Notas iniciais
Bom, primeiramente agradeço aqui publicamente ao leitor Jhon Wills pela recomendação, que foi de fato inesperada. E segundamente, avisar que se os capítulos não forem postados nos dias certos, estou com alguns probleminhas principalmente com relação a internet já que não estou podendo ficar em casa, no mais mesmo com internet boa talvez não consiga terminar os capítulos a tempo, além disso tudo estou meio doente e extremamente mal psicologicamente falando srsrs Espero que entendam, sinto a necessidade de me justificar a todos os leitores. Boa leitura.

Ariel se levantou de repente, parecia pronto para lutar contra qualquer ameaça e prestes a atacar alguém. Respirava ofegante e olhava ao redor cauteloso e desconfiado.

— Onde eles...? – Levou alguns segundos para perceber que a luta havia terminado, e que estava em uma cama. Olhou para seu corpo com várias marcas do combate e suspirou.

Tirou os lençóis de cima dele rapidamente, se vestiu e saiu da sala imediatamente. Estava no “hospital” de Greenleaf, não sabia onde o resto estava.

— O que foi aquilo...? – Ele forçou a memória tentando se lembrar do que viu acontecer com Shyuri e Vincent. Os símbolos no rosto deles... Ele tinha certeza que sabia de onde eram.

Ele estava um pouco confuso, Ariel tinha certeza que eles eram da Garra, antes, mas isso era antes. Eles quase morreram naquele combate, se fossem da Garra qual o interesse deles em fazer aquilo? Não costumava duvidar de Ganor, mas...

— Já acordou? – Uma voz feminina conhecida interrompeu seus pensamentos. Harley.

— Sim, e os outros? – Ele perguntou tirando qualquer sinal de dúvida de seu rosto.

— A maioria, se não todos. – Harley não olhava diretamente para ele, estava se esforçando para não sentir o que Ariel estava sentindo, mas era quase involuntário. Ela percebeu que ele estava hesitante sobre algo, parecia divido entre confiar em alguém ou nele mesmo. – Você está bem?

— O que? – Ariel parecia tirado de uma hipnose, estava completamente distraído.

— Perguntei se você está bem.

— Claro...

Os dois ficaram em silencio por alguns segundos antes de Harley se despedir e continuar caminhando pelo corredor até encontrar a sala de Anny. Bateu na porta e um “pode entrar” animado a fez abrir a porta e entrar.

— Então, o que você acha? – Harley se sentou e falou como se tivesse continuando uma conversa que havia sido interrompida.

— Sinceramente, eu não faço a mínima ideia. Mas sem querer favorecer um lado ou outro, foi estranho eles terem lutado contra aquela Sombra até o fim. – Anny se sentou na cama enquanto falava, parecia não ligar muito para aquilo.

— Entendo... Será que realmente tem algo que a gente não sabe? – Harley suspirou e fechou os olhos lentamente.

— Seja lá o que for, vamos ter que ir lutar contra eles novamente, se tem algo por trás disso, melhor descobrir logo.

— E você não vai fazer nada?

— Ah, não sei. Por enquanto vou ficar na minha, neutra, melhor dizendo.

Harley se despediu, não havia sentido nada de estranho, mas parecia que ela também queria descobrir, mas não queria demonstrar. Assim que saiu da sala cruzou com Ágda dando uma saudação rápida, a mulher entrou no quarto de Anny.

— Ela também acha que estamos sendo enganados. – Anny disse, ficando mais séria.

— Então temos que levantar daqui e descobrir logo o que está acontecendo. – Ágda também parecia séria. – Pensei nisso tudo também e obviamente algo está errado.

— Mas não podemos recusar uma ordem de Ganor. E acho difícil que ele queira que seus antigos alunos sejam culpados por algo tão grave. – Anny acreditava em Ganor mesmo pensando que algo estava fora do lugar.

— Quanto a isso, não tenho certeza. Vamos sair novamente em breve, encontraremos nossos oponentes e vamos arrumar essa bagunça. Meus instintos não costumam falhar. – Ágda cruzou os braços e ficou em uma posição de reflexiva. – Eu tenho certeza que... – Perdida em seus pensamentos ela se levantou e saiu do quarto.

Anny fechou os olhos e respirou fundo, nem tudo fazia sentido. Ganor usar seus próprios alunos, nunca. Ela acreditava nele, e não via traço algum de maldade no homem, mesmo ela sendo inocente sabia que seus olhos não a decepcionavam. E ele estava a ajudando a encontrar seu pai, o que ganhava disso?

Ariel e Ágda quase se bateram no corredor, os dois pensando no que fazer, Ariel era o líder deles no momento, indicado pelo próprio Ganor, mas não suportaria ver pessoas inocentes sendo culpadas por coisas assim, e se eles eram inocentes mesmo, Ganor com certeza sabia disso, e assim ia, se ele sabia, tinha um forte motivo para querer os quatro mortos.

— Ei, Ariel, posso te pedir uma coisa? – A voz séria de Ágda o fez retornar a realidade.

— Sim? – Ele não disfarçava suas preocupações estampadas em seu rosto.

— Você acha que Ganor está nos enganando? – Ágda foi sincera e direta, queria apenas saber a resposta dele, mais nada.

— Acho que devemos descobrir a verdade e não tirar conclusões precipitadas. – Ele mesmo se surpreendeu com o que disse, não costumava pensar muito, mas isso não era uma opção nesse momento.

— Olha, ouvir isso do Ariel realmente me convence que é a opção certa. – Ágda deu uma risada quase irônica, e continuou seu caminho. Ariel quase não entendeu o motivo.

* * *

— Aconteceram muitas coisas durante essa missão, inclusive vocês viram coisas que parecem lendas. – Ganor falava aos quatro jovens, estavam o olhando normalmente, como se nada acontecesse nas mentes deles. – Se eu estiver correto, eles estão debilitados por hora, então essa é sua chance de atacar com tudo. Eles ainda não estão longe de Greenleaf, então se apressem. E teremos que interroga-los sobre o que aconteceu com a Sombra, visto que sei que talvez isso tenha colocados inúmeras duvidas em seus corações. Todos vocês poderão fazer perguntas e assistir assim que eles forem pegos.

Ganor terminou de falar e suspirou pesadamente, se retirando para sua sala. Largou seu cajado sobre a mesa, colocou as mãos na cabeça. Já estava noite, a lua brilhava na janela. Seus fragmentos estavam lá, inertes no espaço.

— Para criar um mundo ideal, sacrifícios são necessários. – Ganor abriu a janela de sua sala e olhou para a lua. – E se tenho que trabalhar com aquela escoria para conseguir um mundo de paz real, eu vou fazer isso.

Sua aparência voltou a ser confiante, ao invés do Ganor exausto que parecia antes. Pegou seu cajado e se apoiou nele.

— Aderick vai atrás deles, assim que a luta terminar, ele tem ordens para matar todos além de Vincent e Shyuri. – A voz de uma mulher ecoou na mente de Ganor. Ultimecia. A presença da bruxa desapareceu após ela dizer aquilo.

— Não queria que eles passassem por isso. Mas só assim eles vão conseguir os poderes totais, mesmo que signifique a morte de seus aliados...

Ganor se sentou na cadeira e repousou sua cabeça ali mesmo em sua mesa, caiu no sono naquele mesmo lugar. Sonhou com Greenleaf, verde e bela, com pessoas sorridentes e felizes, sem medo de Steel e Spear.

Notas finais
Bom, acho que tudo que queria falar já disse, espero que tenham gostado. Obs: Próximo capítulo sera especial do Ganor. Obrigado, vejo vocês nos comentários e até mais;