Insomnia

7 Alucinações


Notas iniciais
Oi, saindo mais um capítulo!

"No meio daquela boate, enquanto dançava Sakura sentia a sensação de que estava sendo observada, até que ela pára e vê seu observador no meio da multidão. Ele tem olhos vermelhos brilhantes e ela sente que não está ficando louca e nem que havia bebido demais. Simplesmente começa a caminhar na direção do homem. Ele é bonito, mas assustador. Ela deseja saber o que ele é e caminha vagarosamente.

As pessoas abrem caminho, mas continuam dançando e ela não escuta mais a música alta. Seus passos estão em câmera lenta até que ela pára de frente para o homem passeando os olhos por seu belo corpo até pousar no par de íris cor-de-sangue. A pele dele é muito branca e ela não sabe exatamente o porquê, mas tem a sensação de que se tocá-la vai sentir que é fria como gelo.

Sempre gostou de coisas geladas, era uma coisa de sua própria natureza. Desde criança preferia o Inverno ao Verão e isso enlouquecia sua mãe, que sempre teve como estação favorita a Primavera.

Lentamente ela ergue sua mão e a leva até o rosto do homem, deslizando os dedos pela pele lisa, dura e fria. Seu rosto é perfeito, o mais lindo que já viu na sua vida. Era uma face máscula muito bem feita e ela se sente impressionada com a beleza dele. Os lábios são finos e ela os toca ali, mas de repente algo dá errado, pois a mão forte segura seu pulso de forma súbita, fazendo a rosada se assustar.

A boca onde antes ela estava tocando de repente se abre e ela pode vislumbrar duas presas finas e longas. Agora ela sabe exatamente o que ele é e sente um frio percorrendo sua espinha. Tenta gritar por socorro, mas a voz não sai, é como se ela estivesse paralisada e mais ninguém dentro daquela boate está reparando no que está acontecendo com eles dois.

Ela não sabe como eles conseguem se estão cegos, pois um homem com olhos vermelhos e dentes caninos protuberantes e pontiagudos é algo que chama muito a atenção. Ela abre a boca e se esforça para pedir socorro, mas o som simplesmente não consegue sair e é desesperador. O homem ri dela de forma debochada e ela sabe que é seu fim, mas continua forçando para que a voz saia. Não quer morrer"



– NÃOOOO! VAMPIROOOO! — ela senta em sua cama sentindo o suor pingando do rosto e acaba acordando suas colegas de quarto.


Podia ter caído da cama, uma vez que estava dormindo na parte de cima do beliche.

Temari levanta-se e vai até ela preocupada.


– O que foi, Sakura? Teve um pesadelo? — pergunta a loira.


– Sim, eu tive um sonho estranho com aquele homem da boate que vi naquele dia. Sonhei que ele era um vampiro e que queria morder o meu pescoço. — respondeu a Haruno.


A amiga começou a rir do pesadelo da amiga e subiu as escadas do beliche para se juntar a ela. Matsuri teria feito o mesmo se não desconfiasse que a cama não aguentaria três ali em cima, fora o fato de que tinha medo de altura.


– Bem, se for um vampiro gostoso que nem o Edward Cullen acho que eu não me incomodaria de deixá-lo morder o meu pescocinho. Ele era bonito? — Matsuri perguntou olhando para as amigas que estavam em cima.


Sakura e Temari caíram na gargalhada ao ouvir o comentário da colega de quarto mais nova.


– Ah, eu prefiro o lobisomem. Acho ele mais gostoso, não acha, Sakura? — disse Temari com seu jeito mais safado.


– Eu acho difícil escolher. Os dois são gatos. Mas o vampiro do meu sonho apesar de assustador, supera esses dois. Além de bonito ele era másculo, forte, tinha o rosto perfeito. Só que ele não era bomzinho como o Edward e o Jacob. Esse era cruel, tinha um olhar frio e era debochado. — disse a Haruno.


– Hum, acho que sei o porquê desses seus pesadelos, Dona Sakura. A senhorita está precisando é de dar uns bons pegas em uns gatos. Isso é desejo reprimido. Vai ficar boa dessa sua insônia e desses seus pesadelos rapidinho. Vai por mim. — Temari opinou enquanto reprimia um bocejo.


– É, pode ser. — No fundo Sakura duvidava que fosse esse o motivo. mas concordou porque sabia que suas amigas estavam com sono e não queria envolvê-las em uma conversa sobre seus problemas.


Deixou que Temari voltasse pra sua cama e ela mesma tentou voltar a dormir, mas não conseguiu, como já era esperado. Já fazia uma semana que havia chegado naquela República, mas tudo estava dando errado por causa de seus problemas pra dormir durante a noite e seu frequente mal estar durante o dia. Decidiu que consultaria um médico, pois aquilo já começava a afetar seus estudos e sua convivência com as meninas que moravam naquela casa.

Temari e Matsuri eram compreensivas porque sabiam o que ela estava passando, por isso não ligavam quando ela ás vezes dormia durante o dia invés de fazer suas tarefas. Quem sempre jogava piadinhas eram as outras meninas do quarto de Karin. Aquelas simplesmente não haviam ido com sua cara e não facilitavam nada pra ela, mas Sakura sabia que agradar a todos era uma tarefa impossível e que o problema das outras garotas era inveja. Isso era algo que havia em todo lugar.

Sempre existem aqueles que não vão com a sua cara mesmo que você nunca lhes tenha feito mal e esse era o caso de Karin e suas amigas.

Ali deitada naquela cama, esperou que suas amigas dormissem quando ela mesma não conseguiu esse feito de jeito nenhum e desceu da cama devagar, para não acordá-las de novo. Talvez fosse melhor mesmo que não voltasse a dormir, pois poderia ter outro pesadelo com aquele homem e seus gritos acordariam as colegas de quarto novamente.

Foi para a sala e como de praxe, abriu a janela pra respirar o ar fresco e gélido da madrugada que apreciava. Sua respiração estava irregular e primeiro ela olhou para a lua brilhante no céu para depois olhar para baixo, foi quando viu do outro lado da rua o homem do sonho, parado observando-a com os mesmos olhos vermelhos cor-de-sangue. Levou as mãos ao peito com o susto, dando alguns passos pra trás. O olhar dele encontrou o seu e ela rapidamente fechou a janela com medo, mas depois decidiu ir atrás dele para saber o que ele queria.

Vestindo apenas uma camisola fina, abriu a porta da casa e correu para o lugar onde ele estava, mas não o encontrou. Como na primeira vez que o vira, ele havia desaparecido subitamente. Voltou para a casa pensando que talvez estivesse tendo alucinações.