Into Your Arms.
4 Into your arms.
O Sol ainda nem havia apontado no horizonte e os garotos já estavam de pé, Roxas era de longe o mais animado. Naminé estava sentada em um dos degraus de velha pensão, pensava em como Roxas poderia saber seu nome se ela não havia dito. Os pensamentos de Nami foram interrompidos pelo garoto, que deu um pulo em sua frente, assustando-a.
- Bom dia Nami... Está preparada? Creio que andaremos bastante hoje. – Nami o lançou um olhar de reprovação e bocejou. – Não consigo ser tão animada quanto você a essa hora da manhã, desculpe. Mas acho que estou preparada, qualquer coisa subo nas suas costas. – Ambos riram parecendo estarem se divertindo. Naminé se levantou e decidiu que era hora de ir, pegou sua mochila e se despediu da avó de Roxas, que tinha sido muito legal em deixá-la dormir ali com eles. Enfim... Começaram a caminhada, agora Naminé estava animada, andava como antes, determinada, mas agora não sentia mais medo, pois tinha Roxas ao seu lado. – Roxas, sabe para onde estamos indo? – Ele a olhou e sorriu. – Na verdade eu sei, vamos encontrar Sora primeiro e ele nos levará até Kairi, só assim nossa missão estará cumprida. – Naminé concordou com um simples movimento com a cabeça.
Eles andaram durante dias, mas não conseguiam encontrar Sora. A noite estava gelada e Nami estava meio brava com Roxas, que fingia não se importar com isso.
- Roxas, eu desisto. Vou embora, não quero mais procurar ninguém, estou cansada, estamos perdidos, graças a você que é metido e não aceita ajuda, se acha o maioral. Eu vou embora. – Nami fechou os punhos e apertada, enquanto Roxas a fitava. Ela se levantou e ele imediatamente a segurou pelo braço. – Você não pode ir, Naminé. – Ela deu uma risada debochada e o encarou da mesma forma que ele o fazia. – Ah, e como você sabe meu nome? Eu nunca te disse. – Roxas sentiu seu coração parar e suas bochechas corarem. – Eu sonhei com você, no meu sonho dizia que era você que faria despertar em mim o sentimento mais puro e só assim conseguiríamos unir Kairi e Sora novamente. – Naminé não sabia o que dizer, apenas olhava para Roxas e seus olhos piscavam com certa rapidez. – Não, Roxas. Eu não tenho que te amar, não é isso que trará Sora de volta para Kairi, não é isso. >< - Agora sim ela estava irritada, soltou a mão de Roxas de seu braço e pegou sua pequena mochila no chão. – Eu vou embora.
Roxas se sentou embaixo da árvore, a única árvore que existia naquele lugar. – Tudo bem, se quiser ir, vá. Acho que o homem do cabelo branco não se importa em passar a vida toda morando nos seus sonhos. – Nami sentiu a espinha congelar quando ele falou sobre o homem, deu um longo suspiro e largou a mochila no chão. Sentou-se ao lado de Roxas, encostou a cabeça na árvore e fechou os olhos. – Me acorde amanhã de manhã. – Sua expressão e sua voz eram menos hostis, Nami parecia ter aceitado o fato de que ainda passaria por muitas coisas ao lado de Roxas. Ele por sua vez, passou o braço por trás do ombro de Nami e a puxou para si, encostando a cabeça dela em seu próprio peito. – Quero que conte quantas batidas meu coração dá quando estou perto de você. – Ela corou imediatamente, mil coisas começaram a passar por sua cabeça...
(Narração de Naminé) Minhas bochechas começaram a corar e foi inevitável os saltos do meu coração. Não, não poderia aceitar o fato de estar me apaixonando por esse garoto, nós fomos escolhidos apenas para unir duas pessoas e não para nos unirmos. Roxas me olhava de um jeito que me fazia perder totalmente a noção do tempo. Fechei meus olhos e fiquei ali escutando as batidas do seu coração, que de tão aceleradas lembravam o som do tambor da bandinha da cidade, eu gostava daquele som, me trazia paz, era familiar. Senti-me protegida nos braços de Roxas. (Fim da narração de Naminé).
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