Interdit
1 Vá e volte pequeno Harry.
Notas iniciais
Bom essa é minha primeira fanfic. E realmente espero que esteja boa e que vocês comentem com sinceridade, pôs é muito importante para mim saber o que estão achando, até para terminar de escrever essa história quanto para escrever outras. Os capítulos como podem perceber são pequenos. Achei melhor assim. Não tenho previsão para o próximo capitulo, culpa de minha pressa para postar então esse primeiro capitulo é o único que tenho. Agora chega de falar. Sauver Le Prince!
O capuz de Roberts engolia seu rosto que estava abaixado, admirando a beleza de seu primeiro e único filho em seus braços. O rei sabia que não era algo apropriado sair com uma criança que nem completará um ano de idade para uma floresta, mas todos os homens nobres iam até Adaline. Uma bruxa de mais de oitenta anos que previa o futuro dos filhos de reis, para que eles pudessem sempre seguir o caminho certo.
Naquela noite o rei Roberts vestiu seu capuz e caminhou pelo lado seguro da floresta até chegar às pedreiras onde a cabana feita de madeira ficava. O homem cobriu o rosto da criança para que ela não sentisse o cheiro do pântano. O pequeno Harry levou sua mão para a testa em um movimento simples, mas que tirava um grande sorriso do homem de barba comprida. Quando a porta foi aberta e o homem junto com seu primogênito entraram na cabana a seção começou. A senhora, magra de cabelos longos e grisalhos pegou o bebê no colo e o pôs em um berço antigo de madeira. Provavelmente o mesmo que a mãe de Adaline usou para fazer o mesmo com Roberts, e assim com o avô de Harry e assim por diante. A previsão estava boa. O garoto seria iluminado, alegre, teria graciosidade e seria determinado. Mas o sorriso do rei caiu quando Adaline disse e repetiu que o pequeno príncipe iria se apaixonar por um garoto aos dezesseis anos. Um camponês, para ser mais exato. O rei ficou revoltado. Não poderia acreditar nisso, mas todos sabiam que a mulher não errava, e por isso o rei derrubou frascos em prateleiras e quebrou mais alguns objetos na cabana. Até que um homem que aparentava ter vinte anos com roupa de camponês o segurou enquanto uma mulher de cabelos negros tentava arrumar a bagunça. O homem jogou o saco de moedas no chão e pegou seu filho. Seria uma vergonha se aos dezesseis anos Harry se apaixonasse por um camponês e não por uma princesa, ou até mesmo uma camponesa seria algo melhor. Roberts sentiu-se amaldiçoado, como se a criança que ele segurasse fosse uma praga. Ele deu a volta indo direção contraria ao castelo. Roberts poderia matar a criança e isso estava em sua mente quando ele chegou até a beira uma pequena montanha. Ele poderia soltar a criança e então dizer que um ser da floresta a raptou, mas quando Harry sorriu para o pai. Não foi possível ir a diante, porém ele faria algo sobre aquilo. Quando chegou ao palácio optou por não contar a rainha o que realmente haviam lhe dito. Foi preciso apenas uns dias para pensar no que fazer para impedir que aquilo acontecesse e tornasse Harry completamente proibido de conhecer seu amor. Roberts mandaria o garoto para um castelo na Escócia, sob os cuidados de freiras. Longe de qualquer outro menino. O garoto foi crescendo. Quando criança já mostrava ser brilhante, aos nove anos de idade o Rei sabia que estava na hora de executar o plano. Harry não conhecia nenhum outro garoto que não fosse seu próprio pai e isso continuou quando ele foi para a Escócia. — Está tudo bem, querido. A irmã Joseline irá cuidar de você. – A rainha Meredith, mãe de Harry, abaixou-se com dificuldade por culpa do longo vestido, para que olhasse diretamente nos olhos azuis de seu pequeno filho. O garoto estava assustado. Não entendia o porquê de estar tendo que sair da corte real Francesa. Ele tinha amigas ali, e sentiria falta de correr por todo o castelo e de tentar explorar a floresta sem que ninguém o impedisse. Irmã Joseline, uma senhora com roupa de freira, cobrindo seu cabelo e boa parte de seu corpo pegou a mão do pequeno menino e o levou a carruagem onde seu pai o esperava do lado de fora para lhe dar um abraço de despedida. Roberts não queria ter que se despedir, porém um dia antes de mandar o garoto para a Escócia o homem voltou a Adaline, esperando que a previsão havia mudado, mas isso não aconteceu. Fazendo o rei não ter escolha. O pequeno garoto usando trajes reais olhou para o pai implorando para que ele pudesse ficar, mas não aconteceu como ele estava acostumado. Seu pai não suspirou e fez o que ele queria. Apenas o olhou de volta como se não o entendesse. — Iremos visita-lo em seu aniversário Harry. Levarei Lucia conosco. – Seu pai estendia um sorriso enquanto falava, e esse aumentou quando o mesmo disse o nome “Lucia”, futura rainha da Escócia. E a garota a quem Roberts pretendia casar seu filho. — Tudo bem papai. – Murmurou o menino olhando para seus sapatos pretos e pequenos. Ele deu uma ultima olhada por todo o castelo antes de entrar na carruagem decorada e nada simples, com dois cavalos negros para carregar o garoto. O menino entrou na carruagem e ficou ajoelhado no assento para que pudesse dar tchau para seu pai atrás das janelas. Ele pode ver Tilda, sua melhor amiga, filha de uma das damas de sua mãe. A carruagem foi afastando-se da corte. Harry sabia que ficaria por um bom tempo sem entrar naquele lugar, tudo o que ele queria entender era o porquê de estar sendo proibido, excluído, expulso de sua vida. Irmã Joseline fechou as cortinas de veludo da carruagem como o rei havia mandado. Lágrimas sorrateiras saíram dos olhos do pequeno garoto. Ir para longe não seria fácil, ele pelo menos esperava que lá fosse grande como seu pai havia dito.
— Oh, não chore pequeno Harry. – Joseline passou a mão delicadamente na pele macia de Harry secando as lágrimas que ele havia derramado. Enquanto isso na corte, a rainha estava um tanto triste com a partida de seu filho. Não ouvir a risada do garoto correndo pela casa, e nem os guardas o pegando enquanto tentava entrar na floresta, isso faria falta. A mulher elegante subiu as escadas bem devagar. Seu vestido dourado arrastava nos degraus enquanto ela subia. Seu cabelo loiro perfeitamente penteado parecia pesar em sua cabeça. — Agora que eu o deixei partir. Pode me contar o verdadeiro motivo de termos que esconde-lo? – A mulher disse olhando para o espelho no quarto em que seu marido estava. Ela nunca acreditara na estória que lhe foi contada. O homem olhou para o reflexo de sua mulher. Surpreso com a pergunta que lhe foi feita, ele não esperava aquilo, mas agora teria que contar e esperava que ela entendesse o por que daquilo ter sido sua única escolha. — Ele foi amaldiçoado. Iria se apaixonar por um camponês. – O silencio se instalou no aposento até que Meredith retirasse sua tiara e a pousasse no móvel ao seu lado. Sete anos depois... Harry correu o mais rápido que pode. Precisava fugir da irmã Madeleine antes que perdesse o jogo. Era algo infantil, mas sua única diversão em uma tarde. Sete anos haviam se passado. Harry Stangard tinha apenas nove anos quando teve que se esconder na Escócia, seu pai não lhe contava o verdadeiro motivo, apenas dizia-lhe que até o garoto completasse dezessete anos não era seguro que ele voltasse. Harry havia se tornado um lindo jovem. Olhos azuis como os de seu pai, cabelo loiro como o de sua mãe. E um corpo saudável, que seu pai deveria ter quando tinha a mesma idade que o filho. — Harry! Harry! Onde está Harry? – Irmã Helena gritou enquanto corria pelo vasto campo. O jovem saiu de trás da lenha um pouco assustado. Ele esperou não ter deixado de arrumar sua cama. — Oh pequeno Harry, tenho más noticias. — O que aconteceu? – O príncipe perguntou notando o olhar de lamentação de Helena. — Você voltará para a corte. Sua mãe, rainha Meredith adoeceu. Ela quer sua companhia, exigiu sua volta. – Harry escondeu a boca com a mão em um ato de surpresa. Meredith sabia que sua hora estava próxima. E mesmo sabendo dos riscos ela queria morrer com seu filho no castelo, o mais próximo dela. O rei não havia gostado, mas não achou justo negar o pedido a mulher que ele sempre amou. Então ordenou que fossem buscar o príncipe o mais rápido possível. Mas obviamente não cometeria deslizes, pediu para que a carruagem que traria o garoto tivesse apenas uma janela no teto para que ele não pudesse ver nenhum garoto. Também fez os homens que o trariam usar máscaras e não falar mais que duas palavras com o menino. — Partirá ainda hoje. Mandei aprontarem suas malas. Harry não queria admitir e não iria, mas ele sentia-se um pouco feliz por poder voltar. Aquilo era maravilhoso, ele se lembrava de bem pouco, mas apenas esse pouco fazia seus olhos brilharem. Infelizmente o motivo para o garoto estar com as malas na mão era o fato de sua mãe estar doente. Harry nunca passou mais que um dia com a rainha, porém as irmãs o ensinaram que mesmo ela estando ausente, ela existe e ele deve ama-la. A carruagem havia chego. Para a surpresa e desconforto de Harry havia um homem guiando os cavalos. O rei havia dito para Harry que alguns homens eram malvados, cruéis e matavam por qualquer propósito. Ainda mais os camponeses. O transporte tinha uma diferença dos outros que o jovem já tinha visto. Não havia janelas, apenas a porta. O homem mascarado a abriu e pôs um degrau para que o príncipe, agora sem as roupas brancas e confortáveis que costumava usar, subisse. As freiras que criaram Harry formaram uma fila dupla dando espaço para que ele passasse entre elas para poder se despedir. Algumas estavam até chorando e isso fez com que ele também quisesse chorar, mas não o fez. Apenas sorriu graciosamente. — Esta com o mesmo olhar que fez quando fui te buscar. Está com medo pequeno Harry? – Disse Joseline com a mesma voz cansada de sempre. — Será um ótimo rei. E todos terão orgulho de você. Não precisa ter medo, não há nada que sua inocência não possa combater. Uma lágrima escapou do olho do garoto. Joseline a secou passando a mão na falha de sua sobrancelha. O garoto suspirou e então ajeitou seu traje. A jaqueta de couro estava aberta mostrando a camisa branca com uma pequena parte dentro de suas calças. — Vossa majestade. – O homem disse de cabeça baixa. Harry suspirou e então subiu na carruagem, só havia uma janela no teto. Ele estava com medo do homem que o levaria para casa, mas como havia sido seu pai que mandou deveria ser de sua confiança. O jovem se perguntou se Tilda lembrava-se dele. Ele não falava com ela desde que foi mandado para Escócia. A única de sua infância que ele manteve contato foi Lucia que parecia gostar muito de Harry. O tédio se instalou por toda a viagem que ainda nem tinha acabado. O príncipe até pensou em pôr a cabeça para fora da janela, mas haviam vários espinhos que não o permitiam por a mão em que se espetasse. Uma medida tomada por ele ser da realeza, havia pessoas que o adoravam, mas também teriam huguenotes que gostariam de feri-lo só para atingir o rei por simples rebeldia. Tal atitude assustava Harry, como alguém poderia querer feri-lo, sem nenhum motivo, ou até mesmo com motivo. Com o passar do tempo isso entrou em sua cabeça e o fez entender o porquê de seu pai querer esconde-lo. No segundo e ultimo dia de viagem o homem havia lhe dado mais comida. Harry como habito primeiro cheirava e depois a comia. Algo inevitável depois de ser criado cercado de mulheres que pareciam loucas por segurança. A sua segurança. Logo quando Harry havia conseguido fechar o olho para dormir o cavalo relinchou parecendo assustado. E então a carruagem deu movimentos arriscados até que o jovem pudesse ouvir um estouro, parecia fogos de artifício, ele não sabia o que era. E então mais estouros até que o transporte batesse em uma arvore e fizesse com que o garoto caísse. — Salve-se Harry! Corra! – O garoto fica desesperado e então tenta abria a porta, mas algo esta impedindo. Sua única saída foi a janela. Ele tentou ignorar a dor que sentia enquanto os espinhos penetravam em sua pele. Quando conseguiu sair viu três que estavam ocupados de mais chutando o rapaz que estava levando o príncipe de volta a corte. Harry correu floresta adentro. Já estava escuro e mesmo que ele sempre quis ir para uma floresta essa não era a hora ideal. Uma vez que o rapaz ouviu “Ele não esta aqui! O príncipe escapou estúpidos!” uma adrenalina atingiu suas pernas e ele correu mais rápido, como se estivesse brincando com Madeleine e foi nisso que ele pensou para não ficar com mais medo e urinas nas calças outra vez. Quando se sentiu distante demais dos homens o garoto sentou no chão de terra encostando-se a uma arvore. Sua mão doía e sangrava muito, ele não conseguia fazer movimento algum com ela sem que sentisse vontade de gritar de dor. Lágrimas começaram a sair de seus olhos. Ele nunca havia ficado sozinho nem por um instante a não ser na hora de seus banhos. Entretanto aquilo o deixava apavorado, tanto que ele queria poder gritar por seu pai. A corte da França já havia sido avisada e haviam preparado um banquete para o jovem príncipe que deveria estar a caminho, porém eles ainda não haviam sido avisado do ocorrido, algo que duraria pouco até alguém saber e mandar um mensageiro. Roberts andava de um lado para o outro enquanto Meredith indisposta ficava sentada. Convidados começavam a chegar, apenas mulheres nobres. O rei Roberts havia sido chamado de maluco de paixão, pôs todos achavam que ele não gostava de homens por causa de sua mulher. — Faz bastante tempo que anunciaram que ele passou pelas bandeiras da corte. Aconteceu algo? – A rainha perguntou em meio a tosses que pareciam querer tirar algo grande de dentro da mulher. — Os cavalos devem ter ficado cansados. Não se preocupe logo ele chegará. – Enunciou o rei olhando para a lua da janela. A mesma lua que Harry olhava enquanto andava sem rumo pela floresta. Harry desejou ser como a mulher de uma historia que irmã Helen havia lhe contado a muito tempo. Ela era uma viajante que nunca se perdia, ela seguia as estrelas de noite enquanto pela manhã dormia. Harry queria ser como a mochileira noturna agora.
Uma flecha passa bem perto de Harry prendendo-se em uma árvore. Meio passo, e a flecha atingiria as bochechas suadas do príncipe agora mais assustado, e sem reação alguma. Os homens o acharam?
Notas finais
*Huguenotes = Rebeldes da França (Basicamente isso, sorry não prestei muita atenção nessa aula) Vocês chegaram até aqui? Que lindo!!! Merecem até serem coroados.Queria pedir desculpas se houve muitos erros, espero que entendam, isso é culpa de eu não ser uma pessoa paciente e querer postar assim que escrevo, ou seja, não deu tempo de dar uma revisada aprofundada. Comentem, por favor. Pode criticar, eu respondo educadamente, como um príncipe, e agradeço se for uma boa critica. Adeus leitores até o próximo. *Aceno*
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