Intercâmbio
1 OneShoot estranha
Notas iniciais
Senhores Passageiros bem vindos a Tokyo
A voz no auto falante me fez despertar, eu estava dormindo a viaje toda. E cansativo para mim uma viagem do Brasil para o Japão. Estou indo fazer a droga de um intercâmbio.
Soube que há escola a pouco tempo se tornou e mista e também passou a aceitar alunos de intercâmbio, tanto que construíram dormitórios para os mesmos.
Me chamo Lucas Sarutobi , tenho 17 anos, cabelos e olhos pretos. Estou usando uma camisa social branca com um casaco preto por cima, estou também com uma calça jeans preta e tênis da mesma cor.
Quando o avião parou vi todos se levantarem para sair, eu fui o ultimo pois estava com um pouco de preguiça ainda. Depois de entrar no aeroporto, comecei a procurar a pessoa que me “escoltaria” para me mostrar a escola.
Andei por um tempo até ver uma garota segurando uma placa que tinha o meu nome, ela tinha longos cabelos brancos, e tinha olhos azuis e aparentemente aquilo que ela vestia era seu uniforme escolar. Ela era bonita, mas tinha um olhar sério, talvez a presidente do conselho estudantil.
Fui em sua direção enquanto fitava a placa, por incrível que pareça estava escrito em português, eles tiveram o trabalho de escrever em minha língua? Estou surpreso com isso.
—- Com licença – Chamei sua atenção, ela passou a me fitar de maneira analítica – Muito prazer eu sou Lucas Sarutobi – Eu me apresentei a mesma estendendo a mão, mais ai eu havia lembrado que estou no Japão e precisava falar em japonês.
—-Muito prazer Lucas Sou Tsubaki, a vice-presidente e serei sua guia – Eu me surpreendi quando ela falou em português comigo, não esperava por essa e quase acertei, ela era a vice-presidente – Você fala japonês? – Ela me perguntou, provavelmente já pensando que teria que me ensinar.
—- Sim – Respondi em japonês – Eu havia me esquecido que estava no Japão, então acabei falando em português – Lhe respondi e ela acenou em entendimento.
—- Por favor me siga – Eu acenei para ela e passei a segui-la em direção ao taxi que nos esperava lá fora – Então Lucas-san, sem importaria se eu fizesse uma pergunta? – Eu movi a cabeça para os lados, indicando que não me importava – Você é algum pervertido? – Ela me perguntou de maneira séria.
—- Não se preocupe, não sou – Eu lhe respondi mesmo não entendendo a pergunta. Notei ela pareceu ficar um pouco aliviada.
Entramos no taxi em silêncio, já que não tínhamos muito o que falar, e assim continuou por quase todo o caminho, salvo o momento que eu perguntei o nome do colégio que era Fairy Tail HighSchool.
Quando chegamos na escola, também não dissemos nada apenas segui ela em direção ao meu dormitório. Chegando lá ela me explicou as regras e depois saiu. Por enquanto eu não tinha uma companheira ou companheiro de quarto, pra mim tanto faz.
(...)
Uma semana havia se passado, por incrível que pareça eu estava gostando da escola, alguns alunos vieram falar comigo mas eu evadi, não gostava muito de fazer amizades, preferia ficar sozinho.
O que não foi possível já que Natsu e seu fiel rival de briga Gray sempre falavam comigo, no começo eu apenas ignorava mas eles não desistiam e por fim me dei por vencido.
Atualmente estava saindo do colégio para ir arrumar emprego, eu queria um dinheiro para poder sair ou comprar algo a mais, eu tive sorte que a escola permitia eu fazer isso.
Estava tão distraído que sem querer acabei esbarrando em alguém, me levantei rapidamente para me desculpar com ele.
—- Me desculpe – Me desculpei rapidamente, mas ele não se importou. Observei e vi que eram seis pessoas no total, cinco caras e uma garota, eram conhecidos como os gangsters do colégio.
—- Ei... Esse não é o cara novo? – Observei um dos caras acenar para ele, ele voltou seu olhar para mim com um sorriso – Parece que será divertido intimidar ele – Ele falou, ao que parecia era o líder, eu franzi o cenho, essa era a pior intimidação que eu já vi, minha mestra conseguia ser pior.
—- O que tem nessa mochila? – Ele perguntou enquanto pegava minha mochila e a abria... o que? Eu não confio em deixar minha mochila sozinha desde que a esconderam quando estudava no Brasil, Maldito Henrique ainda te pego seu desgraçado!.
—- Hum... então é um nerd – Vi ele se aproximar de mim, sua mão estava vindo em direção ao meu bolso, provavelmente tentando pegar minha carteira, não fiz nenhum movimento para impedi-lo, não tinha nada mesmo nela – Nada? – Ele falou provavelmente decepcionado, em seguida jogou a carteira no chão, ele me empurrou me fazendo cair – Aqui, pra comprar algo pobretão – Ele se agachou e colocou umas notas no meu bolso, estranhei tal ato e estranhei mais ainda quando vi a garota colocou algo no chão.
Foi então que senti que minha mão estava sangrando, ah agora eu entendi, ela colocou um curativo. Peguei o mesmo e coloquei no bolso, mas estranhei a garota, talvez ela não quisesse estar com eles?
Por fim dei os ombros e juntei o que eles tinham tacado no chão, e fui para a praça, atrás de emprego. Não consegui achar nenhum, mas não iria desistir, no caminho de volta para a escola me deparei com Natsu e Gray, quando eles viram o jeito que eu estava vieram me encher de perguntas.
Foi uma tortura, eles ficaram falando sobre eu ter que me juntar com eles para ficar seguro ou algo do tipo. Eu apenas disse que estava tudo bem e voltei para a escola.
No outro dia eu estava sentando na quadra, estava lendo um livro quando senti alguém me puxar elo braço, era a garota ruiva de antes, ela me levou até uma parte da escada, eu fiquei sem entender nada.
Eu fiquei em silêncio a encarando enquanto estávamos encostados na parede, quando eu ia falar algo ela fez um sinal de silêncio, notei que ela estava um pouco aflita, resolvi ficar quieto e nisso ouvi vozes.
—- Ei onde a Erza foi? – Um garoto perguntou, então esse era o nome da ruiva em.
—- No banheiro – Falou aquele garoto loiro de ontem.
Entendi, ela veio me salvar apesar de eu poder me virar sozinho, notei que ela estava cabisbaixa talvez com duvida sobre o que está fazendo?
—- Você está bem? – Ela me perguntou e eu assenti – Bom eu vou indo até – Ela se despediu.
Depois desse papo curto, rolou uma treta, grupo do Natsu brigou com o do Gray, e por algum motivo eu fui metido no meio, puta azar. Agora estávamos tomando bronca do diretor.
Eu ignorei tudo que ele falava, depois disso me deparei com Sting, era o nome do idiota oxigenado líder da gangue, mas ele falou algo me me surpreendeu e me deixou ainda mais atento.
—- Errr... desculpe – Ele falou – Será que poderíamos ser amigos? – Eu franzi o cenho com tal pergunta mas aceitei, queria ver que merda ela tava armando.
(...)
Agora estávamos debaixo de uma ponte vendo a água enquanto conversávamos ou pelo menos ele falava, não sou muito de falar.
—- Sabe, eu costumava ter uma amiga, até que um dia ela me traiu... desde então eu não confio em ninguém – Eu franzi o cenho para a fala dele e o fitei que olhava pra frente, segui seu olhar.
Vi uma cena que não me agradou muito, outros da gangue do cabeça de milho estavam arrastando Erza, eles a jogaram no chão e começaram a espancando.
—- Hahahaha traidora, vád – Não deixei ele terminar a frase, lhe acertei um potente soco na cara que o enviou ao chão, o som do seu nariz quebrando me deixou satisfeito.
Normal Pov
Todos estavam surpresos com a ação do moreno, mas Erza era a que estava mais surpresa, ela não imaginou que ele faria esse tipo de coisa.
—- Seu desgraçado – Sting falou com raiva enquanto fitava o moreno, porém ao notar o olhar gélido que ele mandava ficou com medo – O-O que estão fazendo, peguem ele! – O loiro gritou e os capangas foram em direção ao moreno.
Erza o fitava com medo dele ser machucado, esse medo que morreu ao ver ele desviar de um e lhe acertar na nuca o desmaiando. O segundo veio com um soco armado ao qual o moreno desviou.
Ele segurou o braço do mesmo o impedindo de sair, o terceiro veio em sua direção com uma barra de ferro tentando acertá-lo, Lucas se esquivou para o lado esticando o braço do segundo que foi quebrado pela barra de ferro.
Ele acertou um chute no segundo e no terceiro acertou um poderoso soco no estomago o fazendo cair de joelho, Lucas girou o seu corpo e acertou um chute forte no rosto do terceiro que caiu desmaiado.
O segundo tentou acertar o mesmo por trás, mas Lucas lhe socou sem olhar o fazendo também cair desmaiado.
Erza Pov
O que foi isso? Ele... ele cuido deles como se não fosse nada. Ele me olhou, provavelmente para saber se eu estava bem, eu acenei de vagar e vi ele direcionar seu olhar para o Sting.
—- Então, o que devo fazer com você? – Eu escutei sua voz, o tom usado era frio, os olhos dele pareciam gelo, vi Sting sem reação quando ele passou a se aproximar do mesmo.
Será que ele ia matá-lo? Eu não sei pois eu desmaiei. Quando acordei vi que estava em minha casa, achei que tudo tinha sido um sonho, mas na verdade foi real quando sentir dor por todo o corpo.
Ele deve ter me trazido ate em casa, me levantei e notei um bilhete.
“Não se preocupe, aquele loiro oxigenado não vai mais te irritar, deixei comida pronta para você no forno, sua amiga Cana me emprestou a chave reserva, então não ache que invadi sua casa”
Então foi assim que ele entrou em? Mas sobre a comida eu não acreditei.
Desci de vagar em direção a cozinha e fui no forno verificar, notei que era verdade, olhei para o relógio e vi que era por volta das dez da manhã, peguei a comida para comer e notei que estava quentinha, ele deve ter feito antes de sair.
Então um pensamento me veio a cabeça quando vi que estava enfaixada, ele me viu nua? Senti minhas bochechas esquentarem com tal pensamento, balancei minha cabeça e voltei a comer, depois agradeceria ele.
(...)
Um mês se passou desde o incidente, nesse período fomos nos aproximado até que nos tornamos amigos, sempre conversávamos e Sting nunca mais falou comigo, não que eu ligasse pra ele.
Eu tinha medo dele, por isso sempre andava e o obedecia, mas desde que o Lucas-kun me ajudou eu me sentir melhor, me senti viva me sentia ... livre.
Nisso três anos se passaram, nos formamos na escola e continuamos a conversar, eu perguntei a ele se ele iria voltar para o Brasil ou ficar aqui no Japão, ele respondeu que iria ficar por que tinha algo que precisava fazer. Isso me deixou feliz, sim eu gostava dele, só não sabia se ele gostava de mim.
Dois dias depois que eu lhe fiz a pergunta ele me chamou para sair, e foi nesse dia que tinha conseguido arranjar meu primeiro emprego. Eu estava planejando sair com minhas amigas, mas quando ele me chamou eu fiquei em duvida.
Elas disseram para eu sair com ele, proposta que aceitei sem relutância. Fomos em um parque de diversões e depois em um restaurante, íamos nos despedi ali mas ele insistiu em me levar em casa.
Chegando lá ele perguntou se podia entrar, eu obviamente respondi que sim, quando entramos ele me disse que tinha algo sério para falar comigo. Fiquei um pouco tensa, será que ele iria embora.
Mas ele me pediu em casamento, eu fiquei sem reação não esperava por isso, quando voltei a mim me joguei em cima dele o derrubando enquanto o enchia de beijos fazendo ele soltar uma risada.
O nosso casamento foi engraçado, quem chegou atraso foi ele, e chegou arrastando uma mulher a qual era sua mãe que fica dizendo como ele pode abandoná-la e coisas do tipo.
Conseguindo se soltar dela, o casamento ocorreu normalmente. Depois fomos para o salão de festa onde acontecia a briga entre Gray e Natsu e o resto do pessoal, enquanto eu ficava com uma gota em minha cabeça.
E a mesa só aumentou quando o Lucas-kun resolveu entrar na briga depois de ter uma cadeira acertada em sua cabeça. Depois disso fomos para a nossa lua de mel.
(...)
Agora faz fazia 10 anos desde o nosso casamento, morávamos numa casa confortável com dois quartos, um para nós e o outro para nossa filha. Sim tivemos uma filha, bem bonita por sinal.
Ela tinha meus cabelos vermelhos, os olhos do Lucas-kun e a personalidade dele quando falava com estranhos.
Eu estava encarando ele enquanto o mesmo dormia, já tinha amanhecido mas eu não estava com vontade de levantar, estava frio e eu queria ficar colada nele. Ele abriu os olhos lentamente e quando me viu sorriu, demos um beijo de bom dia.
—- Ara, seus beijos continuam bons – Ele falou me deixando corada, por que diabos eu ainda coro? – Ah, que fofinha – Ele falou enquanto cutucava meu nariz.
—- Bobo – Eu falei e dei um leve tapa nele que riu.
—- Então vamos levantar? – Ele me perguntou enquanto se levantava mais eu puxei ele de volta.
—- Não! Vamos ficar aqui agarradinhos – Eu falei me agarrando a ele enquanto o mesmo soltava uma risadinha.
—- Certo, certo vamos ficar agarradinhos — Ele falou me abraçando.
Mas derre pente sentimos alguém pular em cima de nós, nos viramos e vimos nossa filha.
—- O que foi Elaine? — Eu a perguntei.
—- Estou com frio, posso ficar com vocês? — Nós trocamos olhares e depois sorrimos.
—- Claro que pode Eli-chan — Lucas-kun falou dando espaço para Elaine que se ajeitou entre nós.
—- Bem, então boa noite novamente — Eu falei com um sorriso correspondido pelos dois, e dormirmos de novo, felizes.
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