Chuva de sangue interminavel

Asombrosa por sua belesa carmesim

Caí como que em uma ferida aberta

Que jorra lagrimas de paixão

De uma mente conturbada

Sem um destino definitivo

Este foi seu triste começo

Sua primorósa desventura

Floreada, mas não em uma floricultura

Mas sim pelos anjos

Que ao ver sua tortura

Tristes, sem ação

Cantam com flexas em prontidão

Sua dor deve desaparecer

Com um simples perecer

Tais mágos deixadas no mundano

Com a regeição do póbre humano

Do etério lamentações

Célidas e sem nexo

Que demonstram tristesa

De uma alma, uma pessoa sem reflexo

Emoções distráidas

A tristesa domina

O único rei é o rei do sorvete

O medo se alója

Seu fim se aproxima

É chegada a hora

O carrasco em prontidão

Com a foice na mão

Um sorriso de escárnio despontando

Sua pele enrrugada

refletindo o aspecto doente

A foice desce

A morte chega

Seu viver perante todos, falece

O único rei é o rei do sorvete