Insomnia
3 Capítulo 3: Bizarrices nunca é demais!
Na noite seguinte, acordei e fui para cozinha tomar umas taças de sangue antes de partir. Fui buscar minha mochila e ao passar na porta do quarto de Hugo, o ouvi abrir a tampa do caixão. Corri para o meu quarto, peguei minha mochila e pulei pela janela, caindo perfeitamente em pé no gramado. Sai correndo para a esquina e eu pensei que não iria ir andando, eu iria roubar um carro. Vi uma Hillux estacionada, arrombei a porta e fiz ligação direta e arranquei com o carro.
- Hugo Campanaro –
Levantei do meu caixão e fui para a cozinha. Claire já havia levantado!
_ vou acordar a Lefreve pra gente...
_ ela não está...
_ foi caçar e não me esperou?
_ não. Ela... Foi viajar – olhei para Claire como se ela estivesse me zoando ou algo do tipo.
_ viajar?
_ ela disse que ia encerrar algo de uma vez por todas.
_ ela foi atrás da Nikole! – eu ia saindo atrás dela, mas Claire foi mais rápida e se pos na minha frente.
_ ela disse para ficar, temos que descobrir quem deixou aquele bilhete e revirou a casa.
_ Claire, sabemos que a Nikole é mais velha que todos nós, talvez ela esteja se metendo com bruxos. É perigoso para todo mundo, e a Lefreve está sozinha.
_ eu sei Hugo, mas deixa assim – talvez Claire estivesse certa, o melhor seria esperar por mais que eu não concordasse.
- Lumar Lefreve Narrando-
Eu andava a 200 km/h em uma estrada completamente vazia e escura. Dos lados só tinha mato, eu ouvi vozes no meio do mato, então freiei com tudo, peguei minha faca no coldre que estava na minha coxa e entrei.
Eram mulheres, falavam mais baixo conforme eu me aproximava. Puxei a faca quando uma garota loira de olhos claros apontava um arco na minha cara.
_ quem é você? – ela perguntou
_ Lumar Lefreve e você?
_ Brooke Simons, filha de Apolo.
_ quem?
_ Apolo! Deus Apolo! – eu gargalhei
_ qual a graça?
_ deuses não existem Brooke – disse irônica
_ não nos insulte, moça. Seu pai ou mãe a guiou ate nós, então venha e se sente.
_ não vou ficar!
_ terá de conhecer Luna... Ela irá chegar em alguns minutos, acho que deveriam conversar.
_ de quem você é filha? – uma menina de cabelos castanhos perguntou
_ bom, biologicamente, de humanos, mas metaforicamente de...
_ Caim! – uma voz disse atrás de mim, me virei e quase enfartei – se meu coração batesse – a garota era eu. Quer dizer, era como olhar no espelho, quando eu era humana. Os cabelos dela eram vermelhos presos em uma trança lateral, como os da maioria das meninas.
_ quem é você? – perguntei com a sobrancelha arqueada.
_ Luna Grimford, filha de Hades, chefe das Rangers de Londres.
_ desculpa, mas vocês são doidas? Filhos de deuses gregos não existem! Assim como esses deuses!
_ Luna, essa criatura esta nos ofendendo! – a mais grandalhona de todas disse querendo me bater, coitada. A mato em segundos.
_ acalme-se Mary... Eu irei resolver as coisas com a filha de Caim, venha – a voz dela era calma, mas sempre estava com um arco as costas, caso eu passasse dos limites ia me enfiar uma flecha. Nossa, que original! Nós fomos andando por uma trilha em silencio, eu queria entender como ela era tão idêntica a mim.
_ eu sei o que pensa cria de Caim
_ será que pode me chamar pelo nome, seria melhor...
_ certo, como se chama?
_ Lumar
_ certo, você já ouviu falar das Rangers?
_ não, em 200 anos de existência, não ouvi falar de Rangers, bruxos e nem nada do tipo – Luna me olhava como se eu fosse louca.
_ 200 anos?
_ é você sabe o que Caim quer dizer né?
_ sim, mas – eu ri irônica.
_ sou uma vampira garota, antes de você pensar em nascer, eu já matava – a luz da lua me fazia ficar mais assustadora e era patético como Luna parecia assustada – recentemente, eu e uns amigos matamos um exercito de recém-criados.
_ há outros?
_ é claro! Há vários de nós por aí...
_ nós caçamos por anos, mas não achamos nada, apenas lycans.
_ interessante
_ afinal cria de Caim, o que te levou a achar minhas meninas?
_ achei que fosse outra pessoa...
_ quem? Podemos...
_ não! Ela é mais velha que eu, está mexendo com outras coisas, não vale a pena. E é uma coisa pessoal que tenho que cuidar sozinha.
_ tem certeza? Podemos ajudar...
_ isso é pessoal Luna!
_ não caçamos há anos – eu estava um pouco a sua frente de costas, me virei e pus minhas presas pra fora.
_ já disse que é pessoal! – ela me olhou com medo.
_ se precisar de nós... Sabe onde me achar.
_ creio que não precisarei , mas me lembrarei disso! Preciso seguir, não posso ver o sol ou a luz do dia.
_ ok, nos vemos por aí Lumar...
_ até Luna – corri de volta para a estrada, entrei no carro e segui viagem.
- Claire Di Minus narrando-
Aturar o Hugo sem a Lefreve é impossível. Ele fica insuportável!
_ Claire, devíamos procurar Nikole. Posso facilitar as coisas – eu já não aguentava mais ouvir a voz dele, estava ficando com tanto ódio.
_ Chega! Eu não aguento mais. Ela partiu tem menos de duas horas e você está insuportável – ele riu
_ foi mal Claire, mas eu não consigo ficar parado e esperar quando há uma guerra pra acontecer.
_ você está assim pela guerra ou pela Lefreve? – perguntei com a sobrancelha arqueada, eu consegui desarmar ele, eu percebi isso quando ele me encarou meio sério. E sem querer demonstrar nada respondeu:
_ pela guerra – e saiu pro quarto, eu gargalhei e continuei brincando com um pequeno canivete que eu tinha em mãos.
- Lumar Lefreve Narrando –
Depois de percorrer uns 100 metros com o carro, ele parou no meio da estrada, olhei para o painel e a gasolina tinha acabado. Urrei de raiva e dei um soco no volante tão forte que afundou um pouquinho. Sai revoltada de dentro do carro carregando minha mochila e segui mais adiante por dentro da floresta, procurando uma caverna. Um pouco mais distante, ouvia Luna e suas caçadoras, algo me dizia que elas tiraram a gasolina do carro para eu ajudá-las. Finalmente eu achei uma gruta, onde pude me esconder da luz.
- algumas horas depois –
Quando a noite caiu, eu me levantei e saí da gruta. Continuei a pé, eu tinha que chegar a algum lugar, eu provavelmente iria para a aquela casa, estava perto e lá era o único lugar que me daria pistas de onde Nikole estaria.
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