Intermitencias de Um Poeta
4 Regeição
Porque a vida tem que passar?
Porque a felicidade não poderia ser eterna?
Tudo com seu fim absurdo
Repentino, sem aviso
Tal qual não foi o pesar
Por tua alma vazia e sem emoção
Minha felicidade não basta
Para reavivar a chama de seu gélido coração
Tão linda tão mortal
O levou embora
Sem nem se despedir
Somente com um sorriso final
Agora ele palpita
Vielas a fora
Onde quer que esteja
Sem sinal de sua volta
O que posso fazer?
Cair, desistir
Como um sem rumo
Sem começo nem fim
Ir de bar em bar
Só à pensar
Embebedando-me de tua imagem
E com uma ressaca por tua falta
Tal qual uma vivencia miserável
Com um ninho de, fulminante, desespero
A chama ainda arde
Forte e viva
Quem dera fosse eterno
Como os prelúdios de uma marca
Tão funda irreversível
Inesquecível
Minha história não acabou
Minha vida ainda está presente
Perante sua presença, ausente
Sua fala, não falada
Tudo pode acontecer
O céu é o limite
Mas quem dera fosse o meu
Pois meu coração ainda é teu
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