Orihime sentiu o toque gelado dos lábios de Ulquiorra em encontro aos seus. Uma pequena pressão que aumentou na medida em que sua língua se misturava com a dele. Era excitante senti-lo perdendo o pudor e, por consequência, fazendo-a perder também. Era como se almejasse aquilo, uma vontade estranha e absolutamente nova para ela.

Ulquiorra puxou sua cintura com a mão esquerda e com a direita subiu pelas costas da moça, alcançando o início da cabeça e puxando de forma convicta, ainda que não dolorosa, seus cabelos. Orihime sentiu essa expressão dominadora e a aprovou. Ela não saberia guiar a partir dali, mas, como em uma dança, se deixaria ser conduzida.

E por instantes, os dois aproveitaram o momento sem pensamentos, somente com o crescente desejo.

Ela se afastou de leve, a fim de respirar, arfando baixo. Ulquiorra a olhou com uma expressão maliciosa com um toque de curiosidade. A boca dele ainda estava um pouco aberta, o que lhe fez parecer mais atraente aos olhos de Orihime. Enquanto isso, a ruiva estava com a cabeça ligeiramente inclinada para baixo, o olhando com as bochechas rosadas e um ar tímido, mas desejoso. E este foi o estopim para o hollow.

Ulquiorra a jogou com certa força contra o sofá, a deitando e inclinando-se em cima dela. Orihime ficaria assustada em qualquer outra situação em sua vida, mas não naquela. Nesta situação, isso a excitou. Sentia seu coração batendo cada vez mais forte enquanto via o homem à sua frente aproximar o rosto do seu. E ela parecia excitantemente vulnerável ao olhar do quarto Espada.

— Você pode pedir para parar a qualquer momento, mas eu a farei não querer isso – sussurrou no ouvido da humana, que nada respondeu.

Ela se sentiu segura, mesmo que, naquele momento, nem se quisesse conseguiria ficar calma. Aquilo era uma entrega. Ela se perguntava se ele sabia o quão significativo aquele momento era.

Porém, não teve muito tempo para divagar. Arrepiou-se de leve com o toque das pontas dos dedos de Ulquiorra na lateral de sua barriga e sentiu sua respiração falhando quando ele chegou e parou logo abaixo de seu seio esquerdo. Bem onde ela tinha o parado da última vez. Orihime então, olhando em seus olhos, guiou a mão dele para cima, o fazendo tocar por inteiro em seu seio. Ainda que suas mãos estivessem tremendo e seu rosto vermelho, não havia dúvidas em seu olhar.

Ulquiorra levou três segundos apreciando-a antes de beijar-lhe intensamente, prensando-a contra o sofá e segurando o pulso direito dela acima de sua cabeça. Apertava seu seio, moderadamente, alternando para acariciamento, controlando sua força e sua vontade. Se ele ouvisse puramente seus instintos, talvez a mulher à sua frente não aguentasse. E ele queria que ela aguentasse.

Ele aproveitou que sua perna direita estava entre as pernas de Orihime e a colocou mais próxima da região íntima da mulher, que reagiu de imediato, tentando se afastar, como em um susto. Ele não a deixou escapar, mas parou de beijá-la, mesmo que não tenha afastado seu rosto do dela. Esperou algum sinal de negação dela, mas não houve. Quando ela relaxou novamente, ele sentiu que poderia continuar. Ulquiorra beijou vagarosamente o canto esquerdo de seus lábios, fazendo um caminho com a boca que passava pelas bochechas, queixo, chegando no início do pescoço e ali se demorando. Ele sentia o corpo feminino tremendo e isso o excitava. Sentia-a tentando soltar seu pulso prensado em meio a pequenos espasmos, mas ele não permitia e isso também o excitava.

Orihime sentia seu corpo como se fosse uma brasa começando a queimar. Sentia-se presa, sem saída, ainda que tivesse ouvido que poderia parar. Segura, mas vulnerável. Uma contradição tão desejosa expressa no aperto em seu pulso, na língua em seu pescoço e na perna ousada entre as suas. Sentia-se quente demais e teve vontade... De se despir. Ainda que achasse que não podia ficar com a bochecha mais vermelha, ficou.

Ulquiorra parou, ergueu-se, e ainda em cima dela, a olhou. Ela fazia um esforço para conseguir olhar nos olhos do homem para quem estava se entregando, mas, mesmo arfando, conseguia. Seus seios iam e vinham por causa de sua respiração entrecortada e o rapaz demorou um tempo os olhando. Isso a deixou mais envergonhada. Ele voltou os olhos para a face dela enquanto erguia seu braço esquerdo e segurando seu pulso com a mesma mão que segurava o outro, apertando assim os dois pulsos da garota no alto de sua cabeça.

Orihime sentiu seu corpo arrepiar pelo que ela imaginava ser por completo quando sentiu a mão esquerda do rapaz abrindo o zíper da sua capa, a peça de roupa mais próxima do pescoço. Ele a abriu e a afastou e imediatamente voltou a beijar toda a extensão do pescoço, dessa vez de forma mais voraz.

Exatamente como uma chama, Orihime incendiou-se. Sentiu suas pernas apertarem a cintura do rapaz por instinto e desejou soltar suas mãos para poder despi-lo também. Mas qualquer tentativa sua de se soltar era em vão, ele a segurava forte e talvez a machucasse em outro momento, mas naquele instante, era também um dos motivos pelo qual a mulher estava perdendo cada vez mais o pudor. Ela sentia pequenos espasmos pelo corpo, que a faziam arder e se mexer, movendo seu corpo de forma entrecortada e abrupta, mas com certeza não o suficiente para assustar o homem, que passou a mão esquerda de forma forte pelo seio, tronco e coxa da jovem, ali parando, apertando e puxando mais para si.

Orihime soltou um ofego e então Ulquiorra parou. A olhou bem de perto, ainda a prendendo tão fortemente a si que, por um segundo, se perguntou se não seria melhor soltar. Mas foi um pensamento rápido e sua voracidade era maior. Ela a olhava tão entregue, tão pura, que ele sabia que ia manchá-la. Sentia sua ereção aumentando ao constatar, a cada toque, a cada arfada que ela dava, que ela queria ser manchada. Ele a soltou e a ergueu à sua frente, de joelhos. A segurava pela cintura para que não caísse, uma vez que a moça tremia muito. Ela tentava parecer forte, e ele apreciou isso nela. A admirou por segundos, mas não teve muito tempo, pois as mãos trêmulas de Orihime estavam em seu peito, descendo o zíper de seu uniforme. Ele se permitiu demonstrar certa surpresa, mesmo que apreciando, e a olhou enquanto ela tirava a parte de cima de sua vestimenta. Mal a peça caiu no chão e ele empurrou com vontade a capa dela para fora de seu corpo.

Orihime arrepiou-se mais ainda, colocando as mãos nos ombros, olhando para baixo. Estava prestes a se arrepender, quando sentiu o toque frio do homem a sua frente puxando delicadamente suas mãos e as colocando na cintura dele. Ela o olhou. E ele sustentou seu olhar por alguns segundos, antes de subir os dedos pelos seus braços, demorar um pouco nos ombros e descer em seus costas, mais precisamente no fecho da parte de cima do seu vestido.

— Abra – disse Orihime respirando fundo e fechando os olhos.

Como uma ordem, foi prontamente atendida e assim que sentiu o tecido cair, arrepiou-se mais ainda por sentir sua pele exposta. Ainda de olhos fechados e muito vermelha, fez menção de tapar seus seios como fez com os ombros antes, mas Ulquiorra não deixou, segurando seus braços onde estavam. Passou-se alguns segundos e nada acontecia, então, respirando fundo novamente, ela abriu os olhos. A primeira coisa que viu foi o tórax do rapaz e então o admirou. Seus braços, assim como o torso, eram extremamente magros, salvando-se por alguns músculos visíveis aqui e ali. Sua pele era clara demais para um ser humano e isso atraía Orihime como a luz atrai a mariposa. Subiu o olhar para sua face e ele tinha a mesma expressão maliciosa e curiosa de antes. Ele não a olhava nos olhos, mas sim observava seu corpo e isso fez a moça sentir uma batida mais forte em seu coração.

Ao mesmo tempo, Ulquiorra aproveitava seus últimos minutos de racionalidade para admirar o corpo da bela mulher à sua frente. Perguntava-se como ela podia ter baixa autoestima sendo tão... Linda. Talvez não houvesse outra forma de defini-la. Sua cintura fina a fazia parecer mais magra do que realmente era, uma vez que, reparando em seus fartos seios e nas suas coxas, que já pode sentir, podendo assim presumir que sua bunda também seguisse esse padrão, eram onde seu corpo concentrava mais gordura. Isso a dava curvas incríveis, das quais não costumava mostrar muito em suas roupas. Ulquiorra sempre gostou do estilo de Orihime, mas imaginava como ela seria se fosse um pouco mais ousada.

— V-você é muito bonito – ele ouviu a voz trêmula da mulher o chamando e isso o surpreendeu de leve. Ela o olhava envergonhada, abaixando de leve a cabeça. E então ele pensou novamente em sua baixa autoestima.

— Você é a mulher mais linda que eu já conheci – ele falou convicto, segurando seu queixo e a fazendo olhar em seus olhos. Observou por alguns momentos sua expressão de espanto. Talvez ela só precisasse que alguém falasse o quanto era linda. O Espada ficou satisfeito de ter sido ele.

Ulquiorra se surpreendeu um pouco ao notar que a moça o beijara, colando novamente seus corpos. E entre seus lábios e a tímida língua dela, Ulquiorra deixou sua racionalidade ir embora de vez. Enquanto ela segurava em seus cabelos, o puxando assim como ele fizera antes, um pensamento longínquo dizia que ele também estava se entregando.

O homem fez o caminho de antes com a boca no rosto dela, porém dessa vez aproveitando para morder de leve o lóbulo esquerdo. Beijou o pescoço, ombro, início do peito e deu beijos demorados na extensão de seus seios. Parou de leve antes de chupar seus mamilos, se concentrando em um enquanto apertava com os dedos o outro, alternando logo depois.

Orihime colocou a mão na boca para tapar sua voz, que começava a sair em forma de gemido. Segurou o cabelo de Ulquiorra e apertou sua cabeça contra seu peito, o incitando a continuar. Ele a olhava de vez em quando para apreciá-la, e ela estava de olhos fechados, inclinando a cabeça para cima, o deixando mais excitado para prosseguir.

Continuou chupando e sugando o seio direito enquanto sua mão desceu pela barriga de Orihime, adentrando sua hakama, sentindo o tecido da calcinha e passando os dedos pelo monte de Vênus, deslizando para os grandes lábios. Sentiu-a fechar levemente a perna, como se tivesse tomado um susto, então ele parou por segundos e depois continuou. Fazia um movimento de deslize, subindo e descendo os dedos de leve, enquanto continuava a chupar e agora também mordiscar o mamilo direito. Ela arfava cada vez mais rápido e ele sentiu que já era hora de um toque mais íntimo. Adentrou sua mão pela calcinha da moça e colocou o dedo médio entre os grandes lábios, vagarosamente o mexendo, procurando seu clitóris. Assim que encontrou, levou o indicador até ele e com os dois dedos fez movimentos de prender e escapar com o pequeno músculo já rígido. Isso foi se facilitando à medida que sentia Orihime cada vez mais molhada. Ele deu uma última lambida de leve no mamilo dela e ergueu seu rosto em frente ao dela, sem soltar seus dedos do clitóris. Puxou novamente o cabelo dela e a fez olhá-lo. Ela arfou e o olhou, ainda com a boca entreaberta, ainda procurando ar para respirar.

E quando os dois se olharam, só viram desejo no olhar um do outro.

Timidamente e devagar, Orihime colocou a mão no cós da hakama de Ulquiorra e o puxou para baixo. Não parou de olhá-lo nesse processo, mesmo muito envergonhada. Achava que perderia toda a coragem caso olhasse para baixo e visse a intimidade masculina. Ela abaixou-se e levou a peça de roupa até o joelho do rapaz e, ainda sem tirar os olhos dos dele, voltou a erguer-se. Olhou seus olhos incrivelmente verdes por um momento e o beijou. Enquanto o beijava, levou a mão direita pelo tórax, cintura, chegando na região pélvica e lá tendo certo receio de continuar. Seu ventre já sentia o contato com a ereção dele, mas ainda assim era sua primeira vez. Ulquiorra notou ela titubeando e a beijou mais forte, intensificando o contato em sua vagina. Não a deixaria perder a coragem ou querer voltar atrás. A faria querer mais e mais a partir de agora.

Recuperando seu anseio, Orihime desliza seus dedos pelo osso pélvico do rapaz e vai apreciando o contato com o que seria a maior proximidade que já teve com outro ser. Levou um pequeno susto quando encontrou seu pênis e não soube muito bem o que fazer, então foi tocando com a ponta dos dedos a extensão do órgão. Sentiu que era mais grosso no fim, e mais suave na ponta. Sentiu também, pela forma como Ulquiorra parou de beijá-la, que a ponta era mais sensível. Demorou seus dedos ali, cuidadosamente tocando, como se dedilhasse.

Ulquiorra tirou a mão da calcinha – agora encharcada – da moça e colocou os dedos que ali estavam na boca dela. O gesto ousado surpreendeu Orihime, mas ela não recusou. Ela, ainda, pegou a mão dele em sua boca e a guiou para sua glande, espalhando o líquido viscoso ali, aumentando a excitação dele. Ulquiorra contou até três para não jogá-la no sofá e penetrá-la ali mesmo. Vendo que ficou mais escorregadio, a moça começou a brincar com os dedos em sua glande, empurrando para baixo e depois puxando novamente. Passou alguns segundos fazendo isso, até que foi a vez do rapaz fechar os olhos e arfar, mesmo que muito mais de leve que ela. Orihime sentiu ali, uma grande oportunidade de matar sua curiosidade e então, respirando fundo para ganhar coragem, abaixou a cabeça e viu o membro do rapaz.

Foi constrangedor no começo, pareceu que tornou tudo mais vulgar. Porém, se acalmando um pouco e respirando fundo novamente, voltou a ser excitante. E a brasa ardente em seu interior a impulsionou a beijá-lo e masturbá-lo, de forma desajeitada, mas não menos prazerosa para o homem.

Em um certo momento, ele afastou a mão em seu pênis de forma abrupta, e a ergueu pela cintura, a empurrando contra a parede, a beijando tão forte que Orihime sentia seus lábios machucando, mas ela não se importava, ela queria. O rapaz puxou o a hakama dela para baixo e assim que o tecido caiu no chão, ele colocou as pernas dela em volta de sua cintura, a segurando fortemente pelas coxas, a fazendo gemer entre os beijos.

A moça sentia o pênis dele muito próximo de sua vagina e isso a deixou mais molhada, mais desejosa e praticamente sem nenhum pudor. Ela o sentiu coloca-la no chão, de pé. A olhando, ele abaixou-se e retirou os sapatos dele e os dela. Ele parecia muito calmo, como se antecedesse uma tempestade. Ainda a olhando, ele colocou os dedos entre as laterais da calcinha e falou:

— Não pare de olhar.

O tom autoritário arrepiou Orihime, que se esforçou para não desobedecê-lo, já que ele se aproximou, sem tirar os olhos dos dela, mais e mais de sua intimidade e por cima da calcinha, encostou os lábios, passou a língua vagarosamente pela extensão que conseguiu e chupou o começo dos grandes lábios. Fez isso várias vezes e Orihime já sentia seu corpo tremendo de forma quase insuportável quando ele, de forma rápida, retira a calcinha da moça a apoia na parede. Ainda de joelhos, ele afasta calmamente a perna esquerda da moça e então joga sua boca na vagina dela. Começa pelos grandes lábios e depois coloca sua língua entre eles, indo várias vezes para cima e para baixo, demoradamente. Encontra o clitóris e ali brinca com ele, fazendo movimentos circulares com a língua.

Enquanto isso, Orihime sente toda a força de seu corpo escapando de seu corpo, e ela agradece por ter uma parede atrás de si para se apoiar. Já não pensava racionalmente, só queria mais e mais daquilo e os pequenos gemidos que deixava escapar entre seus dedos denunciavam isso. No momento em que Ulquiorra separou suavemente os grandes lábios com os dedos e sua língua tocou a entrada de sua vagina, ela instintivamente segurou os cabelos negros dele e o empurrou mais fundo.

Agora já não haviam mais formas de segurar a erupção de emoções que sentiam. A moça já não conseguia evitar os gemidos, os espasmos cada vez mais fortes e sua respiração era cada vez mais entrecortada. Ela sentia Ulquiorra chupando, mordiscando e lambendo rápido e então devagar toda a extensão de sua vagina e no momento em que ela achou que estava chegando ao seu ápice, ele parou.

Ela resmungou enquanto ele a segurava no colo e a colocava novamente no sofá. O rapaz se encaixou entre as pernas dela e se inclinou para frente, a fim de vê-la. Orihime sentiu o pênis dele roçar em sua coxa e isso fez sua mente voltar à realidade do que estavam fazendo. O próximo ato selaria a entrega. E então, o corpo da moça travou.

— Sente medo de mim, mulher? – a voz de Ulquiorra estava muito rouca e era excitante, mas Orihime não conseguiu aproveitar por completo naquele instante por causa de seus temores.

— Não – ela respondeu rápido para sua voz sair convicta – É que... E-eu nunca fiz isso antes.

O rapaz aliviou o olhar. Ela não tinha medo dele, afinal. Tinha medo de sentir dor.

Ele levou seus dedos novamente ao clitóris e ali dedilhou, moveu em círculos e até puxou de leve, como se beliscasse. Orihime sentia toda a excitação voltar e então o hollow se aproximou mais do rosto dela, deixando o braço esquerdo acima da cabeça dela. Ela o olhava e sentia prazer e ele apreciava isso. Ele a mandou fechar os olhos. Era uma dança, ela se deixou conduzir. Ele parou os movimentos no clitóris e foi descendo e com o dedo médio a penetrou devagar. Sentiu o corpo da moça travando, e então parou de se mexer. A mandou voltar a respirar e quando sentiu que o corpo dela voltou a ficar relaxado, continuou a penetrá-la com o dedo. Calmamente, mesmo que no interior ele estivesse ardendo em chamas e se controlando para não ser seu membro ao invés do dedo, ele foi ao máximo que conseguiu e depois voltou. Fez esse movimento algumas vezes antes de aumentar o ritmo. Viu que ela gostava e admirava o rosto feminino sentindo prazer. Aumentou mais a velocidade e então parou. Ela pediu quase sem voz para não parar e então ele introduziu o dedo indicador junto. Ela deu um pequeno gritinho, mas não fez objeção para que parasse. Ele ia mais rápido e forte e então ela segurou sua mão e tremendo, colocou o anelar dele junto com os outros. Ele a penetrou devagar, porém firme, e então os dois sentiram um pouco de sangue sair. Talvez aquele fosse seu hímen.

Sentindo a vontade crescer ainda mais, Ulquiorra esperou para ver se havia algum sinal de dor, mas Orihime não parecia sentir isso tão forte a ponto de contrapor ao prazer. E esse foi o aval que o rapaz precisava para colocar os dedos com força em sua intimidade, indo e voltando rápido, arrancando gemidos cada vez mais altos. Ele a desejava fortemente, imaginando, inclusive, que nunca havia desejado outro ser daquela maneira. Entregando-se totalmente à luxúria, o arrancar deixou-se levar pelos gemidos da jovem e, dançando conforme o ritmo daquela dança, foi encaixando sua pelve entre as pernas da moça, fazendo seu pênis roçar fortemente na virilha dela. E sem interromper o ritmo, retirou seus dedos do interior da vagina e os conduziu até o pênis, o guiando para a entrada dela e ali parando, olhando-a. Ao ver sua expressão desejosa, a penetrou lentamente.

Sentiu o corpo de Orihime travar novamente, então ele também parou. Subiu o polegar até seu clitóris e mexeu de leve nele, de novo. Foi retirando sua mão dali enquanto se inclinava para mais perto dela e a beijou, demorada e profundamente. Sentiu melhor as reações do corpo humano e assim que a sentiu se soltar mais, continuou a entrar em seu corpo.

Era uma sensação muito estranha a que Orihime sentia naquele momento. Não se dava ao luxo de permitir que sua mente terminasse de formular uma frase sequer, pois todo seu corpo alertava que se deixasse, sentiria vergonha e dor. Então só lhe restou voltar às suas bases, ao seu instinto. E este urrava de satisfação. Era ótima a vontade que vinha dali, mas não bastava. Tudo ruiria, mas Ulquiorra a beijou. Não era pela vulgar vontade de transar que estava ali; era pelo desejo que sentia pelo homem que amava. E tudo pareceu voltar ao seu lugar.

Ulquiorra pôde sentir o corpo da mulher abaixo do seu relaxando mais e mais e então ele se permitiu parar de bloquear a enxurrada de prazer que estava sentindo. Parecia um fogo muito forte que percorria cada célula do seu corpo, um prazer muito próximo ao de devorar uma alma. Não... Havia outra coisa nessa situação. Havia Orihime. Havia o desejo de dar-lhe prazer e ouvi-la gemendo por ele. Havia o desejo de nunca mais sair de seu lado. Isso tudo fazia o prazer ter um significado muito maior. E o fogo queimava mais e mais. A ponto de embaralhar todos os pensamentos. A ponto dos dois soltarem gemidos entre os beijos. A ponto de Ulquiorra soltar os lábios dela e se aproximar de seu ouvido, a fim de deixar audível a ela o quanto a desejava.

Ele sentia o suor do corpo humano espalhar-se pelo seu. Ele prendia os pulsos dela e depois os soltava, passava ao mãos pelo corpo feminino, demorando-se por onde passava, como se quisesse deixar uma marca em cada parte. Um fiapo de racionalidade dizia que talvez deixasse, já que a segurava forte demais, mas ele sabia que já não conseguia controlar tanto sua força.

A mulher ansiava por cada toque forte demais dele. O incitou, pedindo para lhe apertar mais. E foi atendida. E devia ter doído, mas estava tudo sob uma grossa camada de prazer. Um fio de racionalidade a fez pensar que isso deixaria marcas. Sorte que ela sabia se curar. Sentiu ele indo mais rápido, mas notou que ainda estava devagar demais, talvez ele estivesse se contendo por ela. Orihime vai até seu ouvido e então pede, com a voz falha e rouca, para que ele não se contenha, que ela quer ser quebrada por ele. E aprova o resultado de seu pedido. Sente o braço – não tão frio quanto o normal – do arrancar a segurar por debaixo de sua cintura e colocar o que ela imagina ser todo seu membro dentro dela. Ele ficou assim por alguns segundos, de olhos fechados, apreciando, e então se retira e empurra tudo novamente. Faz três vezes de leve para logo em seguida aumentar a velocidade e, aos poucos, a força também.

Orihime tenta apertar o tecido do sofá. Ulquiorra segurava fortemente seu tronco e sua coxa, a puxando pra si, a mordendo e chupando em vários locais do corpo. O nível de prazer que ela sente é o suficiente para retribuir, mordendo fortemente o ombro do homem, chupando seu pescoço e gemendo, agora alto, em seu ouvido enquanto pedia por mais. Ela sobe a mão direita pelo pescoço dele, alcançando seus cabelos e os puxa enquanto sobe o máximo que pode dentro de sua máscara hollow e observou deliciada que aquilo provocava prazer nele. O beijou forte, mordendo-se tanto um ao outro que os lábios sangraram de leve.

Ela agarrou-se na cintura masculina quando sentiu uma enorme energia apoderando-se do local onde se uniam, indo em direção à sua coluna.

E ela gemeu pedindo por mais.

A sensação queimava e se espalhava pela sua coluna.

Mais.

Sentiu se corpo arrepiar e sua coluna arquear quanto toda aquela energia chegou à sua cabeça.

Mais!

Era como se descargas elétricas estivessem fluindo por todo seu corpo e ele convulsionasse. Nunca havia sentido aquela intensidade antes e agarrou-se o mais forte que pode ao corpo do homem em cima dela enquanto tudo o que era inebriou-se no mais puro e sublime prazer.

Ulquiorra diminuiu suas estocadas até o nível mais lento que pode enquanto deliciava-se de uma forma que nunca imaginou que seria capaz com o orgasmo da mulher abaixo de si. Era simplesmente muito lindo e prazeroso ver aquilo. Como se ele mesmo estivesse a gozar. Esta vontade, aliás, não demorou a exigir passagem. Ele voltou a penetrá-la forte e rapidamente, agindo de acordo apenas de seus mais puros instintos e desejos e sem demora, sentiu todo seu corpo explodir através de um fogo que parecia consumi-lo por inteiro.

Orihime testemunhou levemente embriagada o gozo masculino e ele pareceu completar o seu próprio. O corpo dele tremia muito de leve, passaria despercebido se não fosse a proximidade dos dois. Ela levou os braços – que agora pareciam pesar o dobro do que geralmente pesam – em sua cintura e o puxou para si. Ele aceitou imediatamente e soltou seu rosto entre os seios dela, sentindo-o o peito dela arfando, tentando recuperar o ar.

Ela sentia-se calma. Provavelmente o mais calma que já tinha chego a sentir em Hueco Mundo. Estranho. Ela pensou que devia estar se sentindo envergonhada ou algum outro sentimento de culpa. Mas tudo o que sentia era alívio, uma dose de tranquilidade e uma alegria muito grande pelo rapaz estar deitado em si. Ela sorriu. Com certeza, o que sentia era felicidade.

Notas finais
Me desculpem pelo hiatus de mais de dois anos na história e muitíssimo obrigado por ter lido até aqui. Eu perdi as contas de quantas vezes eu reli o capítulo, então acredito que esteja sem erros de digitação/gramaticais, mas caso vejam algo, favor me mostrem nos comentários. Aliás, críticas construtivas e sua opinião sobre meu trabalho também são mais do que importantes. =) Gente, se vocês foram incrivelmente pacientes e leram as notas de capítulos, vão se lembrar de que minha ideia com esta fic era treinar minha escrita hentai, nunca antes praticada. O meu primeiro objetivo com esta fic eu completei neste capítulo. E pensei por um tempo se não devia fazer alguns parágrafos no final deste terceiro capítulo para encerrar a fic. Mas eu preferi deixar em aberto, pois tenho algumas outras ideias pra ela (todas hentai, mas quero encaixar bem com o mini enredo que criei, pra não parecer uma doujin hentai sem sentido). Entretanto, quero me dedicar a outras ideias. Então esta fic não vai ser minha prioridade. Agradeço profundamente a todos que leram, aos comentários (quando eu via que tinha um comentário novo na história, eu ficava eufórica de alegria - deve ser assim com todo autor), aos incentivos para continuar. Essa é a fic com mais visualizações que já tive. Sinto até um orgulho dela. Principalmente porque escrever sobre sexo sempre foi algo complexo para mim, e eu procurei colocar minha própria visão no que escrevi. Já li muitas fics hentais muito boas, porém sempre achei que faltava um pouco mais de aprofundamento nas emoções durante o ato. Para tornar mais verdadeiro, mais próximo da realidade. E sempre senti falta de um ponto de vista mais voltado ao prazer da mulher. Então foi isso tudo que tentei abranger. Foi um desafio pra mim. Espero que vocês tenham gostado também e até a próxima o/
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.