Intenso Desejo
4 Te Quero
Notas iniciais
Não sei se já me senti assim antes, essas devem ser provavelmente as melhores semanas da minha vida...
Deveria estar me sentindo uma pessoa horrível, por conta do que estou fazendo, mas infelizmente ou felizmente, não consigo me sentir assim.
Estar com Bella é como viver no paraíso.
De início pensei que seria só sexo, momentos de luxúria e prazer compartilhados e depois mais nada, entretanto, nunca posso ter um pensamento concreto quando se trata de Bella, porque no fim, ela sempre me surpreende, sempre para melhor.
Nossos encontros nessas três semanas têm sido frequentes, para não dizer quase diários. Durante a semana venho em algum momento mais livre do dia, seja na parte da manhã ou tarde, em alguns só pude vir no horário do almoço. Nesses, mesmo com o tempo curto, aproveitamos como ninguém, desfrutando do prazer nos braços um do outro.
No dia que bati na porta de Bella, como um sedento por água no deserto, precisando mais do que tudo de orientação, ela me deu. Não sem antes me torturar muito e jogar na minha cara o fato que avisou que não nos contentaríamos com uma vez só, tive que concordar de bom grado.
Como pude por um segundo cogitar a hipótese de não ter de novo essa mulher em meus braços? Ter seu corpo suado colado ao meu, ver a expressão de satisfação depois de alcançar o prazer ou apenas ouvir sua respiração descompassada voltando ao normal e seus olhos lutando para permanecer abertos me observando, igual faço com ela quando terminamos de transar.
Não sei que tipo de feitiço lançou sobre mim, mas foi algo poderoso, porque realmente nunca senti nada assim antes, nem nos outros relacionamentos, em outras transas, com outras mulheres.
Ninguém nunca me fez sentir um terço das coisas que Bella faz, será que isso tem algum indicativo sobre nossa relação? Ou é apenas compatibilidade mútua entre dois corpos? Não sei o que dizer e tão pouco o que pensar, mas não vou me preocupar com isso agora, deixarei certos assuntos para as ocasiões propícias.
Falando em assuntos que ainda não esclareci, Bella nunca falou nada sobre meu casamento ou Jane, desde o início fala sobre o que queremos e que não podemos ficar separados.
Ela tem me ajudado a adaptar a vida e rotina a essa nova condição, muitas vezes quando passo as tardes aqui, depois que terminamos o sexo, ela sugere que use o restante do tempo para resolver algum assunto do trabalho e assim, não ficar atrasado nos meus projetos por conta do tempo que tiro para passar ao seu lado.
Enquanto isso, Bella quase sempre se tranca em um dos quartos, que transformou em um pequeno estúdio e fica por lá. Depois, concentrado demais, recebo sua presença novamente, com uma bandeja contendo algo gostoso para comermos, então interrompe meu trabalho, serve o alimento e no final, acabamos nus, enrolados por algum cômodo do apartamento. E esse é meu novo estilo de vida e não, não estou reclamando dele.
Como agora, que estou dirigindo mais uma vez ao apartamento, já é fim de tarde e próximo ao meu horário de saída, o que quer dizer que ficarei até mais tarde com Bella e terei que avisar a Jane que chegarei tarde por conta de atraso no trabalho.
O que não é de todo mentira, já que estou vindo tarde para cá porque fiquei preso no escritório até essa hora.
Estacionei na vaga destinada a Bella, pois como ainda não comprou um carro, o espaço está vago e o tenho utilizado. Peguei o elevador chegando rapidamente ao seu andar, parei em frente à porta e abri com a chave que Bella me deu, alegando que não preciso esperar para entrar e como não tenho hora certa para vir, ela se ocupa com suas coisas parando apenas com a minha chegada.
Ao entrar, não encontrei sua presença, mas ouvi barulho de água e depois vi Bella sair do banheiro secando as mãos. Ela está linda como sempre, mesmo na simplicidade, linda.
Vestindo um short jeans curto e uma camisa, com os punhos dobrados e alguns botões abertos, o cabelo preso em um coque mal feito, com alguns fios escapando e descendo por seu rosto e como sempre descalça.
Como falei linda, perfeita...
— Edward, você demorou. Pensei que não viesse mais hoje.
— Desculpe, hoje estava complicado e corrido, mas consegui finalizar as coisas a tempo de vir te encontrar.
— Quando foi assim não se preocupe. É só me avisar que não poderá vir e tudo bem.
— E perder a oportunidade de ficar com você? Jamais. Eu já avisei a Jane que tive complicações e vou demorar a chegar.
— Se é assim, tudo bem.
Assenti me aproximando, a puxei pela cintura, cobrindo sua boca com a minha em um beijo quente e saboroso, mas diferentemente do normal, ela não se atirou em meus braços em busca de mais, correspondeu como sempre, mas antes que aprofundasse nas carícias, fui detido.
— O que houve?
— Não vamos com tanta sede ao pote. Primeiro quero te mostrar uma coisa.
— Tem certeza que não podemos deixar isso para depois?
Fiz uma cara de cachorro sem dono para ver se a convenço.
— Não, é importante, por favor.
— Ok, pode mostrar seja lá o que for. Tentarei controlar meu desejo.
— Obrigada, agora vem comigo.
Entrelaçamos as mãos e seguimos até parar em frente à porta do seu estúdio.
Ela nunca me convidou para entrar e eu pouco invadiria sua privacidade, mesmo admitindo que sempre tive curiosidade de saber o que tanto ela pode fazer ali dentro, que segredos se escondem atrás dessa porta.
— Seja bem-vindo ao meu mundinho particular.
Ao abrir a porta pude observar como o espaço é grande, deu para Bella distribuir bem as coisas. Há vários utensílios espalhados por uma bancada, luzes e uma câmera profissional instalada no suporte, um varal onde enxerguei algumas fotos dispostas, mas o que mais me impressionou foi uma parede que repleta de fotos minhas.
Em várias situações diferentes, na minha casa, comendo, conversando, assistindo TV, lendo, na piscina e também fotos de momentos aqui no apartamento. Deitado em sua cama, perambulando pela cozinha, trabalhando sentando no sofá, até tomando banho tem uma imagem registrada.
— Mas como você...? Tem câmeras espalhadas pelo apartamento?
Perguntei completamente confuso, sem entender como conseguiu tirar essas fotos sem que percebesse.
— Não Edward, claro que não. Acontece que quando você está em algum momento de lazer ou muito concentrado, fica distraído às ações a sua volta. Eu, por outro lado, sou muito perceptiva. Consigo captar poses e movimentos, sem que perceba.
— Tem certeza que é só fotógrafa e não paparazzi?
— Ai que horror Edward. Deus me livre de ser comparada aqueles carniceiros e sarnentos.
— Uau! Encontrei algo que você detesta.
— Detesto é pouco. Não se pode chamar aquilo de profissionais. Eles invadem a vida das pessoas sem permissão e ainda trabalham para redes que conseguem ser piores do que eles. Mas vamos mudar de assunto, não o trouxe aqui para falarmos desse tipo de gente ou para me estressar.
— Ok, ok. Já entendi. Não está mais aqui quem falou. – Ergui os braços em sinal de redenção. – Mas então, o que significa tudo isso?
— Eu gosto de fotografar belas coisas, paisagens, pessoas e desde que o conheci meio que se tornou meu modelo particular preferido. Sua beleza é algo a ser observada de todas as formas, por todos os ângulos, em todos os momentos.
— Obrigado, me sinto lisonjeado. Vai fazer uma exposição sobre mim?
— Não, seu convencido. Essas fotos ficarão para sempre no meu acervo pessoal. Nada de expor para ninguém. Já pensou quantas mulheres não iam querer roubá-lo para si se vissem essas fotos? Eu mesma quis roubá-lo assim que pus meus olhos em você...
— Algo não é roubado se vai de bom grado até sua ladra.
Respondi e é a verdade.
Tudo bem que Bella fez por onde me seduzir, mas aceitei e vim de bom grado para sua vida, cama e seus braços. Lugar, aliás, que não pretendo deixar tão cedo.
— Mas como você as fez? Posso ser distraído, como disse, mas não é possível que não a tenha visto com uma câmera todas essas vezes.
— Você é bem distraído sim, mas nem todas as fotos foram feitas com a câmera. Em algumas improvisei com o celular mesmo, mas sem sombra de dúvidas, as que tiro com a câmera são as melhores. Pode observar a maioria das que foram tiradas aqui no apartamento, são mais profissionais, pois tenho a liberdade de observá-lo e registrar.
Fui olhando as fotografias.
Não sou nenhum profissional e não entendo muito, para mim todas estão muito bem feitas, mas posso notar algo como claridade e nitidez mais explícitas em algumas fotos feitas aqui no apartamento.
— Mas não pense que só fotografo você. Tenho outros interesses também e é sobre esses que quero conversar.
— Do que precisa?
— Já podemos sair daqui, lhe mostrei o que queria, agora podemos ir ao quarto.
— Tem certeza que é uma boa ideia conversarmos no quarto?
— Tenho. É só você continuar controlando seu amiguinho dentro das calças e poderemos conversar sem problemas.
— Amiguinho? Você não acha que é amiguinho quando ele está metendo forte e fundo dentro de você!
— Edward, você entendeu o que quis dizer, não seja tão literal. Eu amo seu pau, sei o quanto é enorme, que fica uma delícia na minha boca e é ainda melhor quando está fodendo a minha boceta. Agora que já esclarecemos o ponto, poderemos conversar?
Seu discurso se deu a caminho do outro cômodo, então logo se acomodou na cama e me chamou para fazer o mesmo.
Essa mulher acha que sou de ferro, fala uma coisa dessas, depois se acomoda na cama e ainda me chama, terei que fazer um esforço muito grande para não agarrá-la. Por isso deitei com os braços atrás da cabeça, como forma de me segurar.
— Pronto. Sou todo ouvidos.
— Obrigada. Edward estive pensando em algo e preciso de uma opinião sincera.
— Pode dizer, prometo tentar ajudá-la da melhor maneira possível.
— Certo. Eu tenho pensado em abrir um estúdio. Primeiramente quando pensei em começar a trabalhar, queria arrumar apenas um emprego em algum lugar já conceituado e ir pegando prática com os outros profissionais, mas depois parei e refleti. Por que vou perder tempo da minha vida trabalhando para os outros, se posso ter meu próprio negócio? Capital eu tenho, pois o dinheiro que o John deixou da para me manter bem até a geração dos meus netos. Então esse é o ponto, não quero trabalhar por obrigação, quero fazer o que gosto, do jeito que acho que tem que ser feito. O que você acha?
— É uma boa ideia. Você é uma profissional do ramo e não uma simples amadora querendo se aventurar em um novo negócio. Capital você tem e pode alugar um espaço, contratar outras pessoas, todo tipo de serviço. Manutenção, limpeza, fornecedores, está tudo nos planos, o que ainda a preocupa? Posso ver que não quis me contar isso apenas para receber minha opinião.
— Você está certo, tenho condições de fazer tudo o que disse, mas nesse caso estou pedindo sua ajuda porque não entendo nada de administração e da parte financeira. Tenho medo de me aventurar e acabar estragando tudo, por não saber cuidar dessa parte, por isso queria pedir, até implorar, para que me auxilie nisso. Pensei que poderia ser meu sócio. Você cuida da parte administrativa e eu do resto. Mas aceitaria entrar nessa comigo?
— Bella, não preciso entrar como seu sócio só para ajudá-la. Eu posso te auxiliar no começo e ir ensinando aos poucos como cuidar de tudo. E em breve poderá administrar sozinha.
— Mas não me importo de ceder isso a você.
— Bella, esse é o seu sonho, seu projeto.
— Ok, tudo bem. Se não quer, não tem problema.
— Eu vou ajudá-la com todo prazer, pode contar comigo para o que for. Só não preciso ter meu nome publicamente ligado.
Conclui pegando em sua mão e fazendo um pequeno afago.
— Hun, publicamente talvez não, mas pelo menos informalmente acho que sim.
— Por quê?
— Porque contarei as pessoas sobre o projeto e essas são suas conhecidas, portanto, falarei sobre sua participação também.
— E por que falaria algo nos envolvendo? Pondo em risco nosso segredo?
A questionei realmente querendo entender o ponto.
— Ah Edward, você ainda tem que aprender muito sobre o submundo. – Sorriu. – Isso será como um álibi, uma forma de podermos ter mais tempo juntos, sem levantar suspeitas. Com todos sabendo sobre essa ajuda, ninguém se importará se for ao seu escritório ou tivermos que almoçar juntos. E tão pouco dirão algo quando tiver que se ausentar da empresa para me acompanhar.
— Você é maléfica mulher.
— Não, sou apenas esperta. E isso, nesse mundo, vale ouro. Mas então, temos um acordo?
— Temos.
Bella sorriu eufórica e subiu no meu colo, colando a boca a minha, aproveitei o contato para infiltrar a mão em seu cabelo e desfazer o coque, a outra levei a sua cintura, perto da camisa, tocando a pele macia.
— Obrigada, de verdade. – Agradeceu ao fim do beijo. – Apesar de parecer que estou apenas lhe usando para fins lucrativos, é realmente importante ter sua ajuda e agradeço de coração por me apoiar em realizar esse desejo.
Passei a mão delicadamente por seu rosto.
— Não precisa agradecer. Faço com gosto e fico feliz em poder ajudar com algo tão importante. Acho que agora seremos parceiros na cama e nos negócios.
— Provavelmente, mas já que estamos falando em negócios, tenho que confessar, não vejo a hora de voltar ao seu escritório e saber como é ser fodida contra uma mesa de mogno como a sua.
— Ah Bella, não me faça ter mais fantasias com você, do que as que já tenho normalmente...
— Não se preocupe. Em breve podermos realizá-las.
— Mas, enquanto isso, que tal realizar meu desejo de ter você agora, nessa cama, que tal?
— Acho que posso realizar isso.
Voltamos a nos beijar e continuei as carícias de outrora. Bella infiltrou as mãos em meu cabelo e depois começou a descer para o corpo, desfez o nó da gravata e abriu minha camisa, tirando as peças rapidamente.
Paramos de nos beijar e ela desceu a boca por meu pescoço e torturando-me pelo mesmo, levou as lambidas e chupadas para o meu peito e barriga. Quando chegou ao cós da calça, puxou o cinto e abriu o zíper revelando minha ereção quase mal coberta pela boxer.
Ela me olhou com o ar sedutor, como se precisasse de mais para enlouquecer, mas pensando diferente, puxou a última peça com os dentes, raspando-os no eixo do meu membro, fazendo-me estremecer por completo.
— Às vezes me pergunto como tudo isso cabe em mim.
Falou pegando meu pau na mão e começando a acariciá-lo.
— Tenha certeza que com um bom esforço.
— Talvez, mas é um esforço que vale a pena. Ter essa delícia deslizando para o meu corpo, me tira o juízo.
Ela inclinou o corpo e aproximou a boca, colocou a língua para fora e foi lambendo toda a extensão. Sei que faz isso para me torturar, fica nesses movimentos leves, quando o que mais quero é sentir o quentinho da sua boca me envolvendo.
— Está bom assim Edward?
— Está, mas você sabe que pode melhorar.
— Ah, é mesmo? Pois me diga como. Assim poderei fazer o melhor para lhe agradar.
— Envolve essa boquinha gostosa no meu pau, vai.
— É isso que quer?
A bandida falou, voltando a apenas lamber o membro, sem mostrar sinal de que fará o que pedi.
— Sim Bella. É o que quero. Agora!
Segurei seu cabelo e ela sorriu safada, então abriu a boca e desceu engolindo meu pau quase por completo, subiu e desceu repetindo o movimento, com a boca sugando e a língua rodeando da forma certa para me enlouquecer.
— Isso Bella, assim. Deixa meu pau envolver essa boquinha macia, vai.
Continuei auxiliando seus movimentos com minha mão segurando seu cabelo, mas ela sabe o que está fazendo e continuou a proporcionar o boquete perfeito, sem perder o ritmo.
Meu ápice se aproximou e o estopim se deu quando agarrou minhas bolas, acariciando levemente, impulsionando meu gozo a sair.
Ela permaneceu no lugar, como sempre, sorvendo todo meu néctar e quando terminou subiu para me beijar.
— Satisfeito agora senhor Cullen?
— E como. Mas acho que a senhorita merece uma retribuição por esse ótimo serviço.
— Aprecio muito essa ideia. Estou disponível para suas mãos.
Sorri, voltando a colar nossos lábios.
Minhas mãos ávidas foram de encontro ao seu corpo, abrindo os botões da camisa e tirando-a. Abri também o short e deslizei para fora de suas pernas, quando Bella o tirou quis voltar ao meu colo, mas a impedi, mudando nossas posições na cama. A deitei de barriga para cima e cobri seu corpo com o meu.
Prendi suas mãos no alto da cabeça e fui explorando seu corpo com os lábios, desci beijos por seu pescoço até chegar aos seios, onde abri o sutiã com facilidade, já que o fecho era frontal.
Puxei seus montes para fora e cai de boca, sugando as mamas e chupando os mamilos, com delicadeza, porém com a pressão exata para vê-la se contorcer embaixo de mim.
Porém como não parece capaz de ficar parada, virei seu corpo de bruços, puxei a calcinha para fora e encostei meu membro em sua fenda, começando a esfregar sentindo sua umidade.
— Vai Edward. Preciso de você aí.
— Eu sei, estou sentindo. Mas como posso dar o que quer, sendo que nem tive o que quero ainda?
— E o que é?
Subi até seu ouvido e sussurrei.
— O gosto da sua bocetinha na minha língua. Sorver dessa gruta molhada direto da fonte. O que acha Bella? Devo fazer isso?
— Sim...
— Sabia que ia gostar.
Desci com a boca sorvendo até chegar ao bumbum empinado e não resisti em dar uma mordida.
— Empina pra mim Bella.
Ela logo acatou elevando o quadril e segurei nas laterais da sua bunda, abrindo sua fenda.
O mel já escorre e não o deixarei ser desperdiçado, com isso, passei a língua lambendo toda sua extensão. Bella tremeu e impulsionou o corpo para frente, mas a segurei no lugar, continuando a prática.
Lambi toda sua bocetinha e quanto mais toco mais molhada fica. Chupei seu clitóris mantendo o ritmo, intercalando entre lambidas e chupadas. Às vezes infiltrando a língua em uma pequena penetração. Bella geme e se contorce, enquanto me delicio com seus pequenos gestos.
— Edward, mais. Está tão bom.
— Está? Vai ficar melhor quando se derramar para mim.
— Eu vou, eu preciso...
— Vem Bella. Goza na minha língua.
Voltei a chupá-la e não demorou muito para sentir seus sinais, quando ela tremeu e se liberou, sorvi todo o mel.
Ela ficou trêmula e ofegante, mas não a deixei dispersar, peguei uma camisinha envolvendo meu membro e posicionei atrás dela penetrando seu corpo.
— Ahhh, Edward. Merda.
— Sim, eu sei, sinto isso também.
— Vai! Oh, forte. Preciso sentir...
Suas palavras foram cortadas quando estoquei fundo em seu centro.
— Como queira!
Iniciei os movimentos com vigor e intensidade, com estocadas rápidas e profundas, sentindo o corpo de Bella me acompanhar e ela sempre pedindo por mais, e eu de bom grado, atendendo.
Minhas mãos seguram seu quadril, controlando e guiando o rebolado, mas aproveitei também para passar a mão por suas costas molhadas e descer alisando até chegar ao seu bumbum, onde estapeei em ritmo seguido por três vezes.
— Edward, Edward. Oh, não...
— O que houve?
— Você não, eu não...
— Mais uma vez? É claro, com prazer.
Continuei estocando e batendo em suas nádegas redondas.
Que começam a ficar rosadas por contas dos tapas.
— Edward, seu cretino.
— Você gosta, não é? De ter meu pau fodendo essa bocetinha apertada e de levar umas palmadas nesse bumbum arrebitado...
Falei, metendo fundo, ela engasgou e não respondeu.
— Responde!
Estalei mais uma palmada.
— Sim! Oh, merda. Sim! Eu adoro fazer isso com você.
— Muito bem, porque eu também adoro tudo isso, mas agora chega de conversa. Quero te sentir me apertando enquanto goza em volta do meu pau.
Encerramos o papo, voltando a nos concentrar apenas no que nossos corpos fazem e não demorou muito a sentir Bella me apertando ao alcançar o ápice e eu me derramar dentro dela...
Separei nossos corpos e levantei tirando a camisinha, jogando fora no banheiro.
De volta ao quarto, vi Bella deitada ainda de bruços, a segui, encostando meu corpo no seu, rocei nossos lábios e ela abriu um sorriso.
— Cansada?
— Você sempre me deixa assim, sem forças.
— De nada. Vou tomar banho, me acompanha?
— Hoje não. Estou realmente acabada e se for contigo, vou te atrasar e já está tarde.
Assenti e fui tomar o banho, pensando que agora voltarei para casa fingindo que está tudo normal, que nada aconteceu e que ainda mantenho um casamento como mandam os conformes.
Preciso urgentemente dar um jeito nessa situação e resolver os trâmites da minha vida.
Depois de limpo, me vesti sob o olhar atento de Bella, quando terminei fui até a cama para me despedir.
— Até semana que vem. – Falei.
— Não, até domingo.
— O que?
— Esqueceu o almoço na casa dos seus pais? Eu fui convidada e irei com todo prazer.
— Certo, isso, pois bem, até domingo. Vou poder te ver, mas não te tocar e isso vai ser uma tortura.
— Quem sabe não damos uma fugidinha para fazer um sexo escondido no seu quarto de adolescente...
Falou mexendo as sobrancelhas, claramente provocando.
— Bella, não provoca. Você acaba de adicionar mais um item a minha lista interminável de fantasias.
— Já prometi que um dia realizarei todas.
— Vou esperar ansioso por isso.
Inclinei-me beijando seus lábios, mas antes que caísse em tentação e aprofundasse tudo, nos distanciei.
Acenamos um adeus e sai deixando aquela mulher incrível, nua e sozinha na cama...
***
Conversando com Emmett e meu pai, sentados no sofá da casa deles, interagindo tranquilamente, pois como prometido, meus pais ofereceram um almoço.
Convidando Jane e eu, que nesse momento está na cozinha com minha mãe, Alec e Bella, esses dois ainda não chegaram, mas essa conta deve mudar já, ao soar da campainha.
Vi Alec entrar, mas imediatamente dispersei a atenção, que só voltou quando vi Bella atrás dele.
Simplesmente perfeita, vestindo uma saia e blusinha, com uma camisa amarrada com nó por cima e nos pés, está calçando típicas botas texanas.
Meu pai e Emmett levantaram para cumprimentá-los e vi minha mãe e Jane, também se fazerem presentes. Depois de ficar um tempo apenas parado observando-os, levantei.
Cumprimentei Alec com um toque de mãos e me aproximei de Bella, tentando ser o mais discreto possível.
— Olá Edward, como está? Como tem passado os últimos dias?
Falou ao me dar um beijo no rosto.
— Oi Bella. Eu vou muito bem, obrigado. Meus dias têm sido ótimos e os seus?
— Maravilhosamente bem. Mas senhora Cullen, sua casa é linda. A extensão da propriedade e essa sala, tudo é de muito bom gosto.
Bella declarou trazendo a atenção de todos a sua conversa com minha mãe.
— Obrigada Bella, é muita gentileza. Venha quero lhe mostrar os outros cômodos.
As duas seguiram conversando e o restante de nós voltou a se acomodar pelos lugares da sala.
A conversa continuou a fluir tranquilamente, até meu celular começar a tocar, pedi licença para atendê-lo, me dirigindo até o escritório do papai, para ter privacidade.
Depois de resolver o que era necessário, desliguei ao passo que vi a porta abrir revelando a imagem de minha mãe e Bella.
— Oh, querido. Não sabia que estava aqui.
— Pois é mãe, vim atender uma ligação, mas já terminei.
— Que bom. Ainda estou mostrando à casa a Bella, mas já que está presente, pode fazer as honras de hospitalidade? Enquanto volto para ver como vai o almoço.
— É claro mãe, pode ir.
— Bella, lhe deixo nas boas mãos do meu filho, com licença.
— Claro senhora Cullen, fique a vontade.
Mamãe saiu fechando a porta, deixando-nos a sós.
— Será que sua mãe sabe o quão boas são suas mãos?
— Creio que não no sentido que você conhece.
A puxei de encontro ao meu copo, colando nossas bocas em um beijo avassalador. Prendi seu cabelo na mão e fiz do ato o máximo que posso para o momento.
— Calma ai garanhão. Não podemos voltar à sala com expressões de quem acabou de dar uns amassos. Tente se controlar.
— Você diz isso, mas não me ajuda estando desejável dessa forma.
Ela deu um sorrisinho cínico e se afastou andando pelo escritório.
— Eu vi seu quarto. Tive altas ideias do que poderíamos fazer lá.
— Bella!
Praticamente rugi a repreendendo.
— Ok, parei. Vou me comportar.
Assenti agradecido e me lembrei de algo.
— Bella, você e o Alec chegaram juntos. Há algo que precise saber?
— Em relação a que?
— Vocês parecem ser muito próximos, não?
— Sim, somos. Como já falei, conheço Jane e Alec há muito tempo e sempre fui amiga dos dois.
— E hoje...?
Questionei querendo que prossiga.
— Foi uma feliz coincidência, acabamos chegando juntos e nos encontramos no portão. Mas por que tudo isso? Você não está com ciúmes, está?
Ao perguntar, o sorriso cínico de vitória apareceu.
— Eu preciso ter?
— Ora essa querido. O comprometido aqui é você.
— Bella, não brinca com isso. Você está mexendo com fogo.
— Você sabe que adoro me queimar.
A bandida me deu um selinho e saiu do escritório, deixando-me com a cabeça fervendo.
Maldita Isabella!
Sai também, encontrando minha mãe já chamando para o almoço.
Segui com eles até a sala de jantar. Meu pai como sempre na ponta da mesa com minha mãe do seu lado direito, me sentei em seguida, com Jane a minha direita. Do outro lado da mesa ficaram, Emmett, Isabella e Alec, ela no meio dos dois e a minha frente.
O almoço foi servido e o iniciamos em silêncio, tudo correndo bem, até que sinto algo roçar na minha perna.
De início leve, mas depois o roçar começou a subir, até que identifiquei que um pé está subindo pela minha perna e a dona dele está a minha frente, claramente me provocando. Tentei segurar sua perna e pará-la, mas ela foi mais ágil e conseguiu desviar o pé indo direto para o meu pau.
Comecei a tossir e todos voltaram à atenção para mim.
— Algum problema querido?
Mamãe perguntou.
— Não, eu...
— Edward, você está vermelho, o que houve?
Jane questionou dessa vez.
— Não é nada. Acho que a pimenta foi um pouco demais.
— Certo, beba água querido. Vou pedir para as meninas maneirarem da próxima vez.
— Oh, senhora Cullen, não precisa. Esse prato está ótimo, não há nada para mudar.
Bella falou cínica, como se não soubesse certinho o que realmente aconteceu.
— Bella está certa mãe, está tudo no ponto como sempre. O Edward que está com frescura.
— Emmett, por favor.
— Tudo bem mãe. Não estou com frescura Emmett, apenas disse que a garfada que peguei estava um pouco apimentada, mas o almoço está ótimo mãe, como sempre.
Depois disso voltamos a comer em paz, sem mais situações constrangedoras.
Após a sobremesa voltamos à sala e a conversa permanece fluindo com amenidades.
— Sei que ainda não somos tão próximos e nem sou da família, mas gostaria de agradecer de verdade pela atenção e hospitalidade de todos vocês. – Bella comentou. – Eu voltei para cá sozinha, em busca de um refúgio com minha amiga e encontrei nos Cullen, pessoas maravilhosas, que têm me acolhido de forma muito especial. Então, obrigada.
— Não precisa agradecer Bella. – Papai declarou. – Você já era alguém importante, apenas por ser amiga da minha nora e depois por si mesma conquistou nosso carinho e admiração.
— Carlisle tem toda razão. Nós gostamos muito de conhecê-la e pode não ser oficialmente da família, mas já é alguém muito especial para todos nós.
— Eu já sugeri que Bella se tornasse da família mãe, mas ela me dispensou.
— Não diga isso Emmett. Eu te adoro e quero que encontre uma mulher muito legal, só que infelizmente, essa não sou eu. Mas somos amigos, não somos?
— É claro Bella, estou só brincando. Sei quem você realmente quer.
Fulminei meu irmão e se pudesse, teria explodido a cabeça oca dele com um simples olhar.
— Pois bem, já que estamos entre amigos e pessoas queridas, quero contar a vocês uma grande novidade.
— O que foi Bella? – Jane perguntou.
— Eu decidi abrir meu próprio estúdio. Por um tempo pensei em apenas procurar emprego em algum lugar, mas então decidi que a melhor coisa a fazer é abrir meu negócio. Por que começar por baixo se posso realizar um sonho e ter algo meu? Sei que pode parecer loucura, mas sinto que vou me dar bem.
— É um grande passo realmente Bella, mas se é isso o que quer e tem condições de fazê-lo, é sua chance.
— Obrigada Carlisle. Em questão de capital, mão de obra e projetos, tenho tudo acertado. Agora sobre o gerenciamento, provavelmente precisarei de ajuda. Por isso, decidi convidar o Edward para ser meu sócio, ele não aceitou, mas concordou em me ajudar pelo menos no início.
— Que ótimo Bella. – Jane congratulou. – Mas por que ainda não tinha me contado Edward?
— Eu pedi que ele não contasse Jane. – Bella tratou de esclarecer. – Queria fazer uma surpresa a todos e estou comunicando porque agora provavelmente vão nos ver muito juntos. Devo ir à empresa e Edward terá que me acompanhar em algumas coisas, apesar de falar que não quero atrapalhá-lo.
— Não irá Bella. – Afirmei. – Deixarei tudo organizado para não termos nenhum contratempo.
— Que bom que terá seu próprio negócio, Bella. – Alec falou. – Farei questão de solicitar algumas fotos assim que der.
— Claro que sim. Você é meu convidado.
— Pena que não trabalho no mesmo prédio dos Cullen. – Prosseguiu. – Assim poderia vê-la mais, agora que frequentará muito a empresa.
— Prometo ir visitá-lo assim que possível. Mas vocês não deveriam trabalhar juntos? Já que as empresas são consignadas?
— Então Bella, houve a unificação, mas os trâmites funcionam apenas nas negociações, cada qual ainda continua fazendo seu próprio ramo. – Papai explicou.
— Ah, sim. Entendo.
— Para você ver Bella. Não tive a sorte de ir trabalhar com os Cullen.
Impressão minha ou Alec está arrumando qualquer desculpa para ficar mais perto da Bella?
Ainda bem que não tem forma alguma desse moleque ir trabalhar conosco.
Era só o que faltava. Vê-lo babar na Bella no ambiente de trabalho. Já basta o que tenho que aguentar nessas reuniões de família e pior é que Bella parece aceitar as investidas, já que sempre o deixa abraçá-la, tocá-la e falar coisas ao seu ouvido.
— Bella, saiba que poderia ficar chateado, pois convidou o Edward e não eu para ajudá-la.
— Emmett, não pense assim. Acabei convidando o Edward, porque nesse tempo que passei em sua casa, conversamos muito sobre tudo e acabamos ficando próximos e achei que ele não se importaria em me ajudar. Além do mais, você é um homem solteiro, não posso prendê-lo comigo e tomar seu tempo livre. Edward, por outro lado, já arrumou uma companheira e com Jane sendo minha amiga, achei que ela não se importaria de ceder o marido um pouco para me auxiliar.
— É claro que não amiga. Edward e eu estamos a sua disposição sempre. Eu gosto de ver como se dão bem, como ficaram amigos. É ótimo ver como meu marido e minha melhor amiga são próximos.
Pobre Jane. Se soubesse da missa o terço...
— Edward tem sido um bom amigo mesmo.
— Sabe Bella, por um instante pensei que fosse contar que estava saindo com alguém. – Jane soltou.
— É Bella, desde que chegou não a vi com nenhum homem por perto. Está tentando virar celibatária?
— Não Alec, não é nada disso. Apenas estou tentando colocar minha vida de volta no lugar. Caso tenha esquecido, já fui casada e estou solteira há pouco tempo. E não penso em me amarrar tão cedo. Ainda mais agora, com essa ideia do estúdio. Tudo o que menos terei é tempo para arrumar um homem. O único que verei constantemente a partir de agora é o Edward.
Bella me olhou por cima dos cílios, dando o olhar de ferina.
— Tudo bem, entendi.
Alec respondeu, mas pareceu mudar a expressão ao olhar de Bella para mim.
Será que estamos dando bandeira?
Preciso conversar e ver o que Bella acha, não podemos arriscar que alguém descubra, mas também seria bem melhor revelar logo tudo e assim acabar com essa situação.
Essa conversa tem que acontecer urgentemente, dessa semana não passará...
***
— No que tanto pensa?
Bella perguntou ao terminarmos de nos enxugar, saindo do seu banheiro.
— Estou lembrando a agradável surpresa que tive hoje à tarde.
Informei e ela abriu o sorriso sapeca de culpada pelas minhas memórias.
Estamos em seu apartamento, mas há pouco ainda estava em meu escritório, quando recebi sua ilustre visita...
Ao terminar de montar um projeto no computador, ouvi o clique da minha porta sendo aberta, não me dei ao trabalho de olhar, pois sei que o único que entra sem ser anunciado, é meu irmão.
— Pode dar meia volta e ir embora. Seja lá o que tenha a dizer, não me interessa.
Falei ainda concentrado em minhas coisas, mas qual não foi meu espanto, ao não ouvir a resposta na voz do meu irmão.
— Tem certeza que não quer me ouvir?
Ergui a cabeça vendo Bella parada em frente a minha mesa.
— O que? Mas como você...?
— Entrei? Eu ia me anunciar, mas Emmett me viu e disse que podia entrar sem bater, que você ia adorar a surpresa. Ele também deixou avisado a sua secretária para não sermos interrompidos por nada, porque temos coisas sérias a resolver. No fim, se despediu me desejando uma boa tarde. O que me faz lembrar, você contou a ele sobre nós?
Fiquei quieto por um tempo, sem saber o que responder e como ela reagirá à verdade, mas, no fim, resolvi ser sincero.
— Sim, contei a ele. Antes de procurá-la, estava ficando louco e tive que me abrir com alguém, mas pedi a Emmett discrição e segredo absoluto. Acho que ele vai cumprir, já que me incentivou tanto a ir atrás de você.
— Eu realmente adoro seu irmão e não me importa que ele saiba. Desde que mantenha o segredo pelo tempo necessário e das pessoas certas. Mas você não está interessado em saber o motivo da minha visita?
Questionou se aproximando e passando pela minha mesa, até parar a minha frente, afastando minha cadeira e encostando onde a pouco trabalhava.
— Sim, claro que estou curioso para saber o que a trouxe aqui. Não combinamos nada sobre o estúdio.
— É porque não vim falar com você sobre o estúdio. Eu estava passeando pelo shopping e avistei uma loja de lingeries, resolvi entrar só para dar uma olhada. No fim, encontrei uma peça muito especial e resolvi comprar. No caminho até o apartamento, pensei. Não basta um belo conjunto, se não tenho a ocasião perfeita para estreá-lo. Com isso, resolvi mudar o caminho e vir te fazer uma visita, mostrar a lingerie e quem sabe realizar minha fantasia de transarmos em cima dessa mesa, que tal?
— Bella... Eu estava finalizando um projeto, não posso perder meu foco agora.
Quanto esforço fiz para dizer isso, depois de ouvir uma proposta dessas...
— Não tem problema, eu espero. Não tenho pressa e ninguém entrará nessa sala enquanto não sair. Você pode terminar suas coisas, que o esperarei quietinha.
Ela desencostou da mesa e passou a circular pelo escritório, tentei voltar à atenção ao computador e finalizar tudo o mais rápido possível, mas também sem cometer nenhum erro, o que é uma grande prova de resistência.
Dispersei por alguns instantes da sua presença, conseguindo focar no trabalho, falta realmente pouca coisa, mas estritamente necessária para o funcionamento do software. Ao terminar de salvar o arquivo, levantei a vista e paralisei.
Bella agora está desfilando pelo escritório apenas de lingerie, a maldita lingerie que comprou. Posso notar o balançar do seu cabelos junto ao quadril, as pernas longas e torneadas postas em cima do salto alto que não tirou.
— Edward, está olhando há muito tempo?
— Não.
— Você já terminou seu projeto?
— Não.
— Ok, vou sentar aqui no sofá. Já cansei de ficar de pé.
— Não!
— O que disse?
— Não, você não vai sentar em nenhum maldito sofá. O único lugar que sentará a partir de agora, será no meu pau.
— Hun, vejo que alguém gostou da lingerie, mas você ainda não terminou, não pode aproveitar.
— Isabella, vem aqui agora.
A maldita veio rebolando e sentou de frente para mim, com as pernas ao redor do meu corpo.
— Estou adorando esse seu lado mandão, mas terá que falar baixinho ou quer que todos no prédio saibam o que estamos prestes a fazer? Mas vai ser bom, ouvir seus comandos ao pé do meu ouvido. E estou sentada, o que quer que faça agora?
Ela não esperou resposta para começar a atacar meu pescoço com a boca macia, suas mãos foram abrindo os botões da camisa e se infiltrando por minha pele.
Ela começou a rebolar de leve sobre meu quadril, ativando mais minha ereção que só aumenta pressionando seu bumbum. A boca veio de encontro a minha e a tomei em um beijo quente e profundo.
— Está bom? Estou fazendo direitinho?
— Com certeza.
— Mas você não dirá o que realmente quer de mim? Quando me chamou para o seu colo, pensei que me mandaria fazer o que quisesse...
— Isabella, você me tira o juízo, mas já que está tão desejosa, darei algo para fazer.
Puxei seu cabelo trazendo o rosto para perto do meu, lambi e mordisquei seu pescoço subindo minha boca até chegar ao seu ouvido.
— Quero que ponha essa boquinha no meu pau e chupe bem gostoso. O deixe pronto para entrar na sua bocetinha molhada.
Ela ofegou, mas foi deslizando do meu colo até o chão, abriu o cinto e puxou o zíper da calça, baixando junto à cueca e pegou meu pau já bem animado.
— Será um enorme prazer.
Sua boca abocanhou meu membro e foi deslizando por toda extensão.
A língua macia e quente lambeu de fora a fora, me deixando sem qualquer ação. Ela chupa com vontade, usando as mãos também com maestria, sempre aumentando meu prazer.
As sugadas foram evoluindo e quando vi que não demorarei muito se continuar nesse ritmo, a puxei de volta para cima, jogando seu corpo sobre a mesa, não me importando com nada que esteja ali.
— Agora chega. Só vou gozar dentro de você.
Inclinei sobre ela e nos beijamos.
Enquanto isso desci as mãos explorando seu corpo e usufruindo dele. Toquei sua feminilidade por cima da calcinha e senti o quão pronta está, ainda a masturbei por um tempo por cima do tecido, mas sei que não precisa de mais estímulos, seu corpo está completamente desejoso esperando pelo meu.
Abaixei para pegar uma camisinha na carteira e depois de pronto, voltei à posição.
— Espero que não tenha pagado caro nessa peça.
Ao terminar, puxei o fino tecido de seu corpo, rasgando-o por completo.
— Edward! Na verdade foi caro sim. E tinha adorado essa calcinha.
— Eu a recompensarei, não se preocupe.
Com isso, posicionei o membro na sua entrada apertada e a penetrei.
Sempre tão bom, tão quente, tão fodidamente apertada.
Bella tem o corpo mais perfeito que um dia já vi na vida, tudo é na medida certa para me enlouquecer.
Ela começou a gemer baixinho e a se movimentar junto comigo, ergui suas pernas auxiliando nos movimentos, ao passo que levei a boca a elas, mordendo e lambendo o suor que começa a escorrer.
— Oh, oh, isso. Mais Edward...
— Vai Bella. Rebola gostoso. Prende meu pau nessa bocetinha apertada.
— Eu sabia que essa mesa era boa. – Ri de sua frase. – Não para, me aperta, me fode...
— Eu vou.
Continuamos no ritmo.
A vi contorcer a cabeça e morder os lábios tentando impedir que os gemidos saiam altos demais.
Então segurou os seus, acariciando-os, mas logo tirei suas mãos inclinando sobre ela para abocanhá-los, enquanto meu pau mete forte e fundo dentro de si.
— Isso Bella, assim. Deixa essa bocetinha gozar e espalhar seu mel por todo meu pau.
Pedi quando nossos corpos começaram a dar os sinais que chegarão ao ápice.
Ela não respondeu nada, apenas continuou me acompanhando e poucos minutos depois desabamos exaustos sobre a mesa.
— Virei visitá-lo muito mais vezes a partir de agora.
Informou quando levantei meu rosto para nos olharmos.
— Estarei esperando ansioso por isso...
Depois daquilo, encerrei o expediente mais cedo e vim acompanhar Bella até o apartamento.
Com o fim do banho, Bella deitou na cama, apenas de roupão e me chamou para fazer o mesmo.
— Mas vai dizer que não foi uma bela surpresa?
Perguntou, retomando a conversa.
— Com certeza foi.
— Mal vejo a hora de repetirmos a dose. E descobrir outros lugares também. Como seu quarto na casa dos seus pais.
Tocar no assunto da casa dos meus pais trouxe a lembrança conversa que preciso ter com ela e creio que esse é o momento oportuno.
— Bella, tem uma coisa que quero conversar com você.
— Pode falar.
— Na verdade, não é uma coisa só. Eu preciso conversar sobre nós. Entender o que temos e para onde isso vai. Eu sou casado, você é solteira. E não sei se está nisso só comigo...
Ela me interrompeu imediatamente.
— Edward, eu sei que você é casado e nunca te cobrei nada, mas pode ficar tranquilo que desde que cheguei, não estive com mais ninguém e nem pretendo enquanto estivermos juntos.
— Mas esse é o problema. Eu não sei até quando vamos estar juntos! Não sei onde isso vai dar. E você ainda fica flertando com os outros, não consigo te entender.
— Flertando? Do que você está falando? Eu nunca nem cheguei perto de ninguém.
— Estou falando do Alec. Você diz que são só amigos, mas é cheia de carinhos com ele. Pode achar que ele é só seu amigo, mas o cara é homem e em nenhum mundo seria capaz de resistir a você. Saiba que desde o almoço na casa dos meus pais, ele tem sempre procurando se inteirar mais sobre o assunto dos Cullen, procurando uma brecha para vê-la, agora que sabe que está passando um tempo comigo.
Quando terminei de falar, ela explodiu em uma gargalhada.
— Do que está rindo? Não acho que tenha falado nada engraçado.
— Edward, você não entende mesmo, não é? O Alec não está interessado em mim. Pode ser que esteja interessado na nossa aproximação, até desconfiado, mas com certeza ele não quer nada comigo.
— Como pode ter tanta certeza? E se ele estiver desconfiando? Pior, quem te garante que ele não contará a Jane? Seria o pretexto perfeito, revelar nosso caso e deixar o caminho livre para chegar a você.
— Edward, para! O Alec não está interessado em mim. Ele nunca foi e não é agora que ficará. Eu o conheço há anos e sei realmente do que gosta.
— Como? Do que você está falando?
— O Alec é gay.
Soltou e ficou quieta, esperando que processe a informação.
— Não. Mentira?
— Não. Como disse, sempre fui muito amiga dos dois e com o passar dos anos, comecei a notar algumas coisas diferentes nele. E um pouco antes de viajar, ele acabou confessando, como estava indo embora, não viu problema em revelar. Mas você sabe como é a família dele, nunca aceitaria algo do tipo, então ele continua com seus verdadeiros anseios guardados. Então, senhor ciumento, pode ficar tranquilo que ele não tem um pingo de interesse em mim. Eu que deveria ficar preocupada com essa aproximação dele, porque se ele está interessado em alguém, só pode ser você.
— Para Bella, não quero nem pensar em uma coisa dessas. – Falei e ela riu. – Não que tenha algum preconceito. Apenas não compartilho dos mesmos sentimentos. Estou muito feliz sendo hétero e tendo uma mulher.
— Viu? Eu disse que não tinha motivos para se preocupar. Agora se ele desconfia de nós? Não sei. Acho que não, deve ser só impressão sua. Mas se for, ele ficará muito bravo comigo. Porque primeiro a irmã dele consegue você e agora eu. Isso para o seu coração do deve ser muito chato.
Comentou ainda sorrindo.
— Bella, você leva essa situação sem um pingo de seriedade e preocupação, coisas que deveríamos ter.
— Você quer que faça o que Edward? Que viva com medo? Insegura? Preocupada que a qualquer momento alguém possa descobrir e que tudo vá pelos ares? Não querido, me desculpe, mas não sou assim. Se fosse para pensar racionalmente, não teria te conquistado para início de conversa. Não teria seduzido o marido da minha melhor amiga.
— Você diz que Jane é sua melhor amiga e mesmo assim quer continuar com isso, enganando-a, dormindo com seu marido e a deixando pensar que somos apenas bons amigos. Isso não parece amizade para mim.
Arrependi-me do que disse no instante que terminei, pois vi mágoa surgir nos olhos de Bella, porém sua expressão mudou rápido.
— Não ouse duvidar da minha amizade, carinho e consideração pela Jane, só pelo fato de estar transando contigo. Você acha que voltei na intenção de roubar o marido da minha melhor amiga? Que planejei me hospedar na sua casa e seduzi-lo descaradamente, debaixo do teto de vocês? Não Edward, eu não planejei isso, mas aconteceu. E me desculpe, mas você não tem moral para falar de mim, já que é o marido que está transando com a amiga da mulher.
— Bella, me desculpe, eu não quis te ofender, de verdade. É só que preciso entender o que há entre nós. Tudo foi acontecendo sem que pudesse controlar e agora sinceramente não sei para onde tudo vai...
— Eu sei que é confuso e horrível de pensar, mas juro que em nenhum momento quis o mal de ninguém, ainda mais da Jane, mas aconteceu. Eu me senti atraída por você desde o primeiro instante que o vi e já perdi tantas coisas na vida, tantas oportunidades. Deixei que todos passassem por cima dos meus sonhos e da minha vontade tantas vezes, que após a morte do John, decidi nunca mais perder nada na vida. Nenhuma chance, oportunidade, relacionamentos, nada. É claro que preferira ter gostado de alguém solteiro, sem nenhum vínculo com outra pessoa. Ainda mais, essa sendo minha amiga, mas não pude evitar Edward. Eu quis você e agarrei a oportunidade quando vi que te atraia também.
— Não posso contestar os fatos, sendo que me interessei por você antes mesmo de saber que era a amiga da Jane. Só queria que as coisas fossem diferentes, que não estivéssemos no meio desse rolo.
— Eu também queria, mas infelizmente a nossa realidade é essa. E temos duas escolhas, continuarmos e encarar tudo ou simplesmente desistir agora e fingir que nunca aconteceu.
— Eu não quero te perder, mas também não queria continuar enganando a Jane.
— Eu sei que não é legal, mas essa é a única forma de não a magoarmos. Escuta, eu me senti atraída por você desde o início, mas não foi ali que decidi que investiria nessa situação. Tudo aconteceu aos poucos, quando percebi que você e Jane, apesar de se darem bem, se tratarem com respeito e até com carinho, não se amavam. Eu conclui que não estaria destruindo a vida e o casamento perfeito da minha melhor amiga. Não roubaria o grande amor da vida dela, apenas seguiria com o que desejava. Sei que ainda sim, é horrível e não justifica, mas a relação de vocês não é verdadeira. Vocês são casados por conta de um contrato, por sorte são bons um ao outro. Mas, além disso, não possuem nada.
— Por isso mesmo Bella, meu casamento com a Jane não é algo sólido e firme. O melhor a fazer é acabar com tudo e ficarmos juntos, sem problemas.
— Não! Você não pode se separar da Jane.
— Como não? Isso resolveria todos os nossos problemas.
— Pelo contrário, isso só traria problemas desnecessários as nossas vidas. Primeiro de tudo, apesar de não me importar mais com a opinião de ninguém, sei que na sociedade que vivemos todos me veriam como a vadia destruidora de lares. A mulher rameira que veio de fora, para roubar o marido da amiga e deixá-la na lama. E isso infelizmente afetaria nossas vidas em todos os âmbitos. Talvez até prejudicasse seus negócios e com certeza, mancharia minha reputação diante de todos, não deixando brecha para que abra o estúdio. Mas obviamente não estou pensando apenas em mim, isso é a segunda coisa, o mais importante é não destruirmos a vida da Jane, que não merece nada disso.
— O que quer dizer?
— Edward, não sei se você conhece a fundo a família da Jane, como eu, mas eles são tão crápulas e controladores como meus pais. Então se houvesse o escândalo do divórcio, ainda mais, com o contexto da amante, isso a destruiria. Seus pais a culpariam pelo término do casamento. Fariam da vida dela um inferno e o pior, tenho certeza absoluta que logo lhe arrumariam outro marido e dessa vez, receio que não seria tão bom quanto você.
— Você acha que eles seriam capazes disso?
— Sem sombra de dúvidas. Eles não iam aceitá-la de volta e Jane infelizmente, não tem maturidade e independência para se virar sozinha. Eles dariam um jeito de abafar o escândalo e logo mais, arranjariam outro casamento, como forma de puni-la pela humilhação. E eu não quero isso para a minha amiga...
— Então o que faremos? Continuaremos escondidos pelo resto da vida? Porque me desculpe, mas não vou acabar com isso. Prefiro ir ao inferno a ter que abrir mão de você.
— Eu tão pouco. Eu te quero Edward, quero de verdade, por completo, mas não podemos agir dessa maneira agora. O que podemos fazer e já seria uma forma de amenizar nossa culpa por estarmos traindo a Jane, é ajudá-la a ser alguém. A encontrar seu lugar. Você e eu podemos fazer com que ela tenha uma vida. Que estude, trabalhe, dirija, tome conta de suas ações. Assim, quando estiver pronta e não precisar mais do respaldo de um marido, ela mesma dará o divórcio a você. E digo isso por experiência própria, pois por melhor que John tenha sido não teria ficado com ele para o resto da minha vida. No momento que conseguisse minha independência, me separaria, mas ai veio à doença e decidi retribuí-lo por tudo o que fez por mim, assim fiquei ao seu lado até o fim.
— Você tem certeza que quer isso? Continuar nessa situação, não sei por mais quanto tempo?
— Eu não tenho certeza de nada. Aliás, tenho certeza de duas coisas. Que não vou destruir a vida da Jane, mas tão pouco abrirei mão de você. E, a meu ver, essa é a única saída. Teremos que esperar o tempo que for. Pode ser que quando contarmos a verdade, ela não me perdoe de qualquer forma, mas pelo menos sei que terei feito tudo ao meu alcance para que ela seja feliz. E isso irá me confortar.
— Você é incrível. — Declarei convicto. – No início, pensei que nosso relacionamento seria puramente sexual, mas a cada dia ao seu lado, vejo a mulher maravilhosa que é. E vou lutar para podermos ficar juntos. Mas concordo com você, Jane não merece ter sua vida destruída. Nós vamos ajudá-la a construir uma vida nova e quando estiver pronta, ganharemos nossa liberdade.
— É só o que quero.
Sorriu e acariciei seu rosto.
— Pois é isso que vamos ter.
Inclinei buscando sua boca que veio de bom grado ao encontro da minha.
Beijamo-nos e senti algo diferente, não sei explicar ainda o que é, mas parece ser algo bom, um indicativo de que uma nova fase se inicia entre nós.
— Quer dizer que continuaremos sendo amantes?
— Eu gosto dessa palavra. Soa forte, imponente, gostosa de ouvir. E não me importo em ser a sua amante. Continuaremos juntos, nos conhecendo e quando o momento certo chegar, levaremos a relação a outro estágio.
— Isso me parece muito bom.
Deitei na cama puxando seu corpo sobre o meu, mas antes de voltarmos a nos beijar, Bella concluiu.
— Também sinto isso. E, afinal de contas, é como dizem. Tudo o que é proibido, é mais gostoso...
E não posso pensar em algo melhor para definir o que vivemos.
O que o amanhã e o futuro nos reservam, não me preocupa.
Nesse momento, tudo o que me interessa, está sentado em meu colo, despindo-se diante dos meus olhos e prometendo me levar mais uma vez ao abismo que é o meu intenso desejo...
FIM.
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