Intertwine
2 Layla Monroe
Notas iniciais

— Você tem tempo para uma história antes de eu deixá-la ir? – Kai pergunta e toma um gole de vinho.
Bonnie suspira e olha para o relógio. – Se você quiser me contar, então com certeza.
— Ótimo! – Kai bate palmas. – Agora, se concentre em não dormir, esta história pode ser um pouco longa.
— Por que você quer me dizer de repente? – ela pede e olha para ele com desconfiança. – Você ficou tão estranho quando eu peguei a foto.
Ele encolheu os ombros. – Bem, eu mudei de idéia. E também quero contar esta história, porque você acha que eu não tenho um coração. – ele ri. – Na verdade, todos acham que não.
— É difícil acreditar que você amou alguém – contestou Bonnie.
Depois que Kai termina sua taça de vinho, ele começa. – Tudo bem... bem, começou...
— Depois desta história, você vai me deixar ir e levar seu carro? – Bonnie o interrompe.
Ele rola os olhos. – Sim. – ele continua. – De qualquer forma... começou no verão de 1993...
4 de julho de 1993.
A noite estava gelada em Portland, Oregon, e como era 4 de julho, foi difícil para os fogos de artifício continuarem subindo. Estava tão ventoso, mas isso não arruinava a festa para todos no bairro. No final da rua, havia um par de crianças iluminando pequenas bolachas de fogo e homens idosos grelhando churrasco na varanda da frente. A família Parker fez um pequeno piquenique no pátio da frente, mas Kai decidiu ficar em seu quarto, olhando sua família através da janela. Ele dá uma mordida na sua maçã e desce as escadas e fica perto da entrada da frente, observando o quão feliz era sua família.
— Pare de ficar olhando. – Parker assobia ao filho mais velho enquanto carrega a bebê Liv no colo. – Se você deseja se juntar a nós,terá que ajudar...
— Eu desejo. – Kai encolhe os ombros sem querer, mordendo sua maçã novamente. – Mas hum... você sabe, eu até faria, mas não fui convidado para sua pequena reunião no quintal da frente. – ele aponta para seus irmãos correndo no meio da rua.
— Kai! – Liv grita seu nome em tom de brincadeira.
Kai olhou para ela com desgosto. – O que?
Se você ficar com essa atitude, fique na maldita casa. – o Sr Parker afirma firmemente e se afasta.
— Talvez eu não tivesse essa atitude se você soubesse... Você poderia ser melhor para mim. Mas nós dois sabemos que isso nunca acontecerá.
Seu pai não presta atenção à observação de Kai.
— E é claro que você ignora o que eu digo... – Kai sorri. – Novamente.
— Olá vizinho! – Uma garota de cabelos loiros sorri amplamente para o Sr. Parker e balança a mão para o resto dos irmãos de Kai.
Kai termina sua maçã, olhando para a menina enquanto sua mãe caminha por ele.
A Sra. Parker olha para a linda garota e encolhe os ombros. – Quem é ela?
A menina então corre de volta para sua casa, que ficava literalmente bem ao lado, e traz um prato cheio de brownies. Ela dá a Sra. Parker.
— Oh, obrigado! Você é tão doce! – a Sra. Parker cheira o aroma dos Brownies.
— Feliz 4 de julho! Eles estão recém- assados. – ela fala radiante. – Eu sou Layla Monroe, a propósito, minha família e eu nos mudamos para a casa ao lado faz pouco tempo.
— Prazer em conhecê-la, Layla. – a Sra. Parker sacode a mão. – O cheiro destes brownies está maravilhoso! Você gostaria de vir comigo para a cozinha me ajudar entregar para os meus filhos?
— Claro! – Layla sorri e avista Kai. Como ambos fazem contato visual, ela automaticamente fica corada.
— Kai. – Ele limpa a garganta, encostado no lado da entrada, com sua camisa branca e seus belos calções pretos de ginástica. Ele pensou que era estranho para a garota ficar tão tímida de repente. Embora ele pensasse que ela era, de longe, a garota mais atraente que ele já viu, ele não estava tão fascinado por ela, quando ela estava por ele naquele momento.
— Eu sou Layla Mon... – Ela estende a mão rapidamente, mas Kai interrompe grosseiramente.
— Você não precisa apresentar-se novamente. – Kai pisca ao olhar sua mão se aproximando dele. – Eu não sou surdo.
Layla puxa a mão com timidez e puxa o cabelo para trás. – Uh... ok então. – Sentindo-se desapontada por o lindo garoto de pé na frente dela ser um idiota completo, Ela tinha gostado tanto dele.
Ela tenta ir para dentro da casa para seguir a Sra. Parker na cozinha. Mas Kai fica na entrada bloqueando sua passagem.
— Com licença. – Ela sussurra e tenta se mover para o outro lado, mas Kai se move para esse lado também.
— Você está no meu caminho. – Ela diz com frustração.
Kai acabou bloqueando seu caminho toda vez que Layla tentou atravessá-lo.
— Posso entrar? – Ela pergunta com irritação.
— Não. – Kai cruza os braços e olha para ela com alegria.
— Mas sua mãe disse que eu poderia...
— Ela disse que você poderia, mas uh... Eu moro aqui. E eu não quero você na minha casa. – Kai diz com indiferença.
A mandíbula de Layla cai. – Qual é o seu problema? No meio segundo que eu estou aqui, você age como se eu fizesse algo com você.
— Não. – Kai balança a cabeça e sorri. – Eu simplesmente não gosto de você. Mesmo que seja... um pouco gostosa.
— Uau. – Layla levanta as sobrancelhas e se ruboriza. – Eu acho que fui insultada e elogiada ao mesmo tempo. Então, você não gosta de mim porque sua mãe me convidou para sua casa?
— Eu não gosto de você, porque você acha que pode conquistar minha família, dando-lhes brownies ou o que quer que seja e apresentando-se amigavelmente. – Kai a olha da cabeça aos pés. – Obviamente você quer alguma coisa. Você está morando ao lado há quase um mês, sua família passando por aqui de vez em quando, sem sequer dizer um olá ou qualquer coisa.
— Isso vem de alguém que está sempre sozinho e assustadoramente observando as ações e comportamentos dos outros. – Layla cruza os braços com atitude.
— Como você sabe que eu sempre estou sozinho e assustadoramente observando as ações e comportamentos dos outros? – Kai sorriu para ela. – Parece que não sou o único observando os outros por aqui.
Layla olha para o chão constrangida
— Então, por que você gosta de perseguir e me observar? Ou... minha família? – Kai limpa a garganta. – Perseguidora. – ele provoca.
Layla encontra uma desculpa. – Minha família e eu somos pessoas muito tímidas.
— Acho difícil de acreditar. – responde Kai. – Ou você,seriamente acha que eu sou bonito e não sabe como falar comigo, ou você está armando alguma coisa.
Layla não responde.
— O que quer que seja. – Kai sussurra para ela. – Eu vou descobrir. Porque eu sei que são ambas as hipóteses. – ele pisca.
— Eu não estou atraída por você. – ela mente. – E eu não estou tramando nada. Você é louco.
— Eu sou? – Kai inclina a cabeça. – Uma pessoa solitária como eu é um indivíduo altamente observador. Por exemplo, você finalmente se aproxima e não para de corar e sua mão continua tremendo... o que é um sinal de nervosismo. Têm alguma coisa errada, porque você e sua família sempre olham para nós. E como eu disse, vocês já estão aqui por quase um mês e nunca nos disseram uma palvra.
— Nós apenas somos estranhos. – Layla tenta parecer convincente.
— Isso também. – ele aponta.
— Malachai, deixe-a entrar! – sua mãe exclama da cozinha.
Ele revira os olhos e se afasta permitindo-lhe entrar em sua casa. – Eu não terminei com você. – Ele ameaça.
— Oooh estou com medo. – Ela responde sarcasticamente.
Mundo Prisão, 1994
Bonnie suspira, ajeitando-se na cadeira. – Por que você achou que Layla faria algo? Você é seriamente horrível com as mulheres.
— Porque eu tive esse sentimento! – Kai exclama. – E eu estava certo. Mas essa parte vem mais tarde.
— É claro que essa história não seria amor à primeira vista. – Bonnie boceja.
— Obviamente, você está cansada. – Kai franziu a testa, reconhecendo seu bocejo.
— Claro. Você me drogou e me torturou o dia todo. E agora estou sendo forçada a ouvir sua vida amorosa do passado.
— Você não deveria ter entrado no meu quarto. – Kai sorriu. – Eu vou torturá-la ainda mais. – Ele fez uma pausa: — E uh... Eu não vejo a foto de Layla sempre. Isso me fez pensar nela e eu meio que sentia falta disso. – ele ri um pouco.
— Continue com a história para que eu possa sair. – Bonnie cede e fica impaciente.
Fale com o autor