Intenso Desejo
1 Te Vejo
Notas iniciais
POV Edward
— Jane, sua amiga ainda vai demorar muito? Você sabe tenho uma reunião hoje e não posso me atrasar.
— Eu sei Edward, mas o que quer que eu faça? Sabe como são esses voos, sempre atrasam. Temos que esperar mais um pouco, logo anunciarão a chegada.
Bufei contrariado, mas foi junto a voz eletrônica anunciando que o voo 2142, vindo da Europa, pousará em menos de 10 minutos.
— Eu não te disse.
Jane falou com um sorrisinho característico, um fator que fica bem no seu rosto, porém evidencia a feminilidade e até certo toque infantil, ainda maior do que já possui.
Não que esteja dizendo que minha esposa é infantil, longe disso, mas se já não bastasse nossa diferença de idade. Eu com 30 anos recém-completos e Jane esbanjando juventude aos 22, ainda tive a sorte de casar com a mulher de características mais frágeis possíveis.
Talvez ao atingir mais idade, alguns traços maduros se assemelhem as suas formas, mas hoje, seu corpo esbelto ainda mostra sinais da menina que até pouco tempo atrás era. Seu rosto bem desenhado parece mais com a forma de um anjo, do que de mulher casada. E para completar o pacote, ainda possui belos azuis e cabelos loiros, encerrando toda sua forma de boneca.
Jane é linda sim e não nego, mas ao seu lado, às vezes pareço mais um pai, do que um marido.
Lembro-me de algumas ocasiões, quando ainda namorávamos, onde tivemos que mostrar sua identidade, para comprovar a maioridade e assim podermos entrar em certos lugares não apropriados para menores, o que em certos momentos, Jane aparentava ser.
— Vou pegar um café. Você quer alguma coisa? – Perguntei com gentileza.
— Não querido, obrigada. Ficarei aqui esperando, para o caso da Bella chegar.
— Certo. Volto logo.
Dei-lhe um selinho e sai passando pelas pessoas, que assim como nós, estão no aeroporto esperando algum amigo, parente, conhecido ou até em alguns casos, desconhecido.
Pois o que mais vemos nos aeroportos desse país, são pessoas com plaquinhas indicando que esperam por alguém, que jamais viram na vida, mas que por algum motivo, estão circulando por aqui.
Segui até a lanchonete e ao ser atendido, pedi um café forte. Fiquei esperando a atendente prepará-lo, enquanto isso, observo a movimentação do saguão. Quando a moça entregou o pedido, resolvi permanecer aqui mesmo.
Foi desse modo que, distraído, saboreando o aroma quente do líquido, meus olhos captaram a imagem dos deuses.
Uma mulher, não corrijo. A mulher. Acabou de passar diante dos meus olhos.
Que pernas, que quadril, que formas. Até seu cabelo é do modelo perfeito para entrelaçar as mãos e puxar diante de um beijo ofegante ou quem sabe, uma pegada a mais na cama.
Sério, sou casado e até hoje sempre fui fiel ao meu relacionamento com Jane, porém, além de continuar sendo homem, existem mulheres e mulheres.
Algumas apenas apreciamos, outras notamos um belo bumbum ou quem sabe, uma boca aparentemente boa de beijar, mas existem algumas...
Que por Deus!
Parecem ter sido feitas apenas para tentar a raça masculina e a moça que acabei de ver se encaixa perfeitamente nessa categoria.
Infelizmente meu olhar sobre ela demorou pouco, pois a mesma parece apressada e logo saiu do meu campo de visão, ainda levantei do banco para tentar enxergá-la em meio a multidão, mas como era de se esperar, ela já sumiu.
Sentei conformado, pelo menos terei a lembrança de sua imagem. Terminei o café e decidi voltar para perto de Jane e ver se sua amiga já deu sinal de vida.
Ao me aproximar do local que deixei Jane, meu celular tocou, o peguei rapidamente vendo que é meu irmão.
— Fala Emmett.
— E ai Edward? Estou ligando porque fiquei preocupado.
— Por quê? Aconteceu algo na empresa?
— Não, aqui está tudo tranquilo, mas fiquei preocupado com você. Porque cheguei e me disseram que ainda não havia chego. Estranhei o fato e resolvi ligar.
— É claro, né? Todos os dias você chega depois de mim. Então foi de se espantar mesmo.
— Eu não tenho culpa de você gostar de levantar tão cedo. Nem parece que é casado.
— E o isso tem a ver?
— O objetivo do casamento não é ter sexo toda noite? Se não for, já não quero nem embarcar nessa. E se for, você não deveria estar sempre tão disposto de manhã depois de ter tido uma tórrida noite de sexo selvagem.
Terminou de falar e deu uma estrondosa gargalhada.
— Nem vou discutir isso com você Emmett, mas voltando, ainda não pude ir à empresa, porque vim com Jane receber sua amiga que chegará de viagem.
— Ah, lembrei. Você falou mesmo que iria. E ela já chegou?
— Não sei, não estou perto da Jane, estava indo encontrá-la quando você ligou.
— Tudo bem, vou desligar. Porque não sou como uns e outros que podem ficar chegando tarde ao emprego. Eu trabalho duro para manter isso aqui.
— Claro maninho. O que seria da empresa sem você? Até mais tarde, tchau.
— Tchau.
Desliguei e finalmente me aproximei do local onde Jane ficou, mas ao enxergá-la, notei que está abraçando uma pessoa, provavelmente sua amiga.
Que bom que ela chegou, assim poderei ir logo para a empresa.
Quando interromperam o abraço e a moça se afastou, pude notá-la e estaquei no lugar.
Puta merda!
A amiga da Jane é a mulher dos deuses que vi ainda há pouco.
Jane virou o rosto e me viu, então acenando me chamou.
— Edward, que bom que voltou. Venha, quero lhe apresentar minha melhor amiga da vida toda.
Aproximei-me devagar, aproveitando para notar a mulher de perto e poxa vida, ela é ainda mais bonita, além de tudo o que já tinha reparado anteriormente, seu rosto é impressionante.
Dotada de belos olhos castanhos e uma boca que se enquadra no quesito boa de beijar, que percebi bem ao contemplar o sorriso sedutor em minha direção, mas talvez esse seja seu modo de sorrir, mas comigo, está causando esse efeito.
— Bella, esse é meu marido Edward. E Edward, essa é Isabella, minha melhor amiga.
— Muito prazer.
Estiquei a mão para apertar a sua, Isabella retribuiu o gesto, mas de quebra, aproximou o corpo me dando um beijo no rosto.
— O prazer é todo meu Edward. Jane sempre falou muito de você.
Cacete!
Até sua voz é boa de ouvir e com certeza ficaria melhor ainda sussurrando palavras de incentivo ao meu ouvido...
Parei de repente, ao notar o rumo dos meus pensamentos.
Uma coisa é achá-la bonita e até atraente, outra bem diferente é começar a fantasiar momentos quentes entre nós.
— Jane também sempre fala de você. – Respondi. – Desde que nos conhecemos, ouço falar da famosa Isabella.
— Obrigada pelo famosa. Espero que ela tenha falado coisas boas. – Sorriu. – E você pode me chamar de Bella também.
— É claro que falei amiga, não tem algo de ruim que possa falar de você. – Jane respondeu.
As duas se abraçaram mais uma vez e Jane falou que já podemos ir.
Bella mostrou o carrinho com suas malas e como um bom cavalheiro, me ofereci para empurrar enquanto as duas vão à frente conversando.
Quando chegamos ao carro, guardei as bagagens no porta-malas e segui para a direção, Jane optou por sentar atrás com Bella, então assumi o volante sentindo-me como um motorista das madames.
Ri com o pensamento e fiquei em silêncio, apenas ouvindo suas conversas.
— Amiga, nós vamos direto para casa, porque o Edward ainda tem que ir para a empresa.
— Por mim tudo bem, mas não precisavam ter se incomodado em vir me pegar. Eu poderia ter ido de táxi. Perdão Edward, não quis atrapalhar seu trabalho.
Bella falou e bateu os cílios, de um modo que para muitos poderia parecer inocente, mas que no meu caso, surtiu o efeito totalmente contrário, pois somente a achei ainda mais sedutora.
Pelo retrovisor do meio, posso enxergar suas pernas perfeitamente cruzadas, fazendo o vestido subir um pouco, começando a mostrar mais das coxas, dando-me pensamentos muito bons sobre o que fazer com as minhas mãos.
— Não tem problema Bella. Não foi incômodo algum. Como deve saber, Jane não dirigi e ela queria muito vir busca-la, então me prontifiquei a trazê-la.
— Jane, você tem um marido fantástico, por mimá-la dessa forma, carregando-a para todos os lugares, mas sabe o que penso sobre ainda não dirigir.
— Eu sei amiga, mas papai nunca aprovou a ideia e com o passar do tempo, acabei perdendo o gosto.
— Mas eu já falei muitas vezes que posso ensiná-la ou pagar alguém, basta pedir Jane.
— Eu sei querido. Você realmente é ótimo para mim.
Ela passou a mão perto do meu rosto, com gentileza a peguei depositando um beijo, porém notei Bella acompanhando nossos movimentos.
— Mas Bella, já tem ideia do que fará agora que voltou?
— Ainda não Jane, primeiramente quero curtir um pouco a liberdade recém-conquistada. Vim totalmente sem rumo certo ou expectativas futuras. Quero apenas curtir cada dia sem pensar no amanhã.
— Você tem todo direito de aproveitar, depois de tudo. E saiba que pode ficar na nossa casa o tempo que precisar.
— Eu agradeço de verdade, mas não incomodarei por muito tempo, só até arrumar um apartamento.
— Jane tem razão, você pode ficar conosco pelo o tempo que for, mas quando quiser olhar alguns lugares, posso ajudá-la. – Ofereci.
— Isso mesmo, Edward a ajudará a arrumar um ótimo lugar. Ele conhece tudo aqui em Dallas. – Jane indicou.
— Obrigada Edward, é muita gentileza.
Apenas assenti voltando a atenção ao volante.
Logo chegamos a casa, entrei apenas para que desçam e para retirar as bagagens de Bella, porém rapidamente me despedi seguindo rumo a empresa.
Ao chegar, fui rapidamente para minha sala, pois tenho muito que fazer e mesmo dizendo a Bella que não foi incômodo dispor desse tempo para buscá-la, ainda sim, as coisas ficarão um pouco corridas hoje.
Concentrado revisando um projeto, espantei-me quando a porta da minha sala foi aberta bruscamente, porém não tem como não saber quem é, já que o único capaz de algo do tipo, é o nada educado do meu irmão.
— Olha só quem resolveu vir trabalhar hoje.
Provocou ao sentar na cadeira em frente a minha mesa.
— E eu pergunto por que você não está na sua sala trabalhando e deixando que faça o mesmo aqui?
— Pelo simples fato de que terminei minha parte e caso ainda não tenha visto, está quase na hora do almoço e passei aqui para chamá-lo.
— Nossa, já está tão tarde assim? – Perguntei mais a mim mesmo ao olhar o relógio e constar o adiantado da hora. – Certo, só vou terminar de revisar isso aqui e podemos ir.
— Eu espero.
Por incrível que pareça, Emmett ficou calado enquanto organizei os dados finais e com tudo pronto, fomos ao nosso restaurante preferido.
Ao chegarmos, pedimos a mesa de sempre e uma bebida para abrir o apetite enquanto o almoço não chega.
— Mas conta ai, como foi buscar a amiguinha da sua esposa? Ela é como a Jane?
— O que você quer dizer com, ela é como a Jane?
— Não se faça de bobo Edward. Estou me referindo a uma menina, uma criança, assim como a minha querida cunhada. – Fechei a cara diante do comentário. – Nem adianta fazer essa cara. A Jane é uma ótima pessoa e eu gosto muito dela, mas nunca negamos que ela parece mais uma menina, do que uma mulher. Claro que para quem tem a fantasia de transar com uma ninfetinha, você está bem arranjado, porém também têm suas desvantagens.
— Eu sei de tudo isso Emmett, não precisa reforçar mais uma vez, o fato que pareço ser o pai da minha esposa.
— Então não mude o foco do assunto. Como é a amiga dela?
— Lembra-se da foto que Jane carrega na carteira? Dela com uma amiga? – Perguntei e ele assentiu. – Então, aquela é Isabella, sua amiga da vida inteira.
— Para, fala sério. Aquela que parece um homenzinho?
— Emmett, você não sabe da história a metade. – Pontuei. – Como você, também estava esperando encontrar uma versão mais velha da menina da foto, porém, o que vi hoje passa totalmente longe do que imaginava.
— Muito pior?
Questionou fazendo uma careta.
— Talvez. Talvez fosse melhor se ela ainda se parecesse com um menino, como disse.
Indiquei ao afrouxar um pouco o nó da gravata e beber um gole da minha bebida.
— Não entendo. Como pode ser melhor, a versão de uma mulher, parecida com um homem?
— Porque assim ela não seria uma completa tentação. — Afirmei. – Imagina a mulher mais gostosa que já viu, que tenha tudo o que mais lhe atrai no sexo feminino. Que só por estar no mesmo ambiente, suas calças apertem. Agora pensa que tudo isso está incluso na melhor amiga da sua mulher.
— Não! Você está de brincadeira comigo. Como pode ser?
— Não faço ideia, só sei que é assim que me senti quando a vi. Porra Emmett! Apesar de tudo, você sabe que nunca trai ou pensei em trair a Jane, desde que firmamos compromisso. Uma coisa é olhar para outras mulheres, até ai normal, mas nunca, por um momento sequer, pensei em ter algo com outra dentro dessa relação. Mas hoje, te juro que a cada momento que a olhei, os pensamentos de nós dois e tudo que poderia fazer com ela, preencheram minha mente...
— Mano, você está ferrado. Não posso nem dizer que está mentindo, porque está na sua cara tudo o que falou. O desejo e as fantasias com essa mulher. Só posso te desejar boa sorte em tentar resistir.
— É claro que vou resistir Emmett. É como diz o ditado, quando um não quer, dois não fazem. E Bella em nenhum momento insinuou nada comigo.
Pelo menos é no que quero acreditar, que todos os toques sutis sejam traços da sua personalidade e não algum tipo de flerte.
— E ela é a melhor amiga da Jane. Jamais faria algo para magoá-la.
— Vamos confiar.
Concordei e finalmente iniciamos a refeição mudando o foco do assunto para a reunião que teremos mais tarde.
O restante do dia transcorreu tranquilamente, ocorreu tudo como esperado na reunião e no início da noite terminei meu expediente e segui para casa, louco para desfrutar de um bom banho, refeição e cama.
Ao chegar, já pude ouvir sons e risadas vindas de dentro da casa, o que é atípico, já que sempre encontro tudo tão silencioso.
Entrei notando imediatamente o motivo da euforia, Bella está de pé no meio da sala, ao que parece contando ou encenando algo, já que fala e gesticula simultaneamente. Jane está sentada no sofá, somente rindo de tudo o que a amiga diz e até as empregadas estão dispostas, observando o desempenho de Bella.
Por fim, resolvi me fazer presente.
— Boa noite.
Imediatamente todos os rostos viraram em minha direção.
— Edward, não o ouvir chegar. – Jane falou.
— Imagino que sim, já que estava tão entretida.
— Ah, sim. Bella está contando alguns fatos engraçados da nossa infância e adolescência.
— Pena ter perdido o momento.
— Creio que não faltarão oportunidades para que ouça sobre meus casos e da Jane. – Bella respondeu.
— Espero realmente que não. Agora vou subir e tomar banho. Podem continuar a vontade.
— Tudo bem Edward, quando descer o jantar já estará servido.
Jane respondeu e assenti seguindo até o quarto.
Entrei já despindo a roupa e indo tomar a ducha. Não demorei muito, ao sair, vesti uma roupa casual de ficar em casa e desci.
Como Jane informou, encontrei a mesa posta, com ela e Bella sentadas apenas a minha espera, então pedi para o jantar ser servido.
Durante o tempo da refeição, fiquei mais ouvindo e observando a interação das duas.
É nítido o brilho de felicidade nos olhos de Jane, por ter sua amiga aqui. Terei que agradecer muito a Bella, por proporcionar isso a minha esposa, pois apesar do que pensam e dizem sobre nosso casamento arranjado, sempre fui um grande amigo de Jane e tenho tentando de todas as formas trazer um pouco de alegria e felicidade para essa união. E se a presença de Bella é capaz de fazer isso, só posso ficar agradecido.
Fui tirado dos meus pensamentos quando uma das empregadas entrou com o telefone, informando ser uma ligação de Emmett.
— Perdão pela interrupção, mas eu preciso atender.
Pedi e elas apenas assentiram.
— Diga Emmett o que houve?
— Não queria interromper seu jantar, mas temos que modificar algumas coisas no projeto da A&S. Eles enviaram um e-mail ainda pouco, falando sobre o que querem e precisamos fazer isso urgentemente, porque a apresentação final é para o fim da semana.
— Tudo bem Emmett. Vou agora para o escritório e nos falamos por Skype para ajeitarmos as coisas.
— Certo. Até já.
Apenas desliguei.
— Algum problema sério? – Jane perguntou.
— Não, coisas de rotina. Clientes que querem modificações de última hora e com isso, Emmett e eu teremos que consertá-las agora. Bella, perdoe-me por sair no meio do jantar, mas certas coisas não podem esperar.
— Eu entendo Edward, não precisa se preocupar comigo. Pode fazer seu trabalho tranquilo.
— E Jane, não precisa me esperar acordada. Não sei que horas conseguiremos terminar tudo, mas subirei assim que terminar.
— Tudo bem, bom trabalho.
— Obrigado.
Levantei, lhe dei um selinho e acenei para Bella, que retribuiu e sai.
Cheguei ao escritório já ligando o notebook e me conectando para falar com Emmett e iniciarmos os ajustes.
No fim das contas, não demorou tanto quanto imaginei. Os reparos que tivemos que fazer foram pequenos e em partes de fácil mudança, assim, não prejudicando o que já estava pronto.
Quando encerrei o assunto com Emmett e desliguei tudo, sai do escritório tendo em mente apenas seguir ao quarto e dormir, mas ao iniciar o percurso, vi a porta da varanda aberta.
Aproximei-me por pura curiosidade e encontrei Bella sentada em uma das cadeiras parecendo distraída, pensei em sair e deixá-la só, mas fui pego antes por seu olhar.
— Edward. Está ai há muito tempo?
— Não, sai do escritório agora e vi a porta aberta, só quis checar se havia alguém ou os empregados a deixaram sem trancar.
— Eu estava tentando dormir e não consegui, então decidi vir tomar um ar. Aqui tem uma vista bonita da cidade, também dá para olhar as estrelas e sentir o mormaço da noite quente do Texas. Eu realmente amo esse lugar.
Decidi entrar e ser cortês lhe fazendo companhia por um tempo, mas me arrependi da ideia assim que vi que está usando apenas um baby-doll, indicando que realmente veio do seu sono direto para cá.
O conjunto é como qualquer outro que já possa ter visto, com bolinhas e lacinhos, indicando até um pouco de infantilidade, mas no corpo de Bella, é mais uma prova de resistência ao meu corpo e mente.
Sentei em uma cadeira próxima e tentarei ao máximo não olhar para ela, posso me concentrar na noite estrelada, na vista da cidade ou até em um ponto perdido no chão, qualquer coisa que me distraia da imagem que é a bela mulher ao meu lado.
— Você já tinha vindo ao Texas antes?
Perguntei dando continuidade ao assunto.
— Sim, poucas vezes, ainda na infância, mas sempre adorei o clima. Amo coisas quentes. E depois dos anos na Europa, onde o inverno nos castiga bastante, é bom vir para um lugar assim.
Suspirou assumindo um ar de menina, o que só me faz sentir pior, por certos tipos de pensamentos que estou tendo consigo, quando simplesmente é tão doce e gentil, e além de tudo, a melhor amiga de Jane.
— Você gosta de morar aqui no Texas? – Devolveu.
— Sim, fui criado aqui e me acostumei com tudo. Acho que não tenho o mesmo fascínio que você, porém, gosto sim.
— Não sei como pode dizer isso. Se tivesse morado onde eu e Jane nascemos, aprenderia a dar mais valor às belezas desse lugar. Pode parecer meio bobo, tudo o que estou dizendo, ainda mais, por ter chegado há um dia, só que sempre sonhei com isso.
Ela olhou para o céu ficando um tempo perdida em seus próprios pensamentos, estava pronto para perguntar sobre o sonho, mas não precisei, pois ela voltou a falar.
— Sonhava que um dia conquistaria minha liberdade. Que viveria longe das regras dos meus pais. Daquela maldita sociedade hipócrita e moraria em um lugar onde pudesse ver o sol todos os dias. Sentir o vento no rosto e finalmente ser feliz...
Terminou o relato e fiquei sem saber o que dizer.
— Desculpe-me pelo desabafo. É só que realmente estou me sentindo livre e acabei deixando sair.
— Não tem problema, se quiser conversar. Sei que não nos conhecemos ainda, mas podemos começar e ir nos tornarmos amigos, o que acha? – Sugeri.
— Eu topo. Você parece ser uma ótima pessoa, pelo pouco que pude observar e por tudo o que Jane falava quando conversávamos.
Sorri e ela me acompanhou.
— Ela também sempre falou muito bem da amiga Bella. Desde que nos conhecemos, ouço falar de você. Tinha uma leve ideia de como seria na personalidade e fisicamente, mas fiquei surpreso ao vê-la hoje.
Acabei soltando sem pensar.
— Por quê? O que você achava de mim? Bom ou ruim? Melhor ou pior?
— Eu não... Quer dizer...
Merda! Estou mesmo gaguejando como um maldito adolescente?
— Por favor, Edward. Eu sou uma pessoa muito curiosa, agora você terá que me dizer.
Falou se movendo na cadeira e virando o corpo em direção ao meu, tocou meu braço, então um arrepio tomou conta do lugar onde o fez e foi se alastrando pelo resto do meu corpo.
— Com certeza foi uma surpresa para melhor. Desculpe por isso, é que Jane anda com uma foto de vocês na carteira e na minha cabeça, sempre que ela fala de você, vinha à imagem daquela menina. E hoje vi que parece ser mais madura e claro, está muito mais bonita.
Enfatizei e ela sorriu abertamente, um sorriso matador.
— Meu Deus. Não acredito que Jane anda fazendo minha caveira dessa forma. Aquela foto é uma afronta a minha pessoa. Foi em uma época meio rebelde da minha vida, mas o fato de ela andar com aquela foto na carteira e me apresentando ainda por cima, totalmente acaba comigo. Ainda bem que você está tendo a oportunidade de me ver agora e conhecer meu verdadeiro eu, senão, o que acharia de mim?
Falou rindo da própria piada e a acompanhei no riso.
— Digo, que é uma grata satisfação conhecê-la pessoalmente e poder comprovar da sua beleza, mas Jane realmente adora aquela foto e fala dos momentos de vocês com muito entusiasmo.
— Eu a entendo. Aquele foi um dos nossos últimos momentos juntas, antes de tudo mudar e eu ir embora para a Europa. A perdoo, apenas por esse motivo.
— Sabia que ela passou aquela foto no nosso vídeo de casamento? – Soltei.
— Não. — Assenti. – Oh, meu Deus. Ainda bem que não estava aqui para presenciar esse mico. – Colocou as mãos no rosto, mas logo tirou e mudou a expressão. – Mas isso não é verdade. Eu queria muito ter estado no casamento de vocês, porém infelizmente não pude. Sei que mesmo compreendendo meus motivos, Jane ficou um pouco chateada. Era o casamento da minha melhor amiga, eu tinha obrigação estar ao seu lado.
— Por que você não pôde vir?
Perguntei sinceramente, Jane apesar de falar muito da amiga, sempre contou apenas sobre o que viveram juntas, porém os fatos após a partida de Bella, sempre foram mistério para mim.
— Meu casamento, assim como o de vocês, também foi arranjado, feito por contrato. – Espantei-me em ouvi-la falar tão abertamente. – Não precisa se espantar Edward, em primeiro lugar, sou amiga da Jane e sei tudo sobre sua vida. Em segundo, se até eu me casei dessa forma, você não precisa se preocupar com o fato de saber que também casaram por isso.
— É claro, desculpe. Pode continuar.
— Como estava dizendo, sempre soubemos que um dia casaríamos com alguém da escolha dos nossos pais, para fazer junções empresariais. Quando fiz 20 anos, fui apresentada ao meu noivo e não tive a mesma sorte de Jane, em ter encontrado um noivo como você. – Piscou. – John não era feio, pelo contrário e muito menos má pessoa. Descobri isso depois de casada, porém, ele tinha mais que o dobro da minha idade.
Meu choque é nítido ao ouvir tal informação.
— Desculpe perguntar, mas quantos anos você tem?
— Hoje tenho 26, mas ao casar tinha 21 e John 50.
Soltou com naturalidade.
— Meu Deus, Bella. E como seus pais permitiram isso? Ele tinha idade para ser o seu pai ou até o seu avô!
— Edward, você acredita realmente que meus pais estavam preocupados com isso? Ou que quando firmaram contrato, os pais da Jane pensaram se seria ou não, um bom marido a ela?
Assimilei o ponto e infelizmente é verdade.
Mas se eu, com apenas oito anos de diferença, já me sinto mal às vezes, por estar com Jane. Imagina como não foi para Bella, que teve que se casar com um homem quase 30 anos mais velho...
— Imagino que já tenha a resposta. – Retomou o assunto. – Mas não precisa se preocupar, além do John ter sido uma ótima pessoa, um bom companheiro, não parecia um vovô. Ele se encaixava no quesito, coroa gato. – Novamente piscou.
— E o que aconteceu? Como era o relacionamento de vocês?
Perguntei realmente interessado em ouvir mais.
— Pouco antes de casar, fiz umas rebeldias, inclusive a do cabelo, para ver se meus pais me tiravam dessa, mas como pode notar, não deu certo. Quando nos casamos, pensei estar entrando no meu inferno pessoal. Assim como você, concluiu que um homem muito mais velho seria meu pior pesadelo, mas graças a Deus, uma luz se iluminou sobre mim e John era realmente ótimo. Os dois primeiros anos do nosso casamento foram ótimos. Ele me tratava bem, dava presentes, me levava a viagens caras. Eu pude estudar e cursar a faculdade que quis, coisa que se tivesse ficado em casa, não conseguiria ter feito. Tínhamos discussões e brigas, é claro, mas ele sempre vinha se desculpar com algum mimo para me agradar. E por mais que pense que não, o sexo era bem satisfatório. O titio ainda sabia como dar no coro.
Ela deu uma sonora gargalhada, que estremeceu seu corpo, fazendo com que uma das alças da blusa, escorreguem.
— Tudo bem que ele sempre dizia que merecia encontrar um homem com mais vigor, para apagar todo o meu fogo, mas nunca negou os prazeres de aproveitar o tempo comigo.
Tentei burlar da mente a imagem de Bella nos braços de outro homem, ainda mais, um com essa idade. Mesmo com ela dizendo que ele não aparentava a idade que tinha, é estranho pensar nela tão jovem, sedutora e vigorosa, com um homem que não poderia usufruir como se deve de tudo.
Tenho certeza que eu poderia ser o homem certo para saciar os prazeres dessa mulher...
— Mas toda nossa felicidade mudou quando descobrimos sua doença.
Dispersei dos pensamentos impróprios, voltando a me concentrar na história.
— O que ele tinha?
— Câncer. Câncer de pulmão. Apesar de todo o dinheiro, não pudemos fazer muito. Ele o desenvolveu por conta de todos os anos em que fumou. Quando casamos, fiz questão que ele parasse com o vício, pois detesto o cheio de cigarro, mas o que são dois anos na vida de um homem que fumou a vida inteira? Praticamente nada. Não foi possível optar pela cirurgia, pois ele já desenvolveu também um enfisema, dificultando ainda mais qualquer tipo de tratamento. Então, nos últimos três anos, fui sua companheira, enfermeira. Mais amiga, do que propriamente uma mulher. Na época do casamento de vocês, ele estava internado, por não conseguir reagir bem aos novos remédios que tomava. Por isso não podia de modo algum deixá-lo para vir.
— Nossa Bella. Não sabia de tudo isso. E é claro que a Jane entende seus motivos. Você é uma ótima pessoa, por ter ficado com ele até nessas horas.
— John foi muito bom e de alguma forma quis retribuir as coisas que ele fez por mim. Infelizmente o câncer o venceu e ele morreu no início desse ano. Só que mesmo após sua partida, ainda continua fazendo muito por mim. – Informou com um sorriso. – Nosso casamento ocorreu para ligar as empresas de sua família, com as minhas. Então em um caso como esse, tornando-me viúva, teria que assumir sua parcela de tudo, mas ele sabia que nunca quis nada disso. De tal modo, deixou em testamento que seus filhos, do primeiro casamento, sejam os responsáveis pelo gerenciamento das empresas da família. Em contrapartida, deixou o restante da sua fortuna em meu nome, com direitos totalmente meus, ou seja, não estou mais ligada ao contrato da família e tão pouco preciso deles para nada. John me deu minha tão sonhada liberdade com a sua partida.
Ela parece realmente agradecida a esse homem, segurei sua mão mostrando uma forma de conforto.
— Tive que permanecer por lá até agora, para resolver uns assuntos e me separar totalmente das coisas que me ligavam a minha família. Nunca me senti realmente amada ou desejada naquele lugar. Eu era apenas a galinha dos ovos de ouro que um dia faria um casamento milionário para conseguir um contrato, mas agora que já conseguiram o que queriam, não preciso voltar. Refleti um tempo sobre o que faria, pois não me sentia cem por cento bem, morando na Europa. Nunca foi o meu lar. Por isso decidi vir encontrar Jane e quem sabe me instalar aqui no Texas, um lugar que sempre sonhei em morar.
— Espero realmente que encontre o que procura. – Falei solidário.
— Eu acho que já encontrei. — Olhou-me profundamente. – John pediu que fosse atrás da minha felicidade e que quando a encontrasse, lutasse por ela com todas as minhas forças. E é o que pretendo fazer...
Abriu um novo tipo de sorriso.
— Mas já falei muito de mim e o enchi com minha triste história. Agora quero saber sobre você. O que você faz da vida, o que gosta. E como é estar casado para você. Pode ser sincero, não se retraia achando que por ser amiga da Jane, sairei correndo para contar algo a ela. Quero ser sua amiga também e para isso precisamos nos conhecer melhor.
Apertou minha mão que continua tocando a sua.
— Eu não tenho muito a falar sobre mim...
— Pois eu penso o contrário. Tenho certeza que é um homem muitíssimo interessante. E gostaria de descobrir um pouco mais sobre você.
Impressão minha ou ela pontuou em um tom diferente o fato de eu ser um homem interessante?
É claro que é impressão, por favor, Edward.
A mulher acabou de se abrir com você sobre o marido e você ai, alucinando.
— Bom, tenho 30 anos. Trabalho na empresa da família, que efetua no ramo da tecnologia e desenvolvimento de softwares. Meu pai, Carlisle é o CEO, mas provavelmente esse cargo passará para mim, por ser o filho mais velho. E esse também foi o motivo de ter sido o escolhido a casar por contrato. Tenho um irmão mais novo, Emmett, ele é uma figura. Até hoje não entendo como alguém como ele, é capaz de desenvolver os projetos, mas como diz, seu jeito extrovertido não afeta em nada sua inteligência e sagacidade.
— Ele parece ser alguém muito legal.
— E é, por fim, tem a minha mãe, Esme. Ela é uma mulher muito doce e durante toda nossa vida deu o máximo de si para ser uma boa mãe e esposa. Felizmente, apesar dessa ideia de contrato matrimonial, nossa família sempre foi bem amorosa e unida. Meus pais ainda insistiram na ideia do casamento, porque também casaram assim e encontraram o amor um do outro, então meio que deduziram que o mesmo poderia acontecer comigo.
— E aconteceu? — A olhei sem entender. – O amor? Entre você e Jane, já aconteceu?
— Não sei, acho que nunca me apaixonei para saber. Temos uma ótima convivência, desde que soubemos que casaríamos, decidimos tentar nos conhecer melhor e desenvolvemos uma boa relação de amizade, respeito e carinho. E assim tem sido o casamento. – Conclui.
— É assim mesmo, acho que também nunca amei o John. Claro que senti e sinto um carinho enorme e muita gratidão por tudo, mas não o amava como homem, porém você e a Jane tem a vida toda pela frente, ainda podem vir a desenvolver esse sentimento.
— É, talvez.
— Mas anda, quero saber mais. O que também funciona entre vocês? O sexo é bom?
— Bella! Eu não vou falar disso.
— Ah, fala sério. Somos adultos. Pode falar sobre o sexo com a minha amiga. Ela já falou como é para si, agora quero saber de você.
— E o que ela disse?
Perguntei imediatamente curioso.
— Não. Da mesma forma que não direi o que conversarmos aqui, tão pouco contarei a você o que ela falou, mas para de enrolar e fala.
— Ok, o sexo é muito bom. É algo que fazemos bem juntos. – Respondi.
— Fico feliz em saber disso, pelo menos meus amigos estão tendo uma boa vida sexual, já que a minha está meio para baixo nos últimos anos, se é que me entende.
Ela moveu as sobrancelhas de modo sugestivo.
— Você nunca mais? Em nenhum momento?
Deixei as incógnitas no ar.
— Enquanto John estava saudável, tinha uma vida bem feliz, mas depois da doença, ele acabou não podendo mais ser um homem de verdade comigo. Então, sim. Estou na seca há muito tempo.
— Uau Bella. Estou espantado com sua força de vontade. E agradecerei mais pela boa desenvoltura de Jane, apesar da idade.
— O que tem a idade dela?
— Não é bem sua idade, é que sou meio grilado, às vezes acho que pareço mais velho do que realmente sou e ela mais menina do que realmente é. Então a diferença de oito anos, em alguns momentos, acaba se tornando um pouco demais.
— Então uma mulher como eu seria melhor pra você?
— Como?
Perguntei espantado.
— Uma mulher da minha idade. Pelo o que falou, temos apenas quatro anos de diferença, isso não é muito para você, é?
— Não, não, de forma alguma. Quatro anos é um bom número sim.
— Mas acho que entendo o que quer dizer. Jane às vezes ainda é uma menina mesmo, diferentemente de como fui criada, sem atenção ou carinho, os pais de Jane a mimaram e protegeram demais. Nunca a deixaram crescer e assumir suas próprias responsabilidades, um exemplo claro, é ela não dirigir até hoje, porque os pais não quiseram que aprendesse e ela como a boa filha, acatou. Em alguns momentos essa sua passividade me irrita.
Concluiu parecendo mesmo irritada com tudo.
— Eu tenho tentando conversar com ela sobre isso e ajudar em alguns aspectos, mas não é fácil mudar princípios impostos durante toda uma vida.
— Eu sei. Você acha que eu também não tento ajudá-la? Mas o importante é você e eu não desistirmos. Quero ver minha amiga feliz e realizada, em todos os campos, não apenas como a esposa perfeita, mas como mulher, profissional, etc.
— Concordo com você Bella. É bom saber que conto com a sua ajuda nisso, falando em campo profissional, você não me disse o que estudou.
— Eu fiz fotografia. Pode parecer algo fútil, que as pessoas fazem apenas como hobbie, mas para mim nunca foi apenas isso. Da mesma forma que você se dedica a criar seus softwares e coisas de tecnologia, tento retratar da melhor maneira possível, algo a que me proponho. Registrar momentos é algo sublime.
— Não tenho dúvidas e mais, se a pessoa faz algo com dedicação e compromisso, não tem porque o trabalho ser desvalorizado.
Declarei sincero, realmente demonstrando minha opinião.
— Obrigada por me entender. Tenho certeza que nos daremos muitíssimo bem. Enxergo coisas entre nós que podem ser bem compatíveis.
Ao falar, inclinou um pouco o corpo para frente.
A alça que caiu, permanece e com essa inclinação, pude ter um maior vislumbre do contorno de seus seios, que parecem me convidar para tocá-los, apreciá-los, usufruir a meu bel prazer...
— Por nada Bella. – Consegui responder de modo firme. – Espero mesmo que encontremos essa compatibilidade.
— Tenho certeza que iremos. Mas agora acho melhor irmos dormir, já está tarde, lhe tomei tempo suficiente para a primeira noite. Podemos guardar algumas coisas para as próximas, o que acha?
Meu Deus!
Essa mulher tem o dom de enlouquecer minha mente, suas palavras sempre têm o poder de despertar o outro lado da minha consciência, deixando-me confuso, sem saber se sou eu que fico criando ideias ou se ela realmente está me provocando.
Resolvi não pensar muito nisso ou realmente enlouquecerei, por isso, assenti diante da ideia e em silêncio seguimos até a porta dos quartos. O dela fica ao lado do meu e de Jane, e só voltamos a falar ao parar diante da sua porta.
— Obrigada pela companhia Edward. Foi muito agradável passar esse tempo com você.
— Não tem o que agradecer. Também adorei nossa conversa e espero que se sinta a vontade aqui.
— Eu irei pode deixar. Boa noite.
— Boa noite.
Ela inclinou o corpo para frente, por ser mais baixa que eu, teve que ficar na ponta dos pés para poder alcançar meu rosto, apoiou as mãos no meu ombro, a ajudei a se equilibrar, colocando a mão em sua cintura para segurá-la e pude sentir seus seios pressionado meu peito, pelos finos tecidos que usamos, então ela me deu um beijo na bochecha, na verdade senti pegar bem no canto da minha boca, mas não reagi e ela logo se desprendeu girando a maçaneta da porta e entrando.
Fiquei parado não sei por quanto tempo, até sair do estado de letargia e entrar no meu quarto.
Encontrei Jane dormindo tranquilamente, por já ter tomado banho, apenas troquei de roupa e deitei ao seu lado, porém o sono não veio, enquanto isso, comecei a repassar todos os acontecimentos do dia, tendo apenas uma conclusão.
Conheço Bella há menos de 24h e já tive pensamentos e desejos demais a seu respeito, coisas que eu, como um homem casado, jamais deveria ter.
Ainda mais com ela sendo quem é, ou seja, se no primeiro dia estou indo me deitar assim, não quero nem pensar em como serão os outros dias.
Em resumo da obra. Estou literalmente fodido!
CONTINUA.
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