Intrínseco

12 Estado de Graça


Notas iniciais
Não que tenha nada a ver, mas é a primeira poesia desse "estilo" que consigo terminar, a primeira que fiz (escrevi de lápis) e de alguma forma foi apagada... O nome é do livro que estou lendo e amando. E, enquanto esperava o curso que estava fazendo começar, eu comecei a escrever... Espero que gostem.

Deitada, estirada

Estancada, ensopada

Em estado de graça

Ela lava a alma

Corpo relaxado

Sorriso bem frouxo

A mente voando

E o gosto do fogo

Quente, entende

O que tem pra entender

Mãozinhas macias

Que fazem crescer

Um suspiro aliviado

Gemido na imensidão

Um rosto contorcido

Pelo estágio da paixão

Se abre, se entrega

Espera a invasão

O grito tão fundo

Quanto a explosão

Esmaga, esbarra

Faz farra e ri

Com fome, se some

Não está mais ali

Subiu, voou

Alcançou o céu

Seu corpo tranquilo

Incrustado de mel

Ela sente, o presente

Entranhada na brasa

A boca na sua

Engasga e a mata

A mata de vontade

A cala com desejos

Explora seu corpo

E lhe dá o beijo

O beijo tão quente

Profundo, insano

Intenso e imerso

Que invade seu canto

O afago, o dengo

Escorre na cara

A sede ele mata

E ela se salva

Arregala as asas

Pronta pra voar

Mas, no estado de graça,

Já está no ar