Notas iniciais
E então, sejam bem vindos a minha mais nova aventura nesse mundo, mas ainda não sou muito experiente, então conto com a ajuda de todos leitores para melhorar, as fichas estão nas notas finais.

13 de dezembro de 2023. Quarta feira.

Faz muito tempo que venho trabalhando nisso, meus olhos ardem devido aos três dias sem fechá-los, meu hálito está horrível graças a quantia enorme de café que ingeri... Mas isso tudo... Vai valer. Meu nome é Lyonel, tenho 23 anos. Cabelo preto, desgrenhado, não muito longo, olhos castanhos escuros, olheiras enormes. No momento uso uma calça jeans comum e uma camiseta simples azul, por cima disso tudo, o guarda-pó clássico de cientista, os óculos de vidro enorme, proteção desnecessária. Meu laboratório é pequeno, para outros trinta que trabalham comigo também, mas é o que a Sillicon Corporation nos dá. É bem clássico também, prateleiras cheias de substâncias, paredes de vidro. O que se destaca são os cadáveres, devidamente higienizados, sobre as mesas. Me lembro do primeiro dia aqui, vomitei em cima da mesa da chefe geral, foi em janeiro ainda. Bom, felizmente agora, trato eles com a maior naturalidade possível, outro dia até ri quando rabiscaram a cara de um.

Vou contar um pouco sobre nossa pesquisa. Foram longos três anos pesquisando um gene crucial do nosso DNA, que estava invisível até então, um cromossomo para apontar com exatidão. O 24Z, como chamamos. E o que ele faz? Bem, é complicado, mas basicamente, notamos que ele desparece assim que uma pessoa morre. Isso, talvez por isso, apelidamos ele de Cromossomo Vida, nosso trabalho indicou que ele é responsável por estarmos vivos, então pode imaginar a comoção que houve. Na época, ainda não trabalhava aqui, foi em janeiro de 21, se não me falha a memória.

Descoberto o segredo da vida, não demorou muito para os esforços se multiplicarem para entende-lo, foi aí que eu apareci, havia feito um longo estudo sobre isso, e meu principal objetivo era descobrir uma maneira de reativar esse cromossomo em pessoas já mortas. Exatamente, ressurreição. Nunca havia conseguido chegar muito longe, visto que não tinha os melhores recursos a disposição. Foi aí que uma amiga minha entrou em ação, Einy, estava desenhando um dos edifícios da Sillicon, e mencionou meu trabalho. Foram dois toques, e eu estava lá dentro da maior empresa científica da atualidade, devo isso a minha melhor amiga. Ou melhor, uma das minhas melhores amigas. A outra, Gih , foi quem me apoiou nesse ano, que foi uma montanha russa de emoções, como psicóloga formada, tecnicamente fui seu primeiro paciente. E ela fez um bom trabalho até, impediu eu de me matar umas quatro vezes. Irônico, alguém pesquisando como reviver as pessoas, tentando se matar. Hoje eu acho graça.

E hoje, é dia do nosso ritual sagrado da amizade, toda segunda quarta do mês saímos pra jantar a noite, aqui em Porto Alegre tem um restaurante muito bom no centro mesmo, e desde que saímos da nossa cidade natal, temos esse ritual.

Saio mais cedo do laboratório hoje, são ainda seis horas da tarde, embora estejamos no verão, a poluição faz com que já esteja escuro, felizmente a tecnologia faz com que a nuvem de fumaça fique apenas acima dos prédios, no chão ainda é possível respirar.
A cidade não é tão obscura também, os outdoors piscantes e chamativos dão uma coloração estranha a cidade, deixando um clima "Tóquio" por aqui. No telão de notícias do centro, que fica na carcaça de uma antiga igreja, anunciam sobre os últimos crimes do momento. Esse lugar se tornou extremamente violento ultimamente, felizmente as armas de fogo foram proibidas completamente nas ruas, então, ao menos não morremos nos assaltos.

O "Frango e Café" aparece a minha frente assim que dobro a esquina, os longos cabos de luz dão uma coloração laranja para a rua. O letreiro do restaurante pisca vermelho e verde acima da porta, a imagem de uma coxa de frango dentro de uma xícara de café me faz repensar meu hábito de frequentar aquele local. Entro pela porta, não, pela janela, e a campainha toca, a atendente de sempre, uma mulher loira e alta sorri pra mim, como de costume, sei que aquele sorriso é mais que cortesia, mas fazer o que se eu gosto mesmo é de "outra fruta". E devo ser muito lindo pra no meu estado atual chamar atenção de alguém.

Lá está Gih, sentada sobre o estofado que era grudado na parede, apoiava seus braços sobre a mesa circular de madeira. Tudo no local era bege, amarelo bege, bege escuro, tudo era variável de bege.

Gih tinha olhos verdes, o cabelo meio longo, não muito, levemente encaracolado embora meio liso. Uma coisa que eu não sei descrever, mas era castanho. Tinha um corpo... "Avantajado", que desde o ensino médio rendeu muitas piadas e brincadeiras, visto que eu sou uma tábua polida. Sua pele era clara, extremamente, e as bochechas estavam vermelhas, como de costume. Usava um casaco cinza, uma calça jeans preta e tênis vermelho, visual comum.
— E então, tudo certo? – Ela me pergunta, enquanto sento na cadeira bege claro.
— Sim, cansado como nunca, mas tudo certo. – Respondi, minha voz saiu extremamente arrastada, sinal de meu cansaço.
— E a pesquisa? – A garota-mulher perguntou mais por educação que interesse. Eu entendia bem porquê. Ela preferia não acreditar nisso, não queria criar esperanças de que podíamos transpassar a própria morte, para não se decepcionar depois.
— Está muito avançada, se quer saber, posso dizer que estamos com oitenta por cento concluído já. Sabemos que o cérebro é determinante nesse processo de... – Eu comecei a falar, mas parei sabendo que ela entendia tanto de ciências quanto eu de árabe.

Segundos depois Einy entrou, o cabelo castanho caia pela testa formando uma longa franja, caindo pelo pescoço, formando um chanel. Ela estava com uma camiseta de uma série de televisão, Sobrenatural, acho que era o nome, preta com as letras escritas em vermelho, com um efeito de que sangue escorria pelas letras, uma saia preta simples e rendada, e uma sandália preta amarrada na canela. Seus olhos eram verdes também.
— Oi gente! – Ela gritou da entrada. Todos no restaurante pararam de comer e olharam para ela. Sob circunstâncias normais eu levantaria e ajudaria ela a chegar a nossa mesa, mas estava cansado de mais pra isso.
— Estamos aqui! – Gih gritou também, agora os olhares estavam em nós.
— Comam mais, olhem menos. Restaurante, não passarela. – Eu disse sem a menor delicadeza, obrigando todos a voltarem a comer. Einy veio correndo e sentou ao lado da nossa outra amiga.

Elas se sentaram e começaram a falar sobre qualquer assunto aleatório, normalmente estaria colocando minha pitada característica de ironia e sarcasmo na conversa, mas estava cansado até pra isso. Meu celular vibrou, quase não senti, caia de sono sobre meu braço apoiado na mesa. Peguei o celular do bolso e olhei. Mensagem da chefe, mensagem de áudio. Ouvi ali sem cerimônias, não estava com meus fones.
"Ly, conseguimos! Revivemos o paciente vinte e seis!" Ela gritava, todos ao redor pareciam estar comemorando. "É cedo ainda, mas os resultados são extremamente otimistas!" Ela continuou, o entusiasmo presente na voz era imensurável. "Nós...! Mas que merda é essa?! Socorro! Socorro!" Alarmes. Tiros. Todos olhavam para mim surpresos, mas meu olhar de ódio repeliu os deles.

— O que foi isso? – Einy perguntou baixando a voz.
— Eu não sei... Eu tenho que ir lá! – Eu disse me levantando, as duas se levantaram também, estavam dispostas a ir comigo, e eu não conseguiria impedir mesmo.
— Vamos! – Gih correu para fora, abriu a porta do seu sedan com tanta força que pensei que iria arrancar ela fora. Correu para o outro lado e sentou no banco de motorista, eu sentei no banco da frente, Einy no de trás. Gih deu a partida imediatamente após fecharmos as portas. Numa manobra arriscada ela virou o carro e nos colocou na rua principal.

Me perguntava que droga aconteceu lá, mas não conseguia pensar em nada. Obviamente algo deu muito errado lá, e eu não faço a mínima ideia do que é.

Em três minutos chegamos, as luzes do edifício de vidro estavam apagadas, exceto por um brilho alaranjado bem no meio do prédio.

Gih teve a precaução de pegar um revólver cinza de baixo do volante, eu segurei a faca especial que sempre tinha presa ao meu braço, e Einy segurava seu canivete de tamanho exagerado.

Entrei no prédio, não havia ninguém na portaria, estava tudo muito quieto, o único som era de algum fio elétrico causando estática por ali.

— O que aconteceu aqui...? – Einy sussurrou, caminhava cuidadosamente.

O lado bom do mundo violento onde estávamos era esse, nos criávamos verdadeiros lutadores, obviamente não todos, na verdade, apenas alguns realmente eram esse tipo. Nós três éramos esse tipo, estávamos sempre alerta, preparados para qualquer coisa. Quase qualquer coisa. Quando aquela criatura estranha saiu de dentro do elevador, ficamos completamente sem ação. O que era aquilo? Sabia que era minha chefe, mas esse era o problema, era, ali estava uma criatura nojenta, a carne completamente podre, com sinais de pele arrancada pelo corpo todo. Os olhos amarelos eram de um animal, um animal faminto e desesperado, o jaleco branco sujo de sangue e rasgado. Então começou a correr na nossa direção, não era muito veloz, e grunhia sons estranhos enquanto corria. Completamente desesperado, gritei para ela parar, foi como falar com uma parede, ela jogou o corpo podre sobre mim, estava quase me alcançando... Quando com um estouro agudo ela saltou para trás, meus ouvidos zuniam com o som da bala, maldita, salvou minha vida mas nunca me acostumei com ela.

— Ela está morta...? – Gih perguntou, baixou a arma.
— Pegou bem no peito. Não tem chance de sobrevivência... – Eu disse dando o diagnóstico dela. Meu Deus... Morta, ela estava morta. Gih soltou a arma no chão e começou a chorar, balbuciava palavras como "Meu Deus, que droga!" ou "eu matei ela..." entre soluços.
Einy não baixou a guarda, e foi nossa salvação quando minha chefe surpreendente levantou do chão com um buraco no peito, sangue marrom sujava toda a área ao redor do local atingindo. Ela arrastou sua mão até a perna de Gih e puxou, fazendo um arranhão enorme, Einy saltou sobre as costas dela e com o canivete atingiu repetidamente a área, enquanto gritava. Gih apenas recuou, atônita diante da situação.

Eu continuava parado, sem saber o que sentir, aquilo claramente não era humano, de jeito algum seria. Foi quando as coisas começaram a fazer sentido. A pele podre, marcas de sangue e mordidas... Ela estava morta sim... Mas viva... E só tinha um objetivo, se alimentar. Mais e mais, e qualquer um mordido, ou arranhado, seria infectado... Ainda não sabia os efeitos daquilo nos vivos, mas percebi que descobriria logo quando percebi a perna de minha amiga ferida. Foi quando quase comecei a chorar de desespero, minha amiga estava sentenciada a morte. Quanta coisa passava pela minha cabeça, pensei que poderia haver uma cura no laboratório, um projeto paralelo que eu não conhecia. Sabia que as chances eram mínimas, mas era melhor acreditar.

Einy saiu ofegante de cima da criatura, soltou a faca aliviada.
— Você... Tá sentindo alguma coisa? – Ela perguntou ajudando Gih a levantar.
— Dor, muita por sinal. – Ela disse pegando sua arma, mais uma surpresa nesse momento, a criatura levantou o braço e com força puxou Einy, que caiu no chão com um grito, derrubou o canivete na queda.
O morto se arrastou sobre ela e começou a tentar mordê-la, ela segurava sua cabeça com dificuldade. Eu não pensei duas vezes antes de dar um chute extremamente forte nele e o empurrar para trás, Einy rolou rapidamente para trás de mim, a criatura começou a se levantar e quando achei que estávamos perdidos, Gih tomou coragem e puxou o gatilho da arma, novamente o som agudo e surdo e um estouro na cabeça do monstro, que caiu para trás. Dessa vez não baixamos a guarda, ficamos observando ele mas parecia realmente morto agora. Morto de novo.

— Temos que atingir na cabeça... – Eu disse embora acreditasse que elas já tinham percebido isso.
— Droga, ele me arranhou... – Einy disse, levantando um pouco a camisa. Aquilo me atingiu como uma marreta, olhei para o chão, prestes a desabar, mas algo me impediu, não podia desistir, elas ainda tinham alguma chance, e se tinham, valia a pena lutar até o fim.

— Precisamos subir! – Apontei para as escadas, ainda não tinha a mínima ideia do efeito que a infecção poderia causar nelas e em que tempo, mas aparentemente não havia efeito algum até agora.

Nossos dez segundos de paz acabaram rapidamente quando outro daqueles monstros desceu a escada aos trancos, dessa vez muito mais preparada, Gih atirou diretamente no meio da testa da criatura, que caiu para trás, foi quando ouvi o grunhido típico deles se aproximando, eram mais de dois pelo que podia ouvir.
— Não atire! O som os atrai. – Sussurrei para Gih e sinalizei para abaixar a arma, ela obedeceu, relutante, meu pedido.

Consegui ouvir um deles se aproximando de cima da escada, dessa vez rapidamente agi, assim que ele apareceu enfiei a faca em sua cabeça, rapidamente a puxei de volta, os ossos podres deixaram aquilo meio fácil, era como atingir uma árvore como um machado. Tive um pouco de dificuldade para puxar de volta, mas consegui. Einy rapidamente atacou o que vinha logo atrás, assim que eu joguei o corpo do que atingi para o lado, ela fez a mesma coisa que eu, mas pelo lado, colocando a faca pela clavícula dele.

Quando terminamos, estávamos ofegantes, não pelo esforço, mais pela adrenalina do momento, elas continuavam sentindo como se matassem alguém vivo ainda, embora não

Subimos as escadas correndo, aquele som deles continuava me atormentando, não conseguia identificar bem de onde vinha. Continuamos subindo, meu objetivo era encontrar as coisas lá em cima, tínhamos armas e talvez a possível cura por lá.
— O que está acontecendo aqui? – Gih perguntou agora que tudo estava mais calmo agora.
— Eu não sei... – Eu disse, minha voz estava alterada e demonstrava minha vontade de chorar.
— Devíamos voltar e chamar a polícia, esses... Sei lá o que são, não são problema que possamos resolver... Podem ser pessoas ainda... – Einy disse e mesmo no escuro pude ver que cerrou um punho. – Talvez tenhamos matado quatro pessoas se for assim...
— Não, não... – Eu comecei a falar sozinho, subi as escadas correndo assim que vi a porta de meu laboratório completamente arrebentada, o letreiro ao lado da entrada piscava na cor verde. "Quarentena". Algo deveria estar preso lá, e havia escapado. Entrei correndo, procurei minha mesa, o celular de minha chefe estava sobre ela, tinha um vídeo gravado com meu nome como título. Gih e Einy estavam atrás de mim, observando o local escuro atentamente. Coloquei o vídeo para rodar. Estava tudo escuro, mas conseguia identificar várias silhuetas.
"Essa área está completamente restrita, nosso projeto saiu de controle e deu origem a um vírus, não temos certeza sobre os efeitos dele nos seres vivos, mas temos conhecimento dos efeitos em mortos. Ressurreição parcial. Os indivíduos mantém movimentos básicos e pouquíssimos reflexos, identificam possíveis presas pelo cheiro e som, seu único alimento é a carne humana, e não temos meios de traze-los de volta a forma natural. O vírus passivo se espalha pelo ar, se essa área for violada, todos seres humanos estarão infectados em questão de dias. O vírus ativo é transmitido por mordida ou arranhões de mortos, leva cerca de uma a oito horas para causar morte em seus portadores, podendo variar. Sintomas da infecção ativa são febre, delírios e vômitos. Independente do tipo de infecção, todo indivíduo infectado se não tiver seu cérebro perfurado até perto do centro, vai se transformar. Essa mensagem foi gravada no dia 13 de dezembro de 2023, e se você está vendo isso... Algo enorme começou, porque aquela porta nunca deveria ser aberta"

Pude sentir meu mundo desabando, comecei a cair, tonto, alguma coisa me segurou, não consegui identificar pois minha visão estava escura, os sons ao meu redor estavam ficando lentos e não conseguia entender nada. Meu Deus... Se aquela porta foi aberta, todos estaremos infectados... Todos estamos. Aquela coisa se espalha pelo ar, provavelmente infectou a cidade toda, e logo o país, e então o mundo. Qualquer pessoa morta se tornaria uma daquelas coisas, e mataria muitas outras, e assim seguiria infinitamente. Até não sobrar ninguém, precisava sair dali e avisar o mundo todo.

Minha visão foi voltando ao normal, mas não demorou muito para me arrepender de poder ver tudo, minha audição continuava estranha, não conseguiria dizer que o som que eu ouvi foi de um tiro se a cabeça de Einy não tivesse sido jogada para trás e um buraco enorme se formado ali. Ela caiu de olhos abertos no chão. Pela cor da pele ainda estava viva. Antes de ser atingida.

Gih segurava a arma chorando e tremendo.
— Todos nós vamos ser aqueles bichos... Se não fizermos isso...

Ela começou a virar a arma para minha direção, era o efeito da infecção. Delírios. Ou não.
— Abaixe a arma... Não me obrigue a fazer isso... – Eu disse e apontei as mão para frente, falando calmamente com ela.
— Não tem outro jeito, não tem não... – Ela preparou outra bala.

Não tive muito tempo para pensar, virei minha mão rapidamente e peguei sua arma, saltei para trás e descarreguei a arma, atirando ela para longe. Não tinha coragem para terminar aquilo, corri para trás e bati a mão na tranca da porta de vidro, Gih não tentou correr nem nada, apenas sentou no chão e começou a chorar. Eu tive vontade de voltar, abrir aquela maldita porta e tirar ela de lá, mas não iria adiantar de nada além de deixar tudo mais complicado.

Foi quando alguma coisa me atingiu pelas costas, me virei em um segundo e com a faca tentei atingir o que quer que tivesse me acertado, o desespero e a raiva tomaram conta de mim e avancei pra cima do monstro que mordeu meu pescoço, a faca raspou no rosto dele e eu avancei para cima dele, o derrubando no chão. Enterrei a faca em sua cabeça e recuei. Acabou pra mim também...

Não me lembrava do resto que aconteceu, ouvi um tiro estilhaçando o vidro do laboratório, Gih arrastava o corpo de Einy e o deixou ao meu lado esquerdo, ela sentou e escorou o corpo na parede.
— Quantas balas? – Perguntei, não queria virar uma daquelas coisas.
— Duas. Suficiente para nós... Desculpa por antes, mas agora não tem mais jeito... – Ela disse de cabeça baixa, lágrimas escorriam pelo seu rosto. – Até logo...

Ela colocou a arma sobre a testa e atirou, caindo em seguida. Agora restava apenas eu ali, queria sair e avisar a todos sobre aquilo, mas não dava tempo. Só restava terminar aquilo. Coloquei o cano gelado da arma sobre meu rosto, um arrepio percorreu meu corpo. Acabou. Antes que desistisse, puxei o gatilho e cai.

Notas finais
Certo, aí segue a ficha, seu personagem é um humano relativamente normal, então não exagere muito nas coisas, mas é isso, espero a participação de todos. Lembre-se que qualquer detalhe pode interferir na sobrevivência de seu personagem. Não espere que um adolescente "fodão" que se arrisca, gosta de perigo e usa uma sniper vai sobreviver muito tempo. ☆ Nome: Tenha em mente que a história se passa no Brasil, então, não precisa ser um nome extremamente brasileiro mas nada muito incomum por aqui. Sobrenome sem restrições. ☆ Idade: Entre 12 e 45 anos. Pense antes de escolher a idade de seu personagem, ela define a experiência dele nesse mundo. ☆ História: Descreva a vida de seu personagem até agora, não precisa ser um diário de cada dia da vida dele, um rápido resumo de acontecimentos importantes em sua vida é suficiente. Lembre que as palavras ditas aqui, justificam a personalidade de seu personagem. ☆ Personalidade: Descreva como seu personagem é, como age, a personalidade deve ser justificada com algumas coisas da história, para que faça sentido. ☆ Estado onde vive: Isso define o grupo em que seu personagens estará, entre algumas outras coisas.Preciso relembrar que a história se passa no Brasil? ☆ Família: O mundo ainda não começou a acabar, isso significa que seu personagem tem pai, mãe, tia ou irmão e tudo mais, descreva a relação de seu personagem com as três pessoas mais importantes para ele. ☆ Classe: Vou específicar algumas classes, elas definem habilidades de seu personagem com armas e outras, não há restrições quanto a classe que seu personagem pode ser, uma garota de doze anos pode ser médica, batedora ou atiradora. Veja um exemplo, a garota de doze anos cresceu em contato com a natureza pois a mãe era botânica, então ela pode ser médica sim, até sobrevivente. Dependendo do personagem, ele pode começar completamente inútil e só depois se tornar a classe que você escolheu. Toda classe tem suas vantagens e desvantagens. Sobrevivente: Sabem se dar bem em qualquer lugar, floresta, cidade ou campo. Sabem usar facas e pistolas. Tem muitos conhecimentos sobre como sobreviver em condições extremas, geralmente são independentes e líderes, mas isso pode atrapalhar a convivência em grupo dele. — Médico: Ervas, remédios ou bebidas, um médico sabe exatamente o que administrar para todo tipo de doença, usam pistolas e revólveres, mas preferem não sujar as mãos com violência. São membros essenciais de um grupo e podem ter muitas dificuldades se estiverem sozinhos. — Atirador: Usam armas de longa distância e revólveres, não são fortes fisicamente mas sua mira é impecável, não costumam perder um alvo parado ou em movimento. Não assumem posições de combate direto, pois sua especialidade é distância. — Batedor: Extremamente fortes e resistentes, usam bastões, machetes e outras armas de pouca distância, sua resistência é enorme mas a posição na linha de frente de combate representa perigo constante. — Assalto: Usam metralhadoras e armas pesadas, tem muita mobilidade e suas armas produzem uma quantia de som enorme, mas são extremamente perigosos. ☆ Aparência: Use a imagem de algum ator ou cantor ou o que quiser, desde que seja imagem real. ☆ Quantas pessoas seu personagem considera ideal em um grupo? ☆ Se seu personagem tivesse todas suas coisas roubadas, e encontrasse o ladrão em perigo, salvaria? ☆ Daria ou negaria abrigo a um completo desconhecido? ☆ Sobre como tratar um criminoso qual seu personagem acredita ser a forma mais adequada, olho por olho, todos merecem uma segunda chance ou sempre há uma forma de mudar? ☆ Qual a opção sexual de seu personagem e se ele está interessado em um relacionamento? ☆ Sabe que seu personagem pode morrer a qualquer momento? ☆ Algo a acrescentar?