Insomnia
13 Atração
Notas iniciais
Silenciosamente a jovem Haruno caminhava pelos corredores da cobertura daquele imenso edifício segurando a saia do vestido longo vinho que estava usando naquela noite. Havia sido cuidadosamente maquiada e penteada por uma das criadas de Shizune de forma que parecia-se mesmo com uma Donzela.
Caminhou com dificuldade porque o vestido era comprido o suficiente para arrastar naquele chão, mas Shizune havia lhe dito que ela deveria parecer impecável quando chegasse na Sala de Sasuke pois era assim que mandava o protocolo. A alimentação do líder era uma espécie de Ritual a ser seguido a risca, mas a idéia não agradava Sakura nenhum pouco, uma vez que odiava sentir-se inferiorizada por alguém especialmente sendo por um homem.
Ao chegar na sala a porta se abriu e os olhos cor-de-jade se arregalaram ao notar o belo homem sentado em uma espécie de trono. Era como se Sakura tivesse saído de um mundo moderno repleto de tecnologia para uma Sala completamente Medieval e a maneira como ela estava vestida a fazia sentir-se como parte daquela decoração tão impressionante.
A porta fechou-se atrás da rosada e o vampiro sentado naquele trono percorreu os olhos pelo belo corpo muito bem adornado pela parte de cima tomara-que-caia daquele vestido que lhe dava uma bela visão daqueles seios assim como marcava-lhe o tronco até a altura dos quadris onde a saia armava-se como em um vestido Medieval até a altura dos pés da jovem cobrindo-lhe as sandálias.
Embora Sakura fosse apenas uma híbrida, o Uchiha não pôde deixar de pensar que aquela era a Donzela que mais lhe atraíra, sendo que já havia se alimentado de diversas vampiras da Sociedade consideradas extremamente belas. A beleza da híbrida era exótica e seu olhar ao cruzar com o seu pareceu-lhe desafiador.
Ele esperou que a jovem se ajoelhasse diante dele como mandava o Ritual, mas ela não o fez. Em sua mente a Haruno pensava que jamais se ajoelharia diante de um homem, pois não foi criada para tal ato mesmo tratando-se do Líder de uma Espécie.
Sua mãe a havia criado sozinha como uma mulher forte e indepente ensinando-a a ser assim. Para Sakura, ajoelhar-se diante de um homem seria uma forma de inferiorizar a si mesma mostrando-se submissa a ele e isso ela não era. Encarou-o de frente tentando ocultar a atração que sentia pelo corpo daquele moreno que ainda usava o mesmo sobretudo sem uma camisa por baixo exibindo aquele peito que ela tanto desejava tocar.
Ao perceber que ela não pretendia cumprir o protocolo estando ainda parada de pé encarando-o, o Uchiha levantou-se e foi até ela aproximando os lábios do ouvido da híbrida de forma que ela pôde sentir um arrepio subindo por sua espinha em um mixto de medo e desejo por aquele vampiro que agora estava tão perto de si e seu coração acelerou embora ela se mantivesse imóvel.
Sabia que ele era capaz de ouvir as batidas de seu coração vindas de seu peito e que elas lhe entregariam, mas mesmo assim manteve a compostura. Sasuke divertia-se ao perceber suas reações, mas admirava o fato dela continuar tão firme.
– Shizune não lhe disse que você deveria se ajoelhar diante de mim? — perguntou acariciando a pele do pescoço alvo exposto com as pontas dos dedos fazendo com que uma onda de sensações tomasse conta do corpo feminino.
– Disse, mas eu não pretendo me ajoelhar para homem nenhum, com todo respeito Sasuke-sama. Não fui criada para tal ato e isso seria desrespeitar a mim mesma e a criação que recebi de minha mãe. — disse a híbrida com uma voz firme porém respeitosa. Procurava não tremer e sentiu medo da reação dele ao ouvir aquelas palavras.
Será que ele a escurraçaria dali? Obrigaria ela a se ajoelhar implorando por misericórdia? Não queria que nenhuma das duas coisas acontecessem porque algo dentro de si desejava que ele aproximasse aquelas presas de seu pescoço só para que aquele corpo ficar próximo do seu. A idéia de ter aquele moreno tão perto de si a excitava e ela não saberia dizer se seu coração estava acelerado apenas devido ao medo ou se parte também era pela torturante atração que sentia por aquele vampiro.
Ele afastou os lábios do ouvido de Sakura segurando a ponta de seu queixo de forma que a obrigou a encará-lo. O som do coração dela batendo tão rápido era como música para seus ouvidos e tudo nela o divertia. O cheiro era delicioso e ele estava faminto como nunca havia se sentido em toda a sua vida. Sua fome não era do sangue de qualquer vampira de sangue puro, mas sim do sangue daquela híbrida em particular que embora fosse impuro tinha um cheiro maravilhoso para ele.
– Vejo que é corajosa em dizer essas palavras. Seu olhar é desafiador apesar do cheiro do seu medo que consigo sentir. — disse ele descendo os olhos para os lábios bem pintados de carmim pelos quais sentiu o desejo de provar.
Ela era uma deliciosa tentação, principalmente agora que havia passado pela transformação. Ela não era a mais bonita de sua espécie para muitos, mas havia alguma coisa naquela híbrida em particular que o atraía de uma maneira que ele próprio não era capaz de compreender. Tudo nela lhe despertava interesse, até mesmo suas ações e seu atrevimento.
A Haruno pensou em uma resposta para dar-lhe que desviasse sua atenção de uma possível punição, uma vez que não podia compreender se aquilo se tratava de um elogio ou não. Parecia que ele a devorava com os olhos, mas ela não podia ter certeza do sentido em que ele pensava nisso uma vez que não sabia quase nada sobre os de sua espécie.
– Você diz que estou com medo e que sou corajosa? Não compreendo. — disse a jovem pegando-o em uma contradição tentando surpreendê-lo com sua esperteza. Esperava que ele fosse se enrolar em uma resposta, mas Sasuke era muito mais inteligente do que ela poderia imaginar e isso a fascinava.
– O que define a coragem de alguém não é o fato de não sentir medo e sim como se enfrenta seus temores. Não concorda? — perguntou o Uchiha tocando as pontas dos cabelos róseos muito bem arrumados.
– É, acho que concordo. É a primeira vez que ouço isso. — disse Sakura sentindo-se um pouco mais a vontade para conversar com aquele homem embora seu toque ainda fizesse um calor subir por seu corpo concentrando-se no baixo-ventre devido a atração que havia por ele.
Era pior ainda quando ele a tocava ao mesmo tempo que era bom, como se sua pele ansiasse pelo toque daquele vampiro.
O Uchiha relembrou daquela frase que seu irmão sempre lhe dizia quando era vivo. Nunca pensou que ele mesmo fosse dizer aquilo para alguém. Nos primeiros anos da vida dele, lembrava-se de que sentia vergonha de ter medo enquanto seu irmão era aclamado por todos devido a sua coragem e então um dia ao confessar seu medo para Itachi havia recebido aquela resposta, surpreendendo-se ao saber que o filho mais velho dos Uchiha também sentia medo.
– Sabia que concordaria. É inteligente, Sakura. — o nome dela saiu de seus lábios quase como um sussurro e ele percebeu que gostava de dizer aquele nome. Era como se dissesse um mantra e ele disse com tamanho prazer como nunca havia dito o nome de nenhuma outra mulher antes.
Repreendeu-se por estar tendo aquela conversa com uma simples híbrida tão inferior a ele. Não era normal sentir essas coisas daquela maneira tão intensa, principalmente por alguém como ela quando ele havia rejeitado vampiras que além de terem sangue-puro eram verdadeiras princesas. Decidiu dar fim aquela conversa e fazer o que havia decidido naquele dia: alimentar-se dela e depois deixá-la.
Levou uma das mãos até a curva da cintura feminina sentindo uma enorme excitação só por tocar o corpo dela e Sakura por sua vez prendeu a respiração ao senti-lo tocando seu corpo estando tão próximo.
– Gosto do seu cheiro. Quero ver se seu sangue tem um gosto tão bom quanto o aroma. — disse o vampiro erguendo-a em seu colo e levando-a até uma passagem para uma sala onde havia um imenso divã vermelho onde ele a deitou e sentou-se afastando uma mecha do cabelo rosado daquele pescoço.
Inclinou-se sobre ela pensando que aquela era a verdadeira visão do Paraíso e aproximou a boca do pescoço alvo cravando suas presas naquela pele para sentir o melhor sabor que já havia sentido em toda a sua vida. Ela era deliciosa e o gosto dela não se parecia com nada do que ele já havia provado antes porque não era apenas sangue forte e sim o gosto de Sakura.
Ela sentiu uma leve dor quando aqueles dentes perfuraram sua pele, mas em seguida sentiu um prazer imenso ao ter o corpo másculo sobre si. Sentiu seus seios se enrijecendo devido a sua excitação e ele percebeu, esquecendo-se por um minuto de sua honra e levando as mãos até eles por cima do vestido acariciando-os arrancando um gemido de prazer dos lábios da Haruno.
Uma onda de tontura turvou a visão da rosada em meio aquele prazer e logo ela se viu perdendo os sentidos. Só então que Sasuke afastou-se notando que ela estava fraca depois de tê-lo alimentado. Ele não havia sorvido uma grande quantidade de sangue embora não estivesse mais tão faminto. O problema era que ela não estava alimentada quando lhe doou o sangue e foi então que o moreno percebeu que ela não era do tipo que se satisfazia com sangue humano para estar daquele jeito tendo perdido os sentidos com uma perda tão pequena de sangue.
Levantou-se dali surpreso, pois não esperava aquilo de uma híbrida, pois era o tipo de necessidade que apenas vampiros muito fortes possuíam. Vampiros raros como ele. Retirou-se daquele aposento deixando a Haruno deitada naquele divã e em seguida procurou por Shizune que estava ao lado de fora de sua Sala.
– Já se alimentou? — perguntou a morena assim que viu seu Líder, estranhando um pouco a rapidez.
– Sim, não totalmente como gostaria porque ela estava fraca demais e perdeu os sentidos. Está se recuperando na minha sala de alimentação. Quero que providencie alguém para alimentá-la assim que ela acordar. — ordenou Sasuke de forma fria.
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