Interligados por um Destino
2 Capítulo 1- A Balada
Notas iniciais
Boa leitura!!
Eu não sei porque ainda venho a balada, as únicas coisa que encontro aqui, me deprimem mais ainda, mulheres bonitas, vadias e casais na fase "lua de mel", porém meu bom e velho amigo Jackson, que odeia o nome dele e prefere ser chamado de Jack, acaba sempre me arrastando com ele para cá, afim de encontrarmos a mulher que vai fazer meu pau funcionar novamente, mas isso nunca acontece. Sou subitamente interrompido dos meus devaneios, pela voz animada de Jack:
– Chris, acorda homem! Olhe ao redor e veja quantas "chicas" estão te dando o maior mole.
Eu olho e faço uma varredura do local, tem as luzes brilhantes piscando, a música Scream de Usher tocando nas alturas, o escuro, as pessoas dançando, o cheiro de suor e cerveja barata no ar, então meu olhar para em uma provável vadia ruiva, com um cinto no lugar do short, vindo em minha direção. Faço uma contagem mental de 1 á 10 até que escuto a voz pingada de sedução barata:
– Olá, gostosão, um homem como você não deveria ficar sozinho a noite toda.
Rolando os olhos, respondo secamente:
– Não vai rolar.
Ignorando a minha informação, ela desliza no meu colo e passa a mão no meu jeans.
– Pra você eu nem vou cobrar.
Frustrante, serio.
– Olha, moça...
Fui interrompido com o som do meu zíper sendo aberto e ela enfiando a mão na minha box, procurando meu pau, que está flácido, claro, mas ela não precisa dessa confirmação.
Puxo a mão dela e digo friamente:
– É melhor você ir embora, ou chamarei os seguranças.
Ela me lança um olhar tremulo e sai correndo como se o próprio diabo estivesse atrás dela.
Enfim paz.
Procuro Jack para xinga-lo até os miolos dele estourarem e o encontro saindo com duas loiras peitudas, maravilha de amigo aquele sacana é.
Suspiro e de repente sinto um cheiro maravilhoso, hum? Olho para o lado e vejo uma morena com curvas, peito acentuado e cabelos negros cacheados, porém não sinto nenhum desejo.
Balanço a cabeça e grito para o barman:
– Vodca dupla, com gelo.
– Eu quero um gim com tônica e duas cervejas geladas, por favor.
Que voz linda, com certeza é encantadora de homens. Resolvo quebrar o silêncio.
–Gim com tônica? Em São Paulo? É tão raro quanto uma morena na região sul.
Olhos cor de avelã piscam surpresos em minha direção, mas ao invés de fazer uma avaliação minha, ela diz:
– Eu vim de Salvador. E você está pedindo vodca e mora na região sul, cada um com suas preferencias, não?
– Desculpe, eu estou tentando ser amigável aqui. — Levanto as mãos em sinal de rendição.
– Desculpe também, não queria parecer rude. Estou aqui para comemorar meu novo emprego, e o gim é porque eu curto bebidas chiques.
Sorrio. — Eu também curto bebidas chiques. Você disse que veio de Salvador? Lá não é o lugar dos pagodeiros e desordeiros?
– Você fala como se ser pagodeiro fosse um crime. Eu não julgo as pessoas antes de conhece-las, você deveria tentar fazer o mesmo, porque isso pega muito mal. — Eu pareço ter irritado ela.
– Não quis ofender, desculpe novamente. Pera, acabei de reparar que nos conhecemos a mais ou menos 5 minutos e eu já te pedi desculpas mais vezes do que a qualquer um em toda a minha vida. — Começo a rir — Depois dessa, pelo menos deixe eu me apresentar, me chamo Christian e você é?
– Sou Sophia. — Ela sorri. Hu? Ela está curtindo uma com a minha cara? Resolvo entrar na brincadeira.
– Ha! Que decepção, pensei que seria a minha Anastasia. — Coloco a mão no coração, fingindo sofrimento.
– E você tem algum quarto vermelho?
– Felizmente não, sinto muito aos fãs de 50 tons de cinza, mas eu não gosto de cinza ou de chicotes. Mas respeitar o gosto dos outros é essencial. Você é uma apreciadora da obra?
– Eu acho CG lindo e tudo mais, só que prefiro o estilo do livro Amos e masmorras ou Belo desastre, embora é claro que eu tenha algumas restrições próprias.
– E quais são essas restrições? — Eu estava verdadeiramente curioso.
– São secretas... — Ela sussurra
– Hu, hu. Vá curtir a seu novo emprego. Eu ficarei aqui com a minha bebida.
– Noite difícil?
– Vida difícil. E além do mais, meu suposto melhor amigo acabou de me trocar por duas loiras. — Respondo fingindo estar profundamente magoado.
– E você deve estar profundamente ferido com isso, mas veja pelo lado, ele vai ter uma boa transa.
– E qual é o lado bom disso? — Franzo o senho
– Você ficar sabendo dos detalhes mais tarde, claro. — Ela faz parecer como se isso fosse para ser óbvio.
– Não, eu não quero saber os detalhes das transas de Jack.
– E se for os detalhes de outras transas?
– Estou aberto a possibilidades. — Pisco para ela.
– Legal. Sabe que você não parece um paulista, fala direitinho, sem sotaque.
– Você também não tem sotaque baiano.
– Já me disseram isso, é péssimo eu sei. E ei... Você lê livros? — Ela me olha chocado.
– Não fique me olhando com essa cara de espanto não, eu leio as vezes, apenas me jure não contar para ninguém.
– Juro, embora não ache nada errado em um rapaz como você ler livros. Então você já leu o livro 50 tons?
– Primeiro, eu não sou um rapaz, tenho 27 anos. Segundo, eu tive que ler o livro 50 tons, já que vivo rodeado de piadinhas com o meu nome.
– Ha, eu pensei que você fosse mais novo. Eu tenho 21 anos. E sinto muito, deve ser trágico para você, viver sob a sobra de um personagem literário.
– Ra ra , muito engraçado. De qualquer jeito, eu não ligo mais para minha aparência, então tanto faz.
– Como? — Diz perplexa
– Como o que?
– Como você não liga mais para a sua aparência, você é muito gato, desculpa dizer.
Gosto de saber disso. Mas não me levem a mal, eu sei que sou bonito, só não me importo mais com isso, já que o meu pau deu pau.
– Não importa. Me conte... Você tem 21 anos, ainda está na faculdade?
– Hum... Sim, estou cursando psicologia, mas também fiz um curso técnico de administração. E não sei porque diabos estou dizendo tudo isso a um estranho.
– Ei, eu não sou mais um estranho, já nos apresentamos, já brigamos, já nos desculpamos e fique tranquila, seus segredos estarão a salvo comigo.
Ela de repente arregala os olhos e diz:
– Meu deus, minhas amigas devem estar pensando que fui sequestrada ou algo assim!!
– Acalme-se, elas também podem estar pensando que você achou um encontro quente. — Lhe dou uma piscada — Me passe seu celular.
– Isso é um roubo? Porque se for, eu tenho que dizer que você é um péssimo ladrão.
– Se eu fosse um ladrão, eu não roubaria você, mas já que eu não sou um, quero seu celular para colocar meu número nele e você pode fazer o mesmo com o meu. Precisamos manter contato.
– Precisamos?
– Claro, agora deixa de enrolar.
Trocamos os nossos números e ela pergunta:
– Olha, você quer que eu te apresente a alguns amigos meus?
Franzo o senho e digo: — Como é que é? — Segundos depois, compreendo — Ho, não, eu não sou gay, desculpe decepciona-la.
Ela cora. CORA!! Quem ainda faz isso hoje em dia? Tão malditamente doce.
– É... Então... Sinto muito. Agora preciso mesmo ir, até logo, garotão.
– Até muito logo se depender dos meus serviços.
Ela pisca para mim, pega seu pedido, joga dinheiro no balção e se mistura no meio das pessoas.
Suspiro, ela pode ser uma boa amiga, eu curiosamente gosto do jeito dela.
Tomo o resto da minha bebida, pago, me levanto e vou para o estacionamento pegar a minha moto. E meu último pensamento antes de pisar no acelerador, é sobre como começar uma amizade com a doce Sophia.
Notas finais
Já já, vamos descobrir mais...
Xx.
Fale com o autor