Intangível
29 Verão
Notas iniciais
Palavra do dia: alcantil. Pedra escarpada.
Naquele verão, a viagem não foi determinada pelas exigências dos espíritos turbulentos. Apesar dos ausentes, eram como uma grande família naquela praia, com as crianças brincando na areia.
Sebastian, no alcantil, observava-lhes. Sentia-se menos apto a fazer aparições, portanto guardou com carinho o momento em flagrou um dos raros sorrisos de Benjamin, que andava apoiando-se em Abraham e Margareth.
Sentiria falta de tudo aquilo. Sentiria falta de quem o compreendia plenamente: as línguas maternas que não dominavam, a busca de identidade, os anseios e os temores. A essência.
Quem poderia culpá-lo por encantar-se? Quem poderia culpá-lo por não querer despedir-se?
Notas finais
Olá, minha gente! Estamos quase chegando ao fim. E então, sobreviveram sem encharcar lencinhos? Até que foi suave, não foi? Hahaha
Antes que surja a pergunta "Mas como que alguém não entende a língua materna?", aqui o termo se refere às línguas faladas pelas mães deles. Algumas pessoas de comunidades bilíngues se referem à língua falada pelo pai como "língua paterna" e à falada pela mãe como "língua materna". Acho fofo.
Até mais, minha gente!
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