Chama fria que arde no vazio,

Injustiça falsa por um lado medida

Veneno doce, Ora amargo.

Causador de não física ferida.

Quem dera, talvez,

Nos conflitos outrora gerados,

Mais de uma vez

Danos profundos ela ter causado.

Velha mãe há muito enlouquecida,

Criança recém nascida,

Homem pouco vivido,

Velho sofrido.

O que está morto

Não há de morrer.

Bênção profunda esta,

Que nos impede de sofrer.

Sofrimento tão comum

Que nos faz invejá-los.

Os que outrora morreram

Puderam algum dia ser amados?

Amar ao próximo

Ou a si mesmo?

Amar para viver

Ou viver pelo amor?

Pensamento diluído

Em um ego distorcido,

Tal ego que ama a si.

Não consegue se invejar?

Acalme-se, sem frenesi.