Instrumento Tempestuoso.
4 Confusa.
Notas iniciais
Ai, gente!!!!! Não me aguentei! Nem respondi os comentários ainda, mas decidi trazer um presentinho pro horário do almoço. Eu - sinceramente - espero que vocês gostem. Este ficou bem curtinho, mas estou postando porque dei uma adiantada grande na escrita. Agora - certamente - não sei quando o próximo sairá.
Trilha sonora:
Seven Devils - Florence
Radioactive - Imagine Dragons
Cry for the Moon - Epica
Adoro as três bandas, espero que curtam as músicas! ♥
Trilha sonora:
Seven Devils - Florence
Radioactive - Imagine Dragons
Cry for the Moon - Epica
Adoro as três bandas, espero que curtam as músicas! ♥
Um portão se abriu diante de mim. Seu som metálico antigo ressoando pelo silêncio ao nosso redor e passei por ele. Uma lufada quente atingiu meu rosto inicialmente, para depois atingiu todo o corpo, abanando minhas vestes e meus fios para trás dos ombros.
Um pequeno caminho surgiu diante de mim e naquele ponto eu só escutava as batidas do meu coração. Eu estava desesperada, focada no ponto de querer encontrar minha melhor amiga o mais rápido possível. Estava hipnotizada por aquele ponto levemente verde me guiando dentre a escuridão. Arbustos grandes ladeavam este caminho e apenas uma cadeira persistia ao lado esquerdo da porta de madeira pesada. A porta se abriu em um som de madeira medonho, transmitindo arrepios por minha pele e fui recebida por um calor ainda maior. Meu coração palpitando rápido, minha respiração ofegante. Olhei para cima e a melodia estava lá novamente, soando em meus tímpanos. Levando-me ao delírio.Olhe ao redor, algo em mim pediu e foi o que fiz. A decoração modernamente escura percorria cada ponto daquele hall gigante. O pontinho sumiu e só a decoração me puxou como um ímã próximo à geladeira. Gessos banhados em ouro, paredes cor de gelo. Carpete vinho percorrendo cada ponto. Decoração rústica, com mesinhas de canto e algumas estátuas em cima. À esquerda tinha uma porta dupla com uma placa com dizeres em cima foi quando notei que à direita havia oito rostos vidrados em mim. Me desesperei ainda mais, me vendo perdida sem o pontinho ou Scott ali. Eu queria pedir desculpas, mas sabia que se fizesse isso, algo pior poderia me acontecer. Então eu só olhei. Havia sete cadeiras lado-a-lado. Banhadas em veludo vermelho sangue, com pedras brilhosas adornadas nos cantos. Em cada uma delas havia uma pessoa sentada com uma túnica negra cobrindo-lhe o corpo e uma touca o rosto. A única coisa que eu via era o queixo. Uma cadeira mais alta persistia no meio das demais. Evidenciando mais poder, chamando mais atenção. A pessoa ali sentada parecia relaxada, como se aquele trono fosse somente dele. Como se estivesse moldado aos traços de seu corpo. Havia um homem em pé diante deles, olhando por cima do ombro em minha direção. Lábios entreabertos e olhar confuso. Suas feições eram rijas, quase rudes e seus olhos me davam medo. Combinando com a melodia que ainda insistia em tocar, lamuriando-se, berrando. — Quem te trouxe aqui criança? – Uma voz rouca gritou. O som indo mais alto que a melodia, batendo nas paredes e voltando em um eco. Engoli em seco e suspirei, procurando o pontinho brilhante. Ele não estava mais lá. Havia uma camada mais brilhosa no ar e ela se moveu, girando em si. Até que uma garota surgiu diante dos meus olhos. Pisquei, tentando ver se era verdade. Eu estava no Castelo Sombrio? A menina cor de amêndoa estava sorrindo abertamente, como que para chamar mais atenção que eu. — Eu a trouxe. – Sua voz doce informou. Asas lhe perfuravam o centro das costas. Pequenas e redondas em vários tons de vermelho, com pequenos brilhos nas pontas. Seus pés tocavam o chão e seus cabelos castanhos escuros cobriam parte do par de asas. Espera, asas? Não estava conseguindo compreender direito. Meu cérebro não estava conseguindo absorver tantas informações. Suas vestes eram justas e curtas, mas não vulgares. Era mais como se sua pele precisasse do ar cálido de uma manhã, ou do frio do comecinho de noite. Como se daquela forma ela pudesse viver. “É isso mesmo”, escutei alguém dizer. — O que? – Indaguei em voz alta. Todos os rostos estavam em mim novamente. — O que indagou, criança? – Aquela voz perguntou novamente, com o mesmo apelido ridículo. — Alguém falou comigo. – Dei de ombros, momentaneamente assustada. Sei que estava ali por Vee, mas, naquele instante, minha única e maior vontade era de sair correndo. O mais depressa daquele homem de feições horrendas. Daqueles tronos altos, vagando poder e possessão ao meu redor. Por mais que o pontinho tivesse se transformado em uma bela garota, com feições de quem queria ajudar, eu ainda estava com vontade de sair correndo daquele Castelo. — Ninguém falou com você. – Agora era o homem em pé quem falava comigo. A voz era mais seca, rústica, como se ele não a usasse há muito tempo. — Falaram, sim. – Teimei. O pontinho oscilante transformado em garota, bufou. Ela vagou em minha direção. Tão delicadamente, que era quase como se ela não estivesse tocando o chão. — Conte para eles. – Sorriu. Só então notei seus olhos. Eles eram escuros, mas dois círculos escarlates se enrolavam ao redor da pupila. Arfei, olhando-a profundamente. O que era aquilo? Enruguei as sobrancelhas, prensando um pouco os olhos. Ela sorriu mais abertamente, aperfeiçoando suas lindas feições delicadas e bem delineadas. — Conte para eles. – Ela disse abanando a cabeça em direção as pessoas atrás de si. Olhei dela para eles e sentia todos os olhos sobre mim. — Eles não mordem. – Ela deu uma piscadela, tocando-me com sua mão quente.
Me assustei, dando alguns passos para trás. — Só se você pedir, é claro. – Uma voz sarcástica soou acima de tudo. Ruborizei, ficando com mais calor que inicialmente. — Minha melhor amiga sumiu... – Comecei e algo dentro de mim sussurrou para que eu falasse mais alto e levantasse a cabeça. Foi o que fiz, de queixo erguido continuei. – Eu vi um Sombrio levando-a dos fundos de um pub. Mas é claro que ele é mais rápido e então ela apareceu e me trouxe até aqui. Suspirei, aliviada por contar e me entregar àquelas pessoas. — Topo Sete peça para alguém averiguar se os Sombrios estão aqui e se há a presença de alguma humana. – A última palavra fora pronunciada com nojo. Toda a frase fora pronunciada com poder, mandando naquele do trono mais baixo. A pessoa se levantou e caminhou calmamente em direção a um dos corredores, sumindo por ele. Agora, estranhamente, ao ouvir aquela voz meio rude com um toque de melancolia, eu não queria mais ir embora. Eu queria ficar. Ficar aqui apenas para escuta-lo dizer qualquer coisa. Sua voz não eriçou meus pelos de modo ruim, mas prazeroso. Suspirei, inerte por senti-lo tão próximo. Ficamos todos em silêncio, esperando a pessoa voltar com a informação. Depois de alguns minutos ele retornou. — Todos os Sombrios estão presentes há aproximadamente três horas contínuas e não há a presença de qualquer ser não permitido. A não ser pela garota. – Sua voz rouca e máscula terminou, olhando-me impacientemente. — Aí está sua resposta. Do resto nós cuidaremos. – Aquela voz hipnotizante falou novamente. – Tem mais alguém com você? — Meu melhor amigo está ali fora. – Respondi automaticamente, apontando em direção à porta. — Não tem mais ninguém lá. – O intitulado Topo Sete nos informou. — Tudo bem, então. – O rapaz pareceu ponderar. Eu estava inquieta, confusa demais e cansada demais para processar qualquer tipo de informação. Se houvesse uma cadeira estofada próxima eu me sentaria para aguardar. Meus pés e dedos doíam pela caminhada com salto. — Topo Sete chame alguém da Ala Imortal para levar a garota até o centro de Manhattan. – A voz soou novamente, retirando-me de meus devaneios. — Me levar? – Indaguei, meu coração batendo mais depressa. — É claro. Você não pode permanecer aqui. – A voz respondeu enquanto o rapaz saia novamente e notei que ele pisava mais duro. — Quero minha melhor amiga de volta. – Teimei e prensei o chão sob meu pé direito. — Queridinha, já disse que vamos nos informar acerca disso. Mas, com você aqui, vai ser um pouco complicado. – Sua voz, agora, saiu carregada de escárnio e ela parecia mais bela assim, mais despojada. O rapaz de túnica negra sedosa retornou com outro ao seu lado. Cabelos longos batendo no ombro e olhos escuros. Um mau cheiro invadiu o hall. — Pode leva-la, por favor. — O que? Não vou com um desconhecido para minha casa. – Vociferei segurando a parede atrás de mim. O rapaz se aproximou e o cheiro forte se espalhou novamente. Segurei a respiração. — Não vou com ele. – Disse novamente, já nervosa por tentarem mandar em mim de alguma forma. O único que tinha este direito era o melhor amigo de minha falecida mãe, Harrison, pai de Scott. — Tem de ir com ele. – A garota falou em tom desesperado. Ela se aproximou mais, em uma tentativa de bloquear a visão dos que estavam mais adiante. — Tem certeza de que não quer ir com ele? – A voz sedosa indagou. Olhei nos olhos estranhos da garota e sei o que vi. Vi que teria de aceitar o que ela estava impondo. Minhas pernas oscilaram. O medo tomou conta de mim. E as sete pessoas sentadas se ergueram no mesmo instante. Olhei novamente para a garota e ela se aproximou ainda mais. Seu rosto tomou conta de todo meu campo de visão. Vi quando ela fechou os olhos e sussurrou algo, assoprando o ar em minha direção. Seu hálito doce invadiu minhas narinas e confundiu meus pensamentos. Daquela vez minhas pernas realmente oscilaram, derrubando-me contra o chão. Não senti dor, apenas alívio. E então uma escuridão embalou tudo o que existia em mim fazendo com que eu – definitivamente – apagasse.
Notas finais
E aí? O que acharam dos topos? Quem vocês acham que é o pontinho transformado em garota? E Scott, ein?!?! Trairinha, ele! E cadê a Vee, gente? ]=
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