Notas iniciais
Classifiquei como drama, mas não acredito que seja. Realmente não sei definir isso... Acho que não é nada, rs. Anyway, boa leitura!

O que Orihara Izaya sentia por Heiwajima Shizuo não era algo tão simples de definir como sentimentos tão humanos quanto o ódio e o amor. Particularmente, ao menos, não possuía nenhum desgosto tão grande em relação ao loiro. Era algo mais desprezível e primitivo, puro instinto de sobrevivência.

Sim, parecia que sua cabeça o dizia: mate-o, mate-o, MATE-O! (Pois sabia não ser louco, não eram vozes do além nem nada parecido.) Um alerta vermelho piscava freneticamente, se não matasse, ia ser morto. O que era irônico, pois não estavam na selva, apesar de muitas vezes Tóquio parecer uma. E Ikebukuro, nem sempre por sua causa.

Shizuo deveria odiá-lo, pois sabia do que era capaz. Perspicaz, não se deixara enganar pelo informante. Ou talvez estivesse relacionando demais as coisas: ainda eram humanos, não eram completamente dominados por instintos. Podia ser apenas uma birra infantil, o que era estranho vindo de dois adultos...

Mas sempre que uma máquina de refrigerantes ou uma placa voava em sua direção, começava a duvidar: alguns humanos realmente podiam ser dominados pelos instintos. Porque aquilo não era ódio, amor, ou sequer uma obsessão. Apenas queriam matar um ao outro, já que naquela região tão adorável, com humanos tão interessantes, não havia espaço para os dois.

Quem será que morreria primeiro?

Izaya faria de tudo para garantir que não seria ele. A selva de pedra pode ser tão perigosa quanto a mata fechada.

Notas finais
A ideia veio de repente. Ficou bem curtinha, mas quem leu, espero que tenha gostado. Não podia deixar de escrever... Reviews?
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!