Intimidade

8 Sex On Fire


"O dia depois de Harry Potter"

- Então… Você deseja ser surpreendida?

— Sim.

Ele sorriu e aquela troca de olhares parecia estar aquecendo o local rápido demais.

— Você parece ser uma garota difícil de ser surpreendida.

— Você está certo – Ela disse aproximando-se do seu ouvido e falando baixo. No tom de voz certo para excitar – espero que você seja bom nisso.

— Eu também espero — Ele a rodopiou e a trouxe entre seus braços de costas para ele, de modo que pôde falar em seu ouvido – E você pretende fugir de mim se eu não for bom?

— Não pretendo perder meu tempo com um cara previsível.

Ele sorriu.

– Sabe o que é mais engraçado? Eu já tinha pensado nisso.

— Mesmo?

Ela perguntou segundos antes de senti-lo puxar uma de suas mãos para traz e um metal frio fazer contanto com sua pele. O barulho do fecho era inconfundível, mas ela precisou olhar para o braço para acreditar no que ele tinha feito.

Harry acabara de prendê-la a si com uma algema.

— Mas que diabos é isso?

Ele a girou e desceu num movimento caricato da dança romântica e falou próximo ao seu rosto.

— São algemas.

— Eu percebi seu cretino, o que pensa que está fazendo?

— Surpreendendo você.

- Você perdeu o juízo?

— Ainda não... Mas pretendo.

Ela tremeu de raiva.

— Pare com essa palhaçada agora mesmo. Solte-me.

— Não... Você me apontou uma arma, eu prendi você. Estamos quites. É a lei natural da brincadeira. Nunca brincou de policia e ladrão Jessica Rabbit?

— Isso não tem graça.

— Ainda não, mas terá... Pode apostar.

— As pessoas vão perceber... Você está louco, só pode estar.

— Ela só vão perceber se você não se comportar. E sim, eu estou louco, desde o dia que te vi pela primeira vez, não tiro você da minha cabeça e não gosto muito disso. Vim disposto a não te deixar escapar, sou um homem que busca o que quer.

— Não sou ligada ao sadomasoquismo.

— Por que nunca experimentou com a pessoa certa. Agora ruiva eu vou lhe dizer exatamente o que vamos fazer... Vamos sair daqui juntos, como um casal apaixonado.

— De jeito nenhum! As coisas não são do jeito que você quer Harry!

— Você não tem muita escolha tem?

— Isto é um seqüestro?

Ele riu.

— Depende... Isso é um fetiche?

— Isso... Isso foi grosseiro. Isso foi... Muito...

— Chega de papo Ginevra.

Então ele a puxou e a beijou. Ela não conseguiu resistir e correspondeu no mesmo instante.

O beijo foi curto, mas suficiente para determinar Harry como dominante.

— Pare com isso, estão nos olhando.

Ele sorriu.

— Voyeurismo é bem comum nesta região de Londres. Podemos ficar aqui e dar um show para estes pobres celibatários ou você pode vir comigo como uma boa garota.

— Eu não vou...

Mas ele a beijou de novo. Desta vez o beijo foi teatral. Ele a curvou em seus braços e depois a rodopiou em dois giros chamando a atenção de todos os que estavam no salão, arrancando inclusive palmas e gritinhos.

Gina ficou tão vermelha quanto os próprios cabelos.

- Eu posso fazer isso a noite inteira Gina, posso fazer coisa muito pior também.

— Você devia se envergonhar por ser um chantagista barato e... E... – Gostoso, sedutor, absurdamente sexy tudo isso passou pela sua cabeça, mas ela conseguiu reprimir – Egocêntrico... Abominável...

— Mais uma palavra que não seja vamos e eu te deito no piso deste salão.

Ela abriu a boca, quase desafiando-o por puro instinto, mas tinha algo naqueles olhos que lhe diziam para não duvidar. Algo que a fez pensar e se calar por uns momentos.

— Vamos — Ela disse com os olhos estreitos e entre dentes.

Ele cruzou o braço dela com o seu, escondendo a algema com o braço, fez um sinal rápido para o garçom e saiu levando-a consigo.

— Você não pagou a conta.

- Meu primo cuida disso.

Ela riu com escárnio.

— Isso se você e eu não formos barrados na entrada, está preparado para usar uma algema de verdade?

— Contando com isso para se livrar de mim? — Então eles passaram livremente pela entrada e pelos seguranças do lugar – Sinto muito desapontar você, mas não vai ser desta vez.

Ele se aproximou da limusine estacionada bem em frente a entrada e abriu a porta sinalizando para que ela entrasse.

Ela entrou no carro luxuoso e afastou-se para que ele pudesse sentar ao seu lado e o olhou com a sobrancelha arqueada.

— O carro também é emprestado?

— É.

Ele disse simplesmente.

— Você consegue uma reserva no Chez como um favor, um smoking e uma limusine emprestadas?

— Sim.

— Eu tenho cara de idiota?

— Acredite... Não. Você me parece muitas coisas... Mas idiota não.

— O que por exemplo?

— Seria indelicado dizer.

— E você é o rei da delicadeza, hein?

Ela balançou o braço algemado e a limusine começou a andar.

— As vezes eu preciso ser um pouco mais... Intenso, nas minhas atitudes.

— Descarado, cafajeste, sadomista isso sim.

— Cale a boca Gina.

- O que?

— Eu mandei calar a boca.

— Quem você pensa que é para falar comigo desta forma, seu porco chauvinista?

— Você faz perguntas demais. Deixe que eu mesmo a calo.

Ele a beijou e desta vez foi mais intenso.

O corpo de Gina foi mais rápido que o cérebro e se apressou a corresponder. Ele tateou em busca do controle que subia o painel, separando-os do motorista, separando-os do mundo todo, virou-se ficando meio de frente meio por cima dela, ajoelhado em frente ao banco, no meio de suas pernas.

Meio sem jeito, ele continuou o beijo enquanto procurava as chaves da algema no bolso.

Gina não conseguia reagir, apenas corresponder, como se algo a impulsionasse.

Harry abriu a algema e com a habilidade e velocidade de um gato, livrou apenas a sua mão, prendendo a parte que estava em seu pulso no apoio do carro, fazendo com que ela continuasse a sua mercê, com apenas uma mão livre. Mão essa que já se perdia entre os fios do seu cabelo.

Então sem muita cerimônia ele subiu a mão desde seu tornozelo até a coxa, trazendo a saia do vestido consigo, alcançando a barreira da calcinha.

Gina ficou tensa quando ele procurou uma maneira de ultrapassar esta barreira, mas em vez de afastar o elástico que lhe impedia de prosseguir, ele deslizou o dedo sobre o tecido, fazendo um contato superficial, mas intenso o suficiente para fazê-la gemer e arquear em busca de mais.

— O que está fazendo?

— Lhe dando uma prévia do que te espera.

Então de repente ele deslizou a mão por baixo, invadindo, ultrapassando qualquer barreira e sem pré-avisos afundou os dedos nela.

Gina quase gritou.

— Harry!

Ele a beijou como resposta e deixou os dedos trabalharem dentro da sua umidade quente. Um... Depois dois... três...

Gina agarrou-se nele sentindo uma vertigem intensa, um arrepio frio e cortante na espinha dorsal e todos os músculos do corpo tremerem sem cadencia.

Ele pressionou os dedos dentro dela com mais força e mais ritmo, as pernas de Gina enroscaram-se nas suas costas, buscando mais fricção, mais contato, mais intensidade.

Harry sorriu quando levantou os olhos e a viu com a face avermelhada, e suada, completamente descabelada, tentando reagir as intensas sensações pré-orgásticas com apenas uma mão.

Sorriu com malicia, quase com maldade quando subiu o polegar e esfregou contra o clitóris dela.

Gina cravou as unhas em seus ombros e gemeu rouca e longamente, de uma maneira que não lembrava de já ter feito antes.

Segundos depois qualquer pensamento coerente fugiu de sua mente.
Sentiu os espasmos formando-se pelo corpo todo, concentrando-se em seu ventre, ele esquentou como uma bomba prestes a explodir, em sua contagem regressiva final.

Não lembrava de sentir as coisas tão intensas, não naquela magnitude.

Gostava de sexo, mas tinha sua libido sob controle. Até aquele dia.

Agora estava prestes a gozar no banco de trás de uma limusine alugada, nos dedos do maior cafajeste que já conhecera, e estava ansiosa, as ele parou.
Gina quase convulsionou em busca do alivio final, mas ele já tinha se afastado dela.

Aprisionada do jeito que estava, não podia fazer muita coisa.

— Ainda não ruiva. Tenho planos maiores para você esta noite.

Ela piscou confusa, mas o carro já tinha parado e agora Harry Potter estava soltando sua mão das algemas.

Ele a puxou para fora do carro, como se nada tivesse acontecido, mas ela vacilou ao tentar ficar de pé.

— Problema de equilíbrio ruiva?

— Vai se foder Potter!

— Tenho planos melhores para a noite.

— Desgraçado!

Ele não respondeu e a pegou nos braços.

— Não...

— Poupe seu fôlego. – Ele a interrompeu – Vai precisar dele em alguns minutos.

E então carregou-a para dentro.

Gina esperava um ataque selvagem assim que cruzassem a porta. Que ele a encostasse contra a parede e transasse com ela de pé, embora lhe parecesse quase impossível que ela pudesse ficar de pé.
Quando eles passaram direto pela porta, ela imaginou que ele fosse jogá-la no sofá, ou no chão, rasgá-la inteira e terminar o que começou.

Mas ele simplesmente a sentou no sofá e se afastou em direção ao bar.

Serviu-se calmamente de uma dose de whisky sob o olhar incrédulo, e ainda sorriu oferecendo-lhe um drink.

— Aceita?

Ela sentiu os lábios tremerem.

Raiva... Desejo...

Mais raiva que desejo?

Mais desejo que raiva?

Não sabia, não importava.

O corpo dela ainda estava pulsando pelo orgasmo que não veio, implorando para ser satisfeito.

— Você parece tensa — Ele disse sorrindo.

— Mandar você se foder não adianta não é Potter?

— De fato – Ele desencostou do bar e andou até ela. Abaixou-se até ficar bem próximo ao rosto e falou baixo – Mas se pedir com jeitinho, eu posso... Você sabe... em vez de fazer comigo mesmo...

Ela estapeou o copo que ele tinha na mão e derrubou-o no chão. Metade do liquido voou na camisa dele.

O copo rolou pelo tapete macio de lã.

Ele fez um gesto teatral mostrando a camisa molhada.

— Tsc. Que coisa feia Ginevra... Sujou minha camisa — Ele fez um movimento mais brusco e levantou-a segurando pela cintura – Com pressa?

Mas não deu tempo para que ela respondesse. Atacou sua boca com voracidade num beijo que a deixou tonta em segundos. Como se tivesse bebido a noite inteira.

Ela o agarrou pela gola sentido todo o tesão acumular e a região entre as pernas ficar mais quente e mais úmida.

— Tire.

Mas ele se afastou uns centímetros.

— Tira você.

— Harry...

— Dispa-me.

— Harry… Anda logo com isso…

— Sua pressa me excita, mas se quer, vai ter que vir pegar.

Os dedos dela tatearam com pressa os inúmeros botões daquela camisa Armani.

Mas ela não teve muito tempo para pensar se era um empréstimo, uma marca falsificada, ou se ele tinha gasto tudo o que tinha conseguido em o que quer fizesse nela.

A única coisa que queria era que aqueles malditos botões se abrissem.

Ele riu alto, sem conseguir se conter quando ela praguejou por se atrapalhar com os botões. De fato a pressa de Gina o estava excitando rápido demais.

Ele segurou suas mãos e afastou-as apenas tempo suficiente para quebrar os botões. Viu o brilho lascivo que cresceu nos olhos dela, e a maneira como ela lambeu os lábios.

Tinha certeza que ela nem notara os próprios movimentos.

Tinha certeza que ela sequer percebia como estava escancarada sua vontade. O desejo estampado no rosto.

Gina não perdeu muito tempo. O fez tirar o resto da camisa e desceu as unhas com força em seu peito até o cinto.

Marcando, arranhando, ferindo.

Uma punição.

Ele gemeu alto.

De dor.

De desejo.

De surpresa.

Não era dado a sexo sado. Não gostava de ser dominado, não sentia tesão na dor.

Não até aquele dia.

Não até Ginevra Weasley lhe marcar com as unhas.

A ereção já completa aumentou ainda mais e outra forte dor lhe atacou.

E mais uma vez ele sentiu pontadas de desejo pelo corpo todo.

Não se reconheceu, não reconheceu seu próprio corpo, mas ele sempre soube, desde que pusera os olhos nela. Gina não seria mais uma em sua cama.

Sentiu a calça correr pelas pernas e decidiu que era hora de ela saber bem com quem estava lhe dando.
Prendeu-lhe as duas mãos sem o menos esforço, virou a de costas e rasgou seu vestido, um rasgão único que deixou quase todo o corpo nu.

Gina não usava sutiã, com aquele vestido não precisava, sem ele menos ainda.

O corpo doeu mais uma vez e ele puxou o vestido com mais violência, rasgando o resto, abrindo-o por inteiro nas costas.

Tão forte que a sacudiu.

Ele parou, esperando por uma reação negativa.

Mas em vez disso, ela se livrou dos restos do vestido, passando por cima dele sem dar a mínima e sorriu antes de beija-lo.

Ele sentiu o corpo de Gina se moldar ao seu, o calor da pele dela penetrar na sua, sentiu as pulsações do coração se espalharem pelo corpo, como se milhares de corpos pulsantes estivessem espalhados por sua pele.

Ela colou o corpo no dele e ondulou sentindo sua ereção, deleitando-se com o prazer que o contato do sexo excitado dele provocava no seu.

— Harry...

Ele a virou se costas, agarrando seu corpo, expondo seu pescoço para que pudesse maculá-lo com a boca.

— Harry... Ah...

As mãos dele passearam em seu corpo, evitando as zonas erógenas, como habilidosos desbravadores evitando zonas de perigo.

Os seios dela incharam ao menor sinal de aproximação dos dedos, mas o toque não veio. Os mamilos endureceram tão rapido que causaram dor. Uma dor gostosa que se espalhou pelo resto do corpo.

Gina teve medo de gozar sem sequer ser tocada.

— Me toca… — Ela pediu agoniada. Precisava pelo menos que ele a tocasse, ou o filho da puta ia acabar voando de tanta satisfação.

— Shhh… Sem pressa.

— O que vai fazer?

— O primeiro e mais apurado orgão sexual feminino é o ouvido minha querida, eu vou fazer amor com seu cérebro. Vou descrever cada pequeno detalhe do que vou lhe fazer. Onde vou tocar… Onde vou pressionar… Onde vou chupar…

— Ai… Harry

- Vou começar...Aaqui... Tá sentindo?

Ele desceu os dedos em linha reta do pescoço até a curva de um dos seios e depois começou a tocá-lo, fazendo um movimento em espiral encolhendo para o centro, como se para chegar ao mamilo tivesse que percorrer aquele caminho.

Gina tremeu e ele sorriu.

Até onde conseguiria levar aquele jogo?


Estava perdido de tesão, se a penetrasse agora, gozaria imediatamente. Precisava de mais uns minutos, pelo menos mais um minutos.
Mas Gina também parecia estar no limite.

Quando ele finalmente chegou no mamilo, cobriu o outro seio com a outra mão e pressionou os dois mamilos entre os dedos.

Ela gemeu alto.

Gina ofegou em antecipação.

Ele se acomodou em seu corpo, mas não da maneira que ela esperava, ela esperava um acesso violento ao seu corpo, esperava uma ataque, uma profanação.

Esperava não.

Ela desejava isso.

Desejava que ele a violasse com força, com vontade, o queria dentro de si... Logo...

Mas não foi isso que sentiu.

Não foi a carne quente do sexo excitado que ela sentiu penetrar seu corpo, e sim a língua molhada e parcialmente gelada.

— Filho... Da... Puta... — Ela sibilou arqueando o corpo e mal conhecendo a si mesma.

Desde quando praguejava durante o sexo? E ainda mais da maneira languida como tinha saído? Desde quando se descontrolava desta forma?

Ah sim... Desde que Harry Potter pareceu soltar uma tonelada de “Pleasure Pill” em seu organismo, deixando em um estado constante de tesão acumulado.

Desde que Harry Potter varreu completamente seu senso de pudor.

O primeiro toque foi tão sutil quando o reconhecimento de um território inimigo.

Apenas um toque, tímido, curto. O movimento seguinte foi mais além.

Uma invasão completa da língua mais que experiente, em toda a região sensível do seu sexo.

Ela procurou apoio e não achou, então cravou as unhas nas próprias mãos e mordeu os lábios, tão forte que podia ter cortado, na tentativa desesperada de controlar um pouco as reações do seu corpo.

Harry se orgulhava imensamente de ser um bom amante, se orgulhava ainda mais de ser um amante controlado, que conseguia levar suas parceiras ao nível mais completo de satisfação e loucura.

Se ele dedicava tanto às mulheres que encontrava por acaso, àquelas que sentiam tara por sua carteira, e que chamariam-no de gostoso, mesmo se ele tivesse 200 kg a mais apenas por que sua conta bancária era muito sedutora, não seria agora, com a mulher que ele lutou para seduzir, que faria menos.

Ia dar aquela ruiva esnobe a melhor noite de sexo da sua vida. Deixaria seu corpo mole, seu cérebro desativado e seus nervos enlouquecidos.

Até o fim daquela noite Ginevra imploraria por ele.
Até o fim daquela noite, Ginevra Weasley, sua rainha do gelo, ia estar escorrendo magma em sua cama.

Depois de lambidas meticulosamente trabalhadas em sua virilha e clitóris, mantendo um ritmo lento que beirava o exagero, ele iniciou o ataque verdadeiro.

Esperou até que o corpo dela estivesse acostumado com aquele ritmo, com os movimentos. Observou atentamente a respiração se regular, os gemidos estabilizarem, até o momento certo, o momento certo para surpreender.

Harry Potter fazia sexo como um puma ataca suas presas. Com calma, elegância e acima de tudo, estratégia. Era um caçador nato, e sua vitima já estava completamente a sua mercê.

Sem que ela esperasse ele parou os movimentos da língua, para reiniciá-lo segundos depois de uma maneira voraz.

Ao mesmo tempo em que a língua de Harry saqueava o corpo dela, seus dedos afundaram-se sem pré-aviso.

Gina soltou os joelhos e soltou um meio grito sem conseguir conter.

De desejo extremo.

Surpresa.

Raiva.

Exatamente nesta ordem.

- Meu Deus Potter! O que você está fazendo comigo?

— Te mostrando o que ser provada de verdade.

— Ah…Meu…Deus…

— Relaxa ruiva… Eu só comecei.

Só começou? Se ele só tinha começado então ela devia parar tudo e ligar pra alguém pedindo que agilizasse seu funeral, por que quando ele acabasse, certamente estaria morta.

— Harry... Não...

Mas ele não lhe deu ouvidos, simplesmente continuou o ataque à sua região mais sensível, fazendo-a fechar os olhos em busca de mais sensações e respirar fundo.

O coração de Gina batia tão rápido que ela achou que pudesse infartar.

— Eu... Vou...

Ele sentiu as primeiras pulsações pré-orgásticas na própria língua e sentiu a ereção doer ainda mais. A dor era boa, e ele adoraria saborear o gosto do seu orgasmo, mas precisava de satisfação própria também.

Então recitando todos os mantras de auto controle que se lembrava, precisava demais tempo, só mais alguns minutos...

— Ainda não.

E mais uma vez quando ela estava no auge do prazer, ele parou.

Gina sentiu as paredes vaginais tremerem violentamente em protesto.

Ele levantou respirando fundo, como se reunisse forças e novamente a pegou nos braços. Sem nenhuma palavra levou-a consigo para o quarto.

Ele praticamente a jogou na cama.

Estava suado, tão suado quanto um corredor de maratona. Nunca tinha sido tão difícil manter o controle. Nunca tinha se sentido tão louco ao ponto de quase gozar sem ter contato direito.

Mas quase não se surpreendia mais pelo poder que aquela ruiva exercia sobre ele. Pensou em muitos momentos em simplesmente ceder, possuí-la e entregar-se ao orgasmo, mas resistiu. Resistiu por que o fato de perceber o poder que ela tinha não significava que ele gostasse.

Ele não gostava nem um pouco de não estar no controle da situação.

— Harry... Já chega... Já chega...

Ela disse tremula.

Ele deitou-se ao seu lado, em um ultimo esforço para dominar. Rolou sobre seu corpo, apoiando os braços dos lados para nivelar o peso.

Gina preparou-se para recebê-lo. Um único movimento e estaria selado. Mas ele queria mais.

— Ouça com atenção Gina... Eu vou entrar em você... Como minha voz entra em seu ouvido e quando isso acontecer, eu vou preencher você... Vou me espalhar em você como ela se espalha em seu cérebro.

Ela ondulou embaixo dele. Já não se importava mais com a lascívia do ato, pouco se lixava se estava sendo promiscua ou não. Precisava daquilo, tanto que estava enlouquecendo.
Ele continuou falando. Ele precisava daquilo por que sabia que ao penetrá-la, ele não duraria muito tempo.

Precisava que ela estivesse pronta.

— Vou possuir você Ginevra... Seu corpo... Não é o limite, eu quero tudo...

— Agora...

— Você quer agora?

— Sim...

— Então peça...

— Harry...

— Peça... Mostre que quer... Mostre como quer...

Gina perdeu a paciência.

Ela ergueu as duas pernas, pressionando-o contra si, causando uma fricção mais forte entre seus sexos.

Desta vez foi Harry que gemeu.

Ela o segurou pelo pescoço com as duas mãos, o fez derrubar todo o peso em cima de si e alcançou seu ouvido com a boca.

— Então é melhor me mostrar agora o que disse, ou eu farei com que você não tenha mais o instrumento necessário para tal em 5 segundos.

Ele riu, Gina era incrível.

Sem esperar mais Ele a penetrou.

Um movimento firme e completo.

Finalmente estava dentro dela.

E como ele havia previsto não demorou muito.

Quando o sentiu, completo, cheio dentro dela, Gina gemeu demoradamente. Era mais delicioso do que imaginara. Seu orgasmo mandou apenas um aviso de que estava chegando, uma forte onda de pulsações. Mais um movimento, dois, três... E ela rompeu num clímax alucinante, chamando o nome dele tão alto quanto podia imaginar.

Harry sentiu uma gota de suor desprender da sua testa um pouco antes de se deixar ir.

As pulsações frenéticas de Gina liberaram seu gozo sem que ele pudesse controlar. Mesmo se quisesse.

Uma única palavra era capaz de descrever aquele orgasmo.

Explosivo.

Como nunca fora antes.

Foi longo, muito longo, lhe pareceu uma sensação de prazer interminável, até que ele finalmente desabasse o corpo em cima dela.

Mole. Exausto.

Completamente satisfeito.

Esquecido do mundo.

A ultima coisa que ele lembrava foi de ter fechado os olhos, ouvindo a respiração de Gina, mais nada.

"A imaginação é o limiar entre a razão e a loucura do amor".

Autor desconhecido