Intenso

6 A captura


Não saber o que de fato me aguarda durante a caçada, me mantem sobre uma tensão excruciante, eu, um garoto comum, bem... nem tanto. Ontem mesmo estava eu a dirigir-me para a escola com meus amigos, a observar a paisagem provida por tão belo lago que ali calmo, estático, enchia-me com sua alma ancestral...

 

—Ei.... Ouvi chamar a voz atrás de mim em um tom calmo e sem emoções, ignorei. 

—Ei.... Novamente ouvi a voz, vindo da mesma direção, mas desta vez parecia bem mais próxima a mim, eu sabia que era o Brendan, e por este mesmo motivo evitei me movimentar e encara-lo.

 

—Está surdo? Perguntou ele, dessa vez, arrastando sua voz para dentro de meus ouvidos, enquanto seus lábios acariciavam minhas orelhas.

 

—Claro que não. Oque você deseja, ô grande lobo? Respondi em um tom debochado, com cinismo correndo minhas sobrancelhas.

 

—Vejo que precisarei ensinar-lhe boas maneiras. Disse ele olhando em direção a floresta, agora sentado em um dos bancos de madeira os quais ficavam próximos a casa. Indignado com tal comentário esbravejei. — E qual direito você pensa que tem para fazer isso? Deixa-me responder, nenhum, esta é a resposta. Você não é meu pai, se enxerga. Finalizei olhando para a mesma direção em que ele estava contemplando fixamente.

 

—Logo, você será meu. Respondeu o Brendan, secamente e com convicção. Não consegui retruca-lo, seus cabelos dançavam com o vento, e seus olhos reluziam a luz do sol, em um show de faíscas azul marinho. Ao observar uma folha que flutuava ao meu lado esquerdo, acabei não percebendo que agora minha mão havia sido tomada, e já começava a ser guiado em direção as grandes árvores, não consigo explicar o que sinto neste momento, apenas que sinto uma paz louca, envolvente, entorpecendo-me e convidando-me para estar em meio de suas folhas

.

 

—Para onde vamos? Perguntei para ele completamente entorpecido.

—Apenas me acompanhe. Respondeu o Brendan. Parecia estar na mesma viagem a qual eu estava a experimentar.

Após o que se pareceram ser uns cinco minutos andando pelas árvores, chegamos a uma clareira, muito parecida com a qual tinha "sonhado", porém, ao chegar no altar de pedra que havia nesta clareira, percebi que ela possuía em seu entorno, quatro estatuas de grandes e aterrorizantes lobos, cada um em um canto, e em posições diferentes. Chegando ao topo do altar ainda embriagado, abracei-me com o Brendan, senti nossos corpos se conectarem, com isto, a passagem de um vento me fez fechar os olhos, me fez perceber, ao abri-los novamente, que estávamos agora em uma caverna iluminada levemente por pedras, que  floresciam em diferentes cores, também senti a água, morna, estávamos no que parecia ser uma piscina artificial, não muito extensa porém confortável e com águas cristalina.

 

—Estamos no templo. Sussurrou o Brendan. — Fomos trazidos aqui pela Mãe. Sussurrou novamente em meus ouvidos, sequenciando em seguida uma massagem com estes em minha orelha, com mordidas delicadas e demoradas, logo sua boca estava a descer e trabalhar por meu pescoço, seus beijos, pareciam penetrar em minha pele, e o calor de seu corpo parecia querer fundir o seu com o meu. Suas mãos começaram uma guerra por posse, elas queriam tomar o meu corpo, viajavam do início de minha nuca, até a parte mais sensível de minhas pernas, e entregue a esta proclamação do meu corpo. Gemia, prolongada e prazerosamente, com minha cabeça para traz, minha respiração ritmada, controlada pelo movimento constante do seu quadril, pressionando mais e mais o seu pulsante, longo e rígido membro contra o meu, elevando nosso prazer a cada folego. Sinto agora minha perna direita ser levantada por uma de suas mãos, perna  a qual vai se encaixando  automaticamente em sua cintura, nas curvas daquele que me domina, logo, me vejo  pressionado contra uma das pedras luminosas, sentindo minhas nádegas serem acariciadas por seu pênis, quente, e rígido como uma rocha, começava a procurar seu caminho para dentro de mim. Nenhuma palavra está sendo dita, estávamos realmente conectados neste momento, o único som que era emitido no momento, era apenas, reflexos de prazer os quais minha garganta insistia em produzir, durantes as estocadas firmes e ferozes, onde Brendan clamava derramar seu gozo, profundamente, dentro do meu corpo. Um tempo depois, cansados, e ao auge de nossos prazeres, com o acelerar de investidas finalmente conseguir sentir o preencher do meu corpo com gozo o qual tanto desejava naquele momento sentindo também o meu morno sumo acariciar nossos rostos e meu abdômen, vazios e satisfeitos, ainda com olhos fechados entorpecidos de prazer deslizamos sob a rocha até estarmos confortavelmente sentados e envolvidos por aquela maravilhosa água morna cheia de com nossos amores.    

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.