Insomnia
14 Capítulo 14: First Day of the rest of my life.
Notas iniciais
Quando acordei horas depois, eu estava em um quarto com uma decoração colonial. Uma enorme cama com lençóis de seda – onde eu deitava – um armário enorme e uma penteadeira. Eu não saberia responder se estava de dia ou de noite, pois as janelas eram cobertas com grossas cortinas do mesmo tom do lençol. Levantei-me e senti a garganta arder, eu precisava muito de sangue.
Sai do quarto, e me deparei com um imenso corredor com inúmeras portas, em uma delas, eu ouvia vozes. Reconheci-as sendo de Nikole e Kallab, quando me aproximei, Kallab disse:
_ entre Lefreve. – eu abri a porta e eles estavam em um escritório. – bem vinda.
_ obrigada – respondi simplesmente.
_ eu fiquei surpreso com o convite de Nikole e mais surpreso ainda com sua resposta. Conte-me, o que a fez aceitar?
_ como se não soubesse Kallab.
_ eu realmente não sei querida. Conte-me – suspirei levemente irritada.
_ as coisas não estavam mais dando certo no circulo em que eu estava, precisava tomar novos rumos.
_ você pensou em fazer isso sozinha, Lumar? – Nikole perguntou.
_ sim, mas ai você fez o convite e eu decidi aceitar.
_ eu soube que quando você era humana, se isolou naquela casa em Belfast – eu rolei os olhos.
_ é eu havia perdido um marido e uma filha, ate descobrir que minha filha não estava morta e que me odiou por duzentos anos até morrer em uma batalha.
_ você já foi casada e teve uma filha? – Kallab perguntou abismado.
_ sim – respondi com a sobrancelha arqueada – casamentos cedo eram normais naquela época Kallab.
_ sim, eu sei. É que você parece ser tão bravia, que casamentos arranjados não é muito sua cara.
_ não foi arranjado, eu o amava e ele a mim.
_ as coisas mudam não é? – Pippa, uma das bruxas do clã de Kallab falou no canto da sala – seu falecido marido te amava agora você ama um cara que prefere uma humana a você. – senti minhas presas rasgarem minha gengiva e eu me preparei para atacá-la.
_ Pippa! Quem te ordenou a entrar? – Kallab disse severo
_ ninguém milorde.
_ e o que diabos você esta fazendo aqui? Vá embora, agora!
_ sim senhor – ela se virou e saiu
_ me perdoe Lumar, Pippa anda impossível ultimamente.
_ não se preocupe Kallab, só não espere controle da minha parte se ela ficar com essas provocações. – ele assentiu e Nikole deu um sorriso de canto.
_ sempre admirei essa sua força Lumar, essa sua raiva reprimida que só é solta em campos de batalha ou em palavras – ela comentou e eu a olhei confusa – entenda, alguns vampiros com o tempo, perdem a raiva, tomam sangue por obrigação, e as lutas se tornam chatas, mas você... Depois de duzentos anos, continua a mesma, obviamente mais forte e controlada, mas a mesma raiva de uma recém-criada.
_ ah... Sei lá, acho que sou um pouco revoltada – eles riram.
_ sim, verdade.
_ me responda Lumar, manterá contato com seu outro circulo?
_ me perdoe pela indelicadeza Kallab, mas se eu saí do circulo, é porque não estava mais dando certo, então por que eu matéria contato com eles?
_ tem razão, desculpe.
_ podemos conversar depois? Estou com sede, e preciso realmente matar alguém hoje.
_ claro, fique a vontade. Conversamos mais tarde – eu saí da sala e fui direto para a rua.
Los Angeles tinha aquele clima quente que não combinava nem um pouco com minha calça de couro. Eu precisaria adequar meu guarda roupa se quisesse morar lá. Andei até um barzinho qualquer na beira da praia, estava bem movimentado, assim que entrei, falei com o garçom pra me trazer uma cerveja.
_ ora, ora, ora... Uma inglesa – um cara muito bêbado falou do meu lado.
_ ora, ora, ora... Um americano bêbado! – falei em tom de ironia.
_ está na minha terra inglesinha, então cuidado com o que fala. – gargalhei
_ não sabia que vocês eram bem humorados.
_ sabe, deveria ter medo, pois aqui, quando nós queremos alguma coisa – ele me puxou pra muito perto e falou com a boca quase na minha – nós conseguimos. – rolei os olhos e levantei o joelho que por acaso estava em uma parte sensível do rapaz a minha frente, fazendo-o me soltar imediatamente e quase cair de joelhos aos meus pés.
_ sabe, eu não tenho medo de homem – o garçom trouxe minha cerveja, no qual eu dei um gole e olhei com desprezo para o homem agachado ao meu lado.
_ ate que para uma mulher, você é bem forte.
_ você não viu nada – comentei baixo dando um gole na minha cerveja.
_ gosto de mulher decidida – ele se aproximou de novo. Bufei irritada e levantei bruscamente falando.
_ você. Eu. Lá fora. Agora! – sai andando com ele ao meu encalço no mínimo achando que eu faria sexo com ele. Pobre homem! – escuta aqui, você tem família?
_ não querida! – ele disse com um sorriso malicioso
_ ótimo – pus minhas presas de fora e o ataquei, drenando-o em minutos.
- Hugo Campanaro Narrando –
O que Lumar havia me dito pairava na minha cabeça desde aquele dia e digamos que eu estava levando Claire à loucura. Sempre que ela chegava em casa, tinha uns três ou quatro corpos de mulheres que eu nem me lembro o nome espalhados pelo apartamento, a maioria no quarto de Lumar. Sim, eu estava sendo patético.
Eu estava com duas garotas no sofá, e eu tinha que me controlar para não matá-las, não ainda. A festa estava ótima até que...
_ QUE PORRA É ESSA? – Claire entrou gritando (só pra variar um pouco)
_ eu me divertindo querida prima – as garotas me olharam assustadas e eu dei um sorriso para tranquiliza-las.
_ eu quero essas garotas fora da minha casa AGORA. E se eu chegar em casa e encontrar um corpo ou uma garota viva, o próximo corpo que vai ter aqui vai ser o seu, só que com uma bela estaca no peito. – eu bufei irritado
_ meninas, me desculpem, mas a gente continua depois, pode ser? – elas concordaram e foram embora.
- Lumar Lefreve narrando-
Dei um jeito de sumir com o corpo do cara e continuei andando por Los Angeles. Eu estava em uma avenida famosa de Los Angeles, tinha uma musica com esse nome, não importa. Entrei no barzinho mais cara de bunda que tinha e eu me surpreendi. O lugar era foda! Desculpa o palavreado e tal, mas o bar era muito legal por dentro. Eu me dirigi até uma mesa e um garçom veio me atender.
_ Olá boa noite. Posso ajudá-la?
_ Hey... Trás o drink mais diferente que vocês tiverem.
_ pode deixar – e ele saiu e eu fiquei observando ao redor. De longe, eu vi alguém muito conhecido, mas achei que era loucura minha. Depois que o simpático garçom trouxe meu drink, eu me concentrei mais do que devia na mesa do bar até alguém me assustar.
_ Lumar? É você mesmo? – alguém disse um pouco espantado, eu levantei os olhos e dei de cara com Douglas.
_ Douglas? O que você está fazendo aqui? – eu sorri meio de lado.
_ eu tinha uns negócios na cidade e você? – o cabelo dele estava maior e a barba também, tirando um pouco a carinha de bebe dele, o deixando com cara de homem.
_ me mudei pra cá – dei ombros
_ jura? Poxa e aquele seu namorado ou amigo, não sei ao certo – ele riu sem graça.
_ Hugo? – ele assentiu – ahn... Digamos que tivemos problemas de convivência. – relutei um pouco em responder.
_ ah, sinto muito... Eu acho.
_ tudo bem, eu vim pra L.A pra começar tudo de novo. – ele deu um sorriso.
_ certo, então que tal a gente sair amanhã à tarde?
_ de dia não dá Douglas! – eu disse rápido
_ por que você nunca sai de dia? – Boa Lefreve, vai falar o que?
_ eu estou na casa de... Parentes! E meu tio pediu para eu ajudá-lo com algo sem importância, sabe? Mas assim que anoitecer, eu vou estar livre – ele sorriu.
_ certo, eu passo lá as 19 pode ser?
_ claro
_ me da seu endereço? – eu peguei o celular dele e digitei o endereço da mansão.
_ me liga quando chegar, minhas primas podem ser um pouco inconvenientes. – ele riu
_ pode deixar. Bom, vou indo... Te vejo amanhã Lumar – ele me deu um beijo no rosto e foi embora.
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