Into the Water
2 Os perigos de se apaixonar
Yuji abriu os olhos, sentindo como se tivesse sido atropelado. Ele estava em um quarto, cobertas de algodão azuis e um quadro do filme minhoca humana. Uma mesa com um copo de água.
Ele podia ver um tecido preto ao seu lado e um cabelo espetado. Ele se lembrou de algumas coisas e sentiu outras. Como um beijo casto sendo colocado neles.
“Yuji.” A voz de Megumi o fez olhar para ele. “Você acordou. Que bom.”
“Eu me sinto como se tivesse sido jogado por um espirito, mas posso estar exagerando.” Yuji sentiu suas bochechas esquentarem. “Você poderia me ajudar a lembrar?”
“Você quase morreu afogado naquela piscina.” Megumi precisava segurar a mão dele na sua. “E Sukuna se negou a ajudar e eu vi você morrer...”
“Ei, estou bem aqui, Gumi.” Yuji viu o outro garoto olhar para ele curioso. “Por que de repente você ficou todo nervoso perto de mim? Eu fiz algo errado?”
“Não, Yuji.” Megumi olhou nos olhos do garoto que amava e começou a se deliciar no tom de mel deles. “É que eu te beijei.”
“Para me salvar?” Yuji sentiu seu rosto esquentar. “Você fez respiração boca a boca em mim?”
“S-sim.” Megumi olhou para Yuji, que fechou os olhos. “Eu tive.”
“Hum.” Yuji ofereceu o copo de água que era tecnicamente dele para Megumi. “Eu acho que eu meio que deveria tentar me desculpar por isso.”
“Por ter quase se afogado depois daquela maldição jogar você dentro de uma piscina?” Megumi suspirou. “Gojo sensei quase teve um troço quando percebeu, sem contar que Nanami literalmente não se importou com as coisas dele e eu...”
Yuji parou com a água. Surpreendentemente, Sukuna estava em silencio total. Ele não tentou falar com Yuji e nem mesmo justificar o porque ele não tentou ajudar. Mas acima de tudo, Megumi estava em silencio.
“Gumi...” Yuji olhou para o rapaz ao seu lado. “Você está me deixando confuso. Por que está corando?”
“Porque eu beijei você e sinceramente, acho que estava afim de fazer isso de qualquer forma.” Megumi corou ainda mais, se fosse possível. “Mas eu não estava muito com coragem para fazer isso...”
“Eu acho... O que?” Yuji olhou para ele com um medo de ouvir algo de ruim. “Você queria me beijar? Eu também gostaria de beijar você....”
“Você sabe, naquele momento que você estava deitado na cadeira do clube, sem respirar, eu senti medo porque você não estava respirando...” Megumi apenas deixou sua boca falar o que queria, cansado de simplesmente esconder. “E seus lábios, Yuji, eles são tão beijáveis.”
Yuji deu um sorriso para o amigo, que ele queria tanto beijar. Ele queria que Megumi deixasse de ser amigo dele e se tornasse o mundo dele em tudo. Amor, amizade e até família.
“E que tal você me beijar agora?” Yuji foi direto para pedir o queria tanto. “Eu quero que você me beije, Megumi. Me beije como se fosse a primeira vez.”
“Yuji....” Megumi senti seu corpo decidir e foi puxado para os lábios de seu amigo, que nesse momento poderia ser considerado seu namorado.
Quando seus lábios se tocaram, Yuji sentiu que estava no céu. Nem mesmo o grito de Gojo sensei os tirou de seu mundinho.
“Gojo-san, você não vai interromper isso e nem falar algo contra...” A voz de um Nanami muito a favor dos dois jovens foi ouvida e Gojo foi puxado pela orelha.
“Mas, Nanami...” Gojo gritou, claramente chateado. “Eles estão juntos...”
“Cale a boca.” O homem o jogou no sofá e olhou para o homem de cabelos brancos. “Você vai, acima de tudo respeitar aqueles garotos ou eu vou te bater.”
Gojo apenas fez beicinho, aceitando meio a contragosto ser posto de lado, mas ele teria uma conversa com Megumi e suas preferências de paixão. Não que ele pudesse julgar.
Afinal, ele e Geto eram namorados de forma muito privada. Apenas Shoko sabia sobre eles e fez questão de nunca contar, algo que ele apreciava.
Yuji e Megumi se separaram, arfando e olhando um para o outro. Eles ainda estavam se tocando e Yuji corou quando percebeu que provavelmente Megumi sentiu o que estava acontecendo com ele.
“Talvez devêssemos deixar essa parte para quando estivermos em um lugar mais reservado...” Yuji fechou os olhos, um pouco com medo.
Megumi sorriu, apaixonado por Yuji querer um lugar privado e admirando como o jovem era educado.
“Sim, talvez um lugar sem que o Gojo-sensei consiga invadir.” Megumi riu e roubou um beijo de Yuji. “Preciso dizer, que odiei o seu quase afogamento, mas adorei que isso deu uma brecha para eu beijar você.”
“Que tal me beijar novamente então?” Yuji puxou Megumi para si e depois de três segundos se encarando, ambos se beijaram, dando uma risadinha.
“Você beija muito bem.” Megumi corou um pouco, mas se sentou ao lado dele. “Então, eu tenho algumas coisas para perguntar, mas espero que não se ofenda, Yu. Porque eu realmente quero te beijar mais.”
“Quer saber sobre minha preferência de parceiros?” Yuji sorriu. “Eu meio que adivinhei. Acho que sou o que chamam de Bi. Gosto dos homens, das mulheres, mas acima de tudo, de você.”
“Porra, eu nem sei o que pensar agora.” Megumi estava feliz. “Talvez eu deva chamar Nanami e pedir para ele trazer uma comida para você.”
“Para nós.” Yuji sorriu. “Eu quero muito jantar com você, mesmo que seja aqui.”
Nanami, sabendo que em breve os jovens iriam querer comida, já havia providenciado uma bandeja com coisas fáceis de mastigar. Ele fez com que Gojo ficasse na cozinha, deixando os garotos em paz.
“Eles precisam de tempo para conversar.” Nanami apenas disse para o homem. “E eu sei que a Shoko fazia a mesma coisa por você e Suguru. Então, eu vou apoiar aqueles dois garotos.”
“Mas eu não quero que eles se decepcionem se algo acontecer...” Gojo suspirou. “Como com ele...”
“Eu prometo que não vai.” A voz de Megumi foi ouvida. “Nem Sukuna poderia fazer algo contra isso.”
“Ah, Fushiguro.” Nanami entregou ao garoto uma bandeja de comida. “Achei que vocês gostariam disso...”
“Obrigado, Nanami.” Megumi sorriu.
“Por favor, pare.” A voz de Yuji o fez abrir a porta rapidamente e ele pode ouvir as palavras más de Sukuna. “Pare com isso.”
“Você sabe que quando eu conseguir me recuperar eu vou pegar aquele garoto e você namorar com ele não vai me impedir. Só me deixa mais feliz.” Sukuna então notou a expressão de Megumi, que só tinha olhos para Yuji.
“Yuji, olhe para mim...” Ele deixou a bandeja longe e pegou as mãos do jovem de cabelo cor de rosa e o puxou para um abraço. “Sukuna, que tal ir se foder só pra variar? Quero ficar com meu namorado agora.”
“Tão malvado, Fushiguro.” Sukuna foi embora.
Vendo a expressão de dor em Yuji, Megumi o abraçou mais forte, odiando o quanto Sukuna machucava Yuji.
Ele teria que pedir ajuda a Gojo e Nanami. Talvez agora que Nobara estava melhor, ele poderia fazer uma reunião para dar a Yuji alguma sensação de família e amor.
Sukuna não venceria e ele e Yuji ficariam juntos. Talvez para sempre.
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