Intimidade

30 The Masked Ball


"O amor é o fenômeno mais próximo da meditação: os amantes abandonam suas máscaras, são uma alma dentro de dois corpos"

Ele sorriu. Ela era tão linda. Segurou seu rosto entre as mãos e a beijou calmamente.

— Sem pressa...

Ela apenas devolveu o beijo. Depois de vários segundos imersa num beijo lento e envolvente, ela se sentiu puxada levemente, sem desconectar o olhar do dela, Rony a guiou até o quarto.

Ele fechou a porta, os movimentos eram lentos, a troca de olhares intensa. Ele se aproximou dela e a tocou no rosto de novo, acariciando-o, obrigando-a a fechar os olhos pelo prazer do toque. Eles ficaram por muitos minutos, na mesma posição. De pé, no meio do quarto, ela com as mãos enroladas em sua cintura, ele com as mãos entre seus cabelos, e o beijo pecaminoso parecia deliciosamente interminável.

Uma das mãos dele percorreu perigosamente o caminho da nuca até a curvatura do pescoço, arrepiando-lhe todos os pêlos. Ela contra atacou mordendo levemente seu lábio e deslizando as unhas nas costas largas com um pouco mais de força, por baixo da camisa, fazendo o gemer baixo. Ele iniciou os movimentos, fazendo-a andar para trás, até que a parte de atrás seus joelhos encostassem na cama, mas ela o impediu de deitá-la.

— Deite na cama – Ela pediu com um sussurro no ouvido enquanto desabotoava a camisa dele – Vou me despir para você — Rony riu, a respiração já um pouco alterada e sem dizer nada, apenas obedeceu o pedido.

— Gosta disso?

— Pode apostar que sim…

— Por que vocês homens… Gostam tanto de observar uma mulher se despindo?

— Por que Voyeurismo é um veneno e está no nosso sangue.

— É? — Ela disse tirando peça por peça sem deixar de olhá-lo. Estava adorando o jogo de sedução, apesar de completamente excitada, ela queria resgatar aquele tipo de sexo lento e provocante que há muito tempo, eles não conseguiam ter.

— É... – Ele respondeu apreciando cada segundo, os olhos percorrendo cada parte do corpo como se não conseguisse decidir onde ficar – Você é linda — Ela corou, embora mantivesse o olhar firme no dele, corou e mordeu a boca para não fraquejar — Eu vou ficar só olhando? – Ele perguntou.

— Não seja apressado. Eu estou indo — Ela disse sorrindo, provocante.

Caminhou lentamente até ele, completamente nua e deslizou o dedo em seu peito antes de sentar na cama. Rony fez menção de tocá-la, mas ela baixou sua mão.

— Deixe-me despí-lo primeiro, Ronald.

- Por que era tão excitante quando ela o chamava de Ronald? – Ele se perguntou em pensamento.

Ela o despiu, peça por peça, dando graças a Deus que as roupas masculinas eram tão simples e tão poucas. Apesar de desejar continuar o jogo sexy, ela precisava sentir o calor da pele dele. Depois de despí-lo completamente, Hermione deitou sobre seu corpo, beijando-o. Primeiro a barriga, depois o peito, lambeu um mamilo, e ele apertou os lençóis gemendo. Ela sorriu.

Em seguida mordeu seu queixo e o beijou na boca, ficando completamente sobre ele. Eles se beijaram por vários minutos, até que ele inverteu as posições e assumiu o controle. Os lábios continuavam grudados, ele ergueu o corpo e ondulou sobre ela, fazendo-a sentir toda a potencia da sua ereção. Hermione gemei baixo e agudo.

— Você é linda — Ele desceu os beijos para o pescoço alvo e delicado, enquanto suas mãos se encontraram. O que havia de sexy, havia de romântico e apaixonado em cada ato.

- Gosto… Do calor da sua respiração no meu pescoço.

— Gosta quando eu te beijo aqui?

— Ai… Gosto.

— E aqui?

— Gosto… Morde?

Ele mordeu, levemente no maxilar, e sentiu-a estremecer embaixo dele.

Agora era sua vez de enlouquecê-la com a boca, beijar cada ponto erógeno que ele já conhecia tão bem. Queixo, canto da boca, pescoço, curva do pescoço, colo, vale dos seios, embaixo do umbigo. Ele lambeu cada lugar com precisão e lentidão e coroou com uma lambida longa em um dos seus mamilos. Hermione serpenteou na cama.

— Ron... Ai... — Ela o arranhou nas costas, mal conseguindo controlar as pulsações do corpo — Entra... — Ela pediu com a voz falha.

— Calma.

— Ron…

— Shh.. Para quê a pressa? — Ele disse, virando-a de costas, deslizando o dedo no caminho da sua coluna vertebral, só para depois lamber o mesmo caminho.

— Por favor... Ronald...

Ele não respondeu. Apenas segurou seus quadris e ergueu-os colocando-a na posição, doggy style. Hermione ficou com os quadris erguidos, apoiada nos joelhos e a cabeça deitada na cama, dando um acesso obsceno a Rony do seu corpo. Ele esfregou o sexo ereto em sua entrada úmida e pulsante algumas vezes, provocando-a antes de agarrar-se a seus quadris e penetrá-la profundamente. Hermione gemeu tão alto que mordeu o lençol para abafar o grito.

Ela nunca... Nunca se acostumaria com a maneira como ele a preenchia e segundo Gina, numa conversa muito reveladora que tiveram umas semanas atrás, isso era perfeito. Rony saiu inteiro e a penetrou de novo até o fim, não tão rápido, não tão devagar. O suficiente para ser degustado sem perder o romance. Aliás, Rony era o único homem que poderia lhe fazer ver romance numa das mais picantes posições sexuais conhecidas.

Em outra vida ela acharia aquilo uma vergonha. Em uma outra vida muito distante.

Ele continuou penetrando-a, no mesmo ritmo, com uma frequência quase inabalável, seus corpos suaram, encharcaram de suor, ela sentia-o escorrer em suas costas. Mantinha os olhos fechados e os dentes no lençol, tentando sentir tudo o que podia daquela delicia que ele lhe proporcionava. Rony gemia baixinho e rouco.

Ele continuou penetrando, mais rápido, mais rápido, sem sentir. As duas mãos agarraram nas nádegas forte, tentando controlar o tesão extremo, tão forte que marcou. Ele começou a tremer, seu corpo ficou rijo e ele estava perdendo o controle, então arriou sobre o corpo dela, mantendo a penetração mais rápida e ainda mais profunda.

- Hum... Ron... — Ele ouviu o gemido abafado pelo lençol e penetrou mais fundo. Mais fundo, mais fundo.

- Ahh... Eu... vou...

O anuncio não terminou em palavras. Ela sentiu o corpo dele retesar, tremular e então o liquido quente encheu-a enquanto ele tocava desordenadamente em seu clitóris, desajeitado por que não conseguia controlar suas mãos devido ao forte orgasmo. Hermione nunca entenderia por que achava tão excitante ouvir Rony gozar, mas aquilo elevava a sua libido. Tanto que ela levou a própria mão até seu sexo e cobrindo a dele, o ajudou nos movimentos, atingindo seu próprio extase, enquanto ele sofria espasmos sobre ela.

O orgasmo de Rony foi tão intenso, que ele lhe agarrou os cabelos enquanto o corpo sopapeava sem freios sobre o dela. Ele arriou sobre ela, arfou por vários momentos, até conseguir erguer a cabeça. Beijou-lhe a face suada no canto da boca e ambos sorriram. Ele acariciou seu cabelo e rolou de lado, não para muito longe. Hermione puxou os lençóis até a metade de seus corpos e se aconchegou em seus braços. O sono vinha rápido depois do sexo. Muito rápido. Ele encostou um pouco a cabeça na dela e sussurrou no ouvido.

— Boa noite, amor — Ela não se moveu. Apenas sorriu e disse baixo.

— Boa noite, amor.

…

Welcome to Claphan Grand

As letras garrafais e super iluminadas chamavam a atenção de longe.

Hermione olhou mais uma vez para o convite brilhante, impresso em um papel de alta qualidade que estava em suas mãos. A luxuosa limusine alugada para os envolvidos com o projeto era completa, mas ela achou um grande exagero. Apesar dos convites darem direito a acompanhantes, a Shacklebolt Building mandou seus funcionários separadamente, apenas para ostentar o visual de grandes limusines com o símbolo da construtora chegando ao local.

...

Rony olhou em volta do compartimento espaçoso. Achou um desperdício estar ali sozinho.

Aquele espaço todo lhe dava muitas ideias.

...

A primeira impressão que Gina teve quando entrou no Claphan Grand foi que seria engolida por tantas luzes. O relógio marcava quase meia noite quando a inconfundível limusine prateada com um logo enorme e cafona da Potter Enterprises estacionou em frente ao tapete vermelho.

- Não sabia que você era tão cafona. Achei que tinha estilo – Ela havia dito, ao ver o carro. Ele apenas sorriu.

- Cafona ou não, baby. Todo mundo sabe que sou eu que estou chegando quando a vêem.

...

Astoria suspirou fundo quando cruzou o magnifico portão de entrada do teatro. As luzes quase a cegaram. Aquele não era mesmo, o tipo de evento que lhe chamava atenção. Suspirou resignada. Seria junto com Ben Summers a atração do after party, a festa que aconteceria para os convidados no salão de festas do resort. Ela olhou em volta, mas não esperava encontrar Draco ali. Mesmo que aquela fosse uma festa de família, dificilmente ele estaria presente.

...

Draco olhou com asco para o sobrenome que aparecia em destaque no salão de acesso a entrada do teatro, enquanto ajeitava sua máscara. Era seu nome, mas ele não conseguia ter qualquer vinculo familiar com o homem que lhe dera.

Lucius era um estranho, não passava de um estranho. Estava ali apenas para atender um pedido muito desesperado de sua mãe. De quem sentia muita falta. Só esperava não cruzar com Lucius, ou com qualquer pessoa indesejada.

...

O salão estava repleto. As luzes ofuscavam de tão fortes. O som era agradável, mas o eco era horrível. Estas foram as primeiras impressões de Hermione ao adentrar o Chaplan Grand. Se fosse bem sincera consigo mesma, preferia estar em casa, com Rony de preferencia. Desceu as escadas do grande salão, cumprimentando pessoas que ela sequer conhecia. Rostos anônimos, que sorriam para ela como se fossem seus amigos de infância.

Uma grande companhia de balé clássico apresentava um numero no meio do salão. A sensação de reviver um momento foi forte demais. Tudo estava suntuoso, majestoso e gigantesco, como Lucius Malfoy queria. O tema da festa, tinha haver com os grandes bailes romanos da era medieval.

Ela olhou em volta, a noite seria entediante.

Caminhou ao redor do balé, tamborilou os dedos no copo, com a passagem de Mozart que tocava. Que inferno! Aquele era o tipo de evento social que detestava. Tomou um gole do vinho e fechou os olhos. Estava quente, ou era impressão?

- Bela festa, não é? — O sussurro em seu ouvido. O hálito quente, a voz gutural, a frase repetida. Ela sentiu um arrepio frio tão forte que suas pernas ficaram bambas e ela quase não conseguiu virar e encarar o homem que estava próximo.

- Sim... – Ela disse lembrando perfeitamente daquela noite em Veneza – Realmente linda.

- Discordo... – Ele disse, mostrando que também lembrava muito bem... Mas desta vez ela o interrompeu.

- Eu também. Creio que vá compará-la a mim, mas se olhar em um espelho, verá que você subjuga todo o ambiente. Como consegue ser tão bonito, Ronald? — Ele corou. Era raro pegá-lo de surpresa, ainda mais rápido intimidá-lo e ela sentiu poderosa por conseguir.

- Gostaria de dançar com você agora – Ele disse próximo ao seu ouvido.

- Não podemos entrar no meio do balé... Terá que esperar que o salão fique disponível — Ele sorriu de lado. Aquele tipo de sorriso assassino.

- E eu dançarei com a mulher mais linda da festa?

- Se conseguir encontrá-la… – Ela disse tentando não ser hipnotizada.

- Já encontrei... — A voz dele era perigosa demais. Ela tinha que ter cuidado, o vestido era fino.

- Não faça isso aqui. Não agora... Temos mais duas horas de festa para suportar... — Ele riu anasalado e piscou.

- Eu paro... Se você me prometer que eu vou te ver tirar este vestido.

- Rony...

- Por favor... Vem para minha casa... Joey está fora...

- Ron...

- Eu prometo... – Ele chegou mais perto – Que vai valer a pena — Ela mordeu os lábios e prendeu a respiração.

- Eu... Rony...

- O que me diz?

- Eu vou – Ela disse resfolegando – Eu vou, mas... Pelo amor de Deus, saia daqui, está mais quente do que eu posso suportar.

Ele riu.

- Vou querer minha dança.

Ela o observou se afastar e só notou que ainda tinha a respiração presa quando soltou o ar pesadamente.

...

Gina estava tomando o terceiro cálice de vinho, enquanto Harry conversava com o décimo político que tinha encontrado em menos de meia hora. Estava se lembrando por que tinha a impressão de que não seria uma noite muito divertida.

Nem notou quando ele se aproximou dela.

- Não está exagerando? — Ela o olhou com ares de tedio.

- O vinho está me fazendo companhia.

Ele riu.

- Calma, daqui a pouco o assédio acaba.

- Daqui a pouco, significa o que exatamente? Daqui a dois anos?

- Não seja... Apressada. Gina pare com isso! – Ele disse, tomando o que seria a quarta taça de vinho, das mãos dela.

- Ah, vai se... – Ela parou antes de completar – Isto aqui está uma bela merda se quer saber, eu poderia estar no meu quarto, transando como uma cadela no cio. Seria muito mais interessante.

- Ok... – Ele disse divertido – Você já está bêbada.

- Eu não estou bêbada! – Ela disse parecendo ofendida – Se eu estivesse, estaria transando como uma cadela no cio, não devaneando com isso.

- Eu devia gravar Gina, e mostrar amanhã, só para te ver morrendo.

- Ok, ok, já que você não quer transar e nem me deixa beber, me proporcione algum prazer. Vamos dançar.

Ele sorriu. Aquela mulher era incrivelmente perturbadora. Uma lady aos olhos de todos que estivessem a pelo menos um metro de distancia dela, e tudo o que ele sonhava numa única mulher, ali, de perto.

- Vamos.

Ele até tentou, mas alguns passos depois, e Harry já havia sido parado de novo, por mais algumas celebridades. Gina rolou os olhos e saiu irritada, de perto dele enquanto capturava mais uma taça de vinho no caminho.

...

Astoria não aguentava mais ouvir a mesma ladainha. Havia sido convidada junto com Ben, mas não estava mais suportando sua companhia. Nem a dele e nem de sua comitiva. Parecia que aquelas pessoas não sabiam fazer qualquer outra coisa, além de falar de mulheres, bebidas, festas e dinheiro. Não havia um único ponto interessante em suas conversas e ela se entediava muito rápido.

Ele era divertido, ela não ia negar, bastante engraçado e despojado, o tipo de pessoa que faz amizades fáceis, porém superficiais, ele não era interessante o bastante para prender a atenção de alguém por muito tempo. Ela posou para mais uma foto, estava cansada, seus pés doíam, tudo estava uma droga... Os acordes da musica espanhola, El cielo sabrá romperam no salão. Ela fechou os olhos absorvendo os notas doces, relaxantes.

"Porque, solo el cielo sabrá

Porque, el no regresa siempre al mar

Porque, como un niño preguntare

Con mi voz, con mis palabras

Te miro y te quiero, tu sonrisa sin mi cielos"

“Porque, só Deus sabe

Porque o mar nem sempre retorna

Porque, como uma criança deve solicitar

Com a minha voz, minhas palavras

Eu olho e eu te amo, seu sorriso, sem meu Deus”

Rolou os olhos quando Ben fora advertido pela sexta vez sobre a proibição de fumar no recinto e agradeceu silenciosamente que aquela maldita turnê, estivesse acabando. Sua parceria com ele lhe rendeu ótimos frutos profissionais, mas havia lhe custado o amor de sua vida, e mesmo sabendo que não tinha culpa alguma, se arrependia todos os dias de ter aceitado a proposta.

As fotos acabaram e ela se afastou sem sequer dizer nada, como se estivesse fugindo. Algumas pessoas já começavam a tirar as máscaras, e curtir uma festa menos pomposa, os pronunciamentos não deveriam demorar a acontecer. Ou seja, a parte mais chata da festa. Ela avistou Draco, no meio de uma pequena multidão, observando a coreografia do balé mudar de clássico para contemporâneo.

Não pensou duas vezes e foi até ele puxando-o pelo ombro.

"Busco después me pierdo

Pregunto y ya me duermo

Busco después me quedo

Pregunto y ya despierto

Sabrás, tu lo sabrás porque, porque, porque, el porque, porque, porque"

"Busco e depois perco

Eu pergunto e eu caio no sono

Busco e depois caio

Peço e acordado

Sabe, você vai saber porque, porque, porque, porque, porque, porque"

- Draco!

Mas não era ele. O desconhecido, com o mesmo porte e altura de Draco a olhou confuso e ela corou.

- Desculpe... Eu... Confundi...

Saiu sem sequer ouvir o que o homem respondeu. A vontade de chorar veio até a base da garganta, ela precisava resolver aquilo. Ou pegaria Draco pelo colarinho, ou desistiria dele para sempre, só não ia aguentar ficar daquele jeito.

"Porque, solo el viento sabrá

Porque, las nubes no se pueden parar

Porque, como un niño preguntare

Con mi voz, con mis palabras

Te miro y te quiero, tu sueñas sin dormir la noche"

"Porque só o vento sabe

Porque as nuvens não pode ser interrompidas

Porque, como uma criança pergunta

Com a minha voz, minhas palavras

Eu olho e eu te amo, você sonhou na noite insone"

...

Draco ouviu os últimos acordes da musica e engoliu seco. Aquele era o tipo de musica que faria com ela lhe sacaneasse, num dia qualquer, onde eles estivessem juntos, jogados no chão da sala, ouvindo musica. Com certeza ela lhe diria que seu espirito era velho, e ela adorava aquele ancião.

- Que saudade, Tori... – Ele murmurou. Sabia que precisava engolir aquele orgulho besta, voltar atrás, não podia seguir sem ela. Mas lhe faltava coragem e não sabia o que dizer — Eu não devia estar perdendo meu tempo aqui – Ele disse com a sensação crescente de vazio – Devia procurá-la... Devia... – Ele resmungava para si mesmo – E é o que eu vou fazer... Vou na casa dela.

Resoluto, ele começou a andar para a saída, mas sua passagem foi bloqueada.

"Busco después me pierdo

Pregunto y ya despierto

Sabrás, tu lo sabrás porque porque porque

Solo libertad"

"Busco e depois caio

Peço e acordado

Sabe, você vai saber porque, porque, porque

Apenas a liberdade"

- Olá Draco.

Ele estreitou os olhos.

- Lucius — O homem andou um pouco, como se o rodeasse.

- Ora, o que é isso? Esqueceu as boas maneiras?

- Esqueci? Ou talvez eu nunca as tenha aprendido, não tive exemplos — Lucius fez uma careta irônica.

- Tsc... Continua o mesmo moleque. Como vai a sua vida infame, como um reles plebeu.

- A mesma coisa de quando eu morava no seu palácio. Nada mudou.

- Uma vez moleque, sempre moleque — Draco coçou o queixo.

- Lucius... Eu estou ocupado... Muito ocupado, não desperdice meu tempo. Faça o seguinte, adote um capacho, qualquer um daqueles imbecis sem personalidade que você chama de aprendizes. Dê a eles seu sobrenome, seu dinheiro, sua atenção, nada disso não me faz falta. Esqueça que eu existo.

- Qualquer um dos meus capachos, seria melhor que você... Qualquer um deles seria pelo menos bom, enquanto durante toda a sua vida, você foi apenas, mediano... Nunca foi bom em nada Draco. Não foi bom aluno, não foi bom filho, não foi bom atleta, nunca teve uma grande inteligência, você sempre foi aceitável.

Draco sentiu o peito arder e o coração bater forte. E apenas Lucius continuou sua tortura psicológica.

- Fraco... Muito fraco, você apanhava dos garotos na escola, eles te chamavam de... Mulherzinha. Eu tive que colocar seguranças atrás de você para não chegar machucado todos os dias em casa. Lento, doente... Quantas crises você teve Draco? Quantas fobias... Doenças... Problemático, bipolar... Nem bom musico você é... Por que se fosse, a sua... Cantorazinha não teria que correr para os braços de Benjamim Summers, não é mesmo?

Ele sentiu uma vontade absurda de esmurrar Lucius. De encurtar a pouca distancia entre eles com algumas passadas e socá-lo o mais forte que conseguisse. Mas ele não conseguiu se mexer. Ele não conseguiu mover um só musculo, todo o seu corpo parecia ter congelado. As lágrimas encheram seus olhos, um buraco cresceu instantaneamente no seu estomago, suas mãos gelaram e suaram.

Ele se perdeu num escuridão que havia dentro de si e que ele tinha guardado por muito tempo. No fundo, bem lá no fundo, Lucius lhe fazia acreditar em cada palavra e esta era a única fraqueza real de Draco.

...

Harry estava cansado de procurar por Gina, ela não devia ter se afastado sem dizer nada. Era bom ela começar a entender como era a vida dele já que iam se casar.

Por que eles iam... isso não era uma duvida.

Depois de algumas voltas ele a encontrou, conversando com um homem alto próximo à entrada das câmaras particulares. Quando percebeu que o homem era Mike, perdeu o pouco da paciência que tinha.

Ele respirou fundo. Sua maior vontade era acabar com Michael, da maneira que ele tinha aprendido em Hogwarts, mas não podia… Não podia jogar anos de uma vingança fora por causa de playboy idiota. Ele se aproximou devagar, com o sorriso cínico estampado no rosto, a sua marca registrada. E só se anunciou quando estava perto demais

- Gina.

- Me achou..

- Acharia mesmo que estivesse escondida numa burca. Essa máscara não é nada para mim.

Ela sorriu.

- Se acha tão bom fisionomista assim?

- Não… Sou um predador — Os olhos dele brilharam — Sinto o cheiro da presa e o seu… É inconfundível — Ele parecia não notar a presença de Michael Corner, de propósito.

- Você não perde a arrogância, não é mesmo, Potter? — Só então, Harry o olhou, interpretando com muita ironia, como se acabasse de notÁ-lo.

- Corner! Então, está ai? Era bem previsível que estivesse aqui. Como vai o cachorrinho de Lucius Malfoy, digo, seu pai? — Gina estreitou os olhos e encarou Harry e Mike consecutivamente, notando que o segundo homem ficara pálido.

- Sugiro que respeite meu pai.

- E eu sugiro que você vá a merda. Mas nem sempre as sugestões são seguidas, não é mesmo?

- Não vou descer ao seu nível.

Harry riu.

- Não, não vai, por que pAra descer ao meu nível, você precisaria pelo menos subir algum, então fica inviável – Então ele virou-se para Gina – Está bebendo demais — Ela riu sem conseguir evitar, o álcool já tinha lhe afetado.

- Estou, papai? Desculpe – Ela disse irônica.

- Está. Vamos.

- Gina, você vai com ele? — Michael segurou o braço dela quando a viu fazer menção de seguir Harry.

Harry se colocou na frente de Gina de um modo tão brusco que empurrou a mão de Corner.

- Agora, eu sugiro que você tire as mãos da minha noiva. E aproveite enquanto estou sugerindo com a boca, mais dois segundos e eu vou sugerir com as mãos, e não vai ser legal, Corner — Mike arregalou os olhos em um primeiro momento. Depois riu e cruzou os braços.

- Sua noiva? — Harry olhou para Gina com meio sorriso.

- Você não contou para ele, amor? Contou do bebê, mas não contou do casamento? Tsc, Gina, por que você sempre espera por mim para fazer as coisas? — Ela ficou tão confusa pelo “amor” que não conseguiu responder — Não se preocupe, Corner, você vai receber o convite do casamento.

- Gina, isso é verdade? — Ela piscou algumas vezes sem conseguir arrumar os pensamentos — Fala Gina! Você vai casar com esse marginal?

Os olhos de Harry faiscaram.

- Eu sou o marginal, Mike? Mesmo?

- Você é um ladrão, é um... Um... Perigo para a... Sociedade... É...

- Marginal... É seu pai, Mike. Aquele assassino, usurpador... Ladrão... Seu pai... E você, um mero aprendiz. Capacho... — A cabeça de Gina dava voltas, ela estava ouvindo, estava entendo, mas demorava para processar o que estava entrando em sua cabeça.

- Você ousa...

- Ouso! Eu ouso... Meus pais, Michael... Eu ainda vou ter minha vingança. Sirius... Minha infância...

- Harry... – Gina sibilou tentando ficar calma – O que...

- Ele nunca contou, não é? Nunca disse a verdade... Nunca disse de onde realmente me conhece ou... Por que o pai dele quer tanto me ver preso?

- Não... O que... Como... O pai do Mike?

- Meu pai não tem qualquer relação com essa abominação, ele está mentindo, será que você não vê o tipo de homem com quem está se misturando?

- Eu acho que ela não consegue ver, Michael. Afinal, todos estes anos, ela não percebeu o tipo de homem que você era – Então ele se aproximou mais de Mike e falou mais baixo, porém audível – Eu sei o que você fez para Hermione, seu covarde — Michael ficou ainda mais pálido e Gina se confundiu ainda mais, a cabeça dela começou a doer. Mas só poderia processar uma coisa por vez e seria primeiro aquela historia de assassinatos.

- Harry... Explique.

- Gina não dê ouvidos a ele... — Mike começou, mas Harry o segurou no colarinho, encostando-o numa pilastra e disse com a voz aterradora.

- Calado. Agora... É a hora da verdade que você tanto defende no tribunal.

Dois homens gigantes fecharam o corredor que dava acesso ao salão. Mike não passaria por ali. Não até Harry dizer tudo o que queria.

- Vou ser bem breve. A historia é bem simples na realidade. Michael eu quero acrescentar que consegui – Ele riu triunfante – Reuni todos os documentos necessários para provar o que estou dizendo. Então... O Corner pai, ele tem uma macha no passado, uma mancha muito negra. Ele era advogado do meu pai, James Potter, e era um dos homens de confiança dele. Mas Peter planejava um golpe, um golpe muito grande. Que teria dado certo... Se não fosse o Sirius.

- Potter...

- Cala a boca... Mike – Ele continuou andando enquanto falava – Meu pai descobriu... E ia colocá-lo na cadeia. Mas Peter foi mais rápido, na manhã do dia seguinte, meus pais foram assassinados dentro de casa, por um homem chamado Riddle. Ele entrou sorrateiramente, o matou, depois matou minha mãe. Eu só não morri, Gina, por que quando ouviu os tiros, minha mãe me escondeu –

Os olhos de Harry pareciam desfocados, como da vez que ele lhe contou sobre sua infância.

- Como se não bastasse que tivessem fodido com a minha vida, o filho da puta, culpou na única pessoa capaz de me dar uma infância normal. O Sirius. Meu padrinho ficou preso por um crime que ele não cometeu por doze anos, enquanto eu fui jogado naquele chiqueiro como um porco criado para o abate. Quando Sirius saiu da prisão, esse filho da puta fez o que pôde para impedí-lo de ter minha guarda, ele sabia que Sirius retomaria tudo o que era do meu pai, que estava congelado enquanto eu não fazia 18 anos. Ele também queria me matar, obvio. Sabe qual foi a merda? A merda, foi que Dumbledore gostou de mim – Harry deu uma gargalhada gélida – Ele conseguiu impedir, cada tentativa desse monstro.

- É mentira... – Mike balbuciou.

- Não, não é. E você sabe. Você sabe que quando Sirius conseguiu minha guarda, ele o matou também... Peter fez tudo o que pôde para acabar comigo. Mas ele não conseguiu. Eu cresci, eu transformei os negócios do meu pai em um grande império e me tornei tão poderoso que me tornei intocável. Então, ele ficou com medo.

- Harry... Isso é muito sério.

- Eu sei disso Gina, e eu estou falando a verdade. Olhe na cara desse vagabundo, veja na cara dele que eu estou falando a verdade, eu tenho os documentos e agora, eu tenho o depoimento de Riddle. Game over Corner, and the winner is, Harry Potter.

- BLEFE! É TUDO UM GRANDE BLEFE! Você não tem nada – Michael começou a falar nervosamente – Você não pode provar...

- Michael!

- NÃO SE METE! VOCÊ NÃO SABE DE NADA! – Ele gritou com Gina e ela se espantou – Você não tem porra nenhuma, meu pai é o melhor advogado...

- SEU PAI É UM NOJENTO! UM ASSASSINO! E EU O PEGUEI! – Harry disse segurando-o pela gola da camisa, depois afrouxou o aperto e falou mais baixo – Eu vou beber o sangue de vocês no meu próximo jantarr — Então o empurrou em direção a saída que dava para o salão.

- Desapareça Corner. E fique longe dela — Michael se afastou, mas não desviou os olhos de Harry, parecia hipnotizado pela raiva.

- Você escolheu o lado errado Gina — Ele disse, então saiu. Gina continuou exatamente onde estivera, desde o inicio de tudo, estática.

...

A parte mais chata do baile já tinha acabado. Todos já haviam retirado as máscaras e aproveitavam um momento dançante. Em alguns minutos mais ela poderia ir embora. Estava grata por isso.

Não via Rony, desde o primeiro contato logo no inicio do baile, mas também, Lucius parecia ter convidado Londres inteira. Ela andou um pouco mais, decidindo que assim que possível, iria embora, depois daria um jeito de avisar Rony, que não estava mais lá.

Estava andando a esmo quando sentiu um puxão sem qualquer gentileza em seu braço e acabou dando de cara com Victor Krum. Ela soltou um silvo de susto e ele mostrou os dentes, mais parecia estar rosnando do que sorrindo.

- Olá Hermi-oni-ni. Vamos dançarr...

Ela não teve escolha. Quando deu por si estava no meio do salão com ele segurando-a com firmeza. As mãos dele pressionavam sua carne, a pele era tão fria, que ela sentiu muito medo.

…

Rony parou no momento em que avistou-a no salão. A primeira vista não percebeu que era Krum e se aproximou, na intenção de ver quem era, e parou quando viu o homem.

Sentiu a raiva brotando.

A musica mudou, ele encontrou sua deixa para acabar com aquela palhaçada. Se aproximou com passadas largas e sem economizar no peso da mão, bateu em seu ombro.

- Com licença, minha vez de dançar com a moça — Krum olhou-o dos pés a cabeça.

- Não lhe dou a permissão de dançar com minha mulher.

- Você não entendeu amigo, não estou pedindo, estou informando que é minha vez de dançar com a moça, e eu não perguntei qual o grau de parentesco entre vocês. Caia fora.

- Quem focê pensa que é?

- Eu... Sou o que você acha que é... Quando se refere a ela como “minha mulher”. Sai fora, babaca.

- Algum problema senhores? — Um homem alto que estampava um grande crachá de chefe de segurança se aproximou.

- Temos um problema – Rony disse antes que Krum pudesse falar – Este homem está forçando a moça a dançar com ele. Ela não quer.

- Isso não é ferdade – Ele disse parecendo nitidamente ofendido. Mas o segurança olhou para Hermione.

- Confirma isso senhorita? — Ela olhou Krum, o medo entalado na garganta, e depois olhou para Rony para encontrar uma determinação de ferro na sua expressão.

- É — Disse e engoliu seco.

- Preciso pedir que se afaste da moça, senhor, ou terei que escoltá-lo até a saída — Ele apenas a encarou, depois soltou e se afastou. Se Rony não a tivesse segurado, ela certamente teria caído.

- Fique calma — Ela tremia em seus braços.

- Você não devia ter feito isso Rony… — Disse quase sem conseguir respirar.

- Está com medo dele?

- Não é medo… Eu só… Ele vai ficar furioso.

- Ah é? Ótimo, será que ele fica furioso se eu te beijar assim?

Ele não tinha mais quinze anos, mas seus niveis de feniletilamina não pareciam entender isso. Nem pareciam entender que havia mais de trezentas pessoas ao redor.

...

Astoria acabara de subir no palco e estava afinando seu violão, eles começariam a cantar. Uma multidão de garotas que haviam recebido os ingressos VIP já se amontoavam na frente do palco, as pessoas mais velhas ficaram para trás. Benjamin fazia uma graça no microfone quando Draco reconheceu sua voz. Olhou tão rápido que sentiu uma dor formigando no pescoço.

Quando ele viu Astoria no palco, seu coração doeu.

- Caralho Tori... Eu te amo... – Ele sussurrou como se ela o ouvisse.

Aquela era a hora. Tinha que dizer tudo o que sentia, tinha que pedir perdão, implorar que ela ficasse com ele, e não ia recuar.

Parecia impossível chegar até o palco, uma massa de adolescentes fechava o lugar e guardava seu posto como se fosse um tesouro. Quando ele estava próximo a grade, Benjamin gritou algo incompreensível no microfone e recebeu uma ovação em troca.

- Puta que o pariu – Ele resmungou irritado com o grito que recebera no ouvido. Então a voz dela soou no microfone.

- Oi pessoal. Para abrir este show, que é especial de muitas maneiras, eu queria falar algumas coisas. Primeiro, quero agradecer a todos vocês, por este semestre maravilhoso e todo o carinho que eu recebi – Gritos – Também ao Ben, pela grande oportunidade – Ele fez uma graça e mais gritos foram ouvidos – Este é o ultimo show da turnê, portanto, é muito especial para mim. Vamos abrir com uma musica muito significativa de muitas maneiras — Ele a olhou hipnotizado pela voz. Ela continuou.

- Mais acima de tudo, vou cantá-la para uma pessoa especial. Que não está aqui, não presencialmente, mas está aqui – Ela apontou o coração – Vou cantar a versão que ele fez para mim. No dia do meu aniversário – Os olhos dela brilharam com as lagrimas – Vocês tem me perguntado muito, sobre um suposto relacionamento com Ben – Ela olhou o garoto no palco, ele riu fazendo uma careta, mostrando a língua e se aproximou abraçando-a – Ben é meu amigo, podem ficar tranquilas, ele é todo de vocês – Mais gritos – Meu coração sempre tem dono – Ela sentou e apoiou o violão – Sempre foi você Draco.

Os acordes soaram em meio aos gritos.

"I've been here before a few times

And I'm quite aware we're dying

And your hands they shake with goodbyes

And I'll take you back if you'd have me"

“Eu já estive aqui antes, algumas vezes

E eu estou bastante ciente de que nós estamos morrendo

E suas mãos, elas acenam com despedidas

E eu traria você de volta, se você me recebesse”

O peito dele ribombou. Ela tinha mesmo dito aquilo? Sim, ela tinha, e ele não conseguia não sorrir, mas precisava fazer mais que isso. Usou a força passou pelo meio das adolescentes que iam à loucura e chegou a ponta do palco. Ela estava quase finalizando a estrofe.

Era hora do seu show.

"So here I am I'm trying

So here I am are you ready

Come on let me Hold you,

Touch you,

Feel you,

Always

Kiss you,

Taste you,

All night,

Always"

“Então aqui estou eu, estou tentando

Então aqui estou eu, você está pronta?

Vamos, me deixe abraçar você,

Tocar você,

Sentir você,

Sempre

Beijar você,

Provar você

A noite inteira

Sempre”

Ela deu a deixa para que Ben assumisse o vocal, mas em vez da voz forte dele, ela ouviu um tom mais suave, melódico. Ela ouviu a voz de Draco.

Ele veio andando até ela, com o meio sorriso que ela adorava, cantando um cover do Blink 182 numa versão mais suave, que ela havia adorado. Astoria ficou estática por um momento, enquanto Ben dava pulos e fazia poses, parecia estar se divertindo muito com aquilo tudo.

“And I'll miss your laugh your smile

I'll admit I'm wrong if you'd tell me

I'm so sick of fights I hate them

Let's start this again for real

So here I am I'm trying

So here I am are you ready

So here I am I'm trying

So here I am are you ready

Come on let me Hold you,

Touch you,

Feel you,

Always

Kiss you,

Taste you,

All night,

Always”

“E eu sentirei falta da sua risada, do seu sorriso

Eu admitirei que estou errado, se você me disser

Eu estou tão cansado de brigas, eu odeio elas

Vamos começar isso de novo, de verdade

Então aqui estou eu, estou tentando

Então aqui estou eu, você está pronta?

Então aqui estou eu, estou tentando

Então aqui estou eu, você está pronta?

Vamos, me deixe abraçar você,

Tocar você,

Sentir você,

Sempre

Beijar você,

Provar você

A noite inteira

Sempre”

Ele ajoelhou, pegou sua mão. As pessoas gritavam, mas ele não estava ouvindo. Ele só estava vendo aquela mulher, na sua frente, com o peito arfando, lagrimas nos olhos e um vinco sofrido na testa.

Ela não conseguiu cantar o resto da musica, ela só deixou que o violão escorregasse para o chão e o abraçou. Benjamim continuou cantando, para o delírio de suas fãs.

Para Draco e Astoria ninguém mais importava. Ele a esperou ao lado do palco, até que acabasse o show, depois nem mais um minuto.

Pegou-a pela mão, trazendo-a consigo para longe de toda aquela multidão, onde ele poderia dizer tudo o que precisava.

- Draco... – Ela começou, mas ele a calou com um beijo. Não ia deixá-la falar, por que precisava dizer tudo o que estava preso em sua garganta.

- Não... Me ouça... Antes de qualquer coisa me ouça... Eu sempre tive o hábito de ter o controle de tudo, e isso incluía minhas emoções. Tive uma boa escola, por que viver com Lucius e não matá-lo é um exercício de resistência e autocontrole.

Ela riu.

- Que maldade...

- Você não conhece o velho Drácula, mas não é dele que quero falar. É de nós. Da grande merda que eu fiz em ir, em... Desistir. Eu fui fraco Tori e nada do que eu disser agora vai mudar o fato de eu ter sido um babaca, mas eu quero me explicar — Ela segurou seu rosto com as mãos.

- Amor, você não precisa...

- Eu preciso... Amor... Eu preciso, por favor deixa... Quando eu me apaixonei por você Astoria, eu fui envolvido por um sentimento tão forte que não coube dentro de mim. Foi muito maior do que o espaço que eu tinha para oferecer, então ele transbordou. Eu sai do controle. Eu nunca senti essas coisas. Nunca fui ciumento com ninguém, e com você eu simplesmente não conseguia não sentir — Os olhos não se desviavam — Eu surtei por motivos bobos, eu fui fraco, sim, não me orgulho disso, senti ciúme, senti inveja, me senti roubado. Não fui maduro o suficiente para levar o nosso relacionamento. Eu não tenho uma desculpa para isso. A única coisa que eu posso dizer em meu favor Tori, é que o amor que eu sinto ultrapassou tudo o que eu sabia sentir.

- Draco... Eu...

- Não... Você não... Você não fez nada errado. Eu fui menos do que você merecia. Não posso mudar as merdas que fiz, mas posso pedir perdão, posso pedir para você ser minha de novo. Por que eu quero você de volta, eu não sei viver sem você meu amor. Eu não sei...

Ela o abraçou.

- Você nunca teve que viver sem mim... Nunca precisou, eu sempre... Sempre estive aqui, sempre fui sua...

...

Enfim chegou o momento de cortar a fita inaugural do resort. Hermione não conseguia entender as razões daquela bobagem, mas já estava no fim. Ainda estava abalada pelo aparecimento de Victor, pelo jeito como Rony o enfrentou, só conseguia pensar em que tipo de coisas traiçoeiras Krum poderia aprontar.

Rony foi chamado ao palco como o arquiteto principal da obra e subiu com uma expressão de orgulho que o deixava ainda mais bonito. Ela ficou olhando-o, admirando a felicidade dele. Então sentiu um puxão forte em seu braço, que a tirou em segundos do meio da multidão.

Victor Krum, nitidamente alterado pela bebida a puxava com ele para fora do salão. Poucas pessoas perceberam, e as que viram, não ligaram, provavelmente achando que era mais uma briga entre um casal mais afobado. Victor a puxou para a saída, machucando seu braço tamanha era força a do aperto.

- Victor... – Ela choramingou.

- Cale a boca, prostituta barata, vou lhe mostrar como se deve respeitar um homem como eu.

- Victor, não...

- Eu vou lhe dar uma surra, como nunca antes... Sua cadela...

Rony percebeu que ela havia sumido, quando seu nome, foi o ultimo a ser chamado para subir ao palco, mas ela não foi. Então ele olhou para a multidão procurando-a, e conseguiu ver de cima do palco quando Victor a arrastava, não pensou duas vezes. Pulou e abriu caminho a força no meio da multidão, chamando a atenção de todo mundo pela brusquidão do ato.

Foi com um empurrão que ele desvencilhou Hermione de Krum.

- Solta ela seu filho da puta! — Krum cambaleou, e logo uma multidão se formou em volta deles.

- Non se meta... Ela é minha mulher!...

- Sua é o caralho! Seu covarde, nojento — Ele adiantou-se, mas Hermione segurou seu braço, nervosa.

- Rony pelo amor de Deus... — Krum o olhou com um ar superior.

- Na minha religião, o homem pode disciplinar sua esposa, desde que não deixe marcas — Rony perdeu o controle e se desvencilhou de Hermione.

- Na minha religião, eu posso disciplinar você e deixar quantas marcas eu quiser, seu safado!

Então lhe deu um soco. Rony não esperou, avançou encima de Krum, desferindo-lhe vários socos onde podia alcançar.

- Vou lhe ensinar... A... Brigar com.... Alguém... Do... Seu tamanho... Desgraçado...

As frases pontuadas com socos eram sequenciais. Ninguém interferiu, Krum mal conseguia defender-se, tapando o rosto com as mãos. Rony batia com muita vontade, como se destruir o rosto do outro homem fosse sua meta de vida. Apenas quando os seguranças chegaram e o seguraram, e foram necessários três homens para isso, Rony soltou o búlgaro.

…

Do alto do primeiro andar, Harry assistia a cena, segurando firmemente o pulso de Gina para que ela não tentasse interferir.

- Você vai ficar ai, só olhando, seu desgraçado?

- Vou – Ele respondeu calmo.

- Rony está brigando!

- Não... Ele está batendo.

- Harry! Faz alguma coisa! – Ela falou chorosa. Ele a olhou e falou como se explicasse a uma criança por que o céu é azul.

- Não Gina... Por que se eu for lá embaixo, eu vou matar o Krum e ai você vai ter razões para querer me acusar. Fora isso, este é um momento do Rony, ele esperou muito tempo para descarregar, não seja estraga prazeres.

- Ele não está ganhando o primeiro carro, homem, ele está matando aquele homem.

- Tenho certeza que a humanidade não sentirá falta — Gina bufou de raiva. Que homem teimoso. Quando Rony acertou um gancho no nariz, num momento de descuido, Harry fez uma careta de dor.

- Ai... Deve ter doído... Cara, isso é melhor que o M.M.A.

- Ai, que estupidez!

- Ah, cale a boca Gina. Se não aprecia o show, olha para a decoração.

…

Quando Rony foi retirado de cima do búlgaro com respingos de sangue em seu terno, saiu esperneando como uma criança. Gritando e bufando.

- SE CHEGAR PERTO DELA DE NOVO... FAÇO VOCÊ ENGOLIR SEU PAU... SEU NOJENTO!

Hermione sequer olhou para Victor, queria chegar até Rony, queria que ele se acalmasse. Seguiu-o quando ele fora arrastado para uma sala conjugada.

…

Harry fez uma careta quando o viu sendo levado.

- Merda... Acabou a única parte boa dessa bosta de festa – Então ele olhou para o lado – Você filmou tudo, Hagrid? — O grandalhão sorriu.

- Com qualidade digital, Harry.

- Otimo – Ele sorriu – Agora é hora de eu entrar em cena. Vamos.

Harry entrou tranquilamente na sala conjugada onde Rony ainda estava furioso, sendo acalmado por Hermione. Ele trazia Gina pela mão, e ela também parecia chateada.

- Olá casal... Como está o Hulk? Tenho certeza que vi você ficar verde por alguns segundos — Rony lhe mostrou o dedo médio.

- Onde você estava com a cabeça, Ronald? — Disse Gina – Brigando como um moleque!

- Me desculpe, Gina, mas não foram ganchos de moleque... Foram golpes fodas demais...

- Ah vai se foder, Potter.

- Como assim? – Rony perguntou confuso.

- Eu filmei o que o Krum fez, vamos colocá-lo na cadeia, então Hermione não vai mais precisar ficar com medo de estar com você. Eu sei, eu sei, não me agradeça... – Ele disse quando Rony ia falar.

- Medo? Medo de que? Que historia é essa? — Ele arqueou a sobrancelha enquanto Hermione parecia mortificada.

- Ah é... Você não sabia... Tsc. que merda. Você sofreu um atentado e ficou um bundão no hospital, o filho da puta búlgaro ameaçou Hermione dizendo que mataria você se ela não te deixasse, ela ficou com medo, e é obvio pediu minha ajuda, eu mandei ela se afastar de você até eu o pegar, então eu o peguei. Fim da história. Vocês acham que eu poderia ser roteirista? – Ele perguntou como se aquilo fosse a coisa mais importante do mundo. Gina estava de boca aberta. Hermione olhava a parede, Harry sorria como um idiota no momento em que Rony ficara tão vermelho que parecia estar sofrendo uma insolação.

- COMO É QUE É ISSO?

O riso de Harry morreu.

- Cara... Acabei de explicar...

Rony saltou da mesa onde estava sentado.

- FIQUEI SEM A MINHA MULHER ESSE TEMPO TODO POR QUE VOCÊ MANDOU???

- Oi? Você ouviu o que eu disse? O SAFADO TE AMEAÇOU, EU TAVA PROTEGENDO VOCÊS...

- E NINGUEM ME DIZ NADA? POR QUE NUNCA NINGUEM ME DIZ NADA? GINA, VOCÊ SABIA?

- Rony...

- CARALHO... QUEM MAIS SABIA? O PADEIRO?

- Fudeu – Disse Harry, Rolando os olhos para cima – Começou o drama.

- Rony... – Hermione e Gina tentaram falar e se aproximar ao mesmo tempo, mas ele recuou.

- Ah, vai ficar com viadagem agora Rony? Eu fiz o que tinha que fazer...

- Me enganar? – Ele falou raivoso.

- Se fode. Tava te protegendo.

- Eu podia lidar com ele.

- Acorda, babaca, ele te mandou para o hospital em pedaços. Esse cara não ia vir no mano a mano com você, será que você não entende que escória é essa? Nasceu ontem, porra? Foi o melhor a ser feito.

- Eu tinha o direito, cara...

- Para o caralho. Você tava pensando com o pau. Não ia aceitar que ela se afastasse. Eu tive que ser pratico e fui. E vou ser de novo se precisar. Deixe de frescura e não venha me bater... Eu tenho uma sessão de fotos importantíssimas amanhã.

- Eu não vou bater, caralho. Mas porra Harry... Porra, cara... — Hermione olhou para Gina, assustada.

- Eles são sempre assim?

- Piores... Na maioria das vezes.

- Rony... Tem uma festa lá fora, se você está esperando desculpas, eu não vou pedir. Já dá para deixar de frescura e ir festejar a liberdade com ela? Pelo que eu vi dá para tirar uns amassos entre alguns pilares da ala norte sem ser notado.

Hermione ficou rubra.

- Ahh Harry... Vai se foder.

- Vocês, Weasleys, foram criados como Bullys, sabia? Ótimo, eu estou caindo fora. De nada a propósito. Vem Gina, vamos aproveitar alguns desses pilares — Ele ainda ouviu Rony xingar quando saiu puxando a ruiva consigo. Rony e Hermione ficaram se encarando durante algum tempo. Nenhum dos dois sabia ao certo o que dizer. Foi Rony quem quebrou o silencio.

- Eu tinha o direito de saber...

- Eu sei, Rony.

- Então por que escondeu de mim, Hermione?

- Os motivos são tão óbvios... – Ela gesticulou abrindo os braços – Ele quase matou você... Sabe o que eu senti quando te vi naquele hospital, desacordado? Todo machucado?

- Claro que sei! – Ele exclamou exasperado – Foi exatamente o mesmo que eu senti quando vi você assim!

- Então você precisa entender que eu quis te proteger, Rony!

- Eu também quis, Hermione. E não te larguei por isso! Eu fiquei do seu lado para te proteger! Tem ideia de como eu sofri longe de você durante todo este tempo? Você não tem o direito de fazer isso, sabe? De fazer uma pessoa se apegar, se apaixonar e de repente largá-la assim.

- Eu tenho sim, Rony! – Ela foi mais dura – Tenho todo direito do mundo, e o que me dá este direito é o fato de amar você também. Do que você pensa que eu sou feita? De gelo e luxuria? Será possível que depois de todo este tempo, de tudo o que vivemos, da maneira como você entrou por completo na minha vida, em como você conquistou meu filho... Será que não percebeu que eu me apaixonei por você também? E foi por justamente amar você que me deu o direito de tentar te proteger do jeito que eu podia... Eu também sofri, mas eu preferia anos de sofrimento do que perder você para sempre- Rony e Hermione ficaram se encarando durante algum tempo. Nenhum dos dois sabia ao certo o que dizer. Foi Rony quem quebrou o silencio.

- Eu... Uau! – Ele sorriu – Nossa... Eu...

- Você...?

- Eu não esperava... — Ela então se aproximou e segurou seu rosto.

- Não encontrei outra maneira de protegê-lo. Precisava que você ficasse seguro — Ele segurou suas mãos, e acariciou seu rosto.

- Tudo bem... Tudo bem... Obrigado... Mas agora... Vamos enfrentar juntos... Vamos ficar juntos... — Ela não respondeu, apenas sorriu e o abraçou. Com a cabeça em seu ombro, ela falou abafado.

- O que você acha dos pilares que o Harry falou?

Rony gargalhou.

- São tentadores, mas eu tenho planos... Que incluem, você... Eu... E sua casa vazia.

Hermione sorriu.

- Ok... Vou pegar minhas coisas, avisar para alguém que estamos indo embora e te encontro na saída.

Ele lhe beijou rapidamente.

- Pelo amor de Deus, não demore.

...

Gina já estava bastante bêbada, não tinha conseguido resistir à toda pressão que sofrera durante a noite. Seus nervos estavam em frangalhos depois de tudo o que havia ouvido entre Harry e Mike. Então eles eram os grandes responsáveis por todas as desgraças que Harry sofrera na vida e também por isso havia toda aquela obsessão por parte de Peter Corner em acabar com ele. Depois a briga entre Rony e Krum, ela precisava relaxar.

Mas ela relaxou demais. Harry se aproximou irritadíssimo depois que um juiz alugou-o por dez preciosos minutos e tomou outra taça de champagne das mãos de Gina.

- Chega! Assim você não aguenta nem o primeiro round — Ela riu lascivamente.

- Quer apostar?

Então correu em direção a um corredor. Harry virou os olhos antes de andar apressadamente atrás dela. Quando ele virou o corredor ela encostou na parede, mordendo os lábios, e chamando-o com dedo.

- Vem cá...

- Gina, pare com isso — Ele disse tentando parecer sério, mas quase sem conseguir.

- Vem – Ela repetiu e o segurou pela gravata.

- Você está bêbada…

- E daí?

- Tem uma festa lá fora.

- Foda-se a festa.

Ele sorriu e a beijou, mordiscou seus lábios, lambeu o canto da sua boca. Gina sentiu um arrepio de prazer transpassá-la, mas ele estava indo devagar demais para as necessidades do seu corpo. Ela se agarrou a ele, descendo as mãos até apertar sua bunda, subindo-as por dentro da camisa, arranhando-o com as unhas grandes.

- Tira minha roupa…

- Você está bêbada.

- E você está triplamente gostoso… Tira minha roupa.

Ele desceu a mão até seu joelho, depois a trouxe de volta trazendo consigo o vestido até que sua mão pudesse lhe tocar o sexo ainda por cima da calcinha pequena que quase não representava barreiras. Gina gemeu e puxou-lhe o cabelo, ele ergueu suas duas mãos na parede e as prendeu, no mesmo momento em que afastou a linha fina de renda e a penetrou com o dedo.

- Ai... Puta que pariu Harry... Isso! Isso! É isso que eu quero! Ação Potter! — Harry sentiu o sexo dela pulsar muito forte.

- Não... Podemos trepar no corredor do Chaplan Grand, Ginevra... — Ela gargalhou completamente tomada pelo álcool e pelo tesão.

- Pode apostar que podemos — Ele trincou os dentes.

Não poderiam... Haviam câmeras por todos os lados. Só aqueles primeiros dez minutos lhe custariam uma fortuna para não ir parar na internet. Mas havia uma solução. A sala de trocas, onde os bailarinos se trocavam antes do espetáculo. Não haviam câmeras lá.

- Venha! – Ele disse apressado praticamente arrastando-a para dentro do pequeno cômodo empilhado de entulhos. Eles entraram já se agarrando, com beijos fortes, sôfregos e barulhentos.

Gina o pegou pela gola da camisa e o trouxe à força até a parede enquanto o beijava e tentava lhe tirar a gravata. Harry por sua vez arrancou-lhe o vestido sem qualquer cuidado pela cabeça, ouvindo estalos das costuras pela falta de gentileza e agarrou a coxa erguida pressionando seu corpo contra o dela, arrancando-lhe um gemido longo pelo contato dos sexos excitados.

- Gostosa... – Ele sussurrou.

- Me fode Harry!

- Calma...

- Calma um cacete! — Ela disse quase descontrolada. Ele estreitou os olhos e mordeu os lábios quase rindo.

- Eu mando aqui hoje, Gina...

- Não manda porra nenhuma — Ele a tirou de perto da parede com brusquidão, apertando-a contra seu corpo, imobilizando seus braços, não estava machucando, mas mostrava que ele a dominava quando quisesse — Sim... Eu mando sim...

Ele andou com ela alguns passos até chegarem próximos a uma mesa onde ele a virou de costas e a fez curvar-se até ficar quase “de quatro”. 3Deu-lhe um tapa nas nádegas, forte o suficiente para arder e avermelhar sem machucar. Gina gemeu.

- Ai... Filho da puta! — Não era dado a sadomasoquismos, mas aquela ruiva desgraçada lhe despertava todo tipo de fantasias. Então ele bateu de novo.

- Você merece...

- Ai, porra Harry! Me bate com outra coisa — Ela disse entre o “irritada” e o “manhosa”.

- Cala a boca Gina!

- Bate! Bate! Bate mais Harry!

Ele trincou os dentes com mais força, mas não ia perder a oportunidade de aproveitar aquela sensação tão deliciosa de ter aquela mulher tão cheia de personalidade toda entregue em seus braços. Ele poderia apostar sua vida, de que homem nenhum nunca a teve assim. Não se comportaria como um moleque. Pelo menos não enquanto pudesse evitar.

Abriu apenas o zíper da calça. Ergueu-a pelos cabelos, fazendo-a ficar ereta. Gina sorriu adorando cada segundo. Ergueu uma de suas pernas e a penetrou daquele jeito.

- Ai... Puuuta que pariu... Isso! Isso!

Ele a penetrou mais forte. Não eram movimentos rápidos, senão não ia ter como evitar gozar em cinco segundos, eram movimentos fortes, como tapas, só que usando algo bem melhor que as mãos. Até o barulho de quando sua pélvis encostava-se às nádegas dela era delicioso.

Era uma sensação única ter Harry dentro de si.

Não era nenhuma santa. Nunca fora, nem nunca fizera questão de ser. Gostava de sexo mesmo antes de tê-lo experimentado. Sempre fora precoce, já masturbava-se livremente aos treze anos e nunca se reprimira por isso. Aos quinze perdera a virgindade com o primeiro namorado e desde então já tiveram relações de muitos tipos.

Já houve homens que a levaram ao orgasmo quase instantâneo por “n” razões, já houve homens que a deixara exausta ao longo da noite. Houveram orgasmos péssimos, ruins, bons, sensacionais e até mesmo fingimentos, mas ela nunca se sentiu tão completa, tão realizada, nem tão mulher. Mas quando ele a penetrava, fosse como fosse. Ela se sentia assim.

- Tira a roupa Harry – Ela disse com a voz entrecortada – Quero sentir sua pele...

Ele não respondeu, mas se afastou, foi a deixa da ruiva para virar-se e começar a despí-lo, tirou-lhe a o blazer, a camisa e abriu suas calças.

- Não... Tudo não... É mais... Excitante assim – Ele disse e voltou a beijá-la.

Eles continuaram andando, o tesão era forte demais, e nenhum dos estava conseguindo ficar num lugar só, mas acabaram parando na parede próxima à porta, Harry já estava chegando ao limite e Gina não ajudava nem um pouco.

- Entra... Entra... Me fode... — Ele “grudou” o corpo no dela e a penetrou de novo, sentido que a rigidez do pênis anunciava a proximidade do seu gozo — Quero sentir... Você pulsar.

Ele a penetrou mais forte... Segurou em seus cabelos, puxando-os, enquanto a penetrava. Estava doendo, ele sabia pelos gemidos, mas ela estava gostando, ele podia sentir. Gina cravou as unhas nas suas costas, tão forte que cortou e um filete de sangue escorreu.

- Ai! Filha da puta! – Ele gritou e mordeu-a na boca. Ela também sangrou um pouco.

Nenhum dos dois estava conseguindo controlar os impulsos. Ele se meteu dentro dela por várias vezes seguidas, sem interrupções. Arfando, xingando, ameaçando sem saber nem a quem. Retardando seu gozo para sentir dor de propósito, por que a dor estava excitando-o ainda mais.

Ouviu Gina miar fino, um gemido muito longo e enlouquecedor, e então gozou dentro dela.

...

Rony estava irritado, já estava esperando Hermione a quase meia hora. Ela estava demorando demais. Resolveu entrar para ver se a avistava. Andou por todo o salão, procurou em algumas salas. Nenhum sinal dela. Onde ela havia se metido? Perguntou a pessoas conhecidas, mas ninguém a havia visto. Foi quando encontrou Remo.

- Vi sim, ela saiu Rony... Acho que foi embora. Recebeu um telefonema e parecia preocupada.

- Para onde ela foi?

- Ah... Eu não faço ideia.

O coração dele começou a doer. No mesmo momento, Rony pegou o telefone e tentou ligar. Estava desligado. Tentou outras cinco vezes.

“Oi, aqui é Hermione. Não posso te atender agora, deixe seu nome e telefone e retorno assim que puder”.

- Puta que pariu Hermione Jane, se você não atender esta merda nos próximos quinze minutos eu vou arrombar a porta do seu apartamento, se você não estiver lá eu vou caçar o filho da puta do seu ex marido, e se ele estiver por perto, deixe-o ouvir o que eu vou dizer agora. Se ele tocar num fio de cabelo seu, ou no do Joey, eu vou matá-lo lentamente!

…

Gina ainda estava mole em seus braços, parecia quase desacordada na verdade, mas ainda resmungava e tremia. Ele teria de carregá-la para o quarto. Isso era sua recompensa em transar com uma mulher bêbada e ele teria muito prazer em ver a fúria nos olhos azuis quando repetisse esse pensamento, palavra por palavra no dia seguinte. Estava ajeitando-a para erguê-la quando o celular tocou. Pegou o aparelho resmungando e xingou quando viu que era Rony.

- Porra, mano, você também não deveria estar trepando? – Resmungou antes de atender – Qual foi?

As primeiras frases que Rony conseguiu gritar no telefone lhe pareceram estar sendo pronunciadas em basco.

- Oi? Rony? Não entendi porra nenhuma, fala direito! — Rony gritou novamente afobado e completamente fora de si, e só então ele entendeu que Hermione havia sumido.

- Ok, ok, eu... Sim... Entendi eu... Eu entendi Rony e... EU OUVI PORRA! CALMA! TÔ INDO! — Ele desligou o telefone.

- Puta que o pariu maluco essa mulher não acordou? Boa noite cinderela, né ruiva? Mas que porra viu!

Pegou o telefone e ligou para Hagrid.

- Ei grande. Estou na sala que serviu de camarim para os artistas do balé. Gina está dormindo profundamente aqui e eu preciso ajudar Rony com uns problemas, preciso de você aqui ontem — Ele ouviu o que pareceu ser uma aceitação e desligou — Que dia...

...

Draco e Astoria haviam acabado de dançar uma musica juntos. Ele nem lembrava mais que estava na festa de Lucius. Nem se importava.

- Fui um idiota – Ele sussurrou eM seu ouvido.

- Sim, você foi — Ele riu pelo nariz.

- Fui muito idiota — Ela sorriu.

- Exatamente.

- Não vai mesmo aliviar para mim, não é?

- E por que eu deveria? Você me abandonou — Draco fez uma careta.

- Pega leve morena. Eu cometi um erro. Ele não vai se repetir.

- Eu espero que não, Malfoy. Ou eu vou por em prática meus planos de lhe fazer em pedacinhos.

- Uau. Que medo. Você me deixa excitado quando fica brava, sabia? — Ele o beijou.

- Deixo?

- Deixa sim... Muito...

- Seu grande idiota, estupido... — Ele a calou com outro beijo.

- Não posso viver sem você, morena. Me perdoa...

- Correção. Você não vai viver sem mim. Você é meu. Não há outra opção.

- Não quero ter outras opções...

- Obvio que você sabe que teremos uma longa e muito detalhada conversa sobre esse seu piti gigantesco, não sabe?

- Sei... Mas... – Ele encostou os lábios em seus ouvidos – Poderíamos adiar esta conversa por algumas horas? — Ele não esperou uma resposta. Agarrou sua cintura mais forte, pressionando o corpo contra o dela com mais força, arrancando-lhe um gemido baixo.

- Po-podemos... — Ela disse soltando o ar.

- Melhor... Por... Alguns dias...

- Palhaço!

- Você acha que é graça? Deixa só chegarmos em casa para você ver como é engraçado, amor...

- Pára Draco!, Já chega.. Nós... — Obviamente que ela já estava entrando na brincadeira, mas o momento romântico do casal fora interrompido por um afobado Rony.

- Ei! Ei! Desculpem, vocês viram Hermione?

- O que houve?

- Hermione sumiu! Acho que foi aquele filho da puta do ex-marido dela — Astoria ficou pálida. Nunca esquecera o terror no rosto de Hermione, quando ela contara a ela e a Gina sobre seu passado.

- Oh meu Deus… Quando foi isso?

- Meia hora... Meia hora atrás, ela deveria encontrar comigo na saída, íamos embora... Ela recebeu um telefone, e foi embora em pânico.

- Calma Rony! Vamos ajudar você – Disse Draco.

- Como cara? Nem sei onde começar!

- Comecemos pelo obvio... – A voz de Harry surgiu – A casa dela. Já mandei dois homens atrás do garoto e nós vamos tentar chegar até ela. Fica calmo, Rony.

- Vou ligar para policia – Rony disse nervoso.

- Não vai adiantar, Rony – disse Draco – Ela sumiu a meia hora. Eles não vão fazer nada.

- Preciso de algo mais concreto Draco.

- Certo... Vamos fazer o seguinte, vou conseguir as gravações da segurança. Potter, você poderia arranjar alguém para fazer reconhecimento labial? Poderíamos chegar a alguma pista.

Harry riu de lado.

- Para um Malfoy, você é bem esperto.

Draco riu.

- É, sou uma ovelha negra. Vamos lá, vamos nos mexer.

- Astoria... Meu “mordomo” está levando Gina para minha casa, deseja uma carona? – Disse Harry.

- Não! Vou com Draco.

- Nestas condições, eu acho mais seguro se...

- Vou com Draco – Ela o cortou – Agradeço sua preocupação, senhor Potter, mas não sei esperar. Vamos Draco.

Meia hora depois Rony já estava completamente fora de si.

Eles já haviam ido à casa dela. Os Boot não estavam em casa, nenhuma noticia chegava, o celular fora de área. Rony foi com Harry até seu apartamento como ultima esperança. Entrou lá chutando as portas e foi quando Harry recebeu um telefonema, informando que Joseph não estava com Terêncio. Seu “pai” havia aparecido, acompanhado da policia e levado o garoto.

Então ele perdeu o resto de controle que tinha.

- FILHO DA PUTA! FILHO DA PUTA!

Ele andou a passos pesados até o quarto com Harry atrás dele, retirando uma gaveta com uma brusquidão acima do normal, jogando-a no chão, tirando tudo de dentro dela e espalhando pelo quarto. Então encontrou uma arma.


— Que isso cara?

- Que foi?

- Onde você pensa que vai com essa arma?

- Vou buscar Hermione.

- Tá louco Rony?

- Se ela tiver uma marca… Uma marca mínima que seja naquele corpo, ele vai comer isso aqui.

- Vamos acalmar isso ai, tá legal?

- CALMA UM CARALHO! VOU TRANFORMAR ELE EM UMA PENEIRA!

- Não vai porra nenhuma! Porra nenhuma! Vamos sair daqui, e pegar os resultados do exame das fitas, vamos falar com Boot, e achar Herm... PORRA MALUCO COMO EU NÃO PENSEI NISSO ANTES?

- Pensou em que?

- Como é obvio! – Harry falava mais consigo que com Rony – Que ridículo.

- Pensou em que filho da puta! Fala porra!

- O celular dela, Rony!

- Tá desligado Harry, quer avacalhar?

- Cala a boca e escuta. Vamos rastrear o celular dela.

- Nós vamos? Como?

- Por GPS amiguinho. Mano não tenta pensar — Ele pegou o telefone e ligou – Tenho um numero, preciso que rastreie. Não, eu preciso para uma hora atrás. Você tem cinco minutos... Não quero saber, baixe um santo, quero o endereço em quatro minutos e meio. Entendi... Entendi... Ouça, quero qualquer endereço ligado a Victor Krum, o bulgaro que mandei você investigar. Quero logo.

Ele esperou mais três minutos e desligou com raiva.

- Consegui a localização dela há meia hora atrás, acho que o telefone ainda estava ligado. Isso nos dá por onde começar.