Into you.

4 tell me what you came here for, 'cause I can't wait no more.


Notas iniciais
Apenas alguns dias atrasada (deve ser dia 30 em algum lugar do espaço, fingiremos que eu posto de lá). Adorei todos os comentários e os responderei assim que possível ♥ Quero agradecer todo mundo que leu e pedir desculpas pela demora, todo mundo que me conhece sabe que eu costumo cumprir meus lances T.T mas novembro me destruiu e enfim, aí está o fim dessa fanfic ♥ AVISO DE SMUT

Foram basicamente quatro semanas de espera até que o dia chegasse: combinaram datas em que nenhum dos dois tinham ou seminários ou jornadas de trabalho online, que o governo britânico não impedisse viagens de trem e que pudessem passar um tempo de qualidade juntos. Harry disse que seu padrinho tinha um apartamento em Londres e Gina se ofereceu para ir buscar a chave e colocar o lugar em ordem antes que ele chegasse. Ficou nervosa até o momento que encontrou o filho adolescente do padrinho de Harry – Teddy – e pegou a chave.

Luna e Neville viam que a amiga (salve Ginevra Weasley, rainha da ansiedade) estava com os nervos a flor da pele e a levaram para um dia de “treat your self”, referência a série favorita dos três, Parks and Recreation. Compraram lingerie (depois de morar com as duas desde a graduação, Neville se julgava um expert em sutiãs), roupas, receberam massagens e se sentiram sufocados por causa da máscara juntos.

Gina enviou uma foto de sutiã para Harry na ocasião.

Harrytante (19:16): GSYGAUSAXBABDBSCVNDRVKERNFQAENR

Harrytante (19:16): se seu objetivo era tentar me matar

Harrytante (19:16): VOCÊ QUASE FOI BEM SUCEDIDA

Harrytante (19:17): GOSTOSA PARA CARALHO

Eu (19:17): tava pensando em comprar esse

Eu (19:17): acho que você gostou, né?

Harrytante (19:18): eu estava aqui tranquilo vendo aula

Harrytante (19:18): tive que desligar a câmera

Harrytante (19:19): agora você vai comprar esse sutiã, sua IMPLICANTE.

Harrytante (19:19): porque eu vou sonhar com essa foto até te ver daqui a uma semana

Harrytante (19:20): aliás... Falta uma semana

Eu (19:20): eu sei

Eu (19:20): mal posso esperar de verdade ♥

Harrytante (19:20): nem eu.

Harrytante (19:21): eu vou te deixar voltar as compras e vou voltar a TENTAR prestar atenção na aula.

Harrytante (19:21): mas se sinta livre para me mandar mais fotos

Harrytante (19:21): não vou reclamar

Eu (19:22): vou parar de te atrapalhar

Eu (19:22): tem que prestar atenção na aula

Eu (19:23): infelizmente não estão remunerando fanfics

Eu (19:24): APESAR DE QUE VOCÊ É UMA PESSOA MÁ.

Eu (19:24): EU AINDA NÃO SUPEREI O FATO DE QUE VOCÊ ESPEROU EU IR DORMIR PARA POSTAR A ONESHOT QUE VOCÊ ESCREVEU PARA MIM.

Eu (19:24): e eu disse mil vezes que eu amei, mas você ainda é um otário.

Harrytante (19:24): um otário que fez uma fanfic para você

Harrytante (19:25): e que vai passar quatro horas no trem para te ver

Harrytante (19:25): e que você gosta muito e acha sexy para caramba

Eu (19:26): vai assistir aula, idiota

Eu (19:26): até mais tarde ♥

Ela lembrou com carinho naquela conversa enquanto ajeitava o apartamento, trocava os lençóis e pensava em dividir a cama com Harry. Foi até a Tesco mais próxima e comprou alguns mantimentos para o fim de semana. Riu de si mesma, pensando em comprar uma garrafa de champanhe caso ficasse nervosa demais para fazer qualquer uma das coisas que queria fazer ou para comemorar que tinha conseguido superar a ansiedade e que o momento finalmente tinha chegado.

Colocou aquela mesma lingerie da foto, se vestiu cuidadosamente com seu vestido vermelho favorito e as botas de salto baixo e canos altos. Colocou uma jaqueta por cima, graças ao ar gelado de novembro.

Respirou fundo e dirigiu até a estação de trem.

Estava o esperando no desembarque e quando o encontrou, percebeu que ele tinha a visto antes e sorria. Nada no mundo a tinha preparado para aquela visão, nem as milhões de fotos e implicâncias mútuas.

Ela se sentiu boba e boquiaberta diante do maior sorriso que tinha visto na vida (sério, parecia que o rosto dele era apenas sorriso). O homem na plataforma, o tal de Harry Potter, era lindo. Tinha uma pele que parecia quente, macia e perfeitamente dourada como se beijada pelo sol constantemente. Ele parecia ser o sol. Os dentes brancos e bonitos distraíam quase tanto quanto os olhos naquele tom profundo e rico de verde esmeralda, ou os cabelos desnivelados, bagunçados e com ondas discretas no castanho mais escuro ou talvez preto. E quanto mais ele se aproximava, mais ela via o sorriso dele se tornando discreto, quase tímido.

O seu suéter azul era um pouco maior que deveria e sua calça jeans perfeitamente ajustada àquelas coxas de quem corria maratonas, tudo ficava completo com o par de vans antigos em seus pés.

Ele parecia tão nervoso quanto ela, sem saber o que fazer. No momento que ele desse os passos finais até ela, o que fariam? Se abraçariam? Apertariam as mãos um do outro e se apresentariam formalmente? Ou teriam um daqueles beijos de cinema?

Harry sorriu seu sorriso mais charmoso e Gina sentiu o seu rosto adquirir o mesmo tom de seu vestido, o que a fez girar os olhos e ele rir, agora cada vez mais perto.

— Finalmente nos encontramos, Gina Weasley.

— Aparentemente, Harry Potter. – ela deu os passos restantes e enlaçou os braços no meio do corpo dele encostando a cabeça em seu peito. E se ele estava surpreso pelo contato, não demonstrou, apenas suspirou e a abraçou nos ombros.

Trocaram amenidades em direção ao carro, enquanto Gina parecia ouvir as batidas de seu coração em sua orelha escarlate. Ele repousou a mão na coxa dela, observando-a dirigir pelas ruas movimentadas de Londres até o apartamento no subúrbio de seu padrinho. O silêncio entre os dois era confortável e embebido pela expectativa do que fariam quando estivessem finalmente sozinhos.

Harry queria beijá-la tanto quanto ela queria beijá-lo, ela sabia olhando para o sorriso dele e os dedos dele que fazia carinhos descompromissados e leves em sua coxa descoberta entre o vestido e a bota.

Quando o elevador parou em frente ao apartamento e ela o ofereceu a chave para que ele abrisse a porta e as mãos deles se tocaram, Gina percebeu que eles nunca segurariam a onda. Ela o encostou contra a porta e a beijou de maneira arrebatadora, como quem não aguentava mais esperar, de um jeito que fez com que os joelhos dela cedessem de alguma forma e os dedos dela acabaram nos cabelos dele e os dedos dele acabaram na cintura dela, apertando-a firme.

E quando se separaram buscando por ar e vermelhos, ela tomou a chave da mão dele e abriu a porta. Obviamente, ao fechar a porta de novo, o corpo dele já estava contra o seu novamente o que a fez sorrir entre beijos. Ela tirou o suéter dele, revelando a camiseta de Lost In Translation que Harry usava.

— Hipster. – ela murmurou e ele riu.

— Todo mundo gosta de Bill Murray. – ele se defendeu com as mãos na bainha da própria camiseta. – Você prefere que eu fique sem?

— Óbvio. – Gina riu, tirando a própria jaqueta.

Quando Potter tirou a camiseta ela mordeu o lábio para evitar o gemido que queria escapar de seus lábios. Ele era bonito, de verdade. E estava ali, em frente a ela, abrindo o zíper lateral de seu vestido e a deixando seminua.

— Puta que pariu. – Harry não foi tão bem sucedido em reprimir o som estrangulado que vinha de sua garganta.

E ali estava ela, de botas, sutiã de renda preta e uma mini calcinha que fazia conjunto com a peça. Ela abriu a braguilha da calça jeans dele, dando a dica de que aquela era a hora. E ele a tirou, sem desviar os olhos do rosto corado e cheio de sardas dela, com os lábios entreabertos e a respiração pesada, seus olhos quase negros pelas pupilas dilatadas.

Se abaixou para tirar as botas dela, com a cabeça entre as pernas de Gina e não resistiu beijar a parte interna de suas coxas e deslizar os dedos pela calcinha já úmida dela. Ela quase chutou as botas enquanto jogava os quadris para frente e o fazia encostar os lábios em sua calcinha.

Ela o empurrou em direção ao sofá e sentou em seu colo.

— Eu te disse que te jogaria no sofá em algum momento e não seria para jogar videogame ou ler fanfics. – ela murmurou com os lábios em seu pescoço. Ela buscava a fricção entre a parte dela que precisava dele e a dele que estava claramente excitada e dura como uma rocha sob sua roupa intima.

Sem responder, ele tirou a calcinha dela e a cueca dele, a colocando novamente em seu colo e a ajeitando sobre si. Gina gemeu quando sentiu o encaixe fácil e suave fruto do desejo avassalador de ambos. As mãos de Harry podiam estar em qualquer parte do seu corpo, mas sempre voltavam a apertar os seios dela sobre o sutiã rendado e cheio de transparências.

Rapidamente e com certa destreza, ele finalmente libertou os seios dela enquanto ela tirava seu fôlego com o movimento de seus quadris e os vários murmúrios sem sentido que escapavam de seus lábios. Ele percebeu que devia estar falando algo também quando a viu pedir para repetir e ele não soube o que disse.

Nada vinha a mente a não ser o quanto a visão dela era a melhor coisa que já tinha visto na vida, que ela era mais que gostosa, ela era maravilhosa. Ele mordia seus seios e apertava sua bunda, espalmando-a a cada vez que ela gemia e pedia mais.

Harry estava em outro espaço, em uma espécie diferente de êxtase e sabia que tinha a encontrado nessa outra dimensão quando sentiu o interior dela se apertar contra ele e o grito mais sensual que já tinha escutado na vida, o fazendo chegar lá apenas um segundo depois, sem perceber que estava se segurando há tanto tempo.

— Puta merda. – os dois disseram juntos e riram sem fôlego.

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Depois do banho e mais umas saliências no chuveiro, eles vestiram suas roupas confortáveis e ela não pode deixar de ficar corada com a visão dele naquelas sambas-canções coloridas que ela tinha visto em fotos e mais uma camiseta de filme – dessa vez Pulp Fiction.

— Espero que você não se importe com italiana. – Weasley disse, enquanto pegava uma das panelas que tinha descoberto no apartamento.

Harry não tinha percebido do que ela falava, focado em olhar para o rosto de lábios inchados de tantos beijos e cabelos ruivos presos no alto de sua cabeça. Que visão, que visão!

— Ah, sim. – respondeu quando percebeu que ela segurava um pacote de macarrões. – Todo mundo gosta de espaguete.

— Eu trouxe um vinho. – avisou, indo até a mochila e tirando uma garrafa, coçando o cabelo. – Eu espero que seja bom, não entendo de vinhos.

— É mais que bom, é atualmente o meu favorito. – Gina riu, pegando duas taças. – E também um dos únicos que o serviço de delivery de bebida entrega lá em casa.

— Que bom que você gosta. – ele sorriu, pensando que teria que escrever uma nota agradecendo a moça da loja que lhe vendeu a garrafa lá em Edimburgo.

Se permitiu um minuto para admirá-la de costas, a pele pálida e suave e cheia de sardas de suas costas, as coxas grossas... A tatuagem discreta de sua nuca. Minha nossa, estava apaixonado. Com certeza estava apaixonado.

Gina se virou e entregou a taça para ele, e ele mirou seus olhos castanhos como duas piscinas de whisky tomando um gole de seu vinho antes que toda aquela encarada parecesse estranha.

— Eu não sou a maior das cozinheiras. – Gina riu e ele quis morar na risada dela. – Macarrão é mais simples.

— Eu posso te ensinar uma ou outra coisa – Harry sorriu.

— Vai ser verde, natureba e saudável. – Gina fingiu um nojo e ele riu de novo.

Ele tomou mais um gole e deu um passo na pequena cozinha, feliz pelo pequeno espaço proporcionar tão pouca distância entre os dois. Olhou por sobre o ombro dela enquanto ela mexia no molho desajeitadamente.

— Você mexe nesse molho como o décimo primeiro Doctor mistura iscas de peixe e creme custard.

— Eu senti que isso foi um ataque as minhas habilidades culinárias – Gina semicerrou os olhos apontando a colher em sua direção. – Sem contar que minha personalidade é muito mais River Song do que Doctor.

— Claro que sim, Melody. ­— Harry riu. – Você também tem habilidades de se regenerar?

— Mas é lógico! – ela disse com veemência. – Eu sou totalmente badass.

Harry gargalhou e Gina pensou em como a risada dele era gostosa, como chocolate derretendo sob o sol e fazendo todo o interior de Gina se aquecer.

— Quer experimentar?

Harry se abaixou e ela o alimentou com seu molho, de uma maneira tão íntima que seria estranho se ele não parecesse que a conhecesse há mais do que alguns meses. Ele experimentou e achou o molho perfeito, com aquele gosto de tomates frescos que ele adorava e o nível certo de acidez.

— Delícia, tem certeza que não sabe cozinhar?

— Eu disse que eu não sou boa cozinheira, não que eu não sei cozinhar. – ela piscou e ele riu. – É uma receita que eu venho aperfeiçoando através do ano já que é a única que eu tento fazer.

— Parece que eu vou ter que voltar aqui várias vezes, então, para ver a evolução dessa receita.

— Só para experimentar meu macarrão?

— E um pouco mais que isso.

Ele se inclinou para beijá-la nos lábios e ela sorriu entre os beijos.

— Eu gostaria muito disso, de te ver várias vezes. – Gina murmurou e riu. – Porque eu estou tão na sua, seu otário.

— Não tanto quanto eu estou na sua, sua implicante. – Harry mordeu o lábio inferior dela e a beijou novamente.

— Isso é tão surreal, eu e você nos conhecendo por comentários e agora aqui... – ela sorriu, desligando a panela do molho. – Droga, com certeza Neville vai fazer uma fanfic sobre isso.

Harry e Gina riram e encostaram os lábios novamente.

E espero que seja uma fanfic de eternos volumes, Gina murmurou para si mesma olhando para o cara mais perfeito que tinha conhecido na vida.

Fim

Notas finais
lembrem-se de que para evitar menines, tem que encapar el penis. ♥
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!