Intertwine

7 Melanie Jones


Notas iniciais
Boa leitura!

Bonnie acorda sentindo muita dor em seu estômago onde Kai esfaqueou.

Assustada, ela se põe em pé com certa dificuldade e olha à sua volta com frieza.

O sol estava se pondo, e o vento era suave e silencioso. Seu coração sentiu-se pesado sabendo que ela poderia ser a única pessoa que estava neste mundo prisional.

— KAI?! — Ela grita seu nome, enfurecida.

Ela corre para a casa o procurando. Corre para o quintal e pátio da frente, mas nada. Ela sabia que estava sozinha.

— Não... – Seu coração começa a acelerar, enquanto sente uma súbita onda de pânico, quase como se estivesse prestes a desmaiar.

Ela puxa o cabelo com frustração e cai de joelhos e começa a soluçar com desespero. Não conseguia imaginar o sentimento que sentia por Kai naquele momento. Raiva? Ódio? Ah, era mais do que isso. Ela sentiu algo por ele e caiu por seu lado suave. Ela confiou nele, e ele a deixou sem nenhuma explicação.

Bonnie rapidamente se levanta e corre para um hospital próximo tentando obter alguns analgésicos e bandagens para a ferida. Ela então tenta pensar em uma maneira de sair do inferno de Kai.

(...)

Algumas semanas se passaram, e o drama de Kai com seus irmãos, a morte de Luke e a fusão já feita e o bebê de Jô a caminho, ele estava sentindo grande culpa por ter deixado Bonnie para trás.

Sentindo remorso extremo, ele vai ao bar quase todas as noites, ficando bêbado. Beber e falar sobre seus sentimentos patéticos, ele se abre para Damon e Elena na esperança de eles ajudarem-no com suas batalhas emocionais.

São 10 de maio, e quando o verão atinge Mystic Falls, muitos turistas visitam a cidade.

Incomodado pelo rugido extra da multidão, Kai decide ir ao Mystic Grill sozinho, mas desta vez para almoçar em vez de ficar bêbado.

— O que você quer? — Matt revira os olhos, enquanto se aproxima da mesa de Kai.

— Um cheeseburger médio Matt boy. — Kai sorri, e bate seu cardápio contra o braço do mesmo.

Matt pega o cardápio e suspira.

— Alguma coisa para beber?

— Água. — Kai diz claramente.

— Realmente? – Matt pergunta surpreso enquanto anotava o pedido.

— Sim, bem, Elena me ajudou com toda essa coisa emocional através de uma terapia estúpida. E o primeiro passo, é não beber bebida alcoólica.

— Eu percebi. — Matt arqueia as sobrancelhas. — Então, eu não quero soar como um perseguidor, mas eu sou o único que lhe serviu suas bebidas alcoólicas recentemente e você continua murmurando algo como... Trazer Bonnie de volta?

— Possivelmente. — Kai da de ombros. — Bem, eu quis dizer que era apenas um pensamento. Acredito que seria um dos fatores que funcionariam para se livrar dessa culpa que estou enfrentando. Eu meio que nem me importaria se quisesse me matar por deixá-la no mundo da prisão. Claro que são os sentimentos do meu irmão. — Kai aproveita um momento para desprezar o lado emocional do irmão Luke que agora está dentro dele.

— Mas não é oficial nem nada. Eu ainda não disse a Damon ou Elena. Sobre os meus pensamentos de você sabe, trazê-la de volta.

— Se você decidir trazê-la, como planeja fazer isso já que quebrou o ascendente? — Matt pergunta lembrando a Kai que ele jogou o ascendente de 1994 contra um tronco de árvore.

— Eu consertaria. Mas... Eu não sei, vou descobrir mais alguma coisa se não conseguir corrigi-lo. — Kai suspira e revira os olhos. — Agora, chega de fazer perguntas Matt, você está me fazendo sentir ainda mais um merda comigo mesmo.

Cheeseburger a caminho. – Matt murmura e sai.

Um enxame de meninas adolescentes da faculdade vestidas com roupas de líderes de torcida entrou no Grill.

Matt observou a quantidade de garotas que entraram. — Merda. — Ele murmura. — Uh, tudo bem, pessoal, eu preciso que vocês esperem pacientemente para que as mesas sejam liberadas.

A treinadora das meninas sopra seu apito na frente de Matt. — Donovan!

Matt então reconhece sua antiga professora de ginástica na escola, a treinadora Carrie.

— Carrie? Treinadora Carrie? – Pergunta Matt

— Isso mesmo. — A velha senhora com cabelos loiros e arrepiados murmura. -Estou a cargo da competição de cheerleaders que está sendo realizada no Whitmore College. O treinador que se encarregaria obteve intoxicação alimentar e agora que eu tenho que me encarregar. — A treinadora Carrie olha para Matt ameaçadoramente. — Essas meninas conseguiram um horário livre para almoçar. Elas precisam treinar, sendo assim, não têm tempo para desperdiçar, e tampouco eu. Então você vai ficar aí parado ou vai apressar-se e encontrar-nos lugares?!

Intimidado por sua antiga treinadora de ginástica, Matt acena com a cabeça e tenta conseguir algumas mesas.

— Bonitinha... Kai murmura para si e olha para algumas meninas da faculdade que estavam olhando para ele e corando. Ele piscou para elas fazendo as mesmas rirem.

— Enquanto Donavan nos prepara algumas mesas, vou fazer a chamada. Eu as chamarei pelos seus sobrenomes. — Anuncia a treinadora Carrie retirando uma prancheta de sua bolsa.

— Jenson!

— Aqui!

— Calliway!

— Aqui!

— Gonazlez!

— Aqui!

— Riley!

— Aqui!

— Jones!

Não houve resposta.

A treinadora Carrie olha para as meninas.

— JONES?!

— Onde está a sua líder de torcida? Onde diabos está Melanie? – Carrie pergunta para Hilary Jenson, que era a capitado grupo, e a garota olhou ao redor.

— Não me diga que ela se distraiu e fugiu para o maldito shopping!

— Eu não sei! — Responde a capitã com um olhar de pânico.

— Melanie?

As outras meninas olham em volta do restaurante.

Quando chega o cheeseburger de Kai, ele ouve o barulho da porta do restaurante se abrindo.

— Desculpe. — Diz uma menina com voz calma, entrando no restaurante um pouco ofegante.

— Ok, sério Melanie, você vai acabar me metendo em problemas! — Hilary fala. — Por que você se atrasou para o almoço?

— Eu estava...

— No shopping não é? — Hilary sorri irônica.

— Bem, quero dizer... Fiz novos amigos do time de torcedores de Stanford. — Ela diz sem clausuras. – Eles são realmente muito legais!

— Por que diabos você está saindo com nossos adversários na competição Melanie? — Diz Hilary com frustração. — Você é estúpida?

Melanie deixa cair o queixo. — Obviamente, eu não seria estúpida se eu me especializar em física em Harvard e for a melhor aluna em quase todas as minhas aulas! – Rebate Melanie.

— Você não é academicamente estúpida. — Hilary suspira. — Você é apenas um pouco dissimulada às vezes.

Melanie encolhe os ombros. — Bem, eu não penso assim. — Ela pisca com confiança para Hilary.

Kai então deixa cair o copo de água no chão, reconhecendo a voz da menina. Tão suave, e um pouco irritante às vezes. Poderia ser...?

— Não... — Kai sussurra para si mesmo, apertando o queixo e lentamente virando o rosto para esta menina chamada Melanie.

— Seja como for, apenas... Fique com a nossa equipe, por favor! — Afirma Hilary.

— Hilary, talvez você devesse tentar fazer mais amigos. — Melanie diz com doçura. — Dessa forma, você não seria tão mal-humorada o tempo todo.

Hilary aperta as mãos em um punho controlando-se para não atingir a animadora irritante.

Quando Kai vê Melanie caminhar em direção às mesas no centro do Mystic Grill, ele pisca e esfrega os olhos. Melanie Jones, que parecia ser uma cheerleader doce, inocente, graciosa, sem ideologia, que era uma estudante universitária de Harvard, parecia exatamente com sua amada, Layla Monroe. A mesma voz, olhos castanhos, sorriso, dentes, maçãs do rosto, tom de pele, tudo. Exceto, Melanie Jones era morena. E Kai lembrou que Layla era mais loira. Ele não conseguia descrever seu sentimento naquele momento. Uma mulher que se parecia exatamente com o amor de sua vida... Bem na frente de seus olhos. Lembrou-se que a última vez que vira aquele lindo rosto maravilhoso, foi no dia da execução de Layla há 18 anos. Era como se ela tivesse ressuscitado dos mortos.

— Aquele gato ali está olhando para você. — Sussurra uma das amigas de Melanie, enquanto sentam-se à mesa do restaurante.

Melanie olha para Kai, enquanto o mesmo está parado torpemente, olhando seu rosto, memorizado pela semelhança do rosto de Layla.

Ela rapidamente se levanta e sente o desejo de ir ao banheiro. Enquanto ambos caminham na mesma direção, ele se depara com ela.

— Desculpe. — Ambos murmuraram ao mesmo tempo.

Ela ri. E o sorriso era igual ao de Layla.

Kai pisca, sentindo seu corpo aquecer.

— Uh... — Ele se afasta.

— Posso...? — Melanie pergunta docemente, afastando-se para o lado dele.

Kai congela por um momento. Ele sacode a cabeça para afastar-se e tenta manter a calma.

— Uh... Merda. Sim... — Ele ri com nervosismo e fica de lado. — Desculpa.

— Obrigado. — Melanie olha para ele e se afasta em direção ao banheiro.

Kai então sai do Mystic Grill completamente em pânico. Dentro de alguns minutos, chegando à casa dos Salvatore, Damon atende à porta.

— O que?! — Damon rola os olhos imaginando o que o inferno queria agora. Você precisa de outra sessão de terapia?

Kai tenta recuperar o fôlego e empurra a porta ainda mais, convidando-se a entrar na casa.

— Você está com medo... — Elena falou entrando na sala de estar para ver o que estava acontecendo.

— Layla... Layla... — Kai sussurra para si mesmo, andando de um lado para o outro como um maníaco.

— Kai? — Elena chama seu nome, mas ele a ignora e continua a contemplar seu encontro com Melanie.

— O que diabos está acontecendo com você! — Damon agarra os ombros de Kai e o faz parar de andar de um lado para o outro.

— Layla. — Kai sente lágrimas se formando em seus olhos.

— Quem é Layla? — Elena inclina a cabeça confusa.

Kai pisca novamente enquanto suas lágrimas caem sobre suas bochechas rosadas.

— Eu vi uma garota, ok? Ela parecia exatamente com minha noiva que foi morta há 18 anos. – Diz Kai e volta a andar de novo. — Ela estava no Mystic Grill.

— NOIVA?! — Damon e Elena exclamam ao mesmo tempo surpresos.

— Longa história. — Kai aperta o queixo.

— Vamos nos preocupar com isso mais tarde. — Damon diz. Mas talvez a garota que você viu era uma doppelganger? – Indaga Damon.

— Impossível. — Afirma Elena. — Os únicos doppelgangers vivos que estão no mundo são Stefan e eu.

— Tudo é possível agora Elena. — Damon amplia seus olhos.

— Talvez... — Kai suspira. — Mas uh, essa menina... O nome dela é Melanie. Melanie Jones. É animadora de torcida. Não é como minha noiva que conheci.

— Não merda. — Damon limpa a garganta. — Claro que ela não seria nada como sua... Noiva. — Damon expressa cara azeda quando ele diz a última palavra.

— Então você gostava e se preocupava com alguém. — Elena sorri.

— Sim. Ela morreu muito tempo atrás, tudo bem? — Kai rola os olhos.

— Me desculpe... — Elena desculpa-se.

— Então, o que você vai fazer? – Pede Damon tentando quebrar a tensão deprimente.

— Eu quero descobrir, por que diabos aquela garota parece exatamente com o amor da minha vida. — Kai diz com determinação. Ele fecha os olhos com frustração. — Merda. — Ele murmura sentindo-se ainda mais infligido com seus sentimentos. — Bonnie... — Ele não podia esquecer Bonnie. Sabendo que há uma menina que anda por este planeta parecendo Layla Monroe, não lhe deu uma desculpa para não sentir remorso ou culpa em relação à garota que ele deixou para trás em seu próprio inferno. — Eu uh... — Ele então toma uma decisão. — Eu pensei sobre isso, e eu vou trazê-la de volta.

— O que? — Pergunta Elena em estado de choque. — Mesmo? Como? Quando? Por que?.

Kai pensa por alguns segundos. Era uma decisão final no coração e na mente para trazer Bonnie de volta. Suas emoções estavam ficando cada vez mais intensas e ele estava ainda mais em conflito do que antes. Trazer Bonnie de volta distrairia e superaria seu remorso e culpa em relação a ela, ao mesmo tempo em que daria uma pequena distração ao não estar concentrado demais em descobrir quem e o que é Melanie.

— Você já está apaixonado por essa animadora, só porque ela parece com sua noiva morta? — Damon tira a conclusão e cruza seus braços.

— Quem não se apaixonaria por um rosto com o qual se apaixonou antes? — Kai encolhe os ombros e sacode a cabeça novamente. — Eu acho que é assim que você e Stefan se sentiram quando viram a Elena. Você sabe, todo esse drama de Katherine Pierce com o qual vocês tiveram que lidar.

Damon sorri. — Não mencione isso.

— Mesmo se você quisesse trazer Bonnie de volta, como faria isso? — Elena pergunta.

— Eu sou um bruxo muito poderoso. — Kai sorri. — Tenho certeza de que posso descobrir algo. Mas tenho que consertar o ascendente primeiro.

Elena assente. — Bem, isso é um progresso das nossas sessões de terapia. Você está superando seus sentimentos, abraçando sua culpa trazendo Bonnie de volta.

— Eu não estou superando meus sentimentos... Só estou... Kai faz uma pausa novamente. É o quê?! Um idiota! Ele pensa consigo mesmo. — Confuso. E me distraindo. — Ele diz em negação.

— Bem, seja qual for o motivo por que você aleatoriamente quer trazer de volta a garota que você deixou no mundo prisão, você precisa estar preparado, porque ela pode querer matá-lo quando voltar. — Damon adverte.

— Quem se importa? — Elena ri. — Minha melhor amiga está voltando! Ele pode trazê-la de volta! — Ela exclama animadamente.

Kai revira os olhos.

Então, o que você vai fazer com essa garota Melanie? — Damon pergunta amargamente.

Kai coça a cabeça. — Eu só quero saber por que ela se parece com Layla.Apenas isso. Nada mais. Eu realmente quero evitá-la o máximo possível. Eu não quero me apaixonar por alguém apenas porque se parece com o amor da minha vida. Na verdade, eu não quero me apaixonar... Nunca mais.

Elena inclina a cabeça e olha para Kai, reconhecendo e simpatizando sua agonia.

— Quero dizer, podemos ajudar a descobrir. — Damon sugere sarcasticamente. — Mas primeiro você tem que nos dizer quem é Layla Monroe. — Damon exige.

— É uma longa história. — Kai silva, lamentando-se por ter que contar a história novamente.

— Bem, então... — Damon coloca a mão nos ombros de Kai e força-o a sentar-se no sofá. — A torne curta.

— Ele precisa pegar Bonnie, Damon! — Elena diz com impaciência. — Podemos saber sobre Layla mais tarde.

— A torne... Curta. — Damon exige, despertando sua curiosidade ainda mais na vida amorosa do passado deste psicopata.

Notas finais
O Kai conheceu a Melanie e vai buscar a Bonnie... O que será que vai rolar? Comentem o que estão achando!!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.