Insônia

11 Protetor


Notas iniciais
Cheguei!! Boa leitura amores ♥

Marinette, após literalmente, fugir da mesa no intervalo, correu para o banheiro da escola. Que por algum milagre, estava vazio. Talvez pelo intervalo estar quase acabando, as pessoas já haviam voltado para as salas. Ela também devia voltar, mas precisava surtar um pouquinho antes.

— Mari, o que houve? — Tikki saiu de sua bolsa quando percebeu que estavam sozinhas. Ela viu Marinette escorada na porta de uma das cabines, e ela parecia em transe. — Alô, Marinette? Está tudo bem? — Tikki voou para a frente do rosto da portadora.

— Tikki… Ele pegou na minha mão, aaah! — Ela deu um gritinho de entusiasmo. — E ele disse que é fofo… e que gosta de gatos! — Ela falava tudo muito rápido, e sem contexto. Mas Tikki havia ouvido a conversa entre eles. E só restou rir da reação de Marinette, afinal, Adrien não tinha feito nada de mais, mas para Marinette, qualquer gesto do garoto significava o mundo para ela.

— Que bom que… — Tikki foi interrompida quando ela e Marinette ouviram gritos do lado de fora. — Acho que Adrien vai ter que esperar.

— Sim! Tikki, transformar! — Falou já mudando de humor instantaneamente.

Assim que terminou a transformação, Ladybug saltou para fora por uma das janelas do banheiro. Correndo pelo telhado e dando a volta na escola, entrando pelo pátio. Procurando saber de onde vinham os gritos.

Viu alguns alunos correndo pelo corredor que levava ao laboratório.

— Sigam pela escada e saiam da escola! — Ela guiou alguns, que pareciam muito aliviados quando a viram.

Olhou para baixo e viu seus amigos, Alya, Nino e Adrien, junto com outros da sua turma, também ajudarem alguns estudantes a sair da escola.

Estava indo procurar o akumatizado, mas não foi preciso. Ele apareceu alguns metros à sua frente segundos depois. Parecia correr energia pura em alguns feixes de luz que percorriam a roupa preta dele. Sua pele era azul e ele segurava uma lâmpada em uma das mãos.

— Chloé!!! — Ele gritou, pulando para o pátio. — Eu vou te achar, não adianta se esconder de mim!

“Ah não Chloé, de novo?” — Ladybug pensou, já imaginando o que a colega de classe poderia ter feito para levar outra pessoa a ser akumatizada.

Pulou na frente dele no instante em que disparou algo na direção de seus amigos, parecia uma descarga elétrica. Ela girou o ioiô na sua frente para se defender.

— Saiam daqui agora!! — Ela gritou enquanto o akumatizado disparou contra ela, mas seu “escudo” pareceu não ser o suficiente, sentiu todo o corpo levar uma descarga de eletrochoque, e ela foi arremessada contra uma parede.

— Ladybug! — Ela ouviu alguém gritar. Mas não teve tempo de discernir quem era, pois logo teve que desviar de outro choque que o akumatizado disparou.

— Ah, Ladybug, que bom finalmente te ver. Eu sou o Electro! Espero que meus choques não danifiquem seu Miraculous! — Ele disse, já partindo para um confronto direto. Mas foi impedido pelo bastão de Chat Noir, que o empurrou para longe.

— Parece que cheguei em boa hora, M’lady. — Ele disse, a ajudando a levantar. — Se machucou?

— Eu estou bem. — Ela o garantiu, mesmo sentindo o corpo dolorido. — Mas precisamos tirar os estudantes daqui antes que alguém se machuque. Você viu a Chloé? Electro parece estar atrás dela. — Ela disse, enquanto corriam na direção que Chat havia derrubado o akumatizado.

Chat Noir assentiu. De fato, antes de se transformar, estava ajudando a tirar os alunos da escola. Se atrasou para ajudar Ladybug principalmente porque estava procurando Marinette pela escola. Não a havia visto sair com os outros alunos e estava preocupado. Mas quando viu Ladybug sendo atacada não teve escolha.

— Chloé está em segurança lá fora. — Ele garantiu. Já estavam vendo Electro dentro de uma das salas. Estava de pé e pronto para atacá-los de novo.

— A lâmpada na mão dele! Deve ser onde o akuma está. — Ladybug disse, se encostando em uma parede e desviando de outra descarga, Chat havia feito o mesmo. — Mas não posso chegar perto dele com todos esses choques. — Ela disse, mas percebeu que Chat não prestava atenção nela, ele olhava em direção aos corredores e para aonde os armários ficavam. Parecia procurar alguém. — Chat!

Ele pareceu se assustar com a represália.

— Me desculpa, Ladybug, só quis checar se estavam todos alunos saíram. — Ele disse. Já havia contado à parceira sobre seu “trato” com Marinette, e mesmo sabendo que ela havia lidado bem, não queria demonstrar que estava preocupado com ela enquanto tinham alguém para derrotar. — Perdão M’lady, não vou me distrair de novo. — Ele se recompôs, ela estava certa em repreendê-lo. Tinha que focar no que estava fazendo.

— Tá, tudo bem, só me dá cobertura. — Eles correram na direção do Electro, Chat Noir foi o primeiro a tentar desferir um golpe contra ele, mas no instante em que o tocou, sentiu um choque pelo corpo.

— Não dá para tocar nele! Parece que o corpo todo é feito de energia! — Chat disse, se desviando de outra onde de choque lançada pela lâmpada, enquanto o akumatizado ria.

— Então precisamos de ajuda. Lucky Charm! — Ela jogou seu ioiô para cima, recebendo uma corda de pular.

— Acho que agora não é hora para brincadeiras, Bugaboo. — Chat disse, enquanto usava seu bastão como escudo. E Ladybug percebeu que, diferente do dela, o escudo de Chat funcionava contra o eletrochoque.

— O bastão dele... é um receptor? Então — Ela olhou para a corda em sua mão, depois para os feixes de luz que corriam a roupa do Electro, vendo que todos tinham um ponto em comum no peito.

Ladybug pegou a corda de pular e, ao se aproximar do akumatizado, que ainda lutava contra Chat, ela o enrolou com corda. Vendo os seus feixes se apagarem no mesmo instante.

— Mas o que? — Electro ficou sem entender.

— Chat! Quebre a lâmpada da mão dele agora! — Ladybug gritou, enquanto se esforçava para mantê-lo preso.

E assim que a lâmpada foi quebrada, o akuma foi liberado, e então purificado.

— Zerou!

Ladybug jogou o seu Lucky Charm para cima, restaurando a escola de qualquer dano.

Após isso, reconheceu que o garoto akumatizado era Max, um menino uma ano mais novo que eles.

— Max, o que houve? — Ladybug se aproximou dele, que parecia desolado.

— Me desculpem, eu… eu estava no laboratório, tinha feito um trabalho sobre eletricidade para entregar, quando Chloé apareceu e disse que era horrível. — Ele disse. — Eu sei que é algo bobo, mas eu me esforcei muito nesse trabalho, e me chateou muito quando ela o criticou.

“Quando a Chloé vai aprender?” — Ladybug pensou, dando um longo suspiro.

— Max, é normal se sentir chateado quando somos criticados, mas não pode deixar isso te afetar. — Ela disse, se agachando perto dele e pegando a lâmpada que estava no chão, o entregando. — Confie mais em si mesmo, e nunca deixe ninguém te rebaixar!

— Obrigado! Vocês são os melhores heróis!

Ela ficou feliz ao ver que Max parecia melhor, então seguiu com Chat para o telhado, onde tinha a vista para a entrada da escola. Ela viu que ele observava as pessoas lá embaixo antes dela chegar.

— Ei, está tudo bem? Parece distraído. — Ela estranhou o tanto que ele estava sério, mas antes que dissesse outra coisa, ele virou para ela com um riso no rosto.

— Você foi incrível lá! Como fez os poderes dele pararem? — Ele mudou de assunto.

— Bom, eu vi que seu bastão não era afetado pela descarga elétrica, afinal, ele é de aço e aço são ótimos condutores, você estava absorvendo a energia dele. Então, para pará-lo precisávamos de um isolante elétrico. — Chat ainda a olhava sem entender, então continuou. — Borracha, gatinho. Minha corda de pular era de borracha.

Ele fez um rosto como se agora, tudo fizesse sentido.

— Esperta, Bugaboo. — Ele disse, simplesmente, e ela estranhou o fato dele estar tão calado.

Ouviram os brincos dela apitando. E ela achou melhor pensar sobre isso depois.

— Bem, eu já vou então. Te vejo depois gatinho. — Ela fez o caminho de volta, enquanto ele seguia por outro lado. Ela pulou a janela do banheiro vazio e se destransformou.

— Eu odeio choques. — Tikki disse, parecendo cansada, sendo recebida com um macaron.

— É, esse foi um vilão complicado de lidar. — Mari disse, e quando a kwami voltou para a bolsa, saiu do banheiro. Mas enquanto andava, sentiu as pernas fraquejarem novamente, e teve que escorar em uma parede para não cair.

“Parece que preciso de mais noites de sono para não lutar como Ladybug e não me sentir fraca depois” — Ela pensou, enquanto tentava se manter em pé.

— Mari? — Tikki disse alarmada, mas foi interrompida com a porta se abrindo, escondendo-se novamente na bolsa.

— Mari! Ai meu Deus! — Eram Alya, Nino e ... Adrien, que entraram no local. Alya rapidamente a ajudou a ficar de pé, mesmo com protestos da mesma. Levou-a para um banco, fazendo-a sentar. — Nino! Pega uma água para ela!

— Não, não precis…

— Precisa sim! — Alya insistiu. E viu Nino sair correndo para buscar água.

Adrien assistiu tudo assustado. Depois de se destransformar, correu para onde Alya e Nino estavam, na esperança de que tivessem achado Marinette. Mas eles não haviam. Correram pela escola a procurando, e quando ele a viu quase desmaiando ali, sentiu o coração apertar.

Era estranho, quando estava ao lado de Ladybug pensava somente em sua parceira e na luta em sua frente, mas hoje, passou o confronto inteiro preocupado com Marinette.

— Mari, o que houve? Te procuramos em todo canto quando saímos da escola, mas não te vimos. — Adrien disse, sentando ao lado dela.

Que corou na hora. E ele se sentiu aliviado por ver um pouco de cor em seu rosto, pois ela estava pálida desde que a encontraram.

— Ah, eu… eu me tranquei no banheiro! — Ela disse, rindo nervosa. — Sabe, ouvi os gritos e percebi que era um vilão, e fiquei com medo de sair. — Ela respondeu, torcendo para que ninguém tivesse procurado por ela no banheiro no tempo em que estava de Ladybug.

— Nos deixou preocupados, sua louca! — Alya disse a abraçando. — E porque estava quase caindo no chão agora quando chegamos?

— Ah, minhas pernas começaram a tremer, acho que era o medo ainda! — Ela deu uma super desculpa esfarrapada, ela sabia. E se sentia muito mal por fazer isso com eles.

Mas Adrien acreditou nela. E lembrou do que havia pensado na noite anterior, sobre como Mari era sensível. E como esses ataques podem prejudicar a saúde mental dela, fazendo ter pesadelos à noite.

— Mas eu já estou melhor gente, é sério. — Disse, levantando e dando uma voltinha para eles. O que pareceu tranquilizá-los na hora.

Nino voltou com a água, e ela agradeceu.

— Pessoal, a professora está chamando para a aula. — Nino disse alguns segundos depois.

Então os quatro se dirigiram para a sala. Adrien foi atrás de Marinette, reparando se ela havia mentido ou não sobre estar bem, e preparado para pegá-la caso caísse.

Achou estranho se sentir assim, tão “protetor” com ela. Mas culpou as noites que passamos por isso. Estavam mais próximos agora, mesmo ela não sabendo quem ele era.

Mas ele sabia, e isso bastava.

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Era noite e Chat finalmente havia chegado na casa de Marinette. Aterrizou na varanda dela e já ia entrar no quarto, quando a ouviu conversando com alguém.

Parou abruptamente. Não podia deixar ninguém vê-lo ali. Como Marinette explicaria isso?

Mas chegando mais perto, percebeu então que Mari estava em uma ligação.

— Estou bem sim, é verdade. — Ela disse, e parecia bem íntima da pessoa com quem falava. Deu uma risada tímida logo em seguida. — Obrigada por se preocupar. — Ela estava na escrivaninha, mexendo em seu cabelo de forma acanhada. E isso fez uma ideia brotar na mente de Chat.

Ele pulou do telhado para a cama e da cama para perto dela fazendo-a soltar um gritinho, o que ele achou adorável. Mas ela, aparentemente, não concordou muito, pois o olhou irritada.

— Ah, nada não Luka, foi um gato que pulou aqui na minha janela. — Ela disse, olhando feio para Chat, que não pode conter o riso. Mas também, o deixou se perguntando por que Luka Couffaine estava no celular com ela a essa hora.

— Tá tudo bem, ok, nos vemos depois. — Ela continuou a falar com ele, e depois, ficou corada de repente. E ele não gostou. — Obrigada. — Ela agradeceu, o que quer que fosse, rindo de um jeito sem graça. — Tchau, boa noite também. Você é louco? Ele podia ter te ouvido rir. — Ela o xingou imediatamente após finalizar a ligação.

"Queria ter algo para tacar na cara de Chat agora!”

Ele deu de ombros.

— Então, estava falando com o seu querido Luka é? — Ele disse com desdém. Ignorando os xingamentos dela completamente.

— Não é meu querido, mas sim, estava falando com ele. — Ela respondeu, indo ao armário, pegando as coisas que Chat usava para dormir.

— Ficou toda vermelha, parece gostar dele… — Ele disse, como se não fosse nada demais, enquanto deixava a vasilha com os queijos de Plagg sobre a escrivaninha dela. E ele também se perguntou, porque estava insistindo tanto naquilo. Realmente, não devia ser nada demais para ele o fato de Marinette estar corando com outro cara. Mas não conseguiu controlar sua boca grande de perguntar para ela.

— Luka é músico. Ele fala coisas muito bonitas às vezes, e eu fico sem reação, só isso. — Ela disse, também se questionando por que estavam naquele assunto.

Àquela resposta não agradou Chat em nada.

— Coisas bonitas é, eu também sei fazer isso. — Ele disse exibido, e deixando seu lado competitivo assumir o controle, deitando na cama dela logo em seguida. Tinha certeza que não perderia para Luka Couffaine nesse sentido.

Ela o olhou como se dissesse “Ah, conta outra” e deitou na cama ao lado dele.

— Dúvida da minha capacidade? — Ele falou, colocando uma mão sobre o peito como se estivesse realmente ofendido. Esse drama a fez rir.

— De jeito nenhum, gatinho, aposto que você diz coisas bonitas para Ladybug o tempo todo.

“E como diz!” — Ela pensou, se lembrando de várias vezes em que ele flertou com ela no meio de uma briga, quase fazendo com que perdessem.

— Isso é ciúmes princesa? — Ele falou de forma sedutora, aproximando o rosto do dela, que o afastou com o dedo, empurrando o nariz dele.

— Chat, já falamos sobre isso. — E ele deu um suspiro de desistência.

— Bom, então vamos dormir. Estou realmente cansado hoje. — Ele deitou , colocando uma mão sobre a cabeça. Mas lembrou de algo… — Princesa, eu fui hoje na sua escola, não me viu lá? — Ele a olhou abrindo um olho só, Marinette já estava deitada de lado, com os dois olhos fechados.

— Não gatinho, eu não vi. — Ela respondeu, sem se dar ao trabalho de abrir os olhos. E Chat se perguntou se ela havia se recuperado daquela indisposição que ele viu mais cedo.

— Mas você ficou bem?

Ela abriu os olhos naquele momento. Queria perguntar o quão frágil ela estava parecendo ultimamente para todos estarem tão preocupados com ela.

— Por que a pergunta? — Ela o olhou bem nos olhos, e Chat ficou sem graça com ela o encarando tão firmemente.

— Ah, bem, eu não sei! — Ele coçou a nuca nervoso. Marinette estava começando a perceber que essa era uma mania que ele tinha. — Você tem pesadelo com pessoas akumatizadas, bom, comigo akumatizado, pelo menos. — Ele corrigiu, vendo os olhos dela tremularem de medo por um segundo por essa simples menção — Pensei que talvez, ter vilões perto assim a deixassem pior.

Ela não soube o que dizer… Ficou realmente tocada com a sensibilidade dele por pensar no bem estar dela. Ela riu e voltou a se aconchegar na cama e fechou os olhos.

— Eles não me assustam Chat, pode ficar tranquilo.

Ela achou que essa resposta bastaria e se virou para dormir antes de ver a cara de confusão na cara de Chat Noir

Pois o contrário de "tranquilo" era o estado em que ele estava naquele momento.

Para Adrien, ela disse que estava com medo.

Para Chat, ela disse que não se assustava.

“Para quem ela está mentindo?”

Ele custou a pegar no sono depois disso, mesmo depois de vê-la dormindo tão tranquila.

Notas finais
Primeiro eu quero perguntar: algum geek aqui reparou em quem eu usei de inspiração para fazer o akumatizado de hoje? hahahaha Quem aceitar ganha um doce (de emoji). Eu AMEI fazer o Chat fica com essa "pulga" atrás da orelha no final do cap!! kkkk espero que isso agrade vocês o tanto quanto me agradou escrever. É isso, umas desconfianças já estão começando a ser plantadas, amo ~ Vejo vocês no sábado!