Porque a vida tem que passar?

Porque a felicidade não poderia ser eterna?

Tudo com seu fim absurdo

Repentino, sem aviso

Tal qual não foi o pesar

Por tua alma vazia e sem emoção

Minha felicidade não basta

Para reavivar a chama de seu gélido coração

Tão linda tão mortal

O levou embora

Sem nem se despedir

Somente com um sorriso final

Agora ele palpita

Vielas a fora

Onde quer que esteja

Sem sinal de sua volta

O que posso fazer?

Cair, desistir

Como um sem rumo

Sem começo nem fim

Ir de bar em bar

Só à pensar

Embebedando-me de tua imagem

E com uma ressaca por tua falta

Tal qual uma vivencia miserável

Com um ninho de, fulminante, desespero

A chama ainda arde

Forte e viva

Quem dera fosse eterno

Como os prelúdios de uma marca

Tão funda irreversível

Inesquecível

Minha história não acabou

Minha vida ainda está presente

Perante sua presença, ausente

Sua fala, não falada

Tudo pode acontecer

O céu é o limite

Mas quem dera fosse o meu

Pois meu coração ainda é teu