Notas iniciais
A vida é cor de rosa
e repleta de espinhos.

Mestre Fung ficou encarando od monges até que eles pedissem desculpas e depois entregou um pergaminho.

“O que é?” perguntou Omi com a voz meio falha.

“Um mapa que indica a exata localização do Dragão quando ele se revela” respondeu mestre Fung com toda paciência do mundo

De acordo com o mapa e com pesquisas que Kimiko fez pela internet, o lugar onde o dragão estava era na Inglaterra dentro de um grande salão de festas tradicionais.

“Posso dar um jeito da Katt nos por dentra da festa” disse Kimiko com um sorriso ameaçador “huhuhu”

“é a minha garota...” disse Raimundo um pouco preocupado com o que Kimiko havia acabado de dizer.

“Gostou dessa roupa?” Kimiko perguntou para Raimundo.

Kimiko estava usando um vestido preto e tinha penteado o seu cabelo – ou o que havia sobrado dele, pois recentemente ele teve que ser cortado por estar coberto por uma gosma grudenta sabor morango – também usava maquiagem e brincos.

“Você está realmente linda...” – ele disse olhando para Kimiko e depois virando o rosto de leve

“Você também está tão lindo” – disse Kimiko se aproximando de Raimundo e colocando a mão nos ombros dele.

Raimundo estava usando um terno preto elegante

“Eu também estou boni-to” perguntou Haruka.

Haruka estava usando um terno branco. Seus cabelos estavam penteados para traz e presos com uma chuchinha nada feminina preta.

“Agradecido, Haruka” disse Clay que não estava gostando de como Raimundo e Kimiko estavam melosos. Ainda que precisasse admitir que Kimiko estava realmente linda, mas um elogio dele não tinha nenhuma importância para ela.

“O que?” perguntou Haruka sem entender a o que Clay havia se referido.

“Por que você está vestida assim, Haruka?” –perguntou Raimundo com uma voz de profundo arrependimento por já imaginar que receberia uma resposta estranha.

“Eu não tenho vestidos. Esse terno era do meu irmão, mas como está muito pequeno para ele ele deu pra mim” respondeu Haruka sorrindo.

“Eu podia ter te emprestado alguma coisa” disse Kimiko que continuava colada em Raimundo.

“Eu sou quase dois palmos mais alta que você criança, quais as chances de usarmos qualquer roupa com o mesmo número?” – disse Haruka forçando a voz para deixá-la um pouco masculina, isso poderia enganar as pessoas, mas os monges com certeza nunca confundiriam a voz de Haruka.

“Pronto, crianças, podemos ir embora?” disse Dojo ao entrar no quarto onde Raimundo, Kimiko e Haruka conversavam.

“O Omi não pode ir mesmo?” Perguntou Haruka ainda forçando um pouco a voz.

“Não... Ele realmente está muito doente, ele está indo agora mesmo avisar mestre Fung que não vai poder ir” respondeu Dojo com uma cara triste “por que a Haruka está vestida desse jeito?”

“O que tem de errado? Não estou bonito com essas roupas?” perguntou Haruka, dessa vez com uma voz harmoniosa ainda que não fosse totalmente masculina.

Dojo por um segundo achou mesmo que Haruka fosse um menino, mas vendo melhor ele disse:

“Você não me engana, seu sorriso é muito resplandecente para ser de um menino” disse Dojo orgulhoso de sua conclusão

Os monges começaram a se dirigir para fora do templo.

“tem certeza que esse sorriso só é resplandecente demais para ser o de um menino por que você só conheceu meninos tristes?” perguntou Haruka com sua voz normal. Dojo já estava em seu tamanho G e Haruka estava montando nele junto com os outros monges.

“Como assim, Haruka, O que quer dizer com isso?” perguntou Dojo meio confuso.

“As melhores e mais belas coisas do mundo não podem ser vistas nem tocadas, mas o coração as sente” sussurrou Haruka que havia ignorado Dojo e agora pensava em Chase Young. "se você me visse agora ia me achar muito estranha, mas desculpe, eu não consigo mesmo usar saias e vestidos, eles expões demais o corpo, e isso me dá a sençassão de que uma lança vai me perfurar a qualquer momento... Como já aconteceu." pensou Haruka.

“mestre, eu não pude ir com os outros por que não estou me sentindo muito bem...” disse Omi com o nariz vermelho e se aproximando de mestre Fung.

“Omi, você faz idéia do que acabou de fazer...” disse mestre Fung dando um suspiro que dizia: "eu sabia que alguma coisa TINHA que dar errado.

Omi parecia preocupado com o que tinha feito mas estava tonto demais para pensar no assunto. A tontura cresceu e Omi sentiu seu corpo pesado, mas antes que Omi caisse no chão mestre Fung o segurou e o levou até a cama, desde que chegara Raimundo insistia em ter camas de verdade no quarto, ainda assim a cama dele e dos outros não passava de um futon no chão.

“Se o dragão que se revelou for o da água teremos um enorme problema...” pensava mestre Fung enquanto colocava um pano úmido sobre a testa de Omi “as coisas sempre, sempre dão errado... Mas talvez não aconteça nada, ou, seja até melhor que Omi não tenha podido ir...”

Mestre Fung seu um suspiro longo.

Notas finais
se não falirmos... CONTINUA...