O telefone da sala começa a tocar freneticamente. Maria Hoffman atende e, depois de saber quem era, chama Noemi.
Noemi, que estava em seu quarto, correu para a sala e agarrou o telefone. No momento em que sua mãe saiu de vista, ela falou:
— Alô?
— Noemi! Adivinha! Não, não adivinha! Será que você vai acertar de primeira? Tenta adivinhar! – uma voz animada exclamou do outro lado da linha.
— Desembucha, Peter! – Noemi ficou ansiosa com o comportamento de Peter, qual seria boa notícia que ele estava trazendo?
— Sabe aquele instituto que eu falei? Ele finalmente abriu!
— Meu Deus! Isso é ótimo! – ela deu alguns pulinhos. — Preciso ir atrás pra... – Noemi é interrompida.
— Calma, minha bela donzela, seu príncipe encantado já resolveu tudo. Você vai ser umas das primeiras a entrar no Instituto “Charles Xavier Para Superdotados”.
— Eu não acredito! Peter, você é demais! – ela exclamou, completamente alegre.
— Eu sei, obrigado. – gabou-se. Noemi conseguia imaginar ele dando aquele sorrisinho lindo e irritante.
— Espera! – ela disse de repente. — Eu tenho que conversar com os meus pais sobre isso primeiro. E se eles não deixarem? Ai minha nossa...
Noemi pôs uma de suas mãos sobre a cabeça. Não era fácil ela sair da pequena cidade, talvez fosse impossível ela conseguir ir para o instituto. Todo o trabalho que Peter teve teria sido em vão.
— Não se preocupe. Eu já conversei com o seu pai uns dias atrás e ele deixou.
Noemi franziu a testa.
— E como eu não soube disso? Por que ele não me contou?
— Porque era uma surpresa, boba! – ele riu.
— Ah! Meu Deus, eu amei! Eu nem acredito!
— E tem mais uma surpresa... – ele começou.
— Diz, diz! – ela pediu.
— Hum... Acho melhor depois.
— Peter!
— Tá bom, tá bom... Só porque você pediu, viu? – ele fez uma pausa. — Eu também vou para o instituto!
Peter escutou um grito alegre no telefone e deu uma leve afastada do telefone.
— Eu não acredito! Não vejo a hora da gente se encontrar lá! Quando vamos ir? – ela perguntou.
— Amanhã de manhã, princesa. – ele respondeu.
— E você só me diz agora?!
— Ei! Eu só recebi a notícia agora! – ele se defendeu.
— Ah... – ela corou em constrangimento. — Então está perdoado.
— Você às vezes é difícil, hein? – ele brincou.
— Você que dificulta.
— É que eu adoro te perturbar. Sabe, é meu novo hobbie.
— Você é impossível. – ela riu.
— Você disse “irresistível”? É, eu sou mesmo.
Lá estava ele se gabando de novo, um charme irritante vindo dele. Ela tentou controlar um pequeno sorriso que insistia em surgir em seu rosto.
— Eu te amo. – ela disse, desistindo e sorrindo de vez.
— Eu também te amo, princesa.
Ouve um pequeno barulho no telefone e ele ficou em silêncio por dois segundos.
— Eu já disse que você fica linda sorrindo no telefone? – ele disse de repente.
— Peter!
Fale com o autor