Into Your Arms
3 Capítulo 3
Notas iniciais
3º capitulo
– Querida, essa é uma pessoa muito especial para mim, e em será para você também. – O Lester, pai da Ally, disse abraçado a Mimi, mãe do Austin.
– Ela é a pessoa especial que você fala? – Ally perguntou surpresa.
– Sim. E por isso eu quero fazer um pedido. – Lester se ajoelhou e mexeu no bolso, tirou uma caixinha de veludo vermelho. Austin e Ally estavam apavorados, Mimi sorria como boba para o homem a sua frente. – Mimi, aceita casar comigo?
– Com a minha mãe? – Austin exclamou.
– Com a mãe dele? – Ally disse estática. – Eu não aceitaria, é escola, ele podia ter planejado, feito algo mais romântico. — Ally reagiu.
– Assim, é algo muito vago. Você precisa de algo melhor, mãe. – Austin reagiu.
– Claro que aceito! – Mimi exclamou, ignorando Austin e Ally. Lester colocou o anel na mão de Mimi e eles se beijaram, Austin e Ally soltaram grunhidos engraçados.
– Vocês vão casar ano que vem só, não é? – Austin disse, quando os dois pararam com o “grude”.
– Lógico que não, nós casaremos quanto antes. – Lester respondeu.
– E moraremos juntos, como uma bela família. – Mimi completou olhando Lester.
– Que seja um pesadelo, por favor. – Ally pediu se encostando a parede do corredor.
– Linda cena, parabéns ao casal, agora Cassidy vamos para casa, a próxima cena não terá palavras bonitas. – Pai da Cassidy disse, Cassidy sibilou um “Boa sorte” pra Ally antes de ser puxada pelo pai para o outro corredor.
– Nós também temos que ir, mas parabéns Lester. – Disse a mãe de Dallas e os três foram pelo mesmo corredor que Cassidy.
– Ally calma, pode levar meses até o casamento, talvez eles acabem se cansando um do outro. – Trish tentou acalmar Ally, sua mãe lhe deu um tapa no braço. – Que foi? É verdade, ele pediu ela na escola depois de uma confusão dos filhos deles, tem coisa mais impulsiva. – Trish disse.
– Desculpe a Trish, Lester. Você já a conhece. – Mãe da Trish disse completamente vermelha de vergonha. – Vamos Patrícia.
– Tchau Ally, se eu não ficar de castigo vou à sua casa. – Trish sussurrou enquanto abraçava Ally.
– Falou cara. – Dez falou indo pelo corredor com seu pai, Trish e sua mãe foram também.
– Vamos. – Lester disse e andou abraçado a Mimi pelo corredor, ele percebeu que nem Ally e nem Austin haviam dado um passo. – Qual parte de “Vamos “ os dois não entenderam?
– A parte em que todos nós vamos para o mesmo lugar? – Ally respondeu.
– Todos nós vamos para a Sonic Boom. – Mimi disse.
– Mas ela tá fechada. – Austin replicou.
– Depois que arrumarmos, estará aberta no fim de semana. – Mimi respondeu, deixando Austin boquiaberto. Os quatros foram para o estacionamento da escola, lá era dividido em três partes, os carros de quem trabalhava no colégio ficavam ao lado da quadra, o que faziam algumas vezes ao ano o carro dos professores de química ou matemática aparecerem com um dos vidros quebrados por uma bola “sem querer”. Na frente do colégio ficavam conversíveis dos alunos ricos que iam para escola de carro. E o resto ficava vazio com alguns carros de pais que foram chamados no colégio ou pessoas que simplesmente paravam o carro ali. Eles chegaram ao carro de Lester.
Quando chegaram á Sonic Boom, Austin ficou assustado com o estado que a loja estava, ele visitava bastante a loja, ele ficava mexendo nos instrumentos até o expulsar. A loja foi fechada há dois meses por Ally, na época o pai estava em crise, pois a esposa fugiu para África depois de uma briga.
A loja de música agora parecia um galpão abandonado, várias caixas amontoadas, as portas e janelas de vidro estavam cobertas com papel pardo, deixando quase nenhuma luminosidade entrar. A única coisa que eram duas guitarras verdes quebradas do lado do balcão e a placa de luzes escrita “music” em vermelho que estava apagada.
– Nossa, eu só me lembrava da loja ter fechado. O que aconteceu? — Austin perguntou pegando um dos pedaços de uma das guitarras verdes do chão.
– Na noite que minha mãe fugiu para África, meu pai veio pra loja quebrou essas guitarras e rasgou aquela bateria ali atrás, eu consegui chegar antes que ele quebrasse o piano. Depois que eu tirei ele daqui, ele se trancou no quarto e não saiu por uma semana. – Ally respondeu quando Lester e Mimi foram para o escritório. – Eu voltei mais tarde naquela mesma noite, guardei as coisas e fechei a loja.
– Se sua mãe fugiu como vocês sabem onde ela está? – Austin perguntou colocando o pedaço da guitarra no balcão em que Ally se sentou, sentando ao lado dela.
– Meu pai contratou um detetive pra ir atrás dela, ele contou que ela tava na África, mas não disse qual era o lugar certo. – Ally disse olhando para as várias caixas. – A última coisa recebeu dele foi uma foto dele coma minha mãe no topo de uma montanha, eles estavam abraçados sorrindo com o pôr do sol e legenda dizia “Valeu, mano”. – Ally disse imitando um rapper e fazendo careta, os dois riram.
– Por que deixou as guitarras onde seu pai quebrou? – Austin perguntou olhando os pedaços de guitarra no chão.
– Pegar nas coisas que ele quebrou por causa da minha mãe, eu não tava bem o suficiente pra isso minha mãe tinha saído sem nem me dizer tchau, mas afinal quem iria se importar com uma menina que não consegue nem seguir seu sonho. – Ally disse olhando para o chão.
– Essa menina é você? – Austin perguntou e não recebendo uma resposta, olhou pra Ally e percebeu uma lágrima em sua bochecha, ele desceu do balcão parou na frente dela. – Hey, por que você tá chorando? – Ele limpou a lágrima com a mão.
– Eu sinto falta dela, me senti péssima quando ela e meu pai começaram a brigar, essas brigas duraram três anos, aconteciam todas as noites e a culpa era minha. – Ally contava com voz embargada e agora mais lágrimas encharcavam seu rosto. – Eu queria ter sentido raiva por ela ter ido, mas eu não consegui, eu a entendia, aquilo já tava insuportável, um deles ia acabar saindo, só não precisava ser assim.
– O que você sentiu quando ela foi embora? – Austin perguntou cuidadoso.
– Medo de nunca mais vê-la, medo de como iria ser sem ela, medo do meu pai não se recuperar, eu não pude demonstrar esses medos, eles ficavam lá no meu quarto, comigo nas noites vazias. – Ally chorava ainda mais agora, Austin a abraçou. – Eu precisava ser forte, meu pai não tava trabalhando, meu avô estava mandando dinheiro pra gente. Se eu demonstrasse o que eu tava sentindo, eu só ia piorar tudo...
– Shh, você não ia piorar nada, você não era a culpada das brigas deles. Tudo o que aconteceu você foi a maior vitima. – Austin tentou consola-la. – Você sempre foi a filha que qualquer pais gostariam de ter. – Ally sorriu com o rosto contra o pescoço dele.
– Eu molhei sua camiseta. – Ally disse saindo do abraço.
– Molhou nada, você me sujou com suas lágrimas. Lambe. – Austin brincou e Ally riu.
– Idiota. – Ally falou bagunçando os cabelos de Austin.
– Não, não, para. – Austin disse e segurou a mão dela, eles riram, a Ally desceu do balcão. – Por onde a gente começa a arrumar?
– Acho que tirando os papeis dos vidros. – Ally disse, eles tiraram os papeis até onde eles alcançavam, agora a luz do sol entrava iluminando a loja quase inteira.
– Como a gente vai alcançar os outros lugares? – Austin perguntou para Ally.
– Esse lugar precisava de uma pintura, dois meses fechada e a tinta tá descascando. – Ally comentou observando as paredes. – Depois a gente vê como vai tirar o resto, vamos falar com meu sobre pintar isso. – Austin assentiu e eles para o escritório, onde encontraram Mimi e Lester se beijando, os dois gritaram.
– Desculpa meninos. – Mimi pediu limpando o batom borrado da boca.
– É as paredes estão com as tintas descascando, precisa pintar. – Ally avisou.
– Filha, estamos com problemas com dinheiro, não podemos contratar pintores. – Lester disse pesaroso.
– A gente pinta, só que a Ally pinta o roda pé sozinha. – Austin disse, Ally mostrou a língua.
– As meninas podem ajudar. – Ally falou.
– Acho que os meninos também. – Austin completou.
– Que bom, que vocês estão ajudando. – Mimi disse dando um abraço aperto nos dois.
– Vocês estão livres para arrumar a parte da loja do jeito que quiserem. – Lester avisou. – Ponham nesse papel as suas ideias e depois entrem num acordo do que vão usar. – Ele entregou um lápis, borracha e uma folha para cada um. Eles foram para loja, Ally sentou no banco do piano e começou a escrever, Austin deitou no balcão e começou a colocar as ideias na folha.
Notas finais
Alguém mais ficou apaixonada I Think About You, o Austin cantando para a Ally? x)
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