Insomnia

9 Transição


Notas iniciais
Oi, saindo mais um capítulo!
Esse foi mais rápido rs

Demorou um pouco, mas logo Matsuri e Temari haviam pego no sono enquanto Sakura revirava-se de um lado para o outro em sua cama sentindo um mal-estar. Algumas vezes seu coração parecia bater acelerado, causando-lhe uma falta de ar e por isso teve certeza de que naquela noite não aguentaria mais continuar deitada.

Vagarosamente conseguiu sair do beliche sem acordar as duas colegas de quarto e foi caminhando com dificuldades para a cozinha em busca de um copo com água. Abriu a geladeira mas quando ia colocar a água da jarra no copo sentiu alguém parando do seu lado, levando um susto e deixando a mesma cair. Só não fez nenhum barulho porque era uma jarra de plástico que estava segurando, mas derramou todo o conteúdo da água ali.

– Você ainda está aqui? O que quer? Não deveria estar com a Karin? — perguntou a Haruno afastando-se do moreno.

Sasuke prensou-a contra a geladeira e encarou-a bem no fundo daqueles belos olhos cor-de-jade. Podia sentir o cheiro do medo que aquela rosada estava sentindo.

– Você sabe muito bem que eu não vim por causa de Karin. — respondeu com uma voz tão gélida que a jovem pensou que poderia congelar sua alma.


Segurou no braço dele para tentar afastá-lo, mas notou que sua pele era estranhamente dura e fria como a de um vampiro. Um arrepio percorreu-lhe a espinha e ela sentiu muito medo, ao mesmo tempo que sentia-se atraída por aquele estranho ser. Não! Ele não podia ser uma criatura sobrenatural, pois isso não existia. Provavelmente era apenas algum psicopata perigoso que por algum motivo ou padrão desconhecido havia escolhido-a para ser sua próxima vítima.


– O que você quer comigo? Sei que tem andado me espionando e não entendo suas intenções. Eu deveria chamar a polícia! — ameaçou a Haruno, mas seu corpo todo tremia revelando que ela estava apavorada.


Sasuke soltou uma risada cínica que ao mesmo tempo que era assustadora também era extremamente sensual e mexia com os sentidos da moça que se mantinha acuada com as costas contra a geladeira.


– Polícia? E o que eles poderiam fazer contra mim? Algumas balas talvez? Seria necessário bem mais do que isso pra me matar. E depois, pra que você chamasse a polícia seria necessário que você pudesse sair daqui, mas garanto que isso não será possível. — respondeu o Uchiha.


Aterrorizada a rosada soube que ele pretendia mesmo fazer-lhe alguma coisa de ruim.


– Me solta, eu ainda posso gritar e com certeza minhas amigas e os vizinhos vão vir aqui me socorrer! — disse Sakura.


O moreno começou a rir soltando a jovem e deu alguns passos pra trás sem deixar de encará-la. Até que aquilo estava sendo muito mais divertido do que imaginou.


– Vá enfrente, tente gritar. Eu te desafio. — ordenou o moreno e suas íris tornaram-se vermelhas da cor do sangue de forma que assustou terrivelmente a Haruno que o encarou.


Ela abriu a boca tentando pedir socorro, pois não se enganara. Vira mesmo no meio daquela boate um monstro de olhos vermelhos,mas o problema era que sua voz não saía, por mais que seu esforço fosse para se esguelar de tanto gritar. Tentou preparar-se para correr, mas suas pernas também não obedeciam pois estavam paralisadas como se ela fosse uma estátua. De alguma maneira aquele ser estava controlando seu corpo e a ídeia fazia com que seu coração quase saltasse de seu peito tamanho foi o medo. Era exatamente como acontecia em seus pesadelos.


Como ele podia controlar seu corpo? Por que ela não conseguia gritar. Aos poucos foi parando de tentar enquanto olhava aquele homem rindo de seu esforço. Certamente pra ele ela não passava de alguma criatura patética e indefesa parada ali a sua mercê. Talvez ele a fosse torturar aos poucos divertindo-se com seu sofrimento antes de matá-la.


– O que você é? — perguntou a jovem percebendo que era capaz de falar em um tom de voz baixo, isso ele havia lhe permitido. Não era um consolo, pois isso se devia ao fato apenas que que queria ouvir sua voz na altura o suficiente para que ninguém além de ambos pudessem escutar, talvez como forma de torturá-la mentalmente também.


– Eu sou um vampiro e você também é, pelo menos metade vampira. — disse Sasuke calmamente como se aquilo fosse a coisa mais normal do universo.


– Vampiros não existem e eu não sou uma. — respondeu a Haruno.


"Isso deve ser alguma espécie de pesadelo. Claro que é, deve ser só mais um daqueles sonhos bizarros e daqui a pouco eu vou acordar no meu beliche". Pensou tentando tranquilizar-se fechando os olhos.


O moreno escutou alguns passos e soube que alguém estava se aproximando. Com seus sentidos aguçados percebeu que a pessoa estava só e entraria justamente ali. Com certeza era uma das colegas de quarto de Karin que estava chegando completamente chapada e que entraria naquela cozinha querendo comer alguma coisa. Deu mais um sorriso sádico, porque aquilo seria perfeito.


Como o esperado, a moça entrou e Sakura pôde ver que se tratava de Kohana, uma das gêmeas. Teve esperança de que indiretamente ela fosse lhe ajudar, pois talvez quando visse que não estavam mais sozinhos aquele homem fosse soltá-la, mas se enganou.


– Na verdade eu posso provar. — respondeu Sasuke e com uma rapidez incrível pegou Kohana pelo braço e levou-a pra frente da rosada, exibindo enormes e assustadoras presas de vampiro e cravando-as no pescoço da loira rápido demais para que ela pudesse se quer gritar.


A princípio, Sakura sentiu certo prazer porque não gostava de Kohana. Viu os olhos azuis revirarem-se de agonia e aos poucos a gêmea foi desfalecendo. Em seguida o vampiro deixou que o corpo caísse no chão, mas da ferida ainda saía uma grande quantidade de sangue.


O mais estranho foi que de repente a boca da Haruno começava a salivar, como se sentisse muito desejo por aquele sangue. Uma fome e sede queimava dentro de si e era como se apenas aquele líquido fosse o que ela precisava para matar sua sede. Ela abriu a boca pondo a língua pra fora e seus olhos ficavam vidrados enquanto olhava para a ferida de Kohana.


Observar a rosada desse jeito fez com que Sasuke tivesse a certeza de que já era o momento de soltar a Haruno permitindo que ela seguisse seus instintos. Assim se fez, pois logo que percebeu que já podia se movimentar, Sakura correu pra cima da garota e começou a lamber o sangue que escorria dela, chupando-o com vontade.


Era a coisa mais deliciosa que já provou em sua vida. Ali ela não pensava mais no que estava acontecendo, no que era e até mesmo se esquecera da presença de Sasuke ali, simplesmente era como se houvesse apenas ela e o líquido que entrava em seu corpo aplacando aquela sede e fome que sentia a dias.

Sentiu uma dor em seus dentes e logo eles foram se alongando, tornando-se compridos e finos rapidamente de forma que ela pôde perfurar melhor o pescoço da garota e com isso deitar mais sangue para dentro de seu organismo.


Sasuke observava a híbrida bebendo e soube que agora sim ela estava salva, o problema é que ela estava com muita sede, havia até mesmo perfurado o pescoço da colega de casa bem na jugular e por conta disso não haveria chance dela sobreviver. Tinha perdido muito sangue, pois Sakura estava drenando-a completamente e de nada adiantaria fazer Sakura parar, pois ele não iria mesmo repor o sangue daquela garota com o seu próprio para salvá-la. Deixou que a híbrida bebesse até a última gota, então virou o rosto da rosada para si.


– Durma. — ordenou usando sua compulsão, sabendo que era a última vez que poderia usar esse dom com a Haruno, uma vez que quando ela acordasse a transformação estaria completa.


Pegou seu aparelho celular e ligou para Shizune para que ela levasse Sakura enquanto ele teria que ficar para cuidar do corpo da garota que haviam drenado. Por sorte todos pensavam que ela estava na rua. Poderia facilmente limpar todos os vestígios de que ela voltara pra casa de forma que o corpo fosse achado na rua e todos pensassem que se tratava da obra de algum maníaco psicopata.