Insublime One-Shot

1 Capítulo único


Notas iniciais
Espero que gostem!

Acordei na quela manhã com uma dor de cabeça terrível, levantei da cama pensando no sonho que tive, era um sonho muito estranho, tinha pessoas mortas, demônios, anjos. Se passaram duas semanas desde que eu comecei a ter esses sonhos, mesmo dormindo eu acordava exausto, aquilo estava me matando.
Olhei para o relógio e já era uma hora da tarde, não dava para acreditar que eu dormir até essa hora e mesmo assim estou desgastado. Meus ombros pesavam, minha cabeça doía, minha visão estava um pouco embasada.
Fui ao banheiro e abri a torneira, fiz uma concha com a mão para pegar um pouco de água e então joguei em meu rosto, olhei para o espelho e fiquei me encarando por quinze segundos. Observei que já não era o mesmo, a cor do meu rosto estava indo a branco, a fraqueza do meu corpo se jogava em minhas pernas bambas.
Já não estava comendo, e tudo que descia pela garganta queria voltar. Percebo agora que a comida não pode mais me saciar.
Um grito me alertou, era minha mãe me chamando.

Fui até a cozinha que ficava no primeiro andar — Nossa você ta péssimo — Essa era a palavra que eu não queria ouvir — Mãe cade minha jaqueta? Ta meio frio lá fora e hoje eu vou sair com uns amigos, preciso dela, tomara que não tenha achado drogas nela — Com o meu estado atual minha mãe suspeitava que eu poderia estar usando drogas, então ela sempre andava mexendo em minhas coisas, isso me deixava com raiva.
Me sentei na cadeira e então ela empurrou um pão para perto de mim.

Enquanto ela se movimentava eu percebi a expressão facial que ela fazia, ela forçava as sobrancelhas quando pensava de mais, aquilo era um sinal de "tenho que tomar cuidado no que eu vou falar". — Você está cada vez mais magro e pálido e continua recusando comida, o pior de tudo é que você não me fala o que está acontecendo. Tem como pensar em coisas boas?
Empurrei o pão de volta — Você devia pelo menos confiar em mim.
- Se não é nada, então vamos ao médico. O dr. Jonas deve resolver isso.
- Hoje não vai dar, como eu avia dito, eu vou sair com uns amigo. Que tal amanhã?
- Tudo bem então, mas você tem que comer para se manter em pé-
- Haa! Leonardo eu já falei para não colocar suas roupas aqui no meu quarto — O grito da minha irmã lá do segundo andar atrapalho a conversa.
Levantei da cadeira e peguei uma maçã, fui em direção a minha mãe e dei um beijo na buxexa dela. — Tchau, estou saindo!
- Espera-
Antes que minha mãe terminasse a frase eu dei de costas e fui embora.

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***

15:33

- Caramba, você demorou de mais. A senhorita só apareceu trinta minutos depois do combinado. O que tava fazendo? Tava cagando?
Os únicos amigos com quem eu falo bastante são Gabriel e Amanda. Gabriel é aquele amigo que gosta de soltar aquela grande piada que vem guardando a mais de um ano. E a Amanda é aquela garota que gosta de ficar bonita em qualquer ocasião. Ela evita falar de homem, então realmente não sei pra que tudo isso.
- Na verdade eu passei trinta minutos procurando papel pra limpar minha bunda! — Ela deu um sorriso sarcástico. — Eu tava no salão de beleza, idiota.
- Tava fechado? Ou o dono proibi a entrada de monstros? — As vezes as piadas do Gabriel era até engraçadas.
- Muito engraço você em — Eu não me segurei e comecei a rir. Ela olhou pra mim com um olhar bem sério. — Leo, onde nós vamos?
Nos reunimos sem mesmo saber onde iriamos — Sei la, vamos andar por ai, só preciso tomar um ar.
- Quer um copo?
Amanda e eu olhamos seriamente pro Gabriel, nossos olhares diziam "Para com essas piadas idiotas, infeliz"

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***

23:08

Andamos um pouco no park e fomos no cinema. Assistimos um filme de terror bem legal, só não foi legal os dois me apertando o filme inteiro.
Já era bem tarde, resolvemos ir embora. Caminhando e conversando, o assunto principal era o filme — Cara, na quela hora que a mulher pega a faca e venho caminhando em direção a tela me deu muito medo, até me arrepio só de pensar.
Passávamos em frente a um beco. Parei e observei os Moradores de rua que estavam ali deitados no chão, me davam dó, ficava pensando como seria se eu tivesse nessa situação, acho que teria coragem de me matar.
Antes que eu desviasse o olhar, antes que eu voltasse a caminhar, Foquei bem meus olhos naquele beco. Uma mancha azul avia aparecido, um tom de cor um tanto quanto robusta, era um cara de blusa azul, seu olhar cravado em mim era como um predador observando sua preza. Congelei. pelos em meu braço se levantaram e calafrios foi tomando meu corpo, uma sensação como nenhuma antes.
Amanda e Gabriel já se distanciaram cinco metros de mim. Continuavam a conversa, até que perceberam que estavam se afastando e pararam — Vamos Leonardo — Amanda deu alguns passos rápidos até me agarrar pelo braço e me puxar — Sua mãe deve esta preocupada e você fica observando a paisagem, o que aconteceu com você? Parando do nada. — Quanto mais eu me distanciava o cara sumia diante da minha visão. Aquilo ainda vai me atordoar muito.
Depois que todos nós se separamos eu peguei um táxi. Meu corpo estava cada dia pior, e depois de andar bastante deixou meu corpo ainda pior.
- Andar essas horas por aqui é meio perigoso, sabia?
O motorista do táxi parecia ser amigável e começou a puxar assunto, mas eu já estava no limite. Tentava desviar o olhar para todos os lados possíveis só pra não se encontrar com o dele e ter que dizer alguma coisa.
Tive que improvisar, peguei o celular e meu fone de ouvido, coloquei uma musica Slipknot para tocar. Balançava a cabeça enquanto curtia o som, a musica parecia entrar em meu corpo e me dar energia. Enquanto minha cabeça balançava suavemente, meu olho abria e fechava em milésimos de segundos, até meu olhar se colidir com um espelho que tinha no carro. Minhas pálpebras se abriram no limite e minhas pupilas se deslataram, tudo isso enquanto eu olhava para o espelho e observava que o motorista não tinha rosto.

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Notas finais
Obrigado por ler!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!