Sim ele estava do meu lado o Pedro Lucas, me contive.
– Nã-ã-ão, é que minha mãe ta demorando um pouquinho, mas ela já deve ta chegando por ai. — Disse.
– Ta então, tudo bem mesmo? Qualquer coisa pode ir pra lá com a gente.
– Ta tranquilo, tudo bem. — E ele foi embora, eu quase gritei e implorei pra ele ficar ali comigo esperando, não, não fiz isso. Depois de um ano, minha mãe chega com duas sacolas do Buger King. — Nossa mãe foi fabricar o lanche é?
– Não, é que o Buger King fica muito longe daqui. — E me deu uma das sacolas.
Contei tudo pra ela que ficou espanta claro né impossível acreditar naquilo que eu falei, mostrei pra ela o lugar assim ela acreditou, mas tudo de longe e discretamente eu estava com muita vergonha. Já tínhamos comido e escolhido as fotos. Do nada minha mãe me cutucou e apontou pro meu lado.
– Que foi mãe, to guardando aqui as coisas. — Olhei pra cima, não cara não, só falta agora vim o Papa aqui falar comigo, pensei.
– Oi, tudo bem? Eu sou o Koba e eu tava ali, vi a senhora chegar, como os meninos já vieram eles me mandaram aqui pra ver se vocês querem ir pra lá e ficar lá com a gente — O Lucas disse. Eu pirando ali de vergonha, mas falei:
– É, a gente só vai jogar isso aqui fora e vamos pra lá sim. — Ele voltou e fui ate uma lixeira que tinha ali perto enquanto minha mãe levantava e pegava as bolsas — Mãe, por favor, só fala o que eles perguntarem, não abre muito a boca ta? — Disse muito muito nervosa.
– Tudo bem, filha como você quiser — Fomos pra lá muito devagar, conversando como se nada tivesse acontecido. E quando chegamos lá o Lanza fala:
– Pega dois bancos daqueles e senta ai — Fui lá peguei enquanto minha mãe estava em pé do lado de um dos seguranças. Deu um banco pra ela e sussurrei pra ela ir pro lado do Thomas, sentamos e eles nos perguntaram muitas coisas bobas.
Passou-se muito tempo a gente tinha cantado, conversado, brincado, cantado, cantado, cantado... E já era umas quinze pras duas da madrugada e já estava na hora de ir, começando a ficar frio.
– Bom gente já ta muito tarde e eu tenho muita coisa pra fazer amanhã — Minha mãe disse. Eu não, não, não só mais um pouco, na minha cabeça, mas já era muito tarde e ia ter um churrasco na casa da minha avó.
– É verdade galera ta muito tarde e amanhã todos temos show, né? — O Pelu falou batendo as mãos.
– Bom, mais antes a gente, pelo menos eu, precisa de uma coisa de vocês duas, pode? — O Lanza falou.
– Depende do que seja — Minha mãe já abrindo a boca dela.
– Não é nada de mais não, a gente só quer o twitter, o facebook, o telefone e o ultimo e nem menos importante o MSN de vocês... ah claro e o endereço de onde moram pra gente levar vocês em casa.
– Olha o twitter, o facebook, o telefone e o MSN eu posso te dar, mas o endereço não vai dar não — Eu falei.
– Por que não?
– Porque a gente mora muito longe daqui e da pra pegar um táxi que a gente chega rapidinho em casa. — Mãe
– Mais ir com a gente é a mesma coisa de pegar um a táxi — O Thomas falou.
– Ta, ta bom, mas vocês vão deixar a gente próximo a nossa casa. — Minha mãe disse.
– Tudo bem. Antes a vamos passar no nosso hotel para trocarmos de roupa e vou dar uma coisinha pra você Bia, já que gosta da nossa banda. — O Lucas disse. Recolhemos tudo o entramos na mini van. Chegando no hotel eu e minha mãe sentamos numa salinha, eu acho que de visita alguma coisa assim.
– O que vocês estão fazendo ai? — O Lanza fala.
– Esperando vocês, né ou desistiu de lavar a gente? — Falei.
– Não que isso, mas vocês, na verdade você Bia, vai subir conosco pra te darmos umas coisas.
– Pode mãe? — Ela balançou a cabeça que sim. Então eu fui com eles. E ainda não caiu a ficha que estava com eles. Chegando lá eu fui primeiro no quarto to Thomas e do Lanza, eu pensava que quando as pessoas falavam do quanto deles que era bagunçado era mentira, mas sim é verdade, eu nem quis entrar naquele quarto que tinha roupa pra tudo quanto é lado, se você pisasse no chão, você pisaria em uma peça de roupa.
– Vem logo, guria, para de frescura. — Thomas disse. Entrei né fazer o que. Quando entrei o Lanza já vinha com uma sacola, com umas coisinhas dentro, não deu pra ver o que era e ele me deu, depois me deu uma camisa dele, e eu ali pirando né, mas me acalmei, um milímetro, mas acalmei. O Thomas também fez a mesma coisa, uma sacola, um par de baquetas e uma camisa. — Entra naquela porta ali na frente que é o quarto do Koba e do Pedro. — Ele disse.
Fui ate lá e deu pra perceber que era o quarto dele porque tava quase tudo arrumado.
– Entra ai — O Pedro falo. Entrei, o Lucas já vinha com dois sacos, uma camisa. Logo depois e Pedro vem com uma camisa e uma fronha de travesseiro, achei isso um barato e comecei a rir — O que foi? Nunca viu isso dado como um presente não — Ele disse.
– Já vi sim, mas como presente não. — Falei.
– Há há há, muito engraçado. Isso é desse travesseiro, que eu dormi por dois dias. — E ele apontou pro travisseiro.
– Ta bom, desculpa, sem querer. — Falei tentando esconder o riso
– Toma logo isso e não reclama. — Falando em tom de brincadeira. Eu peguei puxando com força.
– Deixa esse muleque pra lá, se você quiser pode descer pra esperar a gente la com sua mãe, vamos só trocar de roupa. — Lucas falou. Estava andando pelo corredor pra pegar o elevador e o Luan me chama:
– Ei, vem aqui quero te dar uma coisa também,pensou que ia sair sem nada meu né — Fui lá e ele também me deu uma sacola. — Tchau Bia, qualquer dia a gente se vê, eu não vou com vocês porque amanhã vou ter que viajar cedo, ta bom. Beijo. — Entrei no elevador e desci. Minha mãe tava la quase dormindo na cadeira.
– Olha isso mãe, vô sai daqui rica. — Falei saindo do elevador.
– Demoro em filha. Fez o que lá? Comprou isso no mercado livre. — Ela disse.
– Não, mãe eles me deram.
– Nossa — esperamos um pouquinho e dessem eles todos arrumadinhos e penteados.
– Vamos pra onde? — Falou um dos seguranças.
– Eu não sei se vai ficar muito longe pra vocês... — Minha mãe disse o endereço, meio com sono.
– Não é problema, eu sei onde é, e vocês meninos já tocaram lá, né? — disse o segurança, e os meninos balançaram a cabeça. — Vamos?Entramos no carro e não foi muito demorado chegar no ponto de táxi, mas também como dizem o Thomas fala muito, e passou o tempo muito rápido.
– Acho que aqui ta bom, sim é, esse o ponto de táxi. — Minha mãe disse. O seu Zé estacionou, nos despedimos e descemos.
– Ei, só mais uma coisa. — O Lucas estava tirando a camisa xadrez verde e preta e colocou na mão da minha mãe. — Essa é pra você dona Cristina — falou ele. E logo em seguida os outros meninos também fizeram a mesma coisa, o único que ficou sem camisa foi Pelu.
– Muito obrigada meninos, vocês são uma graça. — "dona Cristina" falou. Saímos do carro e disse minhas ultimas palavras.
– Tchau chicos ate qualquer dia. — Quase chorando mais falei.
– Tchau meninos, muito obrigada por esse trabalho que tiveram com agente de vim aqui nos trazer ate aqui. — Mãe disse.
– Tia, não foi trabalho nenhum, foi mais um prazer conhecer vocês. — Pe Lanza disse.
Viramos e atravessamos a rua para pegar o táxi. Eles deram a ré e foram embora. Quando entramos no táxi eu caí no choro, eu chorava, falava, chorava e chorava.
Chegamos em casa, guardei a maquina e as coisas que eles me deram. Tinha muitos produtos cd, dvd, postal, chaveiro, muitas coisas. Eu surtei de felicidade. Fui dormir muito feliz e realizada, pois realizei meu sonho e nem precisava daquilo tudo, só era uma conseqüência do que eu queria.
Notas finais
Dois:**
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